"Senhor, fazei-me instrumento de Vossa Paz"
"Sua maior
intenção, seu desejo principal e plano supremo era observar o Evangelho em
tudo e por tudo, imitando com perfeição, atenção, esforço, dedicação e fervor os
passos de Nosso Senhor Jesus Cristo no seguimento de sua doutrina". (Vida
de S. Francisco - 1Cel 84)
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Sobre São Francisco de Assis
Presépio
O mundo tornou-se Presépio  Presépio exposto na capela de São José-(José Bonifácio-sp) A encarnação do Verbo de Deus, Jesus Cristo, mudou o curso da história, o destino do homem e do mundo. O tempo foi fecundado pelo eterno e os atos humanos ganharam uma significação decisiva: nos fatos se constrói a salvação ou a perdição da vida. Crer num Deus que assumiu a condição humana é crer que toda pessoa tem uma dignidade e um valor fundamental, pelo simples fato de viver, porque a vida é sagrada. Depois de Cristo, tudo tem a ver com Deus: as criaturas, a natureza, as diferentes culturas, as raças, e todas as coisas mais comuns que constituem a vida humana. "Todas as coisas foram feitas por Ele e sem Ele nada se fez de tudo o que foi feito" (Jo 1,3). Hoje, a encarnação tem um caminho de volta: por meio de cada pessoa e do mundo em que vivemos, podemos descobrir a presença do Deus que assumiu nossas feições e tornou-se um de nós. "Entre nós armou sua tenda e nós vimos sua glória" (Jo 1,14). Quando São Francisco de Assis, em sua intuição original recriou no presépio de Greccio, a expressão poética do natal, desejava experimentar e reviver na própria carne, o mistério e o encantamento, o amor e a dor, a contradição da glória divina revelada na pobreza do Filho de Deus. Desde então, compor um presépio com figuras e materiais comuns e ordinários, tornou-se um ato de fé, vislumbrando a presença do Deus encarnado em tudo aquilo que constitui a vida. Para contemplar o presépio e nele descobrir a revelação divina no cotidiano humano, há uma condição: é preciso mudar o coração e o olhar, porque o mundo tornou-se presépio. É este o sentido de compor e imaginar a cena do nascimento de Jesus Cristo nas mais diferentes situações e culturas. É Ele o índio, é Ele o negro, é Ele o pobre, o homem comum na cidade, na favela, no campo... Porque todo ser humano tornou-se sacramento do Filho, e todo lugar e cultura tornaram-se sacramento da manjedoura de Belém. Universal não é o presépio, é sim o mistério da vida que só tem uma morada: o coração humano. Natal e presépio revelam uma contradição: ao assumir na carne as limitações da vida humana, Deus eliminou toda distância e superou toda separação. Porque é livre, cada pessoa pode não viver nesta mesma dinâmica divina do amor e, de algum modo, vai experimentar o paradoxo de uma vida fechada em si mesma. Natal é linguagem divina. Presépio é pedagogia humana para que, na abertura ao mundo, se possa descobrir o que é essencial. Então seremos capazes de sentir, mesmo na precariedade da vida que, "Deus armou sua tenda entre nós, e vimos sua glória, e da sua plenitude TODOS nós recebemos graça sobre graça" (Jo 1,14.16). Frei Regis Daher, ofm ESPECIAL NATAL: LEIAM GRECCIO,A NOVA BELEM: Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil |
Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 17h14
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Presépio exposto na Capela São José. (José Bonifácio-SP.)
O primeiro Presépio ao vivo foi feito por São Francisco de Assis na noite de Natal de 1223, num monte junto da aldeia de Greccio, em Itália. O seu amigo João, dono da herdade, emprestou um boi e um jumento; o povo acorreu com archotes; Francisco, diácono, proclamou e explicou o Evangelho.
Dizem os Biógrafos que, ao pronunciar o nome de Jesus, o Santo passava a língua pelos lábios como que a saborear mel; ao dizer Belém, a sua voz balia como a de um cordeiro; e quando pegou no Menino ao colo, a imagem de Jesus, em barro, animou-se e sorriu-lhe. Leiam mais: LEIAM MAIS SOBRE PRESÉPIO CLICANDO AQUI |
Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 11h56
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Irmã morte. Francisco de Assis preparou o momento da sua morte como uma grande celebração. Não quis o véu da tristeza, mas sim o sereno júbilo dos realizados. Convocou os frades para entoarem o Cântico das Criaturas onde um verso assim dizia: "Louvado sejas, meu Senhor, por nossa Irmã, a morte corporal, da qual homem algum pode escapar!" E assim aconteceu o seu "transitus", isto é, sua passagem para a vida eterna, no entardecer do dia 03 de outubro de 1226. . Assim, a palavra "trânsito" passa a ser uma tradição franciscana para lembrar a última e definitiva passagem do humano. É a viagem dos justos para a eternidade, a passagem desta vida para a vida eterna. A este trânsito alude o prefácio da Missa de Exéquias: "aos vossos fiéis, Senhor, a vida não lhes é arrancada, mas apenas transformada". Que transformação é esta? A alma entra glorificada no Paraíso que construiu já aqui nesta vida. Constrói na força do instante bem-vivido, cada dia, para habitar na eternidade. O jeito franciscano de viver é abraçar a pureza evangélica; ser um amante da fraternidade; um apóstolo construtor da paz; cultor da pobreza, alegre e pequeno servidor; denunciar com o testemunho de vida a vaidade e o poder; ser uma criatura livre nas asas do espaço e do tempo; cantar sem cessar a alegria de viver! Quem vive assim, permanece! A morte não marca o fim da existência do humano que crê, mas abre as portas para a verdadeira imortalidade. Quem vive imerso na Grandeza do Amor celebra, com os irmãos e irmãs, a vida de tudo e de todos, imprimindo certeza e alegria de quem sabe que, vivendo uma vida fiel aos valores do Evangelho, vai participar da Ressurreição. . A morte dá um acabamento final a uma vida de empenho, ascese, entrega e penitência. É um happy end. Uma apoteose final. Ser penitente é limpar dentro de si e na vida aquilo que não é bom para se chegar a uma retidão de vida. Não adianta lutar por uma ordem externa, se o interior não tiver conquistado a própria harmonia. Superar dificuldades, doenças, sofrimentos, limitações pertence também ao caminho da perfeição. A boa tradição franciscana acolhe serenamente a morte, cantando, porque a vê como o momento culminante da vida. É a porta para a Vida Eterna! "É morrendo que se vive para a Vida Eterna!" Hóspede bem-recebida é abraçada por um divino nobre e não por um humano amargo. A morte é consumação da existência e a entrega de uma vida vivida em plenitude. A consciência da morte é que dá sentido à vida, pois esta é compreendida como mera transitoriedade. Através da morte podemos contemplar a presença do Grande Pai acolhendo, recebendo o filho ou a filha amada. A entrega final e reconciliadora com quem nos deu a origem. Louvado sejas, meu Senhor, pela Irmã Morte! Morte que abre as portas para ti! Morte que chegou na hora devida, preparada, amada, intensa. Morte na Paz, morte no Bem, morte para a Vida, morte sem morte, morte Irmã! Fonte Frei Vitório Mazzuco Filho: http://carismafranciscano.blogspot.com/ |
Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 00h22
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Quem é São Francisco de Assis na nossa vida? Há algum tempo tive um sonho com São Francisco de Assis, era um homem que personificava a humildade, e por isso falou fundo no meu coração quando deu-me um conselho que só alguém com muito amor poderia dar: -“Você precisa rezar mais! Perguntei-lhe: Quem é você? E ele respondeu: São Francisco de Assis”. Nos dias seguintes passei a pesquisar sobre São Francisco e assim conhecendo um dos maiores homens que já passou por esse mundo, o seu modo de amar Jesus Cristo e compreender realmente quem somos: filhos e filhas de Deus. São Francisco conhecia a intimo dos animais, de todas as criaturas e a importância dos quatro elementos da natureza: terra, água, ar e fogo (Cântico do irmão Sol), soube que todos faziam parte da criação, ele nos ensinou a respeitar tudo isso porque sabia que a vida se origina neles, através deles e junto com eles. O homem sozinho dentro do mundo nada somos, pois sem os elementos da natureza, e com destruição e a extinção de muitas espécies pode levar a humanidade ao desaparecimento. Hoje estamos presenciando muitos fenômenos climáticos, a maioria deles provocados pelo homem, não estamos respeitando a nossa irmã natureza, nosso meio ambiente e a mãe Terra. São Francisco tinha respeito e admiração por tudo que havia na natureza, porque a sua estreita ligação com Deus o fez enxergar que tudo que Deus criou no planeta foi criado para que a vida fosse possível. Nada foi criado sem um objetivo. Portanto como São Francisco dizia: todos somos irmãos, porque todos são necessários para que haja a vida na Terra: desde um vermezinho ao maior dos animais. Além da sua vital relação com a natureza influenciando de forma quase utópica a sua proteção, onde leva o homem de hoje a questionar a si mesmo dentro do mundo, também existe uma grande importância na evangelização dos povos, pois é um santo admirado pelo mundo todo. Amava a Eucaristia com tanta devoção que contagiava os que o viam aproximar-se da Mesa Eucarística, como discípulo de Cristo sabia que naquele momento ia ao Seu encontro. Amava como Jesus amou: pobres, doentes, desesperados e excluídos. Os leprosos que eram na época excluídos por toda a sociedade como seres abomináveis, repulsivos e perigosos eram acolhidos por ele como irmãos, ela cuidava das suas feridas e os alimentava. Santa Clara que também havia compreendido esse chamado de Deus o ajudava nessa missão indesejada pela maioria das pessoas. Portanto sempre agradeci a Deus por ter enviado São Francisco num sonho a mim, porque através dele conheci e estou descobrindo a maravilha da Fé em Deus, o significado do amor pela Sua criação, um amor que representa a nossa própria VIDA. Senhor! Fazei-me instrumento da Sua paz. Rivaldo R.Ribeiro-José Bonifácio-SP
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Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 15h52
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Francisco de Assis fez história
Francisco de Assis fez história  São Francisco de Assis desejava ser como Cristo, que viveu pobre toda sua vida. No começo seus colegas começaram a caçoar e a reprovar suas atitudes. Mas, com o tempo, entenderam a grande missão e seguiram Francisco até o fim de suas vidas. A todos que manifestam desejo de segui-lo, Francisco dizia: - Vá, vende tudo que tens e dá aos pobres. Não possuas nada consigo e siga somente ao Pai eterno e a Jesus Cristo. Historicamente, o primeiro discípulo conhecido foi Frei Bernardo Quintavalle, que além de discípulo tinha uma grande devoção pelo Santo. A sua adesão - e de mais três rapazes - aconteceu na Igreja de São Nicolau.
Como Francisco ainda não tinha escrito uma Diretriz ou Norma de Vida para quem quisesse seguir os seus passos, colocou-se nas mãos de Deus a fim de que Ele inspirasse sua conduta. Diante do Sacrário na Igreja, abriu ao acaso por três vezes a Santa Bíblia e leu as seguintes frases: "Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens e dá aos pobres, e terás um tesouro nos Céus." (Mt 19,21) Na segunda vez: "Quem quiser vir após mim, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me." (Mt 16,24). E, finalmente, na terceira vez: "Não queirais levar para a viagem coisa alguma". (Lc 9,3) Bernardo era nobre e possuía muitos bens. Separou sua parte na herança, vendeu e distribuiu para os pobres de Assis e foi encontrar-se com Francisco. Com seis meses de apostolado, o número de Frades cresceu para nove homens. Por essa razão, Francisco decidiu deixar a cabana da Porciúncula e transferiu-se para RivoTorto, instalando-se numa casa que conseguiu, a qual chamavam de "tugurium", porque era pequena e velha, embora o local fosse esplêndido. Ficava cerca de 20 minutos a pé da Igreja de Santa Maria dos Anjos. Quando o grupo chegou a 12 irmãos, São Francisco decidiu ir até Roma e pedir ao Papa autorização para viverem a forma mais pura do Evangelho, conforme o desejo e a escolha que fizeram. O Papa achou que seria muito duro para eles esse modo de vida, porém deu permissão e também autorizou que eles pudessem pregar. Durante esse período de visita, o Papa teve um sinal profético e reconheceu em Francisco, o homem que em seu sonho segurava a Igreja como uma coluna. Muitos outros Irmãos foram se juntando ao grupo, desejando viver conforme Francisco. São Francisco assistiu ao crescimento da Ordem, que se espalhou por diversas partes do mundo. Os frades fizeram suas habitações em choupanas ao redor da Igrejinha da Porciúncula (significa pequena porção de terra). Os valores franciscanos os levavam a dividir as atividades entre oração, ajuda aos pobres, cuidados aos leprosos e pregações nas cidades. www.centrinho.usp.br/sfa/ff_03.html |
Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 02h35
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04 de outubro, dia de São Francisco de Assis.
04 de outubro, dia de São Francisco de Assis.
No dia 4 de outubro comemoramos Francesco, esse italiano de Assis e do mundo. Não podemos repetir São Francisco. Nós, seus discípulos, não somos Francisco de Assis. Ele é único. “O Espírito Santo não se repete. Haveremos de descobrir que esse Espírito nos convida a tornarmo-nos, para os homens do século XXI, uma Palavra de vida, a sermos irmãos e irmãs do Evangelho a partir do qual ousaremos abrir novas estradas de liberdade, de esperança e de alegria. Queremos beber da mesma fonte borbulhante da qual Francisco bebeu para encarnar hoje a alegria e a loucura do Evangelho. Francisco não pertence a ninguém. É característica das grandes figura – bem como das grandes obras literárias e musicais – serem inexauríveis. O próprio Evangelho nunca deixa de ser lido, relido, comentado e vivido. É sempre novo!” (Michel Hubaut, La gioa di viverei il Vangelo, Ed. Messagero, Padova 2006, p. 10).
Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 19h25
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OS ESTIGMAS DE FRANCISCO DE ASSIS E O SEGREDO DA SUPREMA FELICIDADE Dom Laurence Freeman, OSB (*) Junho de 1998, Festa de Corpus Christi Queridos amigos:
Sessenta e cinco meditantes de vários continentes se reuniram recentemente em um Retiro silencioso de uma semana, no Monte Alverne, o lugar de peregrinação na Toscana, onde São Francisco de Assis (1182-1226) recebeu os estigmas em 1224, dois anos antes de sua morte. Passamos a noite do primeiro dia de viagem ao pé do monte e logo cedo, no ar fresco e ensolarado da manhã seguinte, fizemos vagarosamente e em silêncio o caminho da forte subida que leva ao santuário.
Paramos na Capela dos Pássaros para escutar o sublime canto que recebeu Francisco e seus três companheiros quando ali chegaram e ele se viu cercado alegremente pelos pássaros, confirmando que tinha vindo ao lugar certo. Francisco fora ao monte para um jejum de quarenta dias em preparação à chegada da Irmã Morte cuja rápida aproximação pressentia.
Depois de nos alojarmos na simples Casa Franciscana de Retiros, e começarmos a sentir o ambiente desse lugar intenso e sagrado, concordamos em nos fazer uma pergunta preliminar simples. Por que tínhamos ido para lá? Como a maioria das perguntas simples, ela foi uma chave que abriu muitas portas. Afinal, no silêncio em que estávamos então entrando, a pergunta levou a outras perguntas igualmente básicas, relacionadas à consciência e à vida espiritual, que nos levaram ao limite do pensamento e, assim, à luz de Deus dentro de nós: Quem sou eu? Quem é Deus?
A história da experiência de oração de Francisco no lugar sagrado do Monte Alverne nos enriqueceu, desafiou e guiou dia após dia. Ficamos sabendo como ele se aprofundou cada vez mais na solidão, durante sua estadia ali, alternadamente fustigado por seus demônios interiores e consolado por visitas angélicas. Nisto, ele perseverou até que chegou à experiência que culminou na união com a humanidade de Cristo, o que tornou esse lugar tão sagrado, não somente para seus seguidores franciscanos, mas também de grande significado para toda a tradição cristã de oração. Na noite de 14 de setembro, Festa da Santa Cruz, seu fiel amigo e companheiro, Frei Leão, desobedeceu às instruções de Francisco e penetrou na solidão de sua reclusão para ver como ele estava. À luz do luar, Frei Leão viu Francisco de joelhos em oração, repetindo com todo o fervor as perguntas que se encontram no centro de toda oração cristã: “Quem és tu, meu doce Deus... Quem sou eu, teu servo inútil?”“E somente estas palavras repetiu e nada mais disse” - conta-nos São Boaventura, seu biógrafo. Frei Leão viu o fogo que descia sobre a cabeça de Francisco, envolvendo-o por muito tempo. Quando Francisco afinal o notou, Frei Leão perguntou o que significava tudo aquilo. Francisco respondeu que ele tinha recebido duas luzes para a sua alma; o conhecimento e a compreensão de si mesmo, e o conhecimento e a compreensão de Deus. Nesta oração no fogo, Deus lhe pediu três dádivas e ele buscou em sua pobreza até encontrar uma bola de ouro que ofereceu três vezes: a doação dos seus votos. Após dizer a Frei Leão que não o espionasse mais, Francisco dirigiu-se à Bíblia para saber a que estaria sendo preparado - e em cada consulta ele foi encaminhado para a Paixão de Jesus Cristo. Retornou então à oração solitária, “tendo muita consolação na contemplação”. Sentiu-se depois impelido a pedir não somente a graça de sentir a dor de Cristo, mas também o amor que possibilitou a Cristo suportá-la por nós. Começou a contemplar a Paixão com profunda devoção até que “se transformou completamente em Jesus por meio do amor e da compaixão”. Na manhã seguinte, ele viu um serafim aproximar-se na forma de Jesus Crucificado. Ele se sentiu repleto, simultaneamente, de medo e alegria, deslumbramento e tristeza. E foi-lhe dada a percepção de que sua transformação em Cristo não aconteceria por sofrimento físico, mas “por uma elevação da mente” - a transformação da consciência em amor. Entretanto, o sinal desta transformação seria a marca permanente das cinco chagas divinas de Cristo no corpo de Francisco. Pouco depois, Francisco deixou o Monte Alverne e retornou à cidade de Assis, para morrer “com a chama do amor divino em seu coração e as marcas da Paixão em sua carne”. Com humildade, perguntou a seus irmãos se deveria tornar pública a informação sobre seus estigmas, e convenceu-se de que deveria quando lhe disseram que a experiência deveria ter um significado não somente para ele, mas também para os outros. OS ESTIGMAS DE FRANCISCO DE ASSIS
FONTE: http://www.franciscanos.org.br |
Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 01h29
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Reedição do post 2008 O DIA DO PERDÃO. Começa às 12 horas do dia 01 de agosto até o final da tarde de 02 de agosto de cada ano. Em 1216 São Francisco de Assis estava orando na igrejinha da Porciúncula, quando de repente ela torna-se iluminada, e São Francisco de Assis vê sobre o altar o Cristo revestindo de luz e à sua direita a Mãe Santíssima.
E eles perguntam a São Francisco o que ele desejava para que as almas fossem salvas? Assim ele Os pede que seja concedido um generoso perdão a todos que se arrependessem e confessassem seus pecados, e fossem visitar aquela igrejinha. E o Senhor acolhe a sua oração e propõe que ele peça ao Seu Vigário na terra, de Sua parte, esta indulgência. E São Francisco vai até ao Papa Honório III e conta-lhe a visão que tinha tido.
E Feliz caminha até à porta, negando qualquer documento que comprove a autorização do Papa, bastava-lhe a sua palavra, o documento seria a Santíssima Virgem Maria, o Senhor como escrivão e os Anjos as testemunhas.
O Perdão de Assis é uma manifestação da misericórdia de Deus e um sinal do amor apostólico de São Francisco, que disse alguns dias depois em lagrimas: "Meus irmãos, quero que todos vocês vão ao Paraíso!" Esta indulgência é dada somente em um dia do ano: começa às 12 horas do dia 01 de agosto até o final da tarde de 02 de agosto, todo ano. Este dia tem como padroeira Nossa Senhora dos Anjos, e foi estendida a qualquer Igreja Católica do mundo. Assim, ganham a Indulgência, todas as pessoas que tendo feita a confissão sacramental, visitarem uma Igreja nos dias mencionados, receberem a comunhão eucarística e rezarem um "Pai nosso", uma "Ave Maria" e um "Glória", pelas intenções do Santo Padre, o Papa. Assim sendo, poderão utilizar a Indulgência em seu próprio benefício, em favor de pessoas falecidas ou daquelas que necessitam de conversão do coração. |
Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 02h05
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Dimensão pascal da vida de Francisco
Dimensão pascal da vida de Francisco São Boaventura aproveita um episódio acontecido em Greccio para sublinhar esta dimensão pascal da vida do Poverello e dos seus primeiros seguidores: «Dirigiu-lhes a palavra [aos Irmãos] para lhes mostrar, segundo as Santas Escrituras, que eram os verdadeiros Hebreus, a atravessar o deserto deste mundo como peregrinos e estrangeiros; e que, por isso, deviam celebrar constantemente em pobreza de espírito a Páscoa do Senhor, isto é, a passagem deste mundo para o Pai” (Legenda Maior, VII, nº 9). A “passagem deste mundo para o Pai” é precisamente a grande reviravolta que Francisco sofre e nos conta logo no início do seu Testamento. Após falar da sua experiência com os leprosos, diz: «E ao afastar-me deles, o que antes me parecera amargo, converteu-se para mim em doçura de alma e de corpo: e em seguida, passado um pouco de tempo, saí do mundo» (nº 3). Por graça de Deus, Francisco saiu definitivamente do “mundo” das desigualdades e da injustiça e passou para o “mundo” do Pai, de misericórdia para com todos, especialmente com os “leprosos” de todos os tempos. Eis a sua verdadeira Páscoa! Eis o Francisco verdadeiramente pascal! Viver a Páscoa é tornar-se Irmão menor e servo de todos Para este enamorado de Cristo, cada dia é uma verdadeira Quinta-Feira Santa. Na sua Primeira Regra, Francisco faz uma ligação imediata entre o ser irmão menor e o lavar os pés – numa referência explícita a Jesus Cristo, em Quinta-Feira Santa, uma das imagens que tanto o impressionou: «Todos, indistintamente, se chamem irmãos menores. E lavem os pés uns aos outros» (cap. VI, 9). Outra ligação que ele faz é entre servir e lavar os pés: «Eu não vim para ser servido, mas para servir, diz o Senhor (Mt 20,28). Os que receberam o ofício de mandar nos outros, tanto se gloriem desse ofício, quanto se gloriariam se fossem encarregados de lavar os pés aos irmãos» (Exortação 4,1-2). Assim, ser franciscano é ser irmão menor, pequenino disposto a servir os outros, lavando-lhes os pés, enxugando-lhes as lágrimas, acolhendo os seus anseios de amor e de misericórdia. Este é o frontispício do Mistério Pascal: a Quinta-Feira Santa. Viver a Páscoa é continuar em si a Paixão de Cristo Jesus Para o apaixonado do Crucificado, cada dia é uma verdadeira Sexta-Feira Santa. Há uma continuidade e vivência cada vez mais exigente entre o encontro com o Cristo de São Damião e a identificação com o Crucificado do Alverne, simbolizada nas cinco chagas impressas no corpo de Francisco, dois anos antes da sua morte. O autor das “Considerações Sobre as Chagas” (cap. III) coloca nos lábios de Francisco esta ousada súplica: «Senhor meu Jesus Cristo, rogo me concedas duas graças antes de morrer: a primeira é que eu sinta no corpo e na alma, quanto seja possível, a dor que Tu, doce Jesus, sofreste no tormento da tua acerba Paixão; a segunda é que eu sinta no meu coração, quanto possível, aquele excessivo amor em que Tu, Filho de Deus, ardias quando sofreste voluntariamente tantos tormentos por nós, pecadores.» Uma graça de dor e uma graça de amor… Em plena Festa da Exaltação da Santa Cruz, Francisco tem a visão do Serafim com seis asas resplandecentes como fogo… Diz São Boaventura: «A visão, entretanto, desaparecera, deixando-lhe o coração a arder em chama viva – e deixando-lhe também o corpo marcado em chagas vivas. Foi assim que um amor autêntico transformou o amigo na imagem do amado» (Legenda Maior, XIII, 3.5). Contemplar Francisco é contemplar Cristo – Aquele Cristo que se “apaixonou” por nós, amando-nos até à loucura da Cruz, para que também nos amemos uns aos outros até à loucura da cruz e da morte. É esta “Paixão” que Francisco canta no seu famoso Ofício da Paixão do Senhor. Uma “Paixão” que tem o seu clímax no Tríduo Pascal (I Parte), o centro no Tempo Pascal (II Parte) e o prolongamento nos Domingos e Festas principais (III Parte), incluindo o Advento, Natal e Epifania. Assim, cada dia é uma nova oportunidade para agradecermos a loucura do amor de Deus por nós. Cada dia traz-nos a possibilidade de vivermos a “compaixão” por todos os crucificados e escorraçados pela sociedade, atraindo-os ao amor, única força que nos torna verdadeiramente livres, fraternos e felizes. Viver a Páscoa é sonhar cada manhã como nova Ressurreição Para Francisco de Assis, chamado “Cristo redivivo”, cada dia é um Dia de Páscoa: ● a Festa de Cristo Ressuscitado, ● a Festa da Criação libertada da escravidão, ● a Festa da Humanidade redimida na Morte de Cristo, ● a Festa da Vida a jorrar em abundância do Lado aberto de Cristo, ● a Festa da Luz vencedora de todas as trevas, ● a Festa do Amor triunfando sobre todos os ódios… Para Francisco e os seus seguidores, a Páscoa é o Tempo do Sonho e da Utopia: Cristo ressuscitou! Um Mundo outro é possível! Frei Acílio Dias Mendes Fonte: http://www.capuchinhos.org ( Site de Portugal) |
Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 16h03
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São Francisco a humilde perfeição.
São Francisco a humilde perfeição. Desde o início da sua conversão, como bom arquiteto, São Francisco quis, com a ajuda de Deus, edificar a sua obra sobre rocha firme, isto é, sobre a insigne humildade e pobreza do Filho de Deus. Quis por humildade que a sua Ordem se chamasse "dos Frades Menores". Assim, no começo da Ordem, determinou que os frades morassem nas leprosarias, para melhor servirem os seus ocupantes e que aí estabelecessem os fundamentos da santa humildade [...] como consta da primeira Regra. "Não queiramos possuir nada neste mundo, além da santa pobreza, em virtude da qual o Senhor nos proporcionará alimentos corporais e espirituais e nos dará a herança celestial". Ainda que pudesse ser grande prelado na Igreja de Deus, escolheu e quis ser humilde não só na Igreja como também entre os seus próprios frades. Pois, no seu conceito e desejo, esta humilhação devia constituir a sua maior exaltação aos olhos de Deus e dos homens. (in Espelho de Perfeição 44) Fonte: http://www.capuchinhos.org |
Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 17h49
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Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 14h47
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PAZ E BEM!

PAZ E BEM! PAZ E BEM! é a saudação franciscana no mundo inteiro. Ela é de inspiração divina. Francisco de Assis disse, em seu Testamento: “Como saudação, revelou-me o Senhor que disséssemos: "O Senhor vos dê a paz!" Partindo deste momento e desta inspiração, é unida a esta saudação de paz a palavra “bem”. Para se entender esta saudação, devemos perceber que, para Francisco de Assis, a paz era uma necessidade constante em sua vida e no mundo todo. Ele mesmo se tornou Arauto da Paz, pedindo sempre em oração que o Senhor o fizesse um instrumento de paz. Em suas orações de louvor, Francisco não cansava de chamar a Deus de Sumo Bem, de Eterno Bem e de Todo Bem. Daí, então, podemos concluir que, para Francisco de Assis, o próprio Deus é a Paz e o Bem, é a fonte de toda paz e de todo bem, pela ação redentora de Jesus Cristo. E nós, franciscanos, a exemplo do “Poverello” de Assis, quando fazemos uso desta saudação, estamos comunicando o próprio Deus presente nela, esta Paz e este Bem que devemos semear e testemunhar no mundo em que vivemos. Queira Deus que possamos, ao dizer “PAZ E BEM!”, estar repletos desta Paz e deste Bem, como o Seráfico Pai São Francisco de Assis. Assim, faremos acontecer o Amor, a Fraternidade, a Justiça e a Igualdade no mundo tão carente que clama por tudo isto!
Não esqueçamos também que, 800 anos depois, Francisco de Assis quer continuar pregando a paz e o bem através de todos nós, pois ele quer que a Paz e o Bem partam do coração de cada franciscano(a) rumo ao coração de cada ser humano e de cada criatura de Deus. http://www.irmaosdospobres.com.br |
Postado por Rivaldo Roberto Ribeiro às 01h16
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O TAU NA VOCAÇÃO FRANCISCANA
O TAU tem a forma da letra grega TAU (T) que é uma cruz. As duas maiores influências diretas em Francisco, em relação ao TAU, foram os antonianos e o Quarto Concílio Laterano.
No princípio de sua conversão, Francisco encontrou os antonianos e seu símbolo do TAU. Mas a influência mais forte que fez do TAU um símbolo tão querido para Francisco e pela qual ele se tornou sua assinatura, foi a do Concílio de Latrão. . Os historiadores geralmente admitem que Francisco estava presente nesse Concílio, no qual o Papa Inocêncio III fez o discurso de abertura, incorporando em sua homilia a passagem de Ezequiel (9,4) que diz que os eleitos, os escolhidos serão marcados com o sinal do TAU: "Percorre a cidade, o centro de Jerusalém, e marca com uma cruz na fronte os que gemem e suspiram devido a tantas abominações que na cidade se cometem e acrescenta: "O TAU é a última letra do alfabeto hebraico e a sua forma representa a cruz, exatamente tal e qual foi a cruz antes de ser nela fixada a placa com inscrição de Pilatos.
O TAU é o sinal que o homem porta na fronte quando - como diz o apóstolo - crucifica o corpo com os seus pecados quando diz: "Não quero gloriar-me a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo foi crucificado para mim, e eu para o mundo" (...) Sejam portanto mestres desta cruz! Sejam os campeões do TAU! . Concílio de Latrão. . São Francisco de Assis tomou o TAU e seu significado dos antonianos. Eles eram uma comunidade religiosa masculina, fundada em 1095, cuja única função era cuidar dos leprosos. Em seus hábitos era pintada uma grande cruz. Francisco tinha relações muito familiares com eles, porque trabalhavam no leprosário de Assis, no Hospital de São Brás, em Roma, onde Francisco esteve hospedado. . Quando Inocêncio III terminou sua homilia com "SEJAM OS CAMPEÕES DO TAU!" Francisco tomou estas palavras como dirigidas a ele e fez do TAU seu próprio símbolo, o símbolo de sua Ordem, de sua assinatura; mandou pintá-lo em toda parte e teve grande devoção a ele até o fim de sua vida. Simples e basicamente, o TAU representa a CRUZ.
Os Concílios da Igreja foram convocados para reformar a Igreja, cabeça e membros. Assim o grande tema da Reforma: pessoal, interior, conversão constante e mudança de vida. Aqueles que deviam comprometer-se com a conversão contínua, uma vida de constante penitência, deviam ser marcados com o TAU. . O TAU para Francisco é um sinal da certeza de salvação; é o sinal de universalidade da salvação e é o símbolo da conversão contínua. . Se você permite ser marcado com o TAU ou usa o TAU, você está dizendo que se comprometeu com a conversão contínua, isto é, com o tema da Espiritualidade Franciscana. Não que você esteja convertido de uma só vez, mas dia-a-dia, mês após mês, ano após ano, você conserva seu olhar fixo no Senhor como sua única meta, e caminha em direção a ele com a mente indivisa (Carta S. Mary Margaret, out. 1989). . Retirado do livro "Orando com a Bíblia e São Francisco de Assis", a. Jussara Lima Dias, da Comunidade Católica Shalom. Ed. Shalom. .
Fonte: Franciscanos Capuchinhos-RS.
http://www.capuchinhosrs.org.br/
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Postado por Rivaldo Roberto Ribeiro às 00h05
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Corações ao alto! Subir para Deus e descer para os Irmãos Nascemos com vocação das alturas. Aos filósofos compete-lhes o estudo aprofundado do “sum”, do Homem e da Mulher como seres” dotados da capacidade de viver, de amar e de servir. O discípulo de Jesus quer dar um passo mais: do “sum” passar ao “sursum”. Do “ser” do quotidiano, ao “subir” das ânsias de Infinito. ISTO mesmo é proclamado em cada celebração da Eucaristia: Corações ao alto! Em Latim: Sursum corda! Jesus contrapõe os que são «cá de baixo» e os que são «lá de cima»: «Vós sois cá de baixo; Eu sou lá de cima! Vós sois deste mundo; Eu não sou deste mundo» (Jo 8,23). Libertar a “águia” que nos habita São Paulo alerta-nos que, como ressuscitados, devemos aspirar «às coisas do alto e não às coisas da terra» (Cl 3,2). Leonardo Boff explanou uma parábola africana, sobre a condição humana, no livro «A águia e a galinha». António Damásio ajuda-nos a penetrar nas imensas possibilidades do Corpo, da Emoção e da Consciência no famoso livro «O Sentimento de Si».
Não se trata de um exclusivo do cristianismo. Todas as religiões pretendem dar resposta a esta exigência do ser humano. Não queremos permanecer na superfície. Temos que libertar a “águia” que trazemos no mais íntimo de nós mesmos. Jamais nos resignaremos à condição de “galinha pica-no-chão”! Nascemos para a Liberdade, e não para a opressão. Realizamo-nos no Amor e na Partilha, e não no egoísmo ou no isolamento. Trazemos no coração a vocação das Alturas, do Sol, das Estrelas, das Montanhas, do Infinito… A teologia diz-nos que somos “capazes de Deus”. Jesus entre o diabo e Deus Nos Evangelhos, deparamo-nos com Jesus Cristo em múltiplos montes e montanhas. Voltando à parábola da “águia” e da “galinha”, podemos evocar apenas duas situações: uma logo no início da sua vida pública (o Monte da Tentação) e outra nos momentos finais da sua vida sobre a terra (o Monte da Ascensão). O diabo conduziu Jesus a um «monte muito alto», a fim de o seduzir com toda a espécie de tentações (Mt 4,1-11), na pretensão de lhe amputar as asas de Águia, que o transportam ao seio da Trindade Santíssima. Jesus mantém a fidelidade inabalável ao projecto do Pai. Por isso, nos últimos versículos do Evangelho segundo São Mateus, Jesus Ressuscitado aparece aos discípulos no «monte que lhes tinha designado», revestido de «todo o poder no Céu e na Terra», garantindo: «Eu estarei sempre connosco até ao fim dos tempos» (Mt 28,16-20). Jesus é, assim, a total e definitiva realização da pessoa, na sua humanidade e na sua transcendência. Como Filho do Homem e como Filho de Deus.
Francisco de Assis Francisco de Assis é o protótipo desta síntese harmoniosa da condição humana. Ele é totalmente pessoa, a transbordar ternura e vigor, exigência e delicadeza. E, ao mesmo tempo, uma pessoa totalmente transfigurada pela transcendência da vida e das palavras radicais de Jesus Cristo. Francisco é totalmente homem e totalmente cristão, «o primeiro depois do Único». Tal como em Cristo, também em Francisco de Assis encontramos esta predilecção pelos montes e lugares altos e solitários, «a fim de mais livremente se poder lançar nos voos da alma para Deus» (1 Tomás de Celano, 71). Como os anjos da escada do sonho de Jacob (Gn 28,12), Francisco subia para Deus e descia para os irmãos. Evoquemos apenas dois destes lugares mais significativos: Greccio e Monte Alverne. Da Humildade à Caridade  O monte em Greccio tinha sido oferecido a Francisco pelo Conde João de Vellita. Ali, o Santo «podia entregar-se com mais liberdade à contemplação, metido numa pequena cela construída no alto de um rochedo proeminente» (1 Celano, 35). Foi em Greccio que Francisco, no Natal de 1223, com a colaboração de João, seu amigo íntimo, fez a primeira “encenação” do Natal ao vivo para «celebrar a memória do Menino que nasceu em Belém de modo a poder contemplar com os meus próprios olhos – disse – o desconforto que então padeceu e o modo como foi reclinado no feno da manjedoura, entre o boi e o jumento» (1 Celano, 84).
Na síntese do nosso filósofo Agostinho da Silva: «Tão grande era o seu desejo de Jesus, de tal modo a figura do Mestre lhe enchia os sonhos e a vida que decidiu adorar o Menino, como outros pobres tinham feito na remota noite de Belém» (Biografias I, p. 80). O povo de Greccio e dos lugares vizinhos participaram nesta singular celebração, com o coração em festa. Na Missa, Francisco, como diácono, cantou o Evangelho e fez a homilia, com palavras doces como o mel, sobretudo ao pronunciar o santíssimo Nome de Jesus ou do «Menino de Belém», passando a língua pelos lábios para saborear a doçura de tão abençoados Nomes. Do monte de Greccio ao Monte Alverne Com a altitude de 1.288 metros acima do nível do mar, este monte, que sobressai entre todos os outros, foi doado a São Francisco pelo Conde Orlando Catani, em 1213. A humildade da Encarnação de Jesus e a caridade da sua Paixão são o eixo, o alicerce e o horizonte de toda a vida do Poverello de Assis. Em Greccio, Francisco experimentou a humanidade de Jesus. No Monte Alverne, vai ser transformado no próprio Crucificado, o Amado do seu coração: as mãos, os pés e o lado direito são-lhe trespassados em incêndio de amor, ficando no seu corpo com as chagas dolorosas e gloriosas de Cristo. São Boaventura interpreta: «Um amor autêntico a Cristo transformou o amigo na imagem do amado» (Legenda Maior, XIII, 5). Francisco é «outro Cristo». Estamos em 17 de Setembro de 1224. Talvez seja a sétima vez que Francisco permanece no seu mais amado Monte. E de tal modo ele sobe até Deus, que ali compõe os “Louvores ao Deus altíssimo”, com os seus 32 apaixonados «Tu»: Tu és santo! Tu és beleza! Tu és doçura!... Mas também desce para junto dos Irmãos em necessidade, como prova a solicitude com que envia a bênção a frei Leão: «O Senhor te abençoe e te guarde…» Somos peregrinos do Sol: escalemos a montanha da Vida. Coração em Deus e mãos abertas aos Irmãos. Os pés na Terra e os olhos postos na Cidade santa – onde habita o Amor e a Justiça – que morada de todos os famintos e sedentos. Frei Acílio Dias Mendes Fonte: http://www.capuchinhos.org ( Site de Portugal) |
Postado por Rivaldo Roberto Ribeiro às 23h07
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São Francisco, ARTE DE VIVER
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"Francisco não é antes de tudo uma nova Ordem, nem uma nova doutrina, e muito menos um conjunto de regras de conduta.
É uma ARTE DE VIVER, uma certa presença ao mundo, uma nova qualidade de relação com Deus, com os homens e com toda a criação.
É também um saber jovial, o segredo de uma alegria de VIVER sob o Sol de Deus, no meio de todas as criaturas.
Esta sabedoria me impressionou por duas razões: por sua profundidade e por sua extrema simplicidade.
Ele é ao mesmo tempo simples e profundo, não se pode compreender a sabedoria de Francisco senão seguindo-o naquele caminho de simplicidade que o levou ao mais alto grau de despojamento." (Eloi Leclerc, "O Sol de Assis")
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Postado por Rivaldo Roberto Ribeiro às 00h41
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FOI SÃO FRANCISCO QUE CRIOU O PRESÉPIO
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Desenho :fonte internet
FOI SÃO FRANCISCO QUE CRIOU O PRESÉPIO
Rivaldo R.Ribeiro
Foi na cidade italiana de Gréccio, na noite de Natal de Jesus no ano 1223 que São Francisco criou o primeiro presépio, com uma representação cênica do nascimento de Jesus numa manjedoura de palhas, acompanhado pelos animais. Era um lugar simples mais enriquecido com muita ternura e amor. Depois São Francisco chamou os moradores próximos para que estivessem no local, para que assim relembrassem a noite do nascimento em Belém do Menino-Deus.
O nascimento de Jesus num estábulo junto com os animais, Deus nos quis dar um recado claro e sem duvidas sobre a humildade e a beleza da pobreza quando é uma alternativa de vida. Abandonando o materialismo que nos subverte da condição humana em seres predadores da natureza e da vida.
O presépio nos mostra a luz e a beleza na representação do nascimento do Nosso Senhor Jesus Cristo. Com isso São Francisco iluminou e reacendeu a fé que estava adormecida entre o povo naquela época, um costume que perpetuou na Igreja até os nossos dias.
O Natal do Nosso Senhor aconteceu numa conjunção entre a vida, representada pelos animais: boi, burro e o universo representado pela estrela guia. Foi um momento extraordinário da revelação do Verbo que se fez carne, Cristo tornou-se condição de homem para estar entre os homens. E como filho de Deus nos ensinou a verdade sobre a essência humana nos diferenciando dos animais em muitos aspectos: centralizado na consciência o nosso comportamento como seres racionais.
Na ternura do presépio notamos a força divina daquele momento do nascimento do Senhor, São Francisco levou isso ao povo para estimular o renascimento no coração de muitos que o já havia esquecido. Uma encenação que se perpetuou até os dias de hoje e corre pelo mundo ainda com o mesmo objetivo: relembrar o singelo momento do nascimento do Salvador...
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Confira o texto histórico que narra como São Francisco preparou o Natal
"Sua maior intenção, seu desejo principal e plano supremo era observar o Evangelho em tudo e por tudo, imitando com perfeição, atenção, esforço, dedicação e fervor os "passos de Nosso Senhor Jesus Cristo no seguimento de sua doutrina". Estava sempre meditando em suas palavras e recordava seus atos com muita inteligência. Gostava tanto de lembrar a humildade de sua encarnação e o amor de sua paixão, que nem queria pensar em outras coisas.
Precisamos recordar com todo respeito e admiração o que fez no dia de Natal, no povoado de Greccio, três anos antes de sua gloriosa morte. Havia nesse lugar um homem chamado João, de boa fama e vida ainda melhor, a quem São Francisco tinha especial amizade porque, sendo muito nobre e honrado em sua terra, desprezava a nobreza humana para seguir a nobreza de espírito. Uns quinze dias antes do Natal, São Francisco mandou chamá-lo, como costumava, e disse: "Se você quiser que nós celebremos o Natal de Greccio, é bom começar a preparar diligentemente e desde já o que vou dizer. Quero lembrar o menino que nasceu em Belém, os apertos que passou, como foi posto num presépio, e ver com os próprios olhos como ficou em cima da palha, entre o boi e o burro". Ouvindo isso, o homem bom e fiel correu imediatamente e preparou o que o santo tinha dito, no lugar indicado.
Aproximou-se o dia da alegria e chegou o tempo da exultação. De muitos lugares foram chamados os irmãos: homens e mulheres do lugar, de acordo com suas posses, prepararam cheios de alegria tochas e archotes para iluminar a noite que tinha iluminado todos os dias e anos com sua brilhante estrela. Por fim, chegou o santo e, vendo tudo preparado, ficou satisfeito. Fizeram um presépio, trouxeram palha, um boi e um burro. Greccio tornou-se uma nova Belém, honrando a simplicidade, louvando a pobreza e recomendando a humildade.
A noite ficou iluminada como o dia e estava deliciosa para os homens e para os animais. O povo foi chegando e se alegrou com o mistério renovado em sua alegria toda nova. O bosque ressoava com as vozes que ecoavam nos morros. Os frades cantavam, dando os devidos louvores ao Senhor e a noite inteira se rejubilava. O santo parou diante do presépio e suspirou, cheio de piedade e de alegria. A missa foi celebrada ali mesmo no presépio, e o sacerdote que a celebrou sentiu uma piedade que jamais experimentara até então. O santo vestiu dalmática, porque era diácono, e cantou com voz sonora o santo Evangelho. De fato, era "uma voz forte, doce, clara e sonora", convidando a todos às alegrias eternas. Depois pregou ao povo presente, dizendo coisas maravilhosas sobre o nascimento do Rei pobre e sobre a pequena cidade de Belém. Muitas vezes,-quando queria chamar o Cristo* de Jesus, chamava-o também com muito amor de "menino de Belém", e pronunciava a palavra "Belém" como o balido de uma ovelha, enchendo a boca com a voz e mais ainda com a doce afeição. Também estalava a língua quando falava "menino de Belém" ou "Jesus", saboreando a doçura dessas palavras.
Multiplicaram-se nesse lugar os favores do Todo-Poderoso, e um homem de virtude teve uma visão admirável. Pareceu-lhe ver deitado no presépio um bebê dormindo, que acordou quando o santo chegou perto. E essa visão veio muito a propósito, porque o menino Jesus estava de fato dormindo no esquecimento de muitos corações, nos quais, por sua graça e por intermédio de São Francisco, ele ressuscitou e deixou a marca de sua lembrança. Quando terminou a vigília solene, todos voltaram contentes para casa.
Guardaram a palha usada no presépio para que o Senhor curasse os animais, da mesma maneira que tinha multiplicado sua santa misericórdia. De fato, muitos animais que padeciam das mais diversas doenças naquela região comeram daquela palha e tiveram um resultado feliz. Da mesma sorte, homens e mulheres conseguiram a cura das mais variadas doenças.
O lugar do presépio foi consagrado a um templo do Senhor e no próprio lugar da manjedoura construíram um altar em honra de nosso pai Francisco e dedicaram uma igreja, para que, onde os animais já tinham comido o feno, passassem os homens a se alimentar, para salvação do corpo e da alma, com a carne do cordeiro imaculado e não contaminado, Jesus Cristo Nosso Senhor, que se ofereceu por nós com todo o seu inefável amor e vive com o Pai e o Espírito Santo eternamente glorioso por todos os séculos dos séculos. Amém. Aleluia, Aleluia.
Tomás de Celano - Primeiro Livro (Fontes Franciscanas).
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Postado por Rivaldo Roberto Ribeiro às 02h32
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RESPEITO E DEVOÇÃO AO SACRÁRIO.
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RESPEITO E DEVOÇÃO AO SACRÁRIO.
São Francisco não aceitava que as Igrejas ficassem sujas, principalmente junto ao Sacrário: onde fica o Corpo e o Sangue de Cristo.
Assim ele andava sempre com vassoura limpando esses lugares Sagrados, que sempre deve ter o respeito de todo Cristão, pois é um lugar de oração e comunhão com Deus Pai.
Vamos seguir o seu exemplo e testemunho, pois de outra forma não estaremos honrando a nossa fé, seremos como os hipócritas, um comportamento que Nosso Senhor repudiava.
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Postado por Rivaldo Roberto Ribeiro às 01h18
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O carinho com os hansenianos
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O carinho com os hansenianos
Com estes textos - de Frei Orlando e das Fontes Franciscanas - mostramos um pouco do carinho que São Francisco de Assis tinha para com os hansenianos.
Texto de Frei Orlando Bernardi
No momento em que Francisco faz o retrospecto de sua vida, entre os muitos acontecimentos que concorreram para direcioná-la, lembra, e o faz como testamento para seus irmãos, o encontro e a convivência com os leprosos.
Mais significativo ainda se torna este episódio de sua vida, quando outros existem em que se empenham, talvez com maior afinco, sua generosidade, seu heroísmo, seu cavalheirismo e sua ternura! Contudo, entre todos eles, nenhum outro indica o inusitado, o extraordinário e o desconcertante como o gesto misericordioso com os leprosos.
É neste momento que surge o novo, o humano, o tipicamente cristão e franciscano, em que se mostram, a um só tempo, que é possível ainda, apesar das deformações físicas, psíquicas e humanas, descobrir o propriamente humano, quando se vislumbra, através da opacidade, um raio do divino. A partir deste momento está em gestação um novo e comovente modo de ver e sentir o mundo e o homem!
O ir e o estar com os rejeitados e excluídos, os leprosos, lhe desvelaram em seus rostos o rosto de Deus e do Cristo; este fato produziu nele a cristológica descoberta de que eram irmãos e irmãs seus. Consequentemente, as criaturas todas serão vistas e assumidas como irmãos e irmãs.
A partir de então o mundo criado não é visto como inimigo do qual se deve fugir ou defender, mas como companheiro e solidário no processo de humanização e realização.
A descoberta e a vivência da fraternidade e da sororidade é fruto amadurecido por meio de uma experiência profunda muito humana e humanizante. Não surge por acaso, nem é fruto dessa piedade superficial que se comove frente ao aleijado e abandonado. Supõe haver no profundo do ser humano aquela corda que vibra de modo particular quando colocado frente a frente com uma particular situação humana e que tem como resultado a com-paixão, o sofrer com o irmão que sofre.
A parábola de Jesus do Samaritano (Lc 10,30-37) com a conseqüente pergunta: quem foi o próximo para aquele que caiu nas mãos dos salteadores? Talvez ainda seja a melhor explicação para o gesto de Francisco. Contudo, ainda sobra a intrigante pergunta: por que só o samaritano se comoveu? A mesma pergunta cabe no contexto de Francisco: Por que somente ele, Francisco, teve a coragem de ir e estar com os leprosos?
(Frei Orlando Bernardi, ofm, em "Solidariedade de Francisco de Assis com os pobres").
http://www.franciscanos.org.br/v3/sefras/especiais/hanseniase_2008/06.php
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Postado por Rivaldo Roberto Ribeiro às 16h41
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Segunda Vida - Tomás de Celano (LEPROSOS)
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Textos das Fontes Franciscanas
Segunda Vida - Tomás de Celano
(Leprosos)
Capítulo 5
"Ele, que tinha natural aversão pelos leprosos, julgando-os a monstruosidade mais infeliz deste mundo, encontrou-se um dia com um, quando andava a cavalo por perto de Assis. Ficou muito aborrecido e enjoado mas, para não quebrar o propósito que fizera, apeou e foi beijá-lo.
O leproso estendeu-lhe a mão para receber alguma coisa e recebeu de volta o dinheiro com um beijo. Francisco tornou a montar mas, apesar de estar em campo aberto, olhou para todos os lados e não viu mais o leproso.
Cheio de admiração e de alegria, poucos dias depois tratou de repetir a boa obra.
Dirigiu-se para onde moravam os leprosos, deu dinheiro a cada um deles e beijou-lhes a mão e a boca. Assim substituiu o amargo pelo doce e se dispôs corajosamente para o que ainda estava por vir".
Primeira vida - Tomás de Celano - Capítulo 7°, versículo 17 em diante.
"Dois disso, o amante de toda humildade transferiu-se para um leprosário. Vivia com os leprosos, servindo a todos por amor de Deus, com toda diligência. Lavava-lhes a podridão dos corpos e limpava até o pus de suas chagas, como escreveu em seu Testamento:
"Como estivesse ainda em pecado, parecia-me deveras insuportável olhar para leprosos, mas o Senhor me conduziu para o meio deles e eu tive misericórdia com eles".
Esta visão lhe era de tal modo insuportável que, segundo suas próprias palavras, no tempo de sua vida mundana, tapava o nariz só ao ver suas cabanas a duas milhas de distância.
Mas, como por graça e força do Altíssimo já tinha começado a pensar nas coisas santas e úteis, quando ainda vivia como secular, encontrou-se um dia com um leproso e, superando a si mesmo, aproximou-se e o beijou. A partir de então, foi ficando cada dia mais humilde até conseguir vencer a si mesmo, por misericórdia do Redentor.
Ajudava também os outros pobres, mesmo quando ainda era secular e seguia o espírito do mundo, estendendo sua mão misericordiosa para os que não tinham nada e mostrando compassivo afeto para com os aflitos.
Houve um dia em que, contra o seu costume, porque era muito bem educado, tratou mal um pobre que lhe pedia esmola. Mas logo, arrependido, começou a dizer consigo mesmo que era grande ofensa e vergonha negar a quem estava pedindo no nome de tão grande Rei, o que quisesse. Prometeu a si mesmo que jamais negaria a quem lhe pedisse em nome de Deus o que estivesse ao seu alcance. E o cumpriu com muita diligência, até oferecer totalmente a si mesmo, fazendo-se antes um cumpridor que um mestre do Evangelho: dá a quem te pede e não te desvies daquele que te pedir emprestado.
http://www.franciscanos.org.br/v3/sefras/especiais/hanseniase_2008/06.php
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Postado por Rivaldo Roberto Ribeiro às 16h28
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A Trindade, Francisco e a nova criação - 1ª parte./A experiência trinitária de S. Francisco – Parte 2
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A Trindade, Francisco e a nova criação - 1ª parte.
Publicado no blog Frei Vitório Mazzuco 25/11/2008
São Francisco não foi um teólogo, mas viveu uma vida teologal de grande densidade.
Transformou-se no que foi, porque criou espaço dentro de si à realidade divina, para que, através dele, se manifestasse assim como ela é. Se Deus é comunhão de divinas pessoas num infinito jogo de inter-retro-relações de vida e de amor, então essa realidade comunional encontrou em São Francisco, na sua prática e nos seus gestos concretos, um lugar privilegiado de expressão.
São Francisco não foi um clérigo letrado que faz um tratado daquilo que crê, mas um humano enamorado pelo divino que gerou um cristianismo de sedução. Não basta seguir o Senhor, tem que se apaixonar por Ele!
Em Francisco irrompe um jeito terno e fraterno de compreender Deus como comunidade, um conglobante mistério que unifica sua vida e o faz perceber a Trindade viva em tudo o que existe: olha o Filho numa relação íntima com o Pai e numa abertura total ao Espírito, uma relação interpessoal, viva, transbordante.
Questionamento para aprofundamento do texto 1) Somente o cristianismo possui a fé no Deus Trino. Por quê? 2) Você já identificou como se revela a expressão da Trindade na obra da criação? Onde? Como? 3) Como se explica o alcance da experiência trinitária de Francisco?
Texto de Frei Vitório Mazzuco, OFM, e Leonardo Boff
A experiência trinitária de S. Francisco – Parte 2
Publicado no blog Frei Vitório Mazzuco 26/11/2008
Com efeito, em seus poucos escritos se nota uma perspectiva trinitária extremamente coerente.
Quer dizer, não fica preso ao linguajar do monoteísmo pré-trinitário que fala simplesmente de Deus, comum nos discursos dominantes.
Ele sempre qualifica sua fala em termos trinitários, Pai, Filho e Espírito Santo. Isso se nota em seus escritos como Admoestação nº 1, nas Orações de Louvor a serem recitadas em todas as Horas Canônicas, na Regra Não-Bulada e na Regra Bulada.
Mais ainda, faz uma opção, certamente inconsciente, mas de grande profundidade teológica: estabelece uma certa ordem em seu discurso ou fala de três pessoas, Pai, Filho e Espírito Santo, ou então começa sempre pela Trindade e daí deriva para a unidade (cf. Regra Não Bulada 21, 1; 16; 23, 32.36; 2Carta aos Fiéis 3; 3Carta 1,52; Pai Nosso 17) com expressões como essa “adorai o Senhor Deus todo-poderoso, em Trindade e Unidade”( Regra Não Bulada 21,2); ou “em nome da suprema Trindade e da santa Unidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo” (3Carta aos Fiéis, 1).
Com isso, Francisco se coloca no coração da experiência cristã de Deus, experiência de comunhão entre divinas pessoas. Essa experiência nunca teve muita centralidade na teologia escolar e na piedade comum dos fiéis.
Se ele vê a criação como a grande casa paterna e materna de Deus e todos os seres como irmãos e irmãs da grande família divina, se percebe laços de fraternura e de consangüinidade entre todos os elementos cósmicos, é porque está sob singular influxo de uma experiência trinitária e comunional de Deus. Ele não precisa falar conscientemente sobre a Trindade. Ele é tão unido à realidade divina que é Trindade que esta se auto-revela no concreto de sua vida e de seu modo de sentir o mundo.
Daí a importância da vida de S. Francisco que se transforma num texto teológico a ser lido, interpretado, desdobrado e traduzido para o enriquecimento da vida cristã e humana.
Texto de Frei Vitório Mazzuco, OFM, e Leonardo Boff.
VEJA BLOG Frei Vitório Mazzuco Fº
CLIQUE: http://carismafranciscano.blogspot.com/ |
Postado por Rivaldo Roberto Ribeiro às 00h24
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FRANCISCO DE ASSIS, HOMEM EVANGÉLICO
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FRANCISCO DE ASSIS, HOMEM EVANGÉLICO
A vida de São Francisco de Assis foi se projetando sobre os homens de todo o mundo, inquietando grandes e pequenos, sábios e ignorantes, pobres e ricos, homens de vários credos...
Se nos perguntamos o segredo de Francisco, simplesmente descobriremos que "levou a sério o Evangelho!" Acreditou na Palavra de Cristo! Entrega-se a Deus com uma confiança de criança. Toma o Evangelho em suas mãos, disposto a convertê-lo em prática. Se para conseguir um tesouro no céu deve vender tudo o que tem e dar aos pobres, é o que ele fará. Se diz que tem que deixar a família, Francisco cumpre essa dura exigência sem vacilação... Jamais desanima...
Essa sua conduta diante do difícil cativa a muitos jovens, porque ele lhes ensina a dar um sentido às dificuldades de cada dia. Esta vivência evangélica possibilita tornar presente o Cristo no dia-a-dia. Toda a sua vida é uma preciosa oferenda que permitirá a Cristo tornar a passar por entre os homens. Oferenda preciosa que também hoje Deus espera de quem sente o desejo de reencarnar Cristo e fazê-lo viver cheio de amor, justiça e paz.
A Regra Franciscana, podemos dizer, é uma cópia do Evangelho. Tudo o que Cristo diz possível de se viver. Cristo é a verdade, e seus mandamentos também são a verdade.
À luz de São Francisco precisamos examinar nossa fidelidade ao Evangelho e convertê-lo em norma de nossa vida.
A primeira coisa que percebemos é que precisamos voltar à SIMPLICIDADE. Complicamos demais nossa vida em uma estúpida correria! É preciso que Francisco volte e nos recorde que a simplicidade podará nos trazer felicidade.
Precisamos voltar ao AMOR FRATERNAL, dispostos a ver em cada pessoa a imagem de Deus. Uma vida na qual com sincera humildade atuemos convencidos de que viemos para servir... Uma vida na qual realmente os pobres sejam os privilegiados.
Quanta necessidade temos dessa disciplina que leva a NEGAR-NOS a nós mesmos, por amor! Uma negação que não busque aplausos ou condecorações, que não pede nada em troca porque sabe que o prêmio é o próprio Deus.
E quanta necessidade temos da ORAÇÃO, da meditação, do amor ao silêncio... Apartar-nos do barulho e retirar-nos para a solidão e ali ficarmos a sós com Deus, recebendo a sua Palavra no coração para voltarmos depois com lucidez e continuarmos a encher de luz os caminhos do mundo.
É necessário voltarmos também à SAGRADA ESCRITURA como fazia Francisco: com a disposição do filho que se acerca para ouvir a sabedoria do Pai e se prepara para obedecer sem condições.
Para São Francisco, o TRABALHO é fonte de santificação. É bom insistir no amor ao trabalho porque muitos dos males do mundo e de nossa sociedade tem sua origem na ociosidade, na busca fácil e gananciosa de bens, ou no querer explorar e aproveitar-se do trabalho dos irmãos, principalmente dos mais frágeis.
Como precisamos da PAZ! O Evangelho nos ensina a compreender, a perdoar quantas vezes for necessário. Hoje vivemos sob domínio do egoísmo, da inveja, de rancores, indiferenças, da violência cotidiana, guerras... que geram insegurança e desassossegos.
Temos necessidade de maior SOLIDARIEDADE. Cristo nos diz que devemos partilhar o que somos e o que temos sem mesquinhez. Se pelo menos fôssemos desapegados, capazes de dar do nosso tempo livre em favor dos mais necessitados, o cristianismo seria verdadeira solução para muitos problemas.
No projeto de vida de Francisco está incluído um profundo respeito pela IGREJA fundada por Cristo. Ele nos ensina a apartar de nós a critica amarga e destrutiva e a buscar melhores caminhos dentro da Igreja, principalmente pelo testemunho pessoal. Ama a Igreja como Cristo a ama. Sabe que não é perfeita. Sofre com ela, porém confia que em meio a tudo isso está também o bom trigo que cresce.
A vida de Francisco foi difícil, como foi a vida de todos aqueles que deixaram marcas que fossem luz na Igreja.
Obedecer à voz do amor divino exigiu dele uma séria ruptura com velhos modelos.
Mergulhado no mistério do Evangelho, avança sem olhar para trás. Imprime as idéias do Evangelho em sua mente e em seu coração.
Quando fala aos seus seguidores deixa a sensação de que é Cristo mesmo que volta a falar aos homens.
Finalmente São Francisco leva a ver Deus em todas as CRIATURAS.
Descobre uma mensagem divina em cada partícula da criação.
Vai passando pela terra extasiado. Vê Deus em cada detalhe da natureza, e reza:
"Louvado sejas, meu Senhor, por todas as tuas criaturas.."
O testemunho de Francisco é um canto de esperando no decorrer dos séculos. Sua vida está nos dizendo que é possível viver o Evangelho até as últimas conseqüências, não por nossas próprias forças, mas mediante esta imersa no coração de Deus que nos leva a dizer como São Paulo: "Já não sou eu quem vive; é Cristo que vive em mim".
São Francisco vive assim, obedecendo a Deus, confiando Nele, amando-o. Sabe olhar para além dos sentidos corporais e descobre as riquezas de Deus que lhe chama a atenção, de tal forma que deixa tudo para ir atrás delas e ensinar aos outros a fazer o mesmo. E no último capitulo de sua Regra, Francisco deixa esta mensagem que hoje queremos fazer como a fonte de onde podemos alimentar uma disposição de viver firmes nesta convicção de que Deus é o mais Importante.
Fonte texto:Província dos Capuchinhos de São Paulo
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Postado por Rivaldo Roberto Ribeiro às 14h56
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A GRAÇA DE CELEBRAR 800 ANOS
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A GRAÇA DE CELEBRAR 800 ANOS DO CARISMA FRANCISCANO
Neste 4 de outubro, Solenidade de São Francisco de Assis, terão início as comemorações em todo o mundo do 8º Jubileu de Fundação da Ordem Franciscana.
Ou seja, há oito séculos um grupo de doze homens se apresentou ao Papa Inocêncio 3º para pedir-lhe que reconhecesse e aprovasse seu projeto de vida evangélica. Este Especial quer indicar alguns textos de subsídios para entender este tempo da Graça das Origens
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Postado por Rivaldo Roberto Ribeiro às 01h41
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17 DE SETEMBRO: OS ESTIGMAS DE SÃO FRANCISCO.
17 DE SETEMBRO: OS ESTIGMAS DE SÃO FRANCISCO.
No dia 17 de setembro a Família Franciscana celebra, em todo o mundo, a festa da impressão das Chagas, também chamada de Estigmas de São Francisco de Assis. A introdução litúrgica da Missa e Liturgia das Horas diz o seguinte:
"O Seráfico Pai Francisco, desde o início de sua conversão, dedicou-se de uma maneira toda especial à devoção e veneração do Cristo crucificado, devoção que até a morte ele inculcava a todos por palavras e exemplo. Quando, em 1224, Francisco se abismava em profunda contemplação no Monte Alverne, por um admirável e estupendo prodígio, o Senhor Jesus imprimiu-lhe no corpo as chagas de sua paixão. O Papa Bento XI concedeu à Ordem dos Frades Menores que todos os anos, neste dia, celebrasse, no grau de festa, a memória de tão memorável prodígio, comprovado pelos mais fidedignos testemunhos.
Por Frei Regis R. Daher
Leiam mais:
SOBRE AS CHAGAS DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS
Postado por Rivaldo R.Ribeiro às 00h48
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Bem-vinda seja a minha irmã Morte!
Bem-vinda seja a minha irmã Morte!
De 2006 a 2009, a Família Franciscana celebra os 800 anos da Conversão e Vocação do jovem Francisco de Assis.
Por todo o País, serão lembrados alguns marcos mais salientes neste acontecimento jubilar, decisivo para a Igreja e para o Mundo. A influência do carisma franciscano, da visão franciscana da vida foi, é e continuará a ser fator de transformação da sociedade
e de unificação nas relações humanas e internacionais.
A morte de cada pessoa projeta uma nova luz acerca de todo o seu viver, agir, pensar, sofrer e sonhar. Assim acontece com o Pobrezinho de Assis.
Francisco de Assis, o “homem do Apocalipse”
À luz da morte e ressurreição de Jesus, há uma acentuada “diferença” na interpretação do misterioso complexo da pessoa: o nascer, o viver, o morrer. Não como ilusão epidérmica ou ópio analgésico. Mas como fonte geradora de um otimismo sadio e de luta por um humanismo redentor. O último livro da Bíblia – precisamente o livro da “Revelação” ou Apocalipse – conclui com a grande batalha entre as “bestas” da Morte e do Abismo e os seguidores do Cordeiro, cujos nomes estão escritos no livro da Vida. E surge a grandiosa visão de um “novo céu e uma nova terra”, onde “não haverá mais morte, nem luto, nem pranto, nem dor. O próprio Deus estará com os homens e será o seu Deus” (Ap 21,1-4).
Francisco de Assis é chamado o “homem do Gênesis”, pela sua reconciliação consigo mesmo, com todas as pessoas e todos os seres da criação, com o Altíssimo, Onipotente e Bom Senhor. Agora, ao refletir nos últimos momentos que ele passa sobre a mãe e irmã Terra, bem o podemos chamar o “homem do Apocalipse”, pela sua revelação de um novo modo de viver, de sonhar e de morrer. Tudo assumido e transformado em Cristo. É a “revolução” do franciscanismo. Melhor: é a mais genuína “revolução” do Cristo do Evangelho e dos seus audazes seguidores.
Tomás de Celano, o conhecido biógrafo de Francisco, escreve de modo lapidar: “Como um dos rios do Paraíso, este novo evangelista dos últimos tempos inundou o mundo inteiro com as águas vivas do Evangelho e, com o exemplo, pregou o caminho do Filho de Deus e a sua doutrina de verdade” (Vida Primeira, 89,4).
Os dados são conhecidos. Mas, vale sempre a pena voltar a eles uma e outra vez, para melhor compreendermos a ação do Espírito de Deus na vida de Francisco, assim como a influência por ele exercida no mundo da teologia, da espiritualidade, da poesia, da arte, da música, da ecologia…
Em Francisco realizam-se os mistérios de Cristo
Voltemos a Tomás de Celano. Deixemo-nos penetrar da evangélica descrição que ele nos faz dos últimos momentos de Francisco:
“Enquanto os irmãos choravam amargamente e se lamentavam inconsoláveis, mandou o Pai [Francisco] que lhe trouxessem pão. Abençoou-o, partiu-o e deu um bocado a cada um. Quis também que lhe levassem o livro dos Evangelhos e lhe lessem o Evangelho segundo São João a partir da frase que começa com estas palavras: «Antes da festa da Páscoa, etc. (Jo 13,1ss). Tinha presente aquela sacratíssima ceia que o Senhor celebrou pela última vez com os discípulos. Tudo isto ele o fez, com efeito, em veneranda memória daquela ceia e para testemunhar a ternura que tinha pelos irmãos.
Passou em ação de graças os poucos dias que lhe restaram de vida e convidou os companheiros mais queridos a louvarem com ele a Cristo. Ele mesmo entoou como pôde o salmo: “Em alta voz clamo ao Senhor, em alta voz imploro o Senhor, etc. (Sl 142). Convidou também as criaturas todas a louvarem a Deus e, com estrofes que já antes compusera, exortou-as a amá-Lo. Até a própria morte, para todos tão odiosa e terrível, ele exortava ao louvor, e, saindo-lhe ao encontro com ânimo alegre, convidou-a a hospedar-se em sua casa: «Bem-vinda seja – dizia – a minha irmã morte».
Após alguns apelos ao médico e aos irmãos, Celano conclui em síntese lapidar:
“Chegou enfim a sua hora. Realizados nele todos os mistérios de Cristo, voou ditosamente para Deus” (Vida Segunda, 217,1-11).
“Realizados nele todos os mistérios de Cristo…” Nesta afirmação está o segredo de toda a vida de Francisco de Assis: a sua paixão por Cristo e por todas as paixões que Cristo veio lançar aos que se propõem segui-l’O com o entusiasmo dos enamorados. Francisco de Assis foi o homem que deixou realizarem-se nele todos os mistérios de Cristo. Na vida e na morte, quis ser simplesmente o “cristão”. Viver por Cristo, com Cristo e em Cristo. Ser um outro Cristo.
Cantar a Irmã Morte
É fácil entoar hinos à vida! Francisco ousou cantar a Morte, tratá-la docemente por “Irmã” e inclui-la na procissão de todas as criaturas no louvor ao seu Senhor! Ao pressentir que se aproximava o termo da sua peregrinação sobre a terra, pede os confrades mais íntimos que lhe entoem o Cântico do Irmão Sol ou Cântico das Criaturas, que ele mesmo tinha composto um ano antes. Como homem ressuscitado, já vencedor da morte, acrescenta-lhe a última estrofe:
“Louvado sejas, ó meu Senhor, por nossa irmã a Morte corporal,
à qual nenhum homem vivente pode escapar.
Ai daqueles que morrem em pecado mortal!
Bem-aventurados aqueles que cumpriram a tua santíssima vontade,
porque a segunda morte não lhes fará mal.” (Espelho de Perfeição: 123)
“Cumpri a minha missão…”
Ao aproximar-se para ele a “hora do triunfo”, Francisco deixa aos irmãos de todos os tempos o maior desafio da vida: “Cumpri a minha missão; Cristo vos ensine a cumprir a vossa” (Tomás de Celano: Vida Segunda, 214,9).
Fonte: http://www.capuchinhos.org ( Site de Portugal)
Frei Acílio Dias Mendes
Postado por Rivaldo R.Ribeiro às 23h07
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São Francisco a serviço de todos
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São Francisco a serviço de todos
A característica número um da vida evangélica de São Francisco foi o que ele entendeu por minoridade. Para sua compreensão: minoridade para Francisco nada tem a ver com infância, infantilidade. Aliás, nosso Mestre e Senhor Jesus, quando fala de seus "pequeninos", tem em mente seus discípulos e seguidores, destituídos do poder de barganha e influência neste mundo humano-satânico.
Cristo e Francisco defendem a necessidade de colocar-se como último, o menor de todos na escala social, a fim de poder servir a todos, como se fosse seus escravos. Jesus e Francisco intuíram com clareza solar que só o serviço humilde, voluntário e amoroso podia romper as linhas de força da ambição, da vanglória, da dominação, da violência, do ódio, da morte, características do mundo humano satânico.
E atenção! Ambos compreenderam que nada conseguiriam se tentassem convencer este mundo de seus erros e pecados pela argumentação, crítica, acusação, condenação, ou qualquer pregação. A solução estava em pôr-se, despretensiosamente, a serviço de todos.
Sabiam, Francisco e Jesus, que nada pode substituir o poder de convencer que a vivência radical do Evangelho possui. Ambos tinham certeza que só o "homem novo" concretizado no serviço social ao "homem velho" pode convencer esse "homem velho", mundano-satânico, de que as setas indicadoras da alegria e felicidade apontam para outra direção, a direção do mundo humano-crístico do serviço, do amor fraterno, do lava-pés do tudo partilhado.
Fonte: http://www.franciscanos.org.br |
Postado por Rivaldo R.Ribeiro às 22h14
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O DIA DO PERDÃO.
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O DIA DO PERDÃO.
Começa às 12 horas do dia 01 de agosto até o final da tarde de 02 de agosto de cada ano.
Em 1216 São Francisco de Assis estava orando na igrejinha da Porciúncula, quando de repente ela torna-se iluminada, e São Francisco de Assis vê sobre o altar o Cristo revestindo de luz e à sua direita a Mãe Santíssima. E eles perguntam a São Francisco o que ele desejava para que as almas fossem salvas? Assim ele Os pede que seja concedido um generoso perdão a todos que se arrependessem e confessassem seus pecados, e fossem visitar aquela igrejinha.
E o Senhor acolhe a sua oração e propõe que ele peça ao Seu Vigário na terra, de Sua parte, esta indulgência. E São Francisco vai até ao Papa Honório III e conta-lhe a visão que tinha tido.
E Feliz caminha até à porta, negando qualquer documento que comprove a autorização do Papa, bastava-lhe a sua palavra, o documento seria a Santíssima Virgem Maria, o Senhor como escrivão e os Anjos as testemunhas.
O Perdão de Assis é uma manifestação da misericórdia de Deus e um sinal do amor apostólico de São Francisco, que disse alguns dias depois em lagrimas: "Meus irmãos, quero que todos vocês vão ao Paraíso!"
Esta indulgência é dada somente em um dia do ano: começa às 12 horas do dia 01 de agosto até o final da tarde de 02 de agosto, todo ano. Este dia tem como padroeira Nossa Senhora dos Anjos, e foi estendida a qualquer Igreja Católica do mundo.
Assim, ganham a Indulgência, todas as pessoas que tendo feita a confissão sacramental, visitarem uma Igreja nos dias mencionados, receberem a comunhão eucarística e rezarem um "Pai nosso", uma "Ave Maria" e um "Glória", pelas intenções do Santo Padre, o Papa. Assim sendo, poderão utilizar a Indulgência em seu próprio benefício, em favor de pessoas falecidas ou daquelas que necessitam de conversão do coração.
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Postado por Rivaldo R.Ribeiro às 23h13
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Do monte de Greccio ao Monte Alverne
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Do monte de Greccio ao Monte Alverne
Com a altitude de 1.288 metros acima do nível do mar, este monte, que sobressai entre todos os outros, foi doado a São Francisco pelo Conde Orlando Catani, em 1213.
A humildade da Encarnação de Jesus e a caridade da sua Paixão são o eixo, o alicerce e o horizonte de toda a vida do Poverello de Assis. Em Greccio, Francisco experimentou a humanidade de Jesus. No Monte Alverne, vai ser transformado no próprio Crucificado, o Amado do seu coração: as mãos, os pés e o lado direito são-lhe trespassados em incêndio de amor, ficando no seu corpo com as chagas dolorosas e gloriosas de Cristo. São Boaventura interpreta: «Um amor autêntico a Cristo transformou o amigo na imagem do amado» (Legenda Maior, XIII, 5). Francisco é «outro Cristo».
Estamos em 17 de Setembro de 1224. Talvez seja a sétima vez que Francisco permanece no seu mais amado Monte. E de tal modo ele sobe até Deus, que ali compõe os “Louvores ao Deus altíssimo”, com os seus 32 apaixonados «Tu»: Tu és santo! Tu és beleza! Tu és doçura!... Mas também desce para junto dos Irmãos em necessidade, como prova a solicitude com que envia a bênção a frei Leão: «O Senhor te abençoe e te guarde…»
Somos peregrinos do Sol: escalemos a montanha da Vida. Coração em Deus e mãos abertas aos Irmãos. Os pés na Terra e os olhos postos na Cidade santa – onde habita o Amor e a Justiça – que morada de todos os famintos e sedentos.
Frei Acílio Dias Mendes
http://www.capuchinhos.org
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Postado por Rivaldo R.Ribeiro às 00h22
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São Francisco e a Paz
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São Francisco e a Paz
Como São Francisco arranjou as pazes entre um lobo e os habitantes da cidade de Gúbio
No tempo em que São Francisco morava na cidade de Gúbio, no condado do mesmo nome, apareceu um lobo grandíssimo, terrível e feroz, que não somente devorava os animais, senão também os homens; de modo que todos os cidadãos viviam em grande susto, porque muitas vezes se aproximava da cidade; e todos iam armados, quando saíam para os campos, como se fossem para algum combate; e com tudo isso, quem sozinho o encontrava não podia defender-se; e, por medo a este lobo, chegou-se a pontos de ninguém ousar sair da terra. Pelo que, São Francisco, compadecido dos homens daquela cidade, quis sair ao encontro do lobo, apesar de todos lhe aconselharem o contrário; ele, porém, fazendo o sinal da cruz, saiu fora da cidade, com os seus Companheiros, pondo em Deus toda a confiança. E temendo os outros avançar mais além, tomou ele o caminho para os lados onde o lobo estava. E eis que, à vista de muitos citadinos que tinham acudido para ver o milagre, saiu o lobo, de goelas abertas, ao encontro de São Francisco, que fez sobre ele o sinal da cruz, chamou-o e disse-lhe assim:
“Anda cá, irmão lobo! Eu te mando, da parte de Cristo, que não faças mal nem a mim nem a pessoa alguma”.
Coisa maravilhosa! Logo que São Francisco fez o sinal da cruz, aquele lobo terrível fechou a boca, e estacou; e, ao mando do Santo, veio mansamente, como se fosse um cordeirinho, e deitou-se-lhe aos pés. Então São Francisco falou-lhe desta maneira:
“Irmão lobo, tu fazes muitos danos nesta terra e tens cometido grandes crimes, destruindo e matando as criaturas de Deus, sem sua licença. E não somente mataste e devoraste os animais, mas tiveste a audácia de matar e destruir os homens, feitos à imagem de Deus. Por esta razão és digno de forca, como ladrão e homicida péssimo; e toda esta terra é tua inimiga. Mas eu quero, irmão lobo, fazer as pazes entre ti e eles, de maneira que tu não mais os ofenderás, e eles te perdoarão as passadas ofensas, e nem os homens nem cães te perseguirão mais”.
Ditas estas palavras, o lobo, com movimentos do corpo, da cauda e das orelhas, e com inclinações de cabeça, mostrava aceitar o que São Francisco lhe dizia, e querer cumpri-lo. E então São Francisco acrescentou:
“Irmão lobo, visto ser do teu agrado observar esta paz, eu te prometo, da parte dos homens desta terra, atender ao teu sustento, enquanto fores vivo, de sorte que não padeças fome, porque eu sei muito bem que foi ela que te levou a fazer tanto mal. Mas agora, já que eu te concedo esta graça, quero, irmão lobo, que me prometas nunca mais tornar a fazer mal nem a homem nem a animal. Prometes isso?”
E o lobo, com uma inclinação de cabeça, deu evidente sinal de que prometia.
“Irmão lobo, disse mais São Francisco, para que eu me possa fiar de ti, quero que me dês uma prova da tua promessa”.
E estendendo a mão para receber o juramento, levantou o lobo a pata dianteira e familiarmente a colocou na mão de São Francisco, dando-lhe o sinal pedido.
Então acrescentou São Francisco:
“Irmão lobo, eu te mando, em nome de Jesus Cristo, que venhas comigo, sem temor algum, e vamos concluir esta paz, em nome de Deus”.
E o lobo, obediente, foi com ele, manso como um cordeiro. Do que os citadinos tomaram grande maravilha.
E subitamente correu esta novidade por toda a terra; e toda a gente, grandes e pequenos, homens e mulheres, jovens e velhos, correram à praça, a ver o lobo com São Francisco. E estando ali todo o povo reunido, levantou-se o Santo e pôs-se a pregar, dizendo, entre outras coisas que pelos pecados permite Deus tais calamidades; e que muito mais perigoso é o fogo do inferno, que eternamente há-de durar para os condenados, do que a raiva do lobo, que só o corpo pode matar; e assim quanto é de temer a boca do inferno, quando tanta multidão tem medo e terror à boca dum pequeno animal?
“Voltai, portanto, caríssimos, a Deus e fazei condigna penitência dos vossos pecados; e Deus vos livrará agora do lobo, e do fogo eterno, no futuro”
Feita esta prática, disse São Francisco:
“Escutai, irmãos meus: o irmão lobo, que está aqui diante de vós, prometeu e deu-me juramento de fazer as pazes convosco e de vos não ofender mais em coisa alguma, se vós prometerdes dar-lhe os alimentos necessários; e eu fico por fiador de que ele observará fielmente o tratado da paz”.
Então o povo, todo a uma voz, prometeu alimentar o lobo continuamente. E São Francisco, perante todo o povo, disse ao lobo:
“E tu, irmão lobo, prometes cumprir o tratado de paz, não ofendendo nem os homens, nem os animais, nem criatura alguma?”
E o lobo ajoelhando-se, e inclinando a cabeça, e com mansos sinais do corpo, da cauda e das orelhas, mostrava, como podia, que queria cumprir todo o pacto. E disse São Francisco:
«Eu quero, irmão lobo, que, da mesma maneira que fora de portas me deste fé da tua promessa, também a dês, diante deste povo, para que eu fique certo de que me não enganarás na fiadoria que por ti fiz».
Então o lobo, levantando a pata direita, pô-la na mão de São Francisco. Donde, depois e do mais que fica dito, houve tanta admiração e alegria em todo o povo, assim pela devoção do Santo como pela novidade do milagre e mansidão do lobo, que todos começaram a clamar ao céu, louvando e bendizendo a Deus, que lhes havia mandado São Francisco para que, por seus merecimentos, fossem livres daquela besta feroz.
Depois viveu o dito lobo em Gúbio, ainda dois anos; e familiarmente entrava pelas casas; ia de porta em porta, sem fazer mal a ninguém, nem pessoa alguma lho fazer a ele; e era alimentado generosamente por todos; e andava tão à vontade, pelas ruas, que nem os cães lhe ladravam.
Finalmente, passados dois anos, o irmão lobo morreu de velhice; do que toda a gente houve muita dor. Vendo-o andar tão mansamente pela cidade, melhor se recordavam da virtude e santidade de São Francisco.
À honra de Cristo. Amém.
Florinhas de São Francisco de Assis, capítulo XXI,
(Fontes Franciscanas, Editorial Franciscana, Braga, 1982, pp.1069-1072)
Fonte:
http://www.capuchinhos.org |
Postado por Rivaldo R.Ribeiro às 22h18
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2008: 800 anos do carisma franciscano e o Ano Internacional do Planeta Terra
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2008: 800 anos do carisma franciscano e o Ano Internacional do Planeta Terra |
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(Rivaldo Roberto Ribeiro- José Bonifácio-SP)

“Proclamado pela Assembléia-Geral da ONU em Dezembro de 2005, com apoio de 191 países, vem sendo comemorado desde Janeiro de 2007, termina em Dezembro de 2009 e vai ter o seu ponto alto neste ano de 2008. Objetivos: demonstrar o grande potencial das Ciências da Terra na construção de uma sociedade mais segura, sadia e sustentada, e encorajar a sociedade a aplicar este potencial mais eficientemente, em seu próprio benefício.”Fonte: http://www.capuchinhos.org
Eu acrescentaria nos objetivos de demonstrar o potencial das Ciências da Terra, a redescoberta da Sabedoria Humana, pois é ela que realmente nos vai nortear o verdadeira caminho a seguir. O mundo moderno dispensou a Sabedoria que tem a sua origem no nosso interior, e o principio no próprio Deus proporcionando o bem ao espírito humano.
Apostamos apenas na inteligência humana que é falha, pois muitas vezes o homem realiza seus projetos nas suposições “inteligentes” dos acadêmicos e dispensa a opinião dos sábios.
As duas comemorações nos levam a crer numa coincidência maravilhosa, pois São Francisco de Assis foi e é o maior defensor do Planeta Terra, a compreendeu de forma Divina e com Sabedoria, a compreendeu como mãe e promotora de toda a vida. Num dos maiores louvores à humanidade o “Cântico do irmão Sol” que foi publicado nessa pagina no dia 07/10/07 e na coluna à direita, está tudo centrado no significa a verdadeira Vida.
Louvando a Água: Louvado sejas, meu Senhor, Pela irmã Água, Que é mui útil e humilde E preciosa e casta.
Louvando a Terra: Louvado sejas, meu Senhor, Por nossa irmã a mãe Terra Que nos sustenta e governa, E produz frutos diversos E coloridas flores e ervas.
E nesse ano nós comemoramos também os 800 anos do carisma franciscano, quiçá a humanidade seguisse a Sabedoria utópica de São Francisco, estaríamos longe da maioria os males modernos: guerras, fome, problemas climáticos, congestionamento no transito que é um exemplo incontestável do materialismo e o desprezo da Fé em Deus.
A humanidade não seria alienada do seu próprio centro universal: Imitar o “homem” que foi idealizado por Deus, e depois exemplificado pelo verdadeiro homem que já existiu: Nosso Senhor Jesus Cristo.
“Louvo a Deus por ter sido capaz de escrever esse texto.” |
Postado por Rivaldo R.Ribeiro às 14h49
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Tu és Beleza!
"Tu és Beleza!"
Verdade, Bondade e Beleza são as três qualidades do Ser.
Infelizmente, ao longo dos séculos, a Igreja viveu demasiado preocupada com a Verdade – a Ortodoxia,
a Doutrina, os Dogmas, os cismas, as heresias. Basta lembrar a Inquisição, o Santo Ofício, o Índice dos Livros Proibidos (1559-1966), a Congregação para a Doutrina da Fé, o Syllabus (Pio IX, 1864),o Juramento anti-modernista (Pio X),
a censura e a intolerância com tantos biblistas,teólogos e pensadores…
Tivesse existido o mesmo zelo na promoção e na defesa da Bondade e da Beleza, e o diálogo entre a Fé e a Cultura conheceria hoje caminhos bem diferentes e interlocutores bem mais diversificados e sensíveis!
“Deus, vendo toda a sua obra, considerou-a muito boa”
Mas, no princípio não foi assim! Os catequistas que escreveram a Bíblia, gravaram, logo a abrir, a obra maravilhosa de um Deus que muda o caos em cosmos; transforma o informe, vazio e tenebroso na gesta maravilhosa da Criação, e não se cansa de repetir, qual artista entusiasmado com a sua obra: "E Deus viu que isto era bom!" (Gn 1,10.12.18.21. 25). Depois de ter criado o ser humano à sua imagem e semelhança, "Deus, vendo toda a sua obra, considerou-a muito boa" (Gn 1,31).
Por isso, os sábios da Bíblia apresentam as criaturas como manifestação e possibilidade de encontro com o Criador: "Se fascinados pela sua beleza, os tomaram por deuses, aprendam quão mais belo que tudo é o Senhor, pois foi o próprio autor da beleza que os criou. E se os impressionou a sua força e o seu poder, compreendam quão mais poderoso é aquele que os criou, pois na grandeza e na beleza das criaturas se contempla, por analogia, o seu Criador" (Sb 13,3-5).
Em pleno Sermão da Montanha (Mt 6,28-30), Cristo exorta-nos a contemplar os lírios e as ervas do campo… Em todas as coisas criadas, Deus deixou a sua marca de verdade, de bondade e de beleza. Mas, só Deus é a Verdade, a Bondade e a Beleza!
Nas coisas belas Francisco de Assis via a beleza do Criador
Com razão, de Francisco se diz que é o “homem novo”, o homem do Génesis. Nascido na deslumbrante região da Úmbria, e dotado de uma especial sensibilidade para se extasiar perante a beleza das criaturas que o rodeiam, vai encontrar-se com a Fonte da Verdade, da Bondade e da Beleza. São Boaventura – que, no seu famoso Itinerário da alma para Deus, também apresenta todos os seres criados como reflexos e vestígios de Deus – diz dele:
" Solicitado por tudo e por todos ao amor de Deus, exultava em todas as obras saídas das mãos de Deus, e rejubilando de alegria na presença das criaturas, subia por meio delas até àquele que é a causa e a razão vivificante do Universo. Nas coisas belas via a beleza suprema do Criador, e pelas pegadas que ele deixara impressas nas coisas, ia seguindo o Bem-amado, de tudo se servindo como escada para subir e chegar àquele que é todo desejável.
No inefável impulso de devoção, percebia a bondade infinita de Deus em cada uma das criaturas como em arroios que brotassem daquela nascente inesgotável. Nas propriedades dos seres e nas suas interações descobria como um concerto harmonioso e celeste, que o levava a exortar a todos, como fazia o Profeta David, a cantar os louvores do Senhor" (Legenda Maior: IX,1).
“Tu és beleza!”
Após receber no corpo as marcas do Crucificado (Setembro de 1224), Francisco entrega ao seu amigo e confidente frei Leão um dos escritos mais apaixonados da literatura mística: os Louvores ao Deus Altíssimo. Neste conjunto de 35 versos, qual nascente a jorrar louvores, glórias e aplausos ao ritmo de um coração enamorado, o “Tu” dirigido ao Senhor Deus transborda 31 vezes, numa ladainha exuberante de atributos e predicados. E o verso 22 diz assim: «Tu és beleza!»
Logo a seguir, no Inverno de 1224/1225, após uma longa noite de trevas e sofrimento, ditou o seu Cântico das Criaturas, ou Cântico do Irmão Sol. Entusiasmado com o seu "Altíssimo, Omnipotente, Bom Senhor", irrompe em louvores ao Autor das maravilhas da Criação. Além de fraternizar todas as criaturas, adjetiva abundantemente cada uma delas. E a beleza brota, espontânea, do seu coração de poeta-místico: o irmão Sol é belo e radiante; a lua e as estrelas são claras, e preciosas, e belas; o irmão fogo é belo, e jucundo, e robusto e forte. Francisco encontra nas criaturas a beleza da gratuidade, da poesia, do encantamento. Mas “todas” elas são do “seu bom Senhor”!
Não se trata de meras palavras. Francisco, apaixonado pelo Deus-Beleza, passará toda a sua vida a convidar-nos a honrar, adorar, servir, louvar e glorificar, e sobreexaltar, magnificar e dar graças ao Pai e Filho e Espírito Santo, Criador de todas as coisas, Salvador dos que crêem nele (1ª Regra, cap. 23,10). A bondade e a beleza despertam o amor!
Por outro lado, este espírito do “Jogral de Deus” transvaza no coração da Irmã Clara, a ‘Plantazinha’ de Francisco. No seu Processo de Canonização, a 14ª testemunha, a Irmã Angelúcia, declarou que, "quando a santíssima madre enviava as irmãs externas fora do mosteiro, as exortava a louvar o Senhor pelas árvores belas, floridas e frondosas e que, ao olhar os seres humanos e as outras criaturas, sempre louvassem o Senhor, por todas e em todas as coisas".
Frei Acílio Dias Mendes
Fonte: http://www.capuchinhos.org
PARA CELEBRAR
'E conhecida a frase do escritor russo Dostoievskij, citada por João Paulo II na Carta aos Artista: "A beleza salvará o Mundo." Francisco de Assis enamorou-se da verdadeira Beleza que pode salvar-nos e salvar o Mundo: a Beleza do Deus nascido num pesebre de animais e morto numa cruz. E cantou-a como ninguém, cuidando da sua imagem nas criaturas.
Esse Deus quer salvar o Mundo a partir do nosso encanto e solidariedade com os nascidos na exclusão e crucificados pelos defensores da ordem e da ortodoxia do sistema reinante; e da nossa luta na defesa da ecologia e da integridade da Criação. E o Mundo mais belo revelará melhor a Beleza de Deus!
0. Contemplação da Natureza (ao vivo ou em imagem).
1. Cântico: É grande, é admirável…!” (PV 32).
2. Leitura/proclamação: Sabedoria 13,3-5.
3. Cântico das Criaturas, ou do Irmão Sol: PV 2.
4. Texto sobre S. Francisco:
5. Partilha: ligação à vida, propostas de compromisso.
6. Cântico: “Tu és Santo” (os Louvores de Deus), PV 97 – música na pág...).
Postado por Rivaldo R.Ribeiro às 17h08
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Porciuncula e Nossa Senhora dos Anjos
"A Porciúncula".

«Uma vez reparada a capela de São Pedro, [o irmão Francisco] veio para um local chamado "A Porciúncula".
Havia aí um templo de construção muito antiga e dedicada à Bem-aventurada Virgem Mãe de Deus, mas estava abandonada e ninguém cuidava dele.
Desolado com tal abandono, e impelido pela devoção fervente que consagrava à Senhora do mundo, começou Francisco a freqüentá-lo com bastante assiduidade e bastante demora, no intuito de ir também procedendo à sua restauração.
O nome por que era conhecida a igreja era de Santa Maria dos Anjos.
Foi este o lugar que mais amou, dentre todos os lugares do mundo: aí encetou o caminho da conversão, aí progrediu no caminho da virtude, aí atingiu o cume da santidade.
É este o lugar onde Francisco, por inspiração e revelação divina, fundou a Ordem dos Frades Menores.» (LM 2, 8)
Celebra-se a Festa de Santa Maria dos Anjos da Porciúncula no dia 2 de Agosto.
www.capuchinhos.org-Portugal
Nossa Senhora dos Anjos

Nossa Senhora dos Anjos é a padroeira da Ordem dos Frades Menores (Franciscanos). Bem perto de Assis encontramos a linda Basílica de Santa Maria dos Anjos, ela é um marco principalmente da Ordem Franciscana.
Dentro da Basílica encontra-se a Porciúncula, onde São Francisco morreu, o Santo tinha um amor prediléto à aquele lugar dedicado a Nossa Senhora dos Anjos.disse um biógrafo: São Francisco dizia que Nossa Senhora tinha muito amor por aquele lugar. Porciúncula quer dizer em Italiano (pedacinho). Dizem que pequena capela fora construída por peregrinos que voltavam da Terra Santa, era onde eles a veneravam e enquanto estavam em oração eles ouviam o coros de Anjos, daí surgiu o nome Nossa Senhora dos Anjos.
Fonte texto:
blog.cancaonova.com/zezinho/
Postado por rivaldo r.ribeiro às 12h55
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Qual seria o segredo de Sao Francisco

Qual seria o segredo de Sao Francisco
Quarenta e cinco anos bastaram para que Francisco de Assis entrasse na História e no coração de todos como “o Cristo da Idade Média” tal era a sua evolução espiritual (E seu aprimoramento espiritual decorreu entre os 25 anos e 45 anos, quando morreu em 03 de outubro de 1226), “o Irmão Universal”, o Patrono dos ecologistas. Qual foi o segredo deste homem?
Esse segredo está dentro de cada um de nós, se somos seres humanos naturalmente somos bons, pois somos filhos de Deus.
Qual o maior sonho do homem? A liberdade. A liberdade muitos imagina de muitas formas e maneiras: ganhar muito dinheiro e ser independente financeiramente, ter uma boa profissão, ser dono de uma empresa e deixar de ser empregado, nota-se que o sonho de liberdade do homem é sempre ligado ao material e carnal.
Mas a liberdade não é isso, muitas vezes somos tomados de angustias porque temos certeza dessa liberdade, olhamos o mundo da nossa janela e admiramos a sua beleza, mas não aventuramos em ir buscá-la. Porque isso demanda o abandono do mundo material e do conforto equivocado que estamos acostumados. Equivoco que nos leva a angustia, porque é uma luta com a certeza de sermos livres e do que nos aprisiona: o orgulho, vaidade, e ânsia pelo poder do homem sobre o homem, e as piores das prisões: o Pecado (Romanos 7,14-26).
Muitos chegam a realizar seus sonhos materialistas, mas não se completam e não se sentem felizes, porque a liberdade não está no mundo material e exterior, ela está dentro de nós, no nosso espírito e na fé em Deus. Uma fé que nos leva a compreender melhor o mundo ao nosso redor: a natureza e a relação com todos nossos irmãos do planeta.
São Francisco compreendeu a relação literal com a natureza e todos os seus elementos.
São Francisco teve plena convicção sobre a Criação como sendo obra de Deus, por isso a respeitava em todos os sentidos, tinha fé e esperança do encontro com Deus após a morte, pois a chamava de irmã morte corporal, pois a morte não existe para a alma sem pecado.
Convenceu-se da pobreza do homem e da riqueza de Deus, quando novamente resolve em 1205 participar de uma expedição, e a noite uma voz familiar lhe pergunta: quem terá a possibilidade de ajudá-lo? E São Francisco responde: que seria o rico ( engana-se e responde sobre a riqueza materialista).
Assim a voz diz novamente:- como então vais trocar a riqueza de Deus pela pobreza do homem. Deus o adverte sobre a verdadeira riqueza, e ele compreende tudo.
E São Francisco desde então se entrega às riquezas do espírito e abandona a pobreza materialista e as misérias do homem. “Senhor, que quereis que eu faça?”, doravante São Francisco iria entregar o seu destino nas mãos de Deus...
Morre aceitando a morte como um caminho para Deus, um momento de desamparo humano que apenas Deus pode nos consolar e termina recitando o salmo 141.
Postado por rivaldo r.ribeiro às 00h48
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MILAGRES DE SÃO FRANCISCO...
Milagres de São Francisco
Suplicando a graça do nosso Senhor Jesus Cristo, estes milagres foram lidos diante do Papa Gregório IX e anunciados ao povo. Heis aqui alguns deles:
Disse que depois de duríssimas horas em que o Santo viu-se em tentação, achava-se ele em sua pobre cela, numa noite de rigoroso inverno, ao abrigo do vento e da neve, quando ouviu vozes pérfidas e sedutoras, alguém de fina malícia o chamava das trevas da noite. O Santo recebia surpreso, um convite fascinante: "Francisco deixa essas penitências, não maltrates teu corpo ainda jovem, fostes feito para os prazeres, não para renúncia e pobreza".
Aturdido, Francisco sentia-se arrastado, olhou seu corpo jovem e são, mas um raio de luz veio do céu fazendo-o afastar-se do mal, lembrou-se de Jesus Cristo e sem vacilar saiu ao relento enfrentando o frio da noite, exausto e seminu, atirou-se sobre um espinheiro, ferindo-se entre os galhos, espirrando sangue para todos os lados.
Paralítico
No dia em que São Francisco foi sepultado, trouxeram uma menina que fazia mais de um ano que estava com o pescoço monstruosamente dobrado e pregado ao ombro, de forma que só podia olhar de soslaio e para cima, mas ela colocou por algum tempo a cabeça embaixo do caixão em que jazia São Francisco e pelos merecimentos de Deus, endireitou imediatamente o pescoço e ficou com cabeça reposta no devido lugar, a menina muito assustada com a mudança começou a gritar e a correr. Tinha uma cavidade no ombro, no lugar em que a cabeça estivera dobrada devido à prolongada enfermidade.
Cegos
Uma mulher chamada Sibila, que sofria de cegueira havia muitos anos, foi conduzida ao sepulcro do homem de Deus, como uma triste cega. Mas recuperou a primitiva visão e voltou alegre para casa.
Um cidadão de Assis perdera a visão havia 5 anos e tinha sido conhecido de São Francisco durante toda a sua vida. Sempre rezava ao Santo lembrando-lhe a sua familiaridade. Tocando seu sepulcro, ficou livre da doença.
Muitos são os casos de cegos que sararam graças a São Francisco.
Enfermos libertados da morte
Um menino de Arezzo, chamado Valter, tinha febres constantes e era atormentado por dois tumores. Desenganado pelos médicos, os quais fizeram uma promessa a São Francisco, e assim recobrou a saúde.
Uma mulher que estava de cama à muitos anos, sem poder mexer-se ou se virar, consagrou-se a Deus e a São Francisco, mereceu ficar inteiramente livre da doença.
Na cidade de Fano, havia um hidrópico com os membros horrivelmente inchados. Pelos méritos de São Francisco ficou curado.
Na cidade de Narni, existia uma mulher que tinha uma das mãos ressequida à oito anos e nada podia fazer com ela. Um dia, São Francisco apareceu-lhe numa visão, estendeu-lhe a mão e fez com que tivesse a mesma utilidade que a outra.
Em São Severino, vivia um jovem chamado Acto, que estava atacado de lepra e segundo os médicos era tido como um leproso.
Todos seus membros tinham se entumecido e inchado e a inflamação das veias dava ao conjunto um aspecto repugnante. Não podia andar, passava miseravelmente o tempo todo no leito, causando dor e tristeza a seus pais.
O pai teve a idéia de consagrá-lo a São Francisco e disse ao filho: "Não te queres consagrar a São Francisco, que em toda parte brilha por seus milagres, para que ele te liberte da doença?" e o filho respondeu: "Quero, pai". Levantou-se juntou as mãos e começou a suplicar à misericórdia de São Francisco, como penitência deveria levar todo os anos, durante sua vida, uma vela da sua altura para o Santo. Pouco tempo depois estava curado da lepra.
Na cidade de Fano, um jovem chamado Bonuomo, que era tido por todos os médicos como paralítico e leproso, foi oferecido por seus parentes a São Francisco. Limpo da lepra e livre da paralisia, obteve cura total.
Surdos e mudos
No povoado de Pieve, havia um menino paupérrimo, que era completamente surdo e mudo de nascença. Tinha a língua tão pequena que mal a puderam ver muitos que tentaram. Uma tarde foi a casa de um conterrâneo chamado Marcos e lhe pediu por sinais pousada. O homem recebeu-o com alegria, porque sabia que aquele menino era um serviçal competente, rapaz de boa índole.
Uma noite o homem disse à esposa: "Acho que seria o maior milagre de São Francisco se lhe desse a audição e a fala ao menino". E acrescentou: "Prometo ao Senhor Deus , que se São Francisco se dignar fazer isso por amor dele terei especial afeto com este menino e lhe pagarei todas as despesas por toda sua vida". Foi admirável, pois um outro dia o menino falou: "Vejo São Francisco de pé aí em cima. Veio para me dar a fala" e respondeu Marcos: "Louvaras a Deus e salvaras muitas pessoas". Sua língua cresceu e ficou apta para falar.
Falamos pouca coisa dos milagres de São Francisco, omitindo a maior parte. Deixamos aos que querem seguir seus passos, que busquem a graça de uma nova benção.
OBS.O texto acima não tenho conhecimento da sua origem, por graça de Deus o encontrei no arquivo do meu computador e resolvi publica-lo em louvor a São Francisco de Assis.
Postado por rivaldo r.ribeiro às 20h59
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O DIA DO PERDÃO.
O DIA DO PERDÃO.
Em 1216 São Francisco de Assis estava orando na igrejinha da Porciúncula, quando de repente ela torna-se iluminada, e São Francisco de Assis vê sobre o altar o Cristo revestindo de luz e à sua direita a Mãe Santíssima. E eles perguntam a São Francisco o que ele desejava para que as almas fossem salvas? Assim ele Os pede que seja concedido um generoso perdão a todos que se arrependessem e confessassem seus pecados, e fossem visitar aquela igrejinha.
E o Senhor acolhe a sua oração e propõe que ele peça ao Seu Vigário na terra, de Sua parte, esta indulgência. E São Francisco vai até ao Papa Honório III e conta-lhe a visão que tinha tido.
E Feliz caminha até à porta, negando qualquer documento que comprove a autorização do Papa, bastava-lhe a sua palavra, o documento seria a Santíssima Virgem Maria, o Senhor como escrivão e os Anjos as testemunhas.
O Perdão de Assis é uma manifestação da misericórdia de Deus e um sinal do amor apostólico de São Francisco, que disse alguns dias depois em lagrimas: "Meus irmãos, quero que todos vocês vão ao Paraíso!"
Esta indulgência é dada somente em um dia do ano: começa às 12 horas do dia 01 de agosto até o final da tarde de 02 de agosto, todo ano.Este dia tem como padroeira Nossa Senhora dos Anjos, e foi estendida a qualquer Igreja Católica do mundo.
Assim, ganham a Indulgência, todas as pessoas que tendo feita a confissão sacramental, visitarem uma Igreja nos dias mencionados, receberem a comunhão eucarística e rezarem um "Pai nosso", uma "Ave Maria" e um "Glória", pelas intenções do Santo Padre,o Papa .Assim sendo, poderão utilizar a Indulgência em seu próprio benefício,em favor de pessoas falecidas ou daquelas que necessitam de conversão do coração.
Postado por rivaldo r.ribeiro às 16h53
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FRANCISCO RESTAURA A MINHA IGREJA...
FRANCISCO RESTAURA A MINHA IGREJA...
Foi na encantadora igrejinha de São Damião, a um quilometro abaixo de Assis, toda humilde entre as oliveiras, que se deu o notável acontecimento. Francisco rezava com fervor ante o grande crucifixo bizantino: "Senhor, suplico-Vos me ilumines e dissipeis as trevas da minha alma". Do crucifixo veio a resposta, suave e benevolente: "Francisco, restaura a minha casa, que desmorona". Iluminado por essa ordem precisa, correu à loja do pai, que se encontrava ausente, carregou o cavalo com várias peças de tecido e galopou em direção ao mercado de Foligno.Ali vendeu o tecido e a montaria. De volta a São Damião, encontrou o velho sacerdote que administrava o santuário e ofereceu-lhe o dinheiro para pagar as despesas de restauração; que desconfiado recusou. Francisco, então, atirou com desdém o dinheiro no canto de uma janela e suplicou ao velho sacerdote que lhe permitisse viver com ele. O outro aceitou.
Entrementes, voltou o pai a Assis e, informando-se dos acontecimentos, teve um acesso de violenta cólera. Reunindo parentes e amigos, desceu a São Damião, a fim de capturar o filho indigno; este, porém, refugiado numa caverna, passou um mês em oração, jejum e lágrimas.
Enfim, confiando no auxilio de Deus, foi ao encontro de seus perseguidores. Assis acolheu o seu herói de ontem com vaias e pedradas; Pedro de Bernardone (seu pai) lançou-o numa enxovia (prisão subterrânea), exortando-o a renuncia de seus projetos.
Seguiu depois em viagem de negócios e a mãe libertou o seu Francisco, que regressou a São Damião. Voltando de novo o pai, nova cena; desta vez, quis encerrar o caso e apresentou queixa aos cônsules. Citado, Francisco compareceu e declarou-se a serviço de Deus; enviaram o queixoso ao tribunal do Bispo, perante o qual aceitou apresentar-se o filho insubmisso. Intimado a restituir o dinheiro que tirara, Francisco respondeu com um gesto sublime: para nada conservar da herança paterna, despojou-se das próprias vestes, atirando-as aos pés do pai. Na eloqüência de sua nudez, dirigiu-se aos presentes em solene linguagem: "Escutai-me todos e compreendei. Até agora chamei Pedro Bernardone meu pai. Agora, posso dizer: Pai Nosso, que estais nos Céus" E o Bispo, em sinal de adoção, cobriu Francisco com seu manto.
Essa nova fase separava Francisco do mundo, consagrando-o ao serviço da igreja; doravante, achava-se livre para dedicar-se à tarefa que lhe indicara o próprio Cristo. Ganhou novamente São Damião e, vestido com o hábito de eremita, iniciou, jubiloso, a restauração do santuário, pedindo materiais e alimento, chegando mesmo a reunir, não obstante as zombarias, companheiros que o auxiliassem no trabalho. Terminada a igrejinha de São Damião, e não tendo recebido outra ordem de Cristo, Francisco restaurou a de São Pedro. Depois a de Santa Maria dos Anjos, depois uma capela abandonada que ficava a uma légua da cidade e que se chamava, por causa das exíguas dimensões, "a Porciúncula". Fascinado com a solidão do lugar, ali estabeleceu o seu domicilio. E foi ali, na humilde casa de Deus que em 24 de fevereiro de 1209, festa de São Matias, ouviu Francisco o apelo que rematou sua conversão, esclarecendo-lhe o sentido das palavras percebidas havia dois anos em São Damião. O Evangelho do dia recordava as palavras pronunciadas por Jesus quando enviou os apóstolos a anunciarem a boa nova: "Ide e pregai, dizendo: Está próximo o Reino dos Céus... Não leveis à cintura ouro, nem prata, dinheiro, alforje para o caminho, nem duas túnicas, nem sandálias, nem bordão: porque o operário é digno do seu sustento"...
Não era a igreja de pedra que o Senhor lhe ordenava reconstruir, mas o Corpo Místico de Cristo, retalhado pelo ódio, vício e indiferença. (do livro de Ivan Gobry, São Francisco de Assis e o espírito franciscano).
Postado por rivaldo r.ribeiro às 16h44
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São Francisco e os Jovens
São Francisco e os Jovens
São muitos os que se deixam fascinar por São Francisco de Assis, mas sobretudo os jovens. É raro encontrar um jovem que não tenha ouvido falar dele. Muitos conhecem até muito da vida e do ideal de São Francisco.
Alguns deles ficam de tal maneira tocados por este ideal que, no melhor da sua juventude, decidem seguir Jesus ao jeito de Francisco. Entram nos noviciados das diversas Ordens e Congregações da Família Franciscana. São aos milhares em todo o mundo.
Recordemos, ainda que brevemente, o itinerário do jovem Francisco e o modo como enfrentou os problemas da sua juventude, que são os problemas dos jovens de todos os tempos.
Antes de mais, convém lembrar que caraterístico de qualquer jovem é (pelo menos deveria ser!) a PAIXÃO PELA VIDA. Francisco foi um jovem APAIXONADO PELA VIDA. Havia nele um ideal apaixonante, uma direção certa, um coração vibrante, uma razão de viver. Quando muitos jovens hoje não têm outros IDEAIS na vida se não ser um profissional brilhante, ter um carro para aparecer, pertencer a uma família de renome, realizar um casamento importante...
Francisco buscou ideais que não envelhecem e que satisfazem profundamente o coração humano. Uma das ânsias mais profundas dos jovens é a LIBERDADE. Amor livre! Libertação da Família! Libertação da influência dos adultos! Liberdade para amar! Liberdade para se fazer o que se quer!... Assim, tantas vezes foge de casa porque não se julga compreendido. Outras vezes critica os pais, que não o deixam livre, pois não permitem que se vá divertir numa discoteca ou numa festa de aniversário...
Enquanto as pessoas buscam a liberdade para satisfazer os seus caprichos pessoais, voltadas para si mesmas, FRANCISCO, num determinado momento da sua juventude, diante do Bispo de Assis, despindo todas a suas roupas, rompe com a família e com as autoridades. Torna-se um homem LIVRE. Livre PARA SERVIR. Servir Deus e o próximo.
Uma experiência muito própria dos jovens, sobretudo os de hoje, é a experiência da FRUSTRAÇÃO e do VAZIO. Também o jovem Francisco a sentiu. Ele era rico, tinha muitos amigos, era o rei das festas da juventude. Um dia, porém, caiu gravemente doente. Sentiu a verdade dos seus valores, dos seus sonhos. Sentiu o vazio, o aborrecimento, a noção da inutilidade. Foi capaz, contudo, de vencer esta crise porque houve nele uma MUDANÇA DE VALORES.
O tempo da adolescência e da juventude é também o momento da descoberta da amizade e do AMOR, sobretudo em relação à pessoa do outro sexo. BEIJOS, abraços e carícias, reciprocamente trocados, ocupam um lugar de relevo no mundo afetivo do adolescente e do jovem que começa a sair de si e a abrir-se à pessoa amada.
O jovem Francisco foi capaz de ir ainda mais longe. Foi capaz de beijar um leproso, um trapo humano, um banido da sociedade. E viu nele o próprio Deus. Só um coração como o de Francisco podia amar assim, dar-se totalmente. Não só à pessoa amada, mas a todos!
Um dos pontos críticos dos jovens é a sua relação com a IGREJA. São, de fato, muitos os jovens que hoje não ligam nada à Igreja: ao que ela é, ao que ela diz, ao que ela faz. Vêem a Igreja como uma alienada e mantêm em relação a ela uma atitude muito crítica e por vezes até destrutiva. Frequentemente invocam os seus muitos pecados. FRANCISCO vê uma Igreja em ruínas. Não critica. Não destrói. Sabendo que ele também era Igreja, constrói, dá o melhor de si mesmo na reconstrução da Igreja do seu tempo.
Nunca nos esqueçamos que cada um de nós é a solução para uma Igreja nova e renovada. Particularmente os jovens. A Igreja deposita neles uma grande esperança. E, lembra João Paulo II, a Igreja tem tanta coisa a dizer aos jovens, e os jovens tanta coisa a dizer à Igreja!
Finalmente, é próprio dos jovens uma atitude de busca e de PROCURA. E tantas vezes se perdem por caminhos que não conduzem à verdade total e à verdadeira felicidade. O jovem FRANCISCO andava à procura. Encontrou a resposta nas palavras de Cristo. Encontrou a sua missão e executou-a. "É isso que eu quero, é isso que eu procuro, é isso que eu desejo fazer de todo o coração" - exclama Francisco cheio de alegria. A Francisco juntou-se um grupo de idealistas e de loucos, cujo ideal e loucura era o de viver o Evangelho de Jesus.
O mundo de hoje precisa de muitos loucos, como São Francisco de Assis. HOJE, SÃO FRANCISCO PODES SER TU, JOVEM, quando procuras viver os valores e a mensagem de Francisco. Alguns destes valores exercem um fascínio especial sobre os jovens. Outros são resposta a algumas necessidades e apelos do nosso tempo, que deposita nos jovens muitas esperanças na construção dum futuro melhor. Lembremos só alguns destes VALORES:
:: a intimidade profunda com Jesus, num mundo cada vez mais materialista e ao mesmo tempo com fome de Deus;
:: o Evangelho feito vida, num mundo cansado de ouvir palavras que não produzem frutos de vida;
:: a fraternidade universal, num mundo onde os países derrubam as fronteiras e as pessoas se fecham cada vez mais na solidão;
:: a paz - vivida e comunicada a todos -, num mundo onde as negociações de paz não conseguem pôr fim à guerra;
:: a ecologia que consegue ver a Beleza de Deus na das criaturas, num mundo ameaçado pelos projeto utilitaristas dum homem que pretende ser senhor absoluto de tudo e de todos.
in São Francisco de Assis, um homem que amou o mundo,
por Wilson João
SITE: http://www.capuchinhos.org- Ordem dos Frades Menores Capuchinhos (Portugal)
Postado por rivaldo r.ribeiro às 16h30
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O encontro com o leproso: o dom de morrer por amor
O encontro com o leproso: o dom de morrer por amor
Foi assim que o Senhor concedeu a mim, Frei Francisco, começar a fazer penitência: como eu estivesse em pecado, parecia-me sobremaneira amargo ver leprosos. E o próprio Senhor me conduziu entre eles, e fiz misericórdia com eles. E afastando-me deles, aquilo que me parecia amargo se me converteu em doçura de alma e de corpo; e, depois, demorei só um pouco e saí do mundo (Test. 1-2).
O abraço do leproso é indicado por Francisco mesmo como o ponto culminante de sua experiência de conversão.
Ele, dócil ao Espírito, cumpriu um caminho de progressiva libertação: atravessou/superou o medo da pobreza material e de perder a própria auto-imagem (humilhação, rejeição, desprezo), não necessita mais se sentir excepcional e de ser servil; agora experimenta o trecho mais difícil no crescimento espiritual: morrer por amor. O abraço ao leproso tem todo o sabor de um olhar a morte no rosto: risco da morte física e certeza da morte social. Mas, tem também o sabor do amor: o amor que dá coragem de transgredir as leis e as normas humanas que segregam os leprosos; o amor que dá a coragem também de morrer para o outro.
Quem olhou a morte de frente, em particular quem fez por amor, reencontra um modo novo de viver: experimenta cores mais vivas, um respiro aberto, quase uníssono com o da natureza, uma leveza e uma liberdade interior que dão acesso a uma alegria e a uma luz que habitam no profundo.
Francisco vê de modo retrospectivo a própria vida claramente dividida em duas partes: antes e depois do abraço ao leproso.
Todo acontecimento radical, todo apaixonamento envolve todas as experiências precedentes em um advérbio que é antes de tudo uma indicação do tempo interior: "antes", ou seja, na pré-história de minha vida.
SALONIA, Frei Giovanni (OFMCap). Kairós - Direção Espiritual e Animação Comunitária. p. 62-63.
Postado por rivaldo r.ribeiro às 16h19
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Dia 04 de outubro dia de São Francisco de Assis
Dia 04 de outubro dia de São Francisco de Assis
Em 3 de outubro de 1226, morre São Francisco de Assis, recitando o Salmo 141. Seu corpo físico foi sepultado no dia seguinte, 4 de outubro.
São Francisco de Assis já muito doente há quase 800 anos atrás se conduziu a morte pronunciando com suas ultimas forças em alta voz o Salmo 141, que canta o momento extremo da vida humana. Ele pedia a Deus para que o visse na sua miséria, e interviesse revelando a esperança de havia em seu coração (v.6 "Vós sois o meu refúgio"), pois naquele momento angustiante a única proteção era de Deus. E Ele poderia transformar seu corpo miserável como o corpo glorioso de Cristo: A ressurreição.
Oração: admirável São Francisco, que abençoastes a "irmã morte corporal", aceitando-a como sentença irrevogável da vontade de Deus, e por ela esperastes ser libertado da prisão do corpo, para unir-vos para sempre com o Criador, ajudai-nos a viver sempre na graça de Deus e que a nossa morte seja serena e cheia de paz como foi a vossa.
Em 2003 João Paulo II dedicou sua reflexão, falando aos peregrinos e fiéis reunidos na monumental Praça São Pedro, sobre a morte e a ressurreição de Cristo, cantadas no Salmo 141. A dor do momento da morte, no entanto com a esperança e refugio em Deus: A RESSURREIÇÃO.
Salmos, 141
1. Hino de Davi, quando estava na caverna. Oração.
2. Minha voz lança um grande brado ao Senhor, em alta voz imploro ao Senhor.
3. Ponho diante dele a minha inquietação, eu lhe exponho toda a minha angústia.
4. Na hora em que meu espírito desfalece, vós conheceis o meu caminho. Na senda em que ando, ocultaram-me um laço.
5. Olho para a direita e vejo: não há ninguém que cuide de mim. Não existe para mim um refúgio, ninguém que se interesse pela minha vida.
6. Eu vos chamo, Senhor, vós sois meu refúgio, meu quinhão na terra dos vivos.
7. Atendei ao meu clamor, porque estou numa extrema miséria. Livrai-me daqueles que me perseguem, porque são mais fortes do que eu.
8. Tirai-me desta prisão, para que possa agradecer ao vosso nome. Os justos virão rodear-me, quando me tiverdes feito este benefício.
Postado por rivaldo r.ribeiro às 16h15
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SÃO FRANCISCO DE ASSIS (MUNDISENSOR), E O MEIO AMBIENTE
SÃO FRANCISCO DE ASSIS (MUNDISENSOR), E O MEIO AMBIENTE
Uma das grandes qualidades São Francisco de Assis foi compreender a mãe natureza, a nossa dependência dela, em razão disto ele tinha uma relação fraterna com tudo que via a sua volta encarando todos como seus irmãos,procurando irmanar todos e tudo no mesmo amor e louvor a Deus. Uma fraternidade cósmica e verdadeira, pois todos fazemos parte do universo, somos todos seres da Criação.
Dessa forma São Francisco já naquela época compreendia como era importante a preservação do MEIO AMBIENTE, pois dependemos dos grãos de terra, das pedras, dos rochedos, das montanhas, do mar, do vento, da água, do sol, da lua, dos vegetais, das flores,dos outros animais,dos insetos,das nuvens de chuvas,das estrelas para poesia e reflexão: porque o bom Deus criou tudo isso para que se tornasse possível à vida.
São Francisco tinha admiração até pelos vermes e todos os insetos, a tal ponto que os afastavam dos caminhos para não serem esmagados, tudo ao seu redor tinha motivo para que ele glorificasse a Deus, e a bendizer toda a criação.
Acredito que São Francisco escolheu ser pobre, não porque queria viver a pobreza pura e simples, mas porque acreditava que a riqueza do homem está no infinito inesgotável tesouro da criação que ele conseguia ver, o que muitos de nós não enxergamos.
São Francisco era um homem total, verdadeiro: como Deus criou, não era um sonhador ou louco como muitos pensavam dele na época. Ele apenas via o que realmente somos: criaturas feitas à imagem e semelhança de Deus e parte integrante de todos os elos da Criação Universal.
Por isso São Francisco aproximou-se de Jesus Cristo, e viveu como Ele, em tudo se aproximou verdadeiramente de Cristo, não como vivemos hoje cada vez mais distantes do modo de vida de Cristo. Portanto cada vez mais perto dos fatores que comprometem a nossa sobrevivência física desrespeitando a nossa mãe Natureza, ou espiritual afastando da Fé tornando-se insensíveis a vida, uma civilização impessoal e materialista, menos livre e menos humana a todos os seres vivos.
Esse grande amor de São Francisco por tudo que tinha na natureza e seus elementos, não podia ser esquecido pelos ecologistas e todos que se preocupam com o meio ambiente. Assim em 1966 Lynn White da "Associação americana para o progresso da ciência" propôs que São Francisco fosse o patrono dos ecologistas, e logo após em 1979, João Paulo II declarava São Francisco de Assis patrono dos ecologistas.
O que é "mundisensor"? É aquele que sente o mundo e os seres que estão nele, são pessoas que tem uma visão ampla do mundo, não simplesmente olhando, mas sentindo e ouvindo a natureza, pratica a meditação olhando as colinas, os vales, as matas, os bichos, ouvem os ruídos da brisa, o canto distante de um pássaro, o movimento vivo dos espaços. Porque a natureza fala, mas o cotidiano do mundo moderno nos impede de ter afeto e de sentir a natureza ouvindo a sua voz, apenas aproximamos dela através do conhecimento técnico ou para usá-la destrutivamente e não com a sabedoria do verdadeiro homem como foi São Francisco de Assis. Pois devemos ver a beleza do mundo e não simplesmente a sua utilidade.
Por uma questão de sobrevivência é indispensável preservar o meio ambiente, mas os franciscanos vê ainda por um outro angulo, uma razão mais profunda: o respeito a Deus. Pois não somos senhor absoluto da natureza, e sim criaturas parte dela.
Postado por rivaldo r.ribeiro às 19h31
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São Francisco, Evangelhos e a Eucaristia. ( Corpus Christi)
São Francisco, Evangelhos e a Eucaristia.
Jesus Cristo nos ensinou em parábolas e também nos ensinou com sermões, no Sermão da Montanha Ele sintetizou toda a doutrina cristã. Nos deixou os evangelhos para que nós o transformássemos em forma de vida, cultivando a humildade, a fraternidade, paz e solidariedade, e fosse para nós fonte de consulta e aprendizado para a nossa Fé.
Por essa razão São Francisco era radical em obediência aos evangelhos, ali ele tinha a fonte inesgotável para a sua renovação espiritual.
São Francisco tinha o desejo principal e supremo de observar o Evangelho em tudo e por tudo, imitando com perfeição, atenção, esforço, dedicação e fervor os passos de Nosso Senhor Jesus Cristo no seguimento de sua doutrina. -1Cel84. "O mesmo Altíssimo me revelou que devia viver segundo a forma do santo Evangelho." Escrevera São Francisco em seu testamento, tomando daí em diante sua escola e para seus seguidores.
Eucaristia: a eucaristia é o ponto final da Fé Cristã, é quando encontramos com o Senhor Jesus Cristo , a doutrina da fé, a aceitação de ser um verdadeiro cristão autentico, ao aceitar receber a eucaristia o cristão aceita todos os ensinamentos transmitidos por Jesus nos evangelhos, aceita o Cristo humildade divina e vida, a manifestação de Jesus real na comunhão eucarística. Pelo qual se faz novamente presente a vitória e triunfo sobre a morte e ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo, e nossa esperança pela Fé.
São Francisco de Assis tinha verdadeiro fervor e encantamento pela eucaristia, comungava com tal devoção que tornava devotos os que o viam. Queria que os seus irmãos participassem todos os dias na Eucaristia porque, dizia ele, "ninguém se pode salvar sem receber o Santíssimo Corpo e Sangue do Senhor", porque ninguém conhece o dia da morte corporal, da qual nenhum homem pode escapar.
São Francisco sempre repetia: "Pasme o homem todo, estremeça a terra inteira, rejubile o céu em altas vozes quando sobre o altar, estiver nas mãos do sacerdote o Cristo, Filho de Deus vivo! Ó grandeza maravilhosa, ó admirável condescendência! Ó humildade sublime, ó humilde sublimidade! O Senhor do universo, Deus e Filho de Deus, se humilha a ponto de se esconder, para nosso bem, na modesta aparência do pão. Vede, irmãos, que humildade a de Deus! Derramai ante Ele os vossos corações! Humilhai-vos para que Ele vos exalte! Portanto, nada de vós retenhais para vós mesmos, para que totalmente vos receba quem totalmente se vos dá!" (C.tOrdem, 26-29).
Postado por rivaldo r.ribeiro às 19h16
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I. BREVE HISTÓRIA DO TAU
I. BREVE HISTÓRIA DO TAU

Vocês já devem ter visto o símbolo acima, seu nome:TAU franciscano,é um símbolo que São Francisco Usava,o TAU franciscano atravessa oito séculos sendo usado e apreciado. É a materialização de uma intuição. Francisco de Assis é um humano que se move bem no universo dos símbolos.
O que é o TAU franciscano? É Verdade, Palavra, Luz, Poder e Força da mente direcionada para um grande bem. Significa lutar e discernir o verdadeiro e o falso. É curar e vivificar. É eliminar o erro, a mentira e todo o elemento discordante que nega a paz. É unidade e reconciliação. Francisco de Assis está penetrado e iluminado, apaixonado e informado pela Palavra de Deus, a Palavra da Verdade. É um batalhador incansável da Paz, o Profeta da Harmonia e Simplicidade. É a encarnação do discernimento: pobre no material, vencedor no espiritual. Marcou-se com este sinal da luz, vida e sabedoria. Fonte: Frei Vitório Mazzuco, OFM
S. Francisco adaptou esta letra, que é a última do alfabeto hebraico e que também é letra do alfabeto grego, como seu símbolo, porque nele viu um sentido positivo e de salvação. Com efeito, lê-se, no livro do profeta Ezequiel: O Senhor disse-lhe: «Vai pela cidade, atravessa Jerusalém e marca uma cruz na fronte dos homens que gemem e se lamentam por causa das abominações que nela se praticam. » E aos outros o ouvi dizer: «Ide pela cidade atrás dele e feri-o. Que o vosso olhar não poupe ninguém nem tenha piedade. Velhos, jovens, virgens, meninos e mulheres, matai-os a todos e exterminai toda a gente; mas não toqueis naqueles que foram marcados na fronte. (9, 4-6).
Na antiga escrita hebraica esta letra tinha a forma de uma cruz oblíqua. Os analfabetos serviam-se deste sinal para assinar (Jb 31, 35). No Apocalipse, os servos de Deus são marcados com um sinal (Ap 7, 2-8; 9,4). Desde os Padres da Igreja até hoje, viu-se no Tau um símbolo da cruz. A forma do Tau fez lembrar a Francisco a cruz em que Jesus foi cravado. E por isso é que ele costumava fazer a sua assinatura com o Tau e o Tau se tornou o seu símbolo e sinal por excelência.
II. ESPIRITUALIDADE DO TAU
O TAU é, antes de mais nada, o símbolo da vida nova, nascida da conversão de Francisco a Cristo e ao seu Evangelho, uma tarefa nunca terminada em ninguém e sempre em mutação e em busca. É também símbolo da cruz, que ele trazia exteriormente, como prova de que a cruz estava profundamente impressa no seu coração. Em terceiro lugar o Tau é símbolo espiritual da solicitude, consolação e bênção para os irmãos, como logo demonstrou na bênção a Frei Leão. O Tau é, pois, um compromisso de construir uma fraternidade universal pelo sincero amor dos irmãos, sem distinção de raça, classe, sexo, língua, nação, cultura, idade e religião. Pela conversão do coração, pelo perdão e pela bênção, pelo espírito de serviço e pelo testemunho da novidade de vida ou conversão, partilha dos bens, simplicidade e gratuidade e numa tensão esperançosa de edificar o Reino de Deus na terra, entre os homens. O Tau é ainda símbolo da pobreza de Cristo, que é modelo da pobreza de Francisco e dos seus irmãos. Foi esta pobreza que levou Francisco ao desnudamento no tribunal do bispo e a se despir na hora da morte, querendo morrer nu na terra nua.
III. O TAU NÃO É UM EMBLEMA DECORATIVO
Do que fica dito no número anterior conclui-se claramente que o Tau não pode ser, para aqueles que o usam e o tem como símbolo da sua pertença à Família Franciscana um mero emblema exterior. O Tau deve ser um sinal de uma espiritualidade deve ser um sinal de que aquele (a) que o usa é uma pessoa que vive em tensão de permanente conversão e mudança de vida, em vontade firme de se tornar nova criatura; deve ser sinal de que aquele (a) que o ostenta é uma pessoa que busca a sua salvação e de todos os homens na cruz de Jesus Cristo; deve ser um sinal de que aquele (a) que o traz é uma pessoa que vive a esforçar-se por ser pobre, por se despojar e desprender dos bens terrenos para se enriquecer dos valores das bem-aventuranças: o Reino de Deus, a paz, a mansidão, a fraternidade universal, a misericórdia e o perdão, o respeito pela criação, a alegria, a partilha de bens, a luta pela justiça e a paixão por Jesus Cristo pobre, Crucificado e Ressuscitado. (2005- Ordem dos Frades Menores Capuchinhos)-(Portugal)
Postado por rivaldo r.ribeiro às 20h10
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NASCE A FAMÍLIA FRANCISCANA
NASCE A FAMÍLIA FRANCISCANA
O primeiro companheiro a se juntar a Francisco, em 1208, foi Bernardo de Quintavalle, homem rico. Neste mesmo ano, vieram também Pedro Cattani, advogado, e Egídio, agricultor. O número de companheiros foi crescendo tanto que, em 1209, já eram doze. Neste ano, Francisco foi a Roma e o Papa Inocêncio III aprovou a sua Regra. Surge a Fraternidade dos Irmãos Menores, a Primeira Ordem.
Mas o movimento dos Penitentes de Assis não pára aí. No Domingo de Ramos de 1212, uma nobre senhora, chamada Clara de Favarone, foi procurar Francisco para abraçar a vida minorítica. Alguns dias depois, Inês, sua irmã, segue-lhe o caminho. Surge a Fraternidade das Pobres Damas, a Segunda Ordem.
Aqueles que eram casados ou tinham suas ocupações no mundo e não podiam ser frades ou irmãs religiosas, mas queriam seguir os ideais de Francisco, não ficaram na mão: por volta de 1220, Francisco deu início à Ordem Terceira Secular para homens e mulheres, casados ou não, que continuavam em suas atividades na sociedade, vivendo o Evangelho.
Assim teve início a grande Família Franciscana!
A PRIMEIRA ORDEM CRESCE
Não só a Família Franciscana, como um todo, cresceu, como vimos anteriormente, mas também a Primeira Ordem, isto é, a Ordem dos Frades Menores.
Em 1215, entrou um grande número de pessoas estudadas. O número de frades cresceu tanto que a Ordem, em 1217, foi dividida em províncias, isto é, as divisões dos territórios onde se encontravam os frades. Cada uma delas tinha um encarregado, chamado ministro provincial.
Com o grande número de frades, a Ordem pôde instalar casas fora da Itália. O próprio Francisco, em 1217, quis ir para a França, mas não foi.
Em 1219, houve, enfim, uma grande expansão: Alemanha, Hungria, Espanha, Marrocos e França. Interessante é que muitos frades não sabiam falar os idiomas destes países. Houve casos assim: os frades só sabiam falar "sim" na língua do país. Ao lhes perguntarem se eram hereges (contrários à fé cristã), eles responderam que sim. Muitos apanharam por causa disso!...
Neste mesmo ano, o próprio Francisco realizou o seu sonho: ir em missão para o Oriente.
SÃO FRANCISCO E OS RUMOS DA ORDEM
Quando Francisco foi para as missões no Oriente, em 1219, deixou dois Vigários Gerais na Ordem. Eles começaram a impor certas normas estranhas à Ordem, como: um jejum mais rigoroso, parecido com o dos monges; além disto, começaram a construir um prédio para escola e biblioteca. Um frade saiu escondido e foi ao Oriente contar a Francisco tudo o que estava acontecendo na Itália. Francisco voltou imediatamente e foi conversar com o Cardeal Hugolino, protetor da Ordem. Sentindo que não estava mais sendo aceito como Ministro Geral da Ordem - porque os frades estudados achavam que o cargo era exigente demais para Francisco, homem iletrado -, Francisco se demitiu do cargo. No lugar dele, entrou Frei Pedro Cattani.
Todos estes fatos foram muito marcantes na vida de Francisco. Aquele projeto de Fraternidade, iniciado em 1209, agora fugia das mãos dele. A criatura fica maior do que o criador e escapa de suas mãos. Aquele texto da "perfeita alegria", que se encontra nas Fontes Franciscanas, pode muito bem ser datado de 1219 e pode perfeitamente se referir ao episódio da demissão de Francisco da direção da Ordem.
rEGRAS (1) Anteriormente, falamos que, em 1209, Francisco iniciou um projeto de Fraternidade. Este projeto, aprovado pelo papa Inocêncio III, tinha uma pequena Regra que regulamentava a vida fraterna destes Irmãos, que eram doze. Na verdade, era um conjunto de versículos do Evangelho que a formava, com poucas palavras e escrita de modo simples. Mas esta Regra, escrita para doze apaixonados pelo Evangelho, não podia regulamentar a vida de aproximadamente cinco mil homens, em 1219. Ela foi crescendo à medida que crescia o número de Irmãos e se faziam necessárias "leis complementares". Fato é que aquele pequeno escrito de 1209 tinha 5.519 palavras no ano de 1221, distribuídas em vinte e quatro capítulos. Parecia mais um álbum de fotografias familiares, colocadas meio fora de ordem, do que uma Regra propriamente. A Igreja, então, pediu para que os Frades Menores dessem uma enxugada em sua cartilha de regulamentação fraterna.
REGRAS (2) O tempo vai passando e, com ele, a forma de viver. Uma coisa é uma Regra de São Francisco quando tinha doze frades (em 1209, eram doze frades e, em 1221, mais ou menos cinco mil frades!). Fato é que doze anos depois, em 1221, os tempos mudaram e o número de frades também. Daí a necessidade de uma nova Regra para os Irmãos Menores. Aquela Regra de 1209 (chamada Primeira Regra ou Proto-Regra) não servia mais. São Francisco escreveu uma outra Regra, que foi perdida.
Mas aos 29 de novembro de 1223 ele escreveu a Regra que foi aprovada pelo papa Honório. É a que temos até hoje e que fez com que muitos homens se tornassem santos no seguimento de Jesus Cristo.
DANDO JESUS CRISTO
As Regras de São Francisco começam assim: "A regra e a vida dos Irmãos Menores é esta: viver o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo..." Dar Jesus Cristo aos homens sempre foi o objetivo de São Francisco de Assis. Podemos dizer que, aos 29 de novembro de 1223, ele deu Jesus Cristo aos Frades através da Regra, porque muitos se tornaram santos seguindo-a. Mais ou menos um mês depois, ele deu Jesus Cristo a toda à humanidade. Refiro-me ao dia 25 de dezembro, data em que São Francisco celebrou o Natal com o presépio na cidade de Greccio. De fato, como se diz deste acontecimento, naquela noite o Menino Jesus, que estava dormindo em muitos corações, acordou para muitos, graças à pregação de São Francisco. Portanto, São Francisco deu Jesus Cristo a todos os homens e mulheres: aos frades e às clarissas, através das Regras; a todos os homens e mulheres, por meio do presépio.
RECEBENDO JESUS
Em nosso número anterior, falamos que Francisco deu Jesus. Agora, vamos mostrar que Francisco recebeu Jesus. Estou me referindo a um fato importante: Francisco recebeu as chagas de Jesus crucificado em seu próprio corpo. É provável que isto ocorreu aos 17 de setembro de 1224, no Monte Alverne, um dos eremitérios dos frades. Mas este fato foi um desfecho de outro fato que ocorreu próximo à conversão de Francisco. Refiro-me a janeiro de 1206. Foi a provável data em que o Crucificado falou com ele na igrejinha de São Damião. Fala-se que lá o Crucificado imprimiu as suas chagas no coração de Francisco. Portanto, o fato de 1224, no Monte Alverne, foi o desfecho do que ocorreu em São Damião, em 1206.
Nestas duas datas, Francisco recebe Jesus crucificado: primeiramente, as chagas no coração; depois, as chagas no próprio corpo. Assim, poderíamos dizer que a vida de conversão de Francisco foi marcada pela Cruz do Senhor, no começo (1206) e próximo ao fim (1224). Portanto, após esta constatação, é interessante verificar alguns fatos marcantes na vida de Francisco entre estes dois fatos.
A ESTIGMATIZAÇÃO E OS CRUCIFICADOS DA HISTÓRIA
Em nossa narrativa da vida de São Francisco, chegamos à estigmatização dele em 17 de setembro de 1224, no Monte Alverne. Além disso, localizamos a vida de São Francisco entre este evento e aquele de janeiro de 1206: Francisco se encontra com o crucificado na Igreja de São Damião e lá é estigmatizado no coração. Portanto, a vida de conversão dele foi marcada pelo estigma da cruz do começo ao fim. Por isso, seguir as pegadas do crucificado é um dos elementos essenciais do franciscanismo.
Pois bem, o nosso propósito era descrever o que aconteceu de importante na vida de Francisco entre 1206 e 1224. E isso faremos agora. Em primeiro lugar, Francisco se encontrou com um crucificado histórico concreto: em 1204, deu um beijo no leproso, o excluído dos excluídos. O encontro com o crucificado em São Damião, em 1206, fortaleceu a experiência de 1204. A partir de 1206, Francisco foi marcado pela Paixão de Cristo, tornando-se um apaixonado pela humanidade. Foi graças a esta paixão que não abandonou os irmãos quando foi excluído do governo geral da Ordem em 1219. Com esta experiência, pôde aconselhar um Ministro Provincial que queria abandonar a Província e ir morar num eremitério. Francisco o aconselha a ficar na Província porque era o momento concreto de o dito ministro seguir as pegadas do crucificado. O amor de Francisco de Assis pelos crucificados e excluídos era tão grande que, no fim de sua vida terrena, já quase cego e muito doente, quis servir aos leprosos como no início, em 1204. Para isso, andava num jumentinho, porque já não conseguia andar a pé como antes. Por isso, antes de morrer, lançou o desafio aos frades de ontem e de hoje: "Irmãos, recomecemos, pois nada ou pouco fizemos até agora". Foram estes os principais episódios ocorridos entre 1206 e 1224.
A PÁSCOA DE SÃO FRANCISCO
Entre 1225 e 1226, tivemos os últimos escritos de São Francisco, dentre eles o Cântico das Criaturas e o Testamento. Nestes mesmos dois anos, Francisco vai a vários lugares da Itália para tratar de suas vistas. Passa por diversas cirurgias. Morre aos 03 de outubro de 1226, num sábado. Morreu nu aquele que começou a vida de conversão nu na Praça de Assis diante do bispo, do pai e amigos. Morreu ouvindo o Evangelho de João, onde se narra a Páscoa do Senhor, aquele que recebeu os primeiros companheiros após ouvir o Evangelho do envio dos apóstolos. Foi sepultado no dia 04 de outubro de 1226, Domingo, na Igreja de São Jorge, na cidade de Assis.
Aos 16 de julho de 1228, Francisco foi canonizado pelo papa Gregório IX. Aos 25 de maio de 1230, os ossos de São Francisco foram levados da Igreja de São Jorge para a nova Basílica construída para ele, a Basílica de São Francisco, hoje aos cuidados dos Frades Menores Conventuais. (Textos de Frei Mauro Odones, OFM, publicados no Boletim "Vocacionando", nn. 1-14 e 16, de abril de 1997 a dezembro de 2000)
Postado por rivaldo r.ribeiro às 19h59
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Vida de São Francisco de Assis
Vida de São Francisco de Assis SUA ORIGEM
São Francisco nasceu no ano de 1181 ou 1182, em Assis, na Itália. Ao ser batizado, ele recebeu da mãe o nome de João. Na Idade Média, o nome João ou Joana, por uma grande devoção a São João Batista, era muito popular. Havia também o costume de, às vezes, a pessoa trocar de nome e o nome de batismo ficar esquecido. Foi o que aconteceu com Francisco de Assis. Ele recebeu, no Batismo, o nome João. Porém, o seu pai, Pedro di Bernardone, por gostar muito da França, onde fazia bons negócios, comprando tecidos para vender em Assis, não estando presente na ocasião do seu Batismo, mudou o nome de João para Francisco, prevalecendo este nome. Coisa parecida aconteceu com o nome da mãe de São Francisco: nós a conhecemos pelo nome de Pica, mas é porque ela nasceu numa região da França chamada Picardia. O seu nome era Joana. Francisco teve também um irmão, chamado Ângelo, de quem pouco se sabe. >
FRANCISCO VAI À GUERRA
No ano de 1198, houve um conflito em Assis: a nobreza feudal, detentora do poder econômico e político, contra os comerciantes, classe emergente que lutava por seus direitos. O pai de Francisco fazia parte desta classe. .
O conflito foi assim: os comerciantes entraram em Assis, destruíram uma fortaleza, chamada Rocca Maggiori, símbolo do poder da nobreza feudal, e, com as pedras dela, fizeram uma muralha em torno de Assis.
Francisco certamente participou deste conflito, pois era filho de comerciante e já tinha 16 ou 17 anos. Na época, os rapazes eram considerados de maior idade aos 14 anos. Os nobres se refugiaram em Perusa, cidade próxima de Assis. Entre as famílias nobres que para lá haviam ido, estava a de Clara, que, em 1198, tinha 4 ou 5 anos de idade. Clara ficou em Perusa até 1204.
A PERSONALIDADE DE FRANCISCO
Como vimos, Francisco participava dos eventos sociais da época. Não era alheio aos acontecimentos. De fato, participava das festas, gostava de usar roupas coloridas e alegres, era músico e poeta. Era uma espécie de "rei da juventude". Também tinha um coração muito generoso: tratava bem os pobres e dava ricas esmolas. Tinha a coragem e a audácia do seu pai, próspero comerciante, e a fineza e cortesia da mãe, uma nobre francesa. Gostava de cantar na língua francesa, a língua do charme, na época.
Se, em 1198, os comerciantes de Assis se saíram bem no confronto com os senhores feudais e pensavam que o conflito acabara, enganavam-se. No ano de 1202, foi a vez da revanche: os comerciantes perderam a batalha, num lugar chamado Colestrada e Francisco ficou um ano preso em Perusa. Apesar disso, ele não perdeu a esportiva: sempre alegre, animava os colegas prisioneiros. Foi solto em 1203, quando o pai pagou uma fiança.
PRIMEIRO ENCONTRO COM O SENHOR
De volta a Assis, Francisco tentou retornar à vida que levara antes. Ele, que fazia parte de um grupo de jovens amigos chamado "Companhia do bastão", tentou voltar às festas, aos banquetes e a cantar pelas ruas de Assis.
Certa vez, após se banquetear com os amigos, ficou um pouco para trás, quando retornava para casa. Neste dia, o Senhor visitou o seu coração com admirável doçura. Os amigos perguntaram se ele estava pensando em se casar. Ele respondeu que sim, mas referindo-se à Dama Pobreza. A partir deste momento, começou a abandonar as coisas que antes tinha amado. Começou a dar esmolas mais abundantemente. Chamava os pobres para comer pão à sua mesa. Apesar de estar ainda "no mundo", se dedicava a dar esmolas, oferecendo até as suas roupas ricas e coloridas para os pobres. Aos poucos, Deus ia modelando o seu coração.
O ENCONTRO COM O LEPROSO
Como vimos, Francisco se dedicava a dar esmolas aos pobres. Só um pobre o assustava: o leproso. Os leprosos eram os irmãos mais pobres dentre os pobres. Tinham que viver fora dos muros da cidade. Fazia-se um ritual para eles quando eram excluídos do meio social: uma procissão, e, a partir daí, tinham que tocar uma sineta para alertar aos que se aproximavam deles. Era como "enterrar vivo". Os leprosos eram a "escória", a massa que sobrava dentro dos muros de Assis e que não podia ficar com os sãos. Um dos deveres do prefeito era mantê-los afastados dos sadios.
Francisco também tinha nojo deste tipo de pessoa. Ele lhe causava arrepio e ânsia de vômito. Porém, um dia houve uma coisa extraordinária: Francisco encontrou um leproso, andando pelas estradas fora de Assis, esporeou o cavalo para se afastar, mas, depois, caindo em si, voltou, deu-lhe esmola e um beijo. Depois disto, repetiu a obra por várias vezes.
Este acontecimento marcou tanto a vida dele que, dos muitos fatos ocorridos em sua vida, este foi o primeiro que entrou em seu Testamento, "pois o que antes era amargo se converteu em doçura da alma e do corpo".
ENCONTROS
Podemos dizer que o encontro de Francisco com o leproso foi o encontro dele com os crucificados históricos - e não imaginários - deste mundo. A partir deste encontro, ele intensificou, ainda mais, a assistência aos pobres.
Mas haveria muito mais encontros. Outro deles foi com o crucificado numa igrejinha em ruínas, cujo padroeiro era São Damião. Nela, Francisco recebeu do crucificado o mandato de restaurar a Igreja. Obediente ao mandato, Francisco pôs-se logo a trabalhar. Reconstruiu três pequenas igrejinhas abandonadas: a de São Damião, a de Santa Maria dos Anjos e a de São Pedro. Todas fora dos muros de Assis, da mesma forma que os leprosos também viviam fora dos muros. Pensando que o mandato do Senhor se referia somente à reconstrução da igreja de pedra, assim o fez.
Mas depois o Espírito Santo lhe revelou que se tratava, principalmente, da Igreja viva, formada pelas pessoas pelas quais o Senhor derramou o seu sangue. Esta revelação se deu através de um novo encontro: o do Evangelho do envio dos Apóstolos, lido em 1208, na Igreja de Santa Maria dos Anjos, na festa de São Matias, Apóstolo. Foi aí que o Senhor pedia para não levar bastão, túnica, etc. Após a explicação do sacerdote, Francisco disse com entusiasmo: "É isso que eu quero, isso que eu procuro, é isso que eu desejo fazer de todo o coração!" Com um novo mandato do Senhor - o de pregar o Evangelho -, vai lá Francisco, com todo o entusiasmo, e começa a reconstruir a Igreja formada por pessoas.
A PREGAÇÃO DO EVANGELHO E OS SEUS FRUTOS
São Francisco teve vários encontros em sua vida: com o leproso, com o crucificado em São Damião, com o Evangelho na Porciúncula. Também recebeu alguns mandatos do Senhor: o de restaurar a Igreja e o de pregar o Evangelho. Podemos dizer: restaurar a Igreja com a pregação do Evangelho.
Obediente ao mandato do Senhor de pregar o Evangelho, Francisco, entusiasmado, vai ao encontro dos homens. Pregava a penitência com grande fervor de espírito e com muita alegria. Sua pregação era em linguagem simples e com nobreza de coração. Palavra penetrante, que edificava os ouvintes. Na Regra dos Irmãos Menores, ele alerta: "nos sermões que fazem, seja a sua linguagem ponderada e piedosa, para a utilidade e edificação do povo, ao qual anunciem os vícios e as virtudes, o castigo e a glória, com brevidade, porque o Senhor, na terra, usou de palavra breve" (Regra Bulada 9,3-4).
Francisco pregava a penitência e a paz. Em suas pregações, iniciava dizendo: "O Senhor vos dê a paz!" Percorria as cidades e povoados pregando o Reino de Deus. E a pregação dele não tinha a eloqüência da sabedoria humana, mas se baseava na doutrina e na demonstração do Espírito.
Mais tarde, quando já tinha muitos companheiros, pedia para que os frades se entregassem a estudos espirituais, para transmitir ao povo palavras colhidas da boca do Senhor. O pregador deveria orar a Palavra em segredo, para depois transmiti-la. Deve esquentá-la por dentro, para não transmitir palavras frias.
Cumprindo o mandato do Senhor desta maneira, fez com que grandes multidões de homens e mulheres, ricos e pobres, entrassem novamente na regra e na conduta da Igreja. Desta forma, restaurou a Igreja de Jesus.
Postado por rivaldo r.ribeiro às 19h53
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"FRANCISCO RESTAURA MINHA CASA QUE DESMORONA"...
Foi na encantadora igrejinha de São Damião, a um
quilometro abaixo de Assis, toda humilde entre as oliveiras, que se deu o
notável acontecimento. Francisco rezava com fervor ante o grande crucifixo
bizantino: "Senhor, suplico-Vos me ilumines e dissipeis as trevas da minha
alma". Do crucifixo veio a resposta, suave e benevolente: "Francisco, restaura a
minha casa, que desmorona"...CLIQUE AQUI E LEIA MAIS SOBRE ESSE NOTÁVEL ACONTECIMENTO NA VIDA
DE FRANCISCO...
 VIDA DE SÃO FRANCISCO
O TAU NA VOCAÇÃO FRANCISCANA
17 DE SETEMBRO: ESTIGMAS DE S. FRANCISCO
 SÃO FRANCISCO E O PRESÉPIO
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O DIA DO PERDÃO.
Em 1216 São Francisco de
Assis estava orando na igrejinha da Porciúncula, quando de repente ela torna-se
iluminada, e São Francisco de Assis vê sobre o altar o Cristo revestindo de luz
e à sua direita a Mãe Santíssima. E eles perguntam a São Francisco o que ele
desejava para que as almas fossem salvas? Assim ele Os pede que seja concedido
um generoso perdão a todos que se arrependessem e confessassem seus pecados, e
fossem visitar aquela igrejinha.
E o Senhor acolhe a sua
oração e propõe que ele peça ao Seu Vigário na terra, de Sua parte, esta
indulgência. E São Francisco vai até ao Papa Honório III e conta-lhe a visão que
tinha tido.
E Feliz caminha até à porta,
negando qualquer documento que comprove a autorização do Papa, bastava-lhe a sua
palavra, o documento seria a Santíssima Virgem Maria, o Senhor como escrivão e
os Anjos as testemunhas.
O Perdão de Assis é uma
manifestação da misericórdia de Deus e um sinal do amor apostólico de São
Francisco, que disse alguns dias depois em lagrimas: "Meus irmãos, quero que
todos vocês vão ao Paraíso!"
Esta indulgência é dada
somente em um dia do ano: começa às 12 horas do dia 01 de agosto até o final da
tarde de 02 de agosto, todo ano. Este dia tem como padroeira Nossa Senhora dos
Anjos, e foi estendida a qualquer Igreja Católica do mundo.
Assim, ganham a Indulgência,
todas as pessoas que tendo feita a confissão sacramental, visitarem uma Igreja
nos dias mencionados, receberem a comunhão eucarística e rezarem um "Pai nosso",
uma "Ave Maria" e um "Glória", pelas intenções do Santo Padre, o Papa. Assim
sendo, poderão utilizar a Indulgência em seu próprio benefício, em favor de
pessoas falecidas ou daquelas que necessitam de conversão do coração.

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O Cântico do irmão sol
Sao Francisco de Assis
Altíssimo, onipotente, bom Senhor,
Teus são o louvor, a glória, a honra
E toda a benção.
Só a ti, Altíssimo, são devidos;
E homem algum é digno
De te mencionar.
Louvado sejas, meu Senhor,
Com todas as tuas criaturas,
Especialmente o Senhor Irmão Sol,
Que clareia o dia
E com sua luz nos alumia.
E ele é belo e radiante
Com grande esplendor:
De ti, Altíssimo é a imagem.
Louvado sejas, meu Senhor,
Pela irmã Lua e as Estrelas,
Que no céu formaste claras
E preciosas e belas.
Louvado sejas, meu Senhor,
Pelo irmão Vento,
Pelo ar, ou nublado
Ou sereno, e todo o tempo
Pela qual às tuas criaturas dás sustento.
Louvado sejas, meu Senhor,
Pela irmã Água,
Que é mui útil e humilde
E preciosa e casta.
Louvado sejas, meu Senhor,
Pelo irmão Fogo
Pelo qual iluminas a noite
E ele é belo e jucundo
E vigoroso e forte.
Louvado sejas, meu Senhor,
Por nossa irmã a mãe Terra
Que nos sustenta e governa,
E produz frutos diversos
E coloridas flores e ervas.
Louvado sejas, meu Senhor,
Pelos que perdoam por teu amor,
E suportam enfermidades e tribulações.
Bem aventurados os que sustentam a paz,
Que por ti, Altíssimo, serão coroados.
Louvado sejas, meu Senhor,
Por nossa irmã a Morte corporal,
Da qual homem algum pode escapar.
Ai dos que morrerem em pecado mortal!
Felizes os que ela achar
Conformes á tua santíssima vontade,
Porque a morte segunda não lhes fará mal!
Louvai e bendizei a meu Senhor,
E dai-lhe graças,
E servi-o com grande humildade.
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ORAÇÃO PELA PAZ
Texto atribuído a S. Francisco
Senhor, fazei de mim um instrumento da vossa Paz.
Onde houver ódio, que eu leve o Amor. Onde houver ofensa, que eu leve o Perdão. Onde houver discórdia, que eu leve a União. Onde houver dúvida, que eu leve a Fé.
Onde houver erro, que eu leve a Verdade. Onde houver desespero, que eu leve a Esperança. Onde houver tristeza, que eu leve a Alegria. Onde houver trevas, que eu leve a Luz.
Ó Divino Mestre, fazei que eu procure mais consolar, que ser consolado; compreender, que ser compreendido; amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe, é perdoando que e é perdoado, e é morrendo que se ressuscita para a Vida eterna.
fonte: Ordem dos Frades Menores Capuchinhos (Portugal)
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BENDITO SEJA..
Está oração foi dita da por Francisco a Frei Leão, após a negativa do papa Inocêncio III de recebê-lo, "se for realmente importante para a igreja como ele diz, ele voltara" foram às palavras do papa ao Bispo que recebeu Francisco.
Benditas sejam as dificuldades que nos agridem e fazem pensar.
Benditas sejam as horas que gastamos em função do bem eterno.
Bendito seja quem nos maltrata à primeira vista e nos ajuda a melhorar.
Bendito seja que não nos conhece e não acredita em nós.
Bendito seja quem nos compara com vagabundos e indolentes.
Bendito seja quem nos expulsa, como parias ou fanáticos.
Bendito seja a mão que nos nega o cumprimento.
Bendito seja quem quer nos esquecer, impaciente.
Bendito seja quem nos nega o pão de cada dia.
Bendito seja quem nos ataca por ignorância e covardia.
Bendito seja quem nos experimenta no correr do tempo.
Bendito seja quem nos faz chorar nos caminhos.
Bendito seja quem não agrada no momento.
Bendito seja quem exige de nós a perfeição.
Benditos sejam os que nos maltratam o coração porque, verdadeiramente, são estes, meus filhos, os nossos vigilantes e os que nos ajudam a seguir o Cristo com maior segurança, pois Deus, através deles, nos ajuda na auto educação, de maneira que fiquem abertas todas as portas para o Amor Universal.
SÃO FRANCISCO DE ASSIS
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