"Senhor, fazei-me instrumento de Vossa Paz"
"Sua maior
intenção, seu desejo principal e plano supremo era observar o Evangelho em
tudo e por tudo, imitando com perfeição, atenção, esforço, dedicação e fervor os
passos de Nosso Senhor Jesus Cristo no seguimento de sua doutrina". (Vida
de S. Francisco - 1Cel 84)
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SANTA CLARA
SANTA CLARA DE ASSIS( SEU DIA 11/08)
SANTA CLARA DE ASSIS( SEU DIA 11/08) 
Escuta filha, vê e presta atenção, Esquece o teu povo e a casa de teu pai. De tua Beleza se encantará o rei; Ele é teu Senhor, inclina-te diante dele!” (Salmo 44) Chiara Favarone di Offreduccio nasceu a 16 de julho de 1194, em Assis. Seu nome, dado pela mãe, é a sua carteira de identidade: “Clara de nome, mais clara por sua vida e claríssima nas virtudes” (1Cel 8 ). Esta é a nossa Clara de Assis, Santa Clara, Mãe e Irmã, sopro do Espírito, luz para os que buscam as trilhas do sagrado e a plenitude do humano! Santa Clara morreu aos 11 de Agosto de 1253, no Convento de São Damião, aos sessenta anos, apertando nas mãos e no coração a Regra de Vida aprovada por Inocêncio IV, seu sonho, vocação e realização. Aos dezoito anos, no dia 19 de Março de 1212, junta-se a Francisco de Assis, na Igreja de Santa Maria dos Anjos, a Porciúncula e, a partir dali, Assis e o mundo ganham um modo fascinante e próprio de encarnar o Evangelho. A gentil dama assisiense diz adeus aos projetos da família biológica, às ofertas do mundo, à sua beleza e aos dotes matrimoniais, à riqueza, ao palácio, castelo e nobreza, à presença na sociedade de Assis, e vai, com sensibilidade e coragem indomável, seguir os caminhos do Senhor numa nova família espiritual. Esta escolha juvenil teve as marcas da fidelidade por quarenta anos. Na sua adolescência e juventude, antes de seguir radicalmente o Evangelho e o jeito de Francisco, Clara já acolhia, atendia, cuidava e nutria enfermos, pobres e leprosos. Distribuía sorrisos, presença, sopa, ataduras e aquele modo feminino de aliviar as misérias de então. Uma mulher como ela, destinada às cortes e aos príncipes, que encontra tempo para os que estão fora do status e da riqueza, só pode inaugurar um virtuoso caminho que leva à santidade. Esta mulher bela, inteligente, amável, segura, piedosa e admirada, constrói no jeito natural de sua juventude, a grande fundadora da Segunda Ordem, as Damas Pobres, as Reclusas de São Damião, as Damianitas, enfim as Clarissas. Quem tem uma vida concreta arrasta atrás de si seguidoras: Inês e Beatriz, suas irmãs de sangue, sua mãe Ortolana, cinqüenta Irmãs naquele primeiro Mosteiro de Assis e tantíssimas Irmãs Clarissas espalhadas pelo mundo. Quem são as Clarissas? Vamos buscar a resposta nas Fontes primitivas: O biógrafo medieval, Tomás de Celano, assim diz: “Este é aquele feliz e santo lugar em que, decorrido já o espaço de quase seis anos da conversão do bem-aventurado Francisco, teve feliz início, por intermédio do mesmo homem bem-aventurado, a gloriosa Religião e excelentíssima Ordem das Damas Pobres e virgens santas; neste lugar, viveu a Senhora Clara, oriunda da cidade de Assis, pedra preciosa e fortíssima, fundamento de outras pedras sobrepostas. (...) Ela foi posta como proveito para muitas e, como exemplo, para inúmeras. Nobre pela estirpe, mais nobre pela graça; virgem no corpo, castíssima no espírito; jovem na idade, mas madura no espírito; firme no propósito e ardentíssima no desejo do amor divino; dotada de sabedoria e de especial humildade.(...) Sobre ela ergueu-se a nobre estrutura de preciosíssimas pérolas, cujo louvor provém não dos homens, mas de Deus (Rm2,29), visto que nem a limitada faculdade de pensar é capaz de meditá-la, nem a concisa linguagem é capaz de explicá-la. Pois, antes de tudo, vigora entre elas a especial virtude da mútua e contínua caridade que de tal forma une as vontades delas que, morando juntas quarenta ou cinquenta no mesmo lugar, o mesmo querer e o mesmo não querer fizeram nelas de diversos um único espírito. Em segundo lugar, em cada uma brilha a gema da humildade que de tal modo conserva os dons concedidos e os bens recebidos dos céus que merecem as demais virtudes. Em terceiro lugar, o lírio da virgindade e da castidade de tal maneira asperge todas com admirável odor que, esquecidas dos pensamentos terrenos, elas desejam meditar unicamente os celestes, e de fragrância dele nasce tão grande amor para com o Esposo eterno nos corações delas que a integridade deste sagrado afeto exclui delas todo costume da vida anterior. Em quarto lugar, todas foram marcadas pelo título da altíssima pobreza a ponto de mal ou nunca consentirem em satisfazer a extrema necessidade do alimento e da veste” (1Cel 8, 18-19). Juntemos a esta precisa descrição de Celano a verdade de que Clara e suas filhas tem a coragem de centrar toda a energia do amor no Único Esposo, um amor incondicional, um amor de intimidade; que encontram na oração e na contemplação os canais mais convergentes para o Divino; na quietude e na solicitude, na fraternidade e na atividade, na minoridade e na benignidade, a tarefa de amar e servir. Clara e Irmãs Clarissas, tronco da mesma raiz, flores femininas da mesma planta; missionárias da prece, comunhão eclesial, guardiãs do melhor que o Carisma tem: revelação, inspiração, reconstrução. Elas cuidam do manancial de onde brota a nossa vida evangélica franciscana, água viva com sabor clariano, que não podemos deixar de beber. Na Festa de Santa Clara vamos pedir a bênção para a Mãe!
Fonte Frei Vitório Mazzuco Filho: http://carismafranciscano.blogspot.com/ |
Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 00h33
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Santa Clara de todos os tempos Frei Almir Ribeiro Guimarães, OFM
1-Clara, filha de nobres, vive em seu coração um desejo de plenitude. Nada nela é feito de coisas pela metade. Nada é medíocre. Nasce, cresce e vive em ambiente de paz, no seio de uma família nobre e bem aquinhoada. Não condena ninguém. Nem ricos, nem nobres. Escuta a mãe falando das coisas da Terra Santa e ela, Clara, vai nutrindo misteriosamente o desejo de ser somente de Deus. No ar da época há um desejo de volta ao Evangelho. Mulheres beguinas andam de um lado para o outro. Tudo se acelera quando aparece um moço de Assis chamado Francisco. Aquele jeito de viver, aquela energia e a força que irradiava “precipitaram” as coisas. Ela queria o Evangelho... o Evangelho todo... 2-Na noite de um domingo de Ramos, a moça é recebida na Porciúncula. Os frades lhe cortam o cabelo, vestem-na de roupas simples. Faz ela sua profissão de viver segundo a forma do Evangelho. Os frades a recebem. Francisco nada é para receber uma tal profissão. Deus inventa suas coisas. 3-Vai ela de um lado para o outro. Não acha seu lugar. As coisas vão se tornando mais nítidas. Havia uma igreja, com um Crucifixo sereno e bonito, uma igrejinha consagrada ao mártir Damião, fora dos muros de Assis. Ali começa a vida da Senhora Irmã Clara e de suas co-irmãs. Poucas irmãs, depois o número aumenta, a presença discreta dos frades, a proteção não tão próxima , mas verdadeira, de Francisco.... Uma vida extremamente simples... 4-Trabalho, corporais, sanguíneos, alfaias.. todos os dias... Dizem que elas faziam coisas maravilhosas.... Ofício, oração, meditação, contemplação... muitas horas, muitos meses, muitos anos... Cuidados com as irmãs: umas saiam uma vez ou outra, ... lavar os pés das irmãs, cuidar das doentes, cobri-las nos dias de frio... essas irmãs geradas pela força do Evangelho. Os frades lhes faziam pregação, elas recebiam deles as esmolas que conseguiam nas casas de Assis. Mas nisto não consiste o mistério de São Damião... 5-Clara vai se deixando tocar pelo Cristo pobre, seu esposo, seu querido esposo. Nas cartas que escreve a Inês de Praga fala do espelho onde está Cristo. Clara corre como a esposa do Cântico dos Cânticos para estreitar-se com ele num amplexo de amor. Uma contemplativa que escolheu a melhor parte que não lhe será tirada. 6-Nao uma frágil mulher, mas uma Clara forte. Não admite viver a pobreza segundo os cânones do tempo... quer um privilégio de viver sem nada, absolutamente sem nada. Morre tendo nas mãos a aprovação do Privilégio e de sua Regra. 7-Vive doente muito tempo e no fim de sua vida agradece a Deus o dom da vocação.... e depois dela nasceram o mosteiros das senhoras pobres. Que estes possam ser lugares onde um pequeno grupo de mulheres possa viver somente para o Evangelho, um lugar onde reine um bem querer, onde abadessas continuem vendo se as irmãs estão cobertas no tempo do frio, onde não se brinca com a questão da oração, onde mulheres pobres se sentem muito unidas aos frades e juntos, cada um em seu lugar, louvem o Altíssimo e Onipotente e Bom Senhor. Fonte: http://www.franciscanos.org.br |
Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 01h21
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Santa Clara
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Santa Clara
“É difícil separar os nomes de Francisco e Clara. É algo profundo, algo que não pode ser entendido a não ser com critérios de espiritualidade franciscana, cristã, evangélica; não podemos entendê-lo com critérios humanos. O binômio Francisco-Clara é uma realidade que só se entende com categorias cristãs, espirituais, do céu.” (João Paulo II – 12 de março de 1982).
1. CLARA DE ASSIS: Por onde passaram os Franciscanos, Santa Clara sempre foi conhecida como uma companheira de São Francisco. Realmente, o estilo de vida de Francisco não poderia ser privilégio dos homens. Muitas mulheres escutavam a sua pregação, observavam o seu estilo de viver o Evangelho e também queriam viver essa experiência. Uma delas foi Clara de Assis. Clara nasceu em 1194 em Assis, filha de Ortolana de Fiumi e Faverone Offreduccio de Bernardino, família nobre da cidade de Assis. Recebeu da mãe uma sólida educação religiosa e do pai a personalidade forte. Clara ouvira falar de Francisco e de seu ideal de vida. De como Francisco abandonara a vida confortável proporcionada pelo negócio rentável do pai, para abraçar uma vida de pobreza e entrega. Aos 18 anos, Clara ouviu Francisco pregar os sermões da Quaresma na igreja de São Jorge, em Assis. As palavras dele inflamaram tanto seu coração, que o procurou em segredo, pois também ela desejava viver a experiência de pobreza, simplicidade e Amor que Francisco anunciava. No Domingo de Ramos, dia 19 de março de 1212, Clara participou da missa da manhã já decida de seguir o passos de Jesus Cristo. Não havia meio de sair despercebida do castelo de seus pais, mas encontrou a única saída possível pela porta de trás do palacete: a saída dos mortos. Toda casa medieval tinha esta saída, por onde passava o caixão dos defuntos. À noite, quando todos dormiam, a nobre jovem Clara de Favarone fugiu de casa por esse buraco, abandonou os muros da cidade e percorreu a estrada até chegar à Porciúncula, onde foi recebida com muita festa pelos irmãos menores. A “plantinha do Santo Pai”, como seu autodenomina em seu testamento, é venerada como padroeira da devoção à Eucaristia representada em suas imagens pela custódia levada nas mãos. Mas as devoções populares estiveram sempre ligadas aos pedidos de bom tempo, de “tempo claro”. Em 1958, no dia 14 de fevereiro, o Papa Pio XII declarou-a Padroeira da televisão.
2. A DESCOBERTA DAS FONTES: Contudo, pouca gente sabia que essa mulher tinha um valor transcendente, capaz de trazer novidades para o terceiro milênio. Com a celebração do seu centenário de nascimento, em 1993, vieram à luz muitas publicações e, especialmente, pelo menos entre nós, as Fontes Clarianas . É uma preciosa coleção de documentos do século XIII, em sua maioria, desconhecidos até o princípio do século XX, e ignorados em sua totalidade pelo público. Para apresentá-las sucintamente, podemos dizer que as Fontes Clarianas dividem-se em três grandes tipos de documentos: os biográficos, os históricos e, a parte mais preciosa, os escritos da própria Santa Clara. Entre seus escritos destacamos: A Regra (Clara foi a primeira mulher a escrever uma Regra na Igreja), O Testamento (onde faz uma recapitulação de sua vida para ressaltar o dom da vocação e mostrar como as Irmãs deviam seguir o caminho que é Jesus Cristo), a Bênção mas principalmente, as Cartas a Inês de Praga: ela demonstra um carinho surpreendente para com essa princesa que poderia ter sido imperatriz mas preferiu ser Irmã Clarissa. Passa-lhe uma experiência espiritual profunda e riquíssima, firmando os mesmos fundamentos de São Francisco mas de uma maneira bem pessoal e original.
3. A ESPIRITUALIDADE: Santa Clara foi uma verdadeira mestra da vida espiritual. Espiritualidade é uma maneira de viver de acordo com a fé, ou de viver a "vida do espírito". Não é uma ciência nem uma teoria e, por isso, embora trate das coisas de Deus e das coisas da alma, e pressuponha um bom conhecimento vivencial dessas realidades, não se confunde nem com a teologia nem com a psicologia. Para Clara, contemplar é contemplar Jesus. Nós só vemos Deus indiretamente, como em um espelho, e o espelho é Jesus Cristo, Deus feito homem. Nós amamos Deus, a Glória, mas só conseguimos nos entregar ao esplendor da Glória, aos raios de sua Luz que nos atingem - e o esplendor é Jesus Cristo. Da substância divina, nós só conseguimos viver a sua figura, aquilo tudo que chegou a nós em Jesus Cristo. Jesus Cristo é o objeto total de nossa contemplação. Quando contemplamos, o que entra pelos nossos olhos, os olhos do corpo e os olhos do espírito, é Jesus Cristo.
4. RENOVAÇÃO A PARTIR DO FEMININO: Quando lemos Santa Clara, temos, ao mesmo tempo, a sensação de encontrar algo muito antigo e jubilosamente novo. Porque ela diz o mesmo que foi dito por São Francisco, mas de uma maneira pessoal. A gente encontra o mesmo Jesus Cristo Pobre e Crucificado, o mesmo Irmão, o mesmo Esposo, o mesmo Amigo. mas a apresentação é original. Clara ensina a espiritualidade franciscana de um outro ângulo. E essa sua visão feminina chama a nossa atenção porque, neste final de século, todos, homens e mulheres, nos sentimos carentes de um feminino válido e profundo, que a nossa cultura ocidental ignorou, impediu, e parece mesmo ter perdido. Nós nos sentimos isolados pelo individualismo e pelo subjetivismo, somos ilha no meio do povo e da multidão. Quando falamos em povo, não temos mais o calor humano da familiaridade, porque a palavra virou uma expressão fria da ideologia. Como é importante voltar a poder encontrar um povo família, em que nos sintamos alguém! Por isso nos encantamos ao ouvir Clara falando em Jesus Cristo e em nossas mínimas realidades de uma forma tão humana, tão quente, tão feminina. É desse feminino que estamos precisando. Francisco encanta a humanidade por ser um homem que equilibrou o feminino. Clara, por ser uma mulher que equilibra o masculino. Como ele deu ternura à força dos grandes homens, ela deu vigor a sabedoria das mulheres plenas.
Fonte texto:Província dos Capuchinhos de São Paulo
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Postado por Rivaldo Roberto Ribeiro às 14h41
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Clara de Assis, a 'plantazinha' de Francisco.
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Clara de Assis, a 'plantazinha' de Francisco.
Na sua extensa “Bênção”, Santa Clara escreve:
«Eu, Clara, serva de Nosso Senhor Jesus Cristo,
plantazinha do nosso pai São Francisco,
irmã e mãe vossa
e de todas as Irmãs Pobres…»
A designação de plantazinha é expressiva e carinhosa. Mas deve ser lida e interpretada com cuidado e ponderação. É verdade que o Espírito do Senhor quis servir-se de Francisco para lançar no coração da jovem Clara a aventura do Evangelho e da pobreza. Mas sem servilismos nem infantis dependências, tão frequentes no campo eclesial.
Clara não é a réplica feminina de Francisco. O protestante Paul Sabatier, a quem tanto devemos no aprofundamento do carisma e do estudo das fontes franciscanas, constata que, se não fossem rivalidades surgidas entre as várias fundações franciscanas, «Clara estaria hoje entre as maiores figuras femininas da história».
Sim. Entre Francisco e Clara há uma autonomia e liberdade a toda a prova. Mas, entre eles, subsiste também uma profunda relação de “reciprocidade vital”. Em 1992, João Paulo II falou, de improviso, às Irmãs Clarissas, em Assis. Destaco:
«É verdadeiramente difícil separar estes dois nomes: Francisco e Clara… Há entre eles algo de profundo que não pode ser compreendido com critérios humanos, mas tão-somente de Espiritualidade franciscana, cristã e evangélica. Não eram puros espíritos! Eram corpos, pessoas, espíritos. Francisco via-se a si mesmo à imagem de Clara, esposa de Cristo, esposa mística. Nela vi-a retratada a santidade que devia imitar. Via-se a si mesmo como irmão pobrezinho, à semelhança dessa esposa autêntica de Cristo, em quem reconhecia a imagem da esposa perfeitíssima do Espírito Santo, Maria Santíssima.»
Estas palavras ficam para a História.
Fonte:http://www.capuchinhos.org ( Site de Portugal)
Frei Acílio Dias Mendes |
Postado por Rivaldo R.Ribeiro às 22h05
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Dia 11 de agosto comemora-se o dia de Santa Clara
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Dia 11 de agosto comemora-se o dia de Santa Clara

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Postado por Rivaldo R.Ribeiro às 22h32
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Santa Clara: Padroeira da televisão
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Santa Clara: Padroeira da televisão
O que transformava o Mosteiro de São Damião num lugar privilegiado de oração era, em particular, a celebração da Liturgia das Horas, oração oficial da Igreja, à qual Clara e toda a comunidade consagravam maior parte do dia e da noite.
Numa noite de Natal, Clara encontrava-se acamada, doente, e não pôde ir à capela rezar as Matinas. Ficou sozinha em São Damião e começou a meditar sobre o pequenino Jesus e, sofrendo muito por não assistir seus louvores, suspirou: “Senhor Deus, deixaram-me aqui sozinha para Vós”. Segundo Celano, nas Fontes Históricas, eis que de repente começou a ressoar em seus ouvidos o maravilhoso concerto que se desenrolava na Igreja de São Francisco. Escutava o júbilo dos irmãos salmodiando, ouvia a harmonia dos cantores, percebia até o som dos instrumentos.
O lugar não era tão próximo que pudesse chegar a isso humanamente: ou a solenidade tinha sido amplificada até ela pelo poder divino, ou seu ouvido tinha sido reforçado de modo sobre-humano. Mas o que superou todo esse prodígio foi que mereceu ver o próprio presépio do Senhor. Quando as filhas vieram, de manhã, disse a bem-aventurada Clara: “Bendito seja o Senhor Jesus Cristo, que não me deixou quando vocês me abandonaram. Escutei, por graça de Cristo, toda a solenidade celebrada esta noite na Igreja de São Francisco”.
Devido a esse fato, o Papa Pio XII declarou Santa Clara padroeira da Televisão por decreto de 14 de fevereiro de 1958
Fonte: http://www.franciscanos.org.br
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Nota do Blog:
As várias distorções que hoje vemos na televisão, imposição de modas e consumo, influência nos comportamentos para pior, distorção do verdadeiro objetivo da família. Programas e novelas contra os verdadeiros mandamentos de Deus influenciando o comportamento dos incautos, influindo os bons constumes.
Violência e sexo explicito mostrado nos horários impróprios para crianças e jovens.
Exceto os canais católicos a televisão é um paradoxo franciscano. Não fazendo mais sentido colocar como padroeira uma santinha como Santa Clara que escolheu a pobreza,santidade, fidelidade aos evangelhos e a Jesus Cristo juntamente com São Francisco de Assis. R.R.Ribeiro
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Postado por Rivaldo R.Ribeiro às 22h23
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Santa Clara,Exéquias e canonização
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Santa Clara,Exéquias e canonização
Segundo a Legenda de Santa Clara, logo após a sua morte, as pessoas "afluíram em tamanha multidão que a cidade parecia deserta". Até o podestá, ou prefeito, apresentou-se imediatamente "com um cortejo de cavaleiros e uma tropa de homens armados". E, no dia seguinte, moveu-se a corte pontifícia inteira. Foi, então, que o papa e os cardeais, "achando que não era seguro nem digno que tão precioso corpo ficasse longe dos cidadãos, levaram-no honrosamente para São Jorge, com hinos de louvor, ao som das trombetas e com solene júbilo" (LSC 37).
Logo depois, a igreja de São Jorge foi reformada e ampliada, transformando-se na Basílica de Santa Clara, que ainda estava em obras quando, no dia 3 de outubro de 1260, seu corpo foi solenemente transladado. Lá ficou até 1850. O sarcófago foi descoberto no dia 30 de agosto desse ano, e aberto no dia 23 de setembro.
A partir daí, cavou-se uma cripta no solo da basílica e se cuidou de apresentar o corpo da Santa, revestido de hábito e deitado sobre um colchão, dentro de um precioso relicário, para que os peregrinos pudessem venerá-la. Tudo isso ficou pronto no dia 30 de outubro de 1872. Clara foi canonizada no ano de 1255, pelo Papa Alexandre IV, já que o Papa Inocêncio IV morreu em dezembro de 1254. O anúncio solene foi feito na antiga cidade de Anagni, conquistada pelos romanos no século IV aC. Não se sabe exatamente a data, mas há uma corrente que coloca como marco o dia 15 de agosto, festa da Assunção.
Antes de partir, Clara deixou a sua bênção: Eu vos abençôo, ainda viva, e e abençoar-vos-ei depois da morte; quanto posso vos bendigo, E mais do que posso vos abençôo com todas As bênçãos com as quais o Pai das misericórdias Abençoa e abençoará os seus filhos Do céu e da terra.
Fonte: http://www.franciscanos.org.br
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Postado por Rivaldo R.Ribeiro às 21h46
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Francisco e Clara, dois enamorados, mas de quem?
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Francisco e Clara, dois enamorados, mas de quem?
Pe. Raniero Cantalamessa
Fez-se comum falar da amizade entre Clara e Francisco em termos de amor humano. Em seu conhecido ensaio sobre apaixonar-se e amar, Francisco Alberoni escreve que "a relação entre Santa Clara e São Francisco tem todas as características de um enamoramento transferido (ou sublimado) à divindade".
"Francisco e Clara", de Fabrizio Costa, a série televisiva transmitida em Rai Uno nos dias 6 e 7 de outubro, melhor talvez que "Irmão Sol e Irmã Lua", de Zeffirelli, soube evitar esta alusão ao romântico, sem tirar nada da beleza também humana de um encontro assim.
Como qualquer homem, ainda que seja santo, Francisco pode ter experimentado a atração pela mulher e o sexo. As fontes referem que para vencer uma tentação deste tipo, uma vez, o santo se jogou em pleno inverno na neve. Mas não se tratava de Clara! Quando entre um homem e uma mulher há união em Deus, se é autêntica, exclui toda atração de tipo erótico, sem que exista sequer luta. É como refugiar-se. É outro tipo de relação. Entre Clara e Francisco havia certamente um fortíssimo vínculo também humano, mas de tipo paterno e filial, não esponsal. Francisco chamava Clara de sua "plantinha", e Clara chamava Francisco de "nosso pai".
O entendimento extraordinariamente profundo entre Francisco e Clara que caracteriza a epopéia franciscana não vem "da carne e do sangue". Não é, por exemplo, igualmente célebre, como aquele entre Heloísa e Abelardo. Se assim tivesse sido, teria deixado talvez uma marca na literatura, mas não na história da santidade. Com uma conhecida expressão de Goethe, poderíamos chamar a de Francisco e Clara uma "afinidade eletiva", com a condição de entender "eletiva" não só no sentido de pessoas que se elegeram reciprocamente, mas no sentido de pessoas que realizaram a mesma eleição.
Antoine de Saint-Exupéry escreveu que «amar não quer dizer olhar um ao outro, mas olhar juntos na mesma direção». Clara e Francisco na verdade não passaram a vida olhando um ao outro, estando bem juntos.
Trocaram pouquíssimas palavras, quase só as referidas nas fontes. Havia uma estupenda discrição entre eles, tanta que o santo, às vezes, era amavelmente reprovado por seus irmãos por ser demasiado duro com Clara.
Só ao final da vida vemos atenuar este rigor nas relações e Francisco buscar cada vez com maior freqüência consolo e confirmação junto a sua "Plantinha". É em São Damião onde se refugia próximo à morte, devorado por enfermidades, e está perto dela quando entoa o canto de Irmão Sol e Irmã Lua, com aquele elogio de "Irmã Água", "útil e humilde e preciosa e casta", que parece ter escrito pensando em Clara.
Em lugar de olhar um ao outro, Clara e Francisco olharam na mesma direção. E se sabe qual foi para eles esta "direção".
Clara e Francisco eram como olhos que olham sempre na mesma direção. Dois olhares que contemplam o objeto desde ângulos diversos dão profundidade, relevância ao objeto, permitem "envolvê-lo" com o olhar. Assim foi para Clara e Francisco. Contemplaram o mesmo Deus, o mesmo Senhor Jesus, o mesmo Crucificado, a mesma Eucaristia, mas desde "ângulos diferentes, com dons e sensibilidade próprios: os masculinos e os femininos. Juntos perceberam mais do que teriam podido fazer dois Franciscos e duas Claras.
Se existe uma lacuna na série sobre Francisco e Clara é talvez a insuficiente relevância prestada à oração, e com ela à dimensão sobrenatural de suas vidas. Uma lacuna provavelmente inevitável quando a vida dos santos se leva à tela. A oração é silêncio, quietude, solidão, enquanto que a palavra "cinema" vem do grego kinema, que significa movimento! A exceção é o filme "O grande silêncio" sobre a vida dos cartuchos, mas não resistiria na pequena tela.
No passado se tendia a apresentar a personalidade de Clara demasiado subordinada à de Francisco, precisamente como a "irmã Lua" que vive do reflexo da luz do "irmão Sol". O exemplo neste sentido é o livro publicado no verão passado sobre "a amizade entre Francisco e Clara" (John M. Sweeney, the Friendship of Francis and Clare of Assisi, Paraclete Press 2007).
Tanto mais é de elogiar, na série televisiva, a eleição de apresentar Francisco e Clara como duas vidas paralelas, que se entrecruzam e se desenvolvem em sincronia, com igual espaço dado a um e outro. É a primeira vez que ocorre desta forma. Isso responde à sensibilidade atual orientada a evidenciar a importância da presença feminina na história, mas em nosso caso corresponde à realidade e não é algo forçado.
A cena que mais me impactou ao ver a pré-estréia de "Francisco e Clara" é a inicial, emblemática, uma espécie de chave de leitura de toda a história. Francisco caminha em um prado, Clara o segue introduzindo seus pés, quase brincando, nas pegadas que Francisco deixa, e, diante da pergunta dele: "Estás seguindo minhas pegadas?", responde luminosa: "Não, outras muito mais profundas".
Texto fonte: FRANCISCANOS |
Postado por Rivaldo R.Ribeiro às 21h55
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Como o Sumo Pontífice visitou Clara
Como o Sumo Pontífice visitou Clara
Segundo Tomás de Celano, Clara estava muito doente depois de quarenta anos vivendo em extrema pobreza. "O vigor de corpo, castigado nos primeiros anos pela austeridade da penitência, foi vencido no final por dura enfermidade, para enriquecê-la, doente, com o mérito das obras. A virtude aperfeiçoa-se na enfermidade", diz o biógrafo.
Quando a enfermidade começa a se agravar, Clara recebe a visita do Cardeal de Óstia, padroeiro e protetor da família franciscana. Tratava-se do Cardeal Reinaldo de Segni, que mais tarde seria o Papa Alexandre IV. Foi ele que obteve do Papa a confirmação do Privilégio da Pobreza.
Sabendo do estado de Clara, o Papa Inocêncio IV,que residira com a Cúria em Perúsia no período de 1251 a 1253, foi logo visitar a serva de Cristo com os cardeais, como conta a Legenda: "Entrou no mosteiro, foi ao leito, chegou a mão à boca da doente para que a beijasse. Ela a tomou agradecida e pediu com maior reverência para beijar o pé do Apostólico. Depois pediu com rosto angelical ao Sumo Pontífice a remissão de todos os pecados. Ele exclamou: "Oxalá precisasse eu de tão pouco perdão!"
A irmã Inês veio de Monticelli, onde era abadessa, para visitar a Irmã Clara. Ao ver o estado dela, chorou muito. E foi consolada pela irmã: "Irmã caríssima, apraz a Deus que eu me vá; tu, porém, deixa de lado o pranto, porque chegarás junto do Senhor logo depois de mim, e Ele te concederá um grande consolo antes que eu me aparte de ti". Na realidade, Inês morreu logo depois.
Fonte: http://www.franciscanos.org.br
Postado por Rivaldo R.Ribeiro às 10h06
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A visita e o trânsito do Pai Francisco
A visita e o trânsito do Pai Francisco
Depois de receber as chagas de Nosso Senhor, Francisco precisava partilhar o fato com uma pessoa: Clara. Então, determinou que o levassem até São Damião. Fora lá que o Crucificado lhe tinha falado pela primeira vez. Lá estavam as irmãs pobres de Clara. Sabia Francisco que se tratava de um viveiro de almas escolhidas e abençoadas por Deus. Para abriga-lo foi construída uma cabana perto do conventinho. Ali, Francisco haveria de se proteger do sol porque seus olhos não suportavam mais a claridade forte. Contam as lendas que os morcegos não abandonavam sua cabana.
Clara se dispôs a preparar ataduras, fios, emplastros, feitos com ervas medicinais, chinelos de tecido para os pés chagados do Pai. Podemos bem imaginar a alegria e a tristeza vividas pelas irmãs. Não cessavam de rezar pelo Pai tão doente e tão repleto de graças do amor do Senhor. Foi nesse quadro de exultação e dor que Francisco teria composto o Cântico das Criaturas.
Todo abrasado de fervor o cantor das criaturas, já quase cego, vivendo mais no céu do que na terra, perto de suas irmãs estimadas, apresentou a Deus um dos mais belos louvores que já subiram da terra até o céu.
No final de setembro de 1226, o Santo manifestou o desejo de terminar seus dias na Porciúncula. Lá tudo havia começado e lá a Irmã Morte o visitou. A Páscoa de Francisco se deu a 3 de outubro de 1226.
As clarissas de São Damião tiveram a alegria de receber o corpo de Francisco por alguns instantes. Antes de entrar na cidade, o cortejo tomou um atalho que conduzia até São Damião. Entre sentimentos de alegria e de tristeza, as irmãs beijavam suas mãos abençoadas e enfeitadas com as chagas do Senhor.
Com a morte e o sepultamento de Francisco, encerrava-se a convivência de Clara com o exemplo vivo do Evangelho.
Fonte: http://www.franciscanos.org.br
Postado por Rivaldo R.Ribeiro às 10h01
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Os milagres do pão e do azeite-Santa Clara
Os milagres do pão e do azeite
Com a pobreza de espírito, que é a verdadeira humildade, harmonizava a pobreza de todas as coisas.
Clara de Assis recebia muito alegremente as esmolas em fragmentos e os pedacinhos de pão levados pelos esmoleres. Parecia ficar triste ao ver pães inteiros e pulava de alegria diante dos restos.
Dentro deste espírito, Tomás de Celano narra os seus primeiros milagres. A multiplicação do pão Havia no mosteiro um só pão e já apertavam a fome e a hora de comer. A santa chamou a dispenseira e mandou cortar o pão, enviando uma parte para os frades e deixando a outra em casa para as Irmãs. Dessa metade mandou tirar cinquenta fatias, de acordo com o número das senhoras, para servi-las na mesa da pobreza.
A devota filha respondeu que iam ser necessários os antigos milagres de Cristo para que tão pouco pão desse cinquenta fatias, mas a mãe a contestou dizendo: "Filha, faça com confiança o que falei". Apressou-se a filha a cumprir o mandato da mãe, que foi dirigir a seu Cristo piedosos suspiros em favor das filhas. O pedaço pequeno cresceu por graça de Deus nas mãos de quem o cortava e cada uma da comunidade pôde receber uma bela porção.
O azeite dado por Deus Certo dia, acabou tão completamente o azeite das servas de Cristo, que não havia nem para o tempero das doentes. Dona Clara pegou uma vasilha e, mestra da humildade, lavou-a com as próprias mãos. Colocou-a lá fora, vazia, para que o irmão esmoler a recolhesse, e chamou o frade para ir conseguir o azeite.
O devoto irmão quis socorrer depressa tanta indigência e correu a buscar a vasilha.
Mas essas coisas não dependem de querer e correr, e sim da piedade de Deus. De fato, só por Deus, a vasilha ficou cheia de óleo, pois a oração de Santa Clara foi à frente da ajuda do frade, para alívio das pobres filhas. O frade, crendo que o haviam chamado à-toa, comentou num murmúrio: "Essas mulheres me chamaram por brincadeira, pois, olhe, a vasilha está cheia!"
Postado por Rivaldo R.Ribeiro às 09h55
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O primeiro lar: São Damião
O primeiro lar: São Damião
Clara e Inês, que se julgavam portadoras de nova Ordem, não podiam certamente permanecer em Santo Angelo de Panzo.
Francisco obteve para elas o pequeno convento anexo a São Damião, juntamente com a igrejinha na qual haviam ido rezar tantas vezes.
São Damião se tomará, assim, cenáculo de mulheres apaixonadas pelo Senhor, uma semente destinada a germinar uma fileira de almas belas, sequazes intransigentes dos ensinamentos do Poverello.
Afinal, Francisco o havia predito, como conta Clara, em seu testamento."Tendo subido no muro da dita igreja, assim gritava então, com voz elevada e em língua francesa: 'Venham e ajudem-me nesta obra do mosteiro de São Damião, porque, dentro em breve, virão habitá-lo mulheres e, por sua fama e pela santidade de sua vida, dar-se-á glória ao Pai nosso celeste, em toda a sua Santa Igreja".
Clara e Inês não ficaram por muito tempo sozinhas, porque muitas jovens de Assis foram atraídas por seu exemplo.
Destas primeiras companheiras, ficam-nos, além do nome, também documentação que testemunha a santidade de sua vida e sua fidelidade, sem compromisso algum, em seguir o exemplo de Clara.
Pouco depois da entrada em São Damião, pediu para unir-se às irmãs Offreducci uma amiga de infância de Clara, Pacífica; e de Perúgia, chegou Benvenuta, conhecida nos anos da fuga de Assis, juntamente com toda a sua família . Depois, juntou-se Balvina de Martino; no ano seguinte, Filipa, filha de Leonardo de Gisleno.
Todas prometeram obediência a São Francisco, que não deixará de seguir a pequena comunidade, com extrema diligencia e com o amor que merecia a mais bela flor do jardim espiritual.
Para as irmãs, que começaram a ser chamadas "Damianitas", depois de terem provado sua coragem, a própria Clara prescreveu, com evangélica simplicidade, uma regra a ser observada. Em 1215, ela havia impetrado à Sé Apostólica a aprovação do Privilégio da Pobreza, documento singular, único, com o qual a Santa queria, aprovada pelo Papa, a escolha, para ela e suas sequazes, de não aceitar nenhuma posse.
E, na Regra Selada, aprovada pela forma de vida da nova comunidade, está escrito: "O bem aventurado pai, considerando que não temíamos nenhuma pobreza, fadiga, tribulação, humilhação e nenhum desprezo do mundo, que, antes, os tínhamos em conta de grande delícia, movido de paterno afeto, escreveu para nós a forma de vida deste modo:
'Como, por divina inspiração, vos fizestes filhas e servas do altíssimo Sumo Rei, o Pai celeste, e desposastes o Espírito Santo, escolhendo viver segundo a perfeição do Santo Evangelho, quero e prometo, de minha parte e por meus frades, ter sempre de vós e deles atento cuidado e especial solicitude'. O que ele, com toda a fidelidade, cumpriu enquanto viveu e quis que fosse sempre cumprido pelos frades".
Depois de três anos de vida monástica, Francisco julgou oportuno dar à comunidade de São Damião um esboço de organização: pensou em nomear uma abadessa. Esta não podia ser senão Clara, a primogênita da Ordem.
Mas Clara refutou: "Não, não eu, Francisco! Fugi de todas as honras e da vaidade do mundo, não posso me colocar no comando das minhas irmãs. Quero só servir e obedecer!"
"Bem!" - disse-lhe Francisco em resposta - "se tu queres obedecer, então eu te peço que o faças por obediência!".
Desejosa da palavra de Deus
Clara, apenas eleita abadessa, sentia necessidade de uma ajuda segura: temia, sobretudo, não ir pelo caminho da perfeita pobreza. Por isso, teria desejado encontrar-se mais vezes com Francisco
Mas o "Poverello" estava muitas vezes longe de Assis e evitava dirigir-se freqüentemente a São Damião para não suscitar "admiração e suspeita" entre as pessoas.
Havia recomendado aos seus frades para não terem muita "familiaridade" com as monjas e não entrarem nos seus mosteiros. E nisto, ele queria ser o exemplo. Em São Damião, Clara se encontrou, finalmente, à vontade.
Transpondo aquelas paredes em ruínas, compreendeu ter chegado para onde Deus, havia tanto tempo, a conduzia.
Isso lhe diziam a nudez das paredes, a desolação dos locais, os muros sem reboco, as rústicas tábuas nem mesmo esquadradas do assim chamado "pequeno coro", a escada íngreme e desconexa que levava ao dormitório, um grande quarto nu e frio.
Sem dúvida, era o convento mais pobre jamais visto: a verdadeira cidadela da Santa Pobreza
FONTE: http://www.franciscanos.org.br/index.php
Postado por rivaldo r.ribeiro às 23h08
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A força da oração: sarracenos em fuga
SANTA CLARA: A força da oração: sarracenos em fuga
Clara não podia compreender uma vida consagrada com a segurança dos grandes mosteiros e das grandes propriedades. A Santa se empenhava valentemente para que ela e suas irmãs pudessem viver em alegre e austera pobreza.
Houve uma época em que os sarracenos estavam nos vales das cercanias de Assis. Eles eram soldados mulçulmanos contratados por Frederico II, que já tinha sido ex-comungado pela segund vez, para tomar Assis, uma comuna filo-papal. Todos os conventos dessa época já tinha sido saqueados e faltava apenas São Damião.
A iminência de um ataque deixava os damianitas em pavor. Segundo Celano, tremendo para falar, levaram seus prantos à madre. Corajosa, ela mandou que a levassem, doente, para a porta, diante dos inimigos, colocando à sua frente uma caixinha de prata revestida de marfim, onde guardavam com suma devoção o Santíssimo.
Prostrada no chão, assim rezou: "Meu Senhor, quereis entregar estas vossas servas frágeis, que criei em vosso amor, nas mãos dos pagãos? Guardai, eu vos suplico, Senhor, estas vossas servas que no momento não posso defender com minhas forças". Ouviu-se, então, uma voz dizendo: "Eu vos defenderei sempre!".
"Meu Senhor, acrescentou ela, protegei também, se assim for de vosso agrado, esta cidade que nos sustenta por amor de Vós". "Assis sofrerá sérios transtornos, mas será defendida por minha fortaleza".
Levantando o rosto banhado em lágrimas, confortou as irmãs que choravam: "Minhas filhas, asseguro que ninguém sofrerá nata; basta confiar em Cristo".
No mesmo instante, os invasores se puseram em fuga, descendo pelos muros que haviam escalado, tal a força daquela que orava e a graça concedida pelo Senhor.
FONTE: http://www.franciscanos.org.br/index.php
Postado por rivaldo r.ribeiro às 14h21
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Santa Clara de Assis
Santa Clara de Assis
Santa Clara nasceu em 1193 ou em 1194, na cidade de Assis, filha primogênita antes de outras duas irmãs. Sua família, por parte de pai, era uma família de cavaleiros; por parte de mãe, Clara tinha também o sangue da nobreza. Seu pai se chamava Favarone de Offreduccio, e sua mãe, Hortolana. Além da nobreza de origem, a família era rica, possuidora de não poucos bens.
Como convinha a uma jovem da nobreza, Clara foi educada para ser uma mulher da sociedade, mas sua mãe, mulher de profunda piedade cristã, não se descuidou de transmitir-lhe também os ensinamentos da religião. Assim, desde criança, Clara acompanhava os gestos caridosos de sua mãe para com os pobres de Assis. E ela mesma, desde tenra idade, já se privava de iguarias para, às escondidas, dá-las aos pobres.
Na idade de 17 para 18 anos, momento em que seus pais já estavam preocupados em arranjar-lhe um bom casamento, Clara, sob pretexto de pensar melhor sobre sua vida, postergava sempre a idéia de contrair matrimônio, recusando com delicadeza os pretendentes que os pais lhe apresentavam. Foi neste tempo que ouviu falar de Francisco, um jovem que deixou família e riquezas para, com um grupo de companheiros - todos considerados loucos pela sociedade - simplesmente viver segundo o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Esta idéia a empolgou. Estava decidida: iria viver como aqueles jovens. Depois de algumas conversas com Francisco, foi feito por ambos um plano de fuga. Deste modo, na noite do domingo de Ramos de 1211 (ou 1212), Clara abandonava a casa e era conduzida à capela de Francisco e de seus companheiros para, aí, depor suas ricas vestes e vestir o hábito da penitência. Após esta breve cerimônia, Clara foi conduzida a um mosteiro de monjas beneditinas.
Quando a fuga foi descoberta, os parentes foram ao encalço dela. Tentaram de todos os modos possíveis convencê-la a voltar para casa. Mas ela, agarrando-se à toalha do altar, tirou o véu que lhe cobria a cabeça tonsurada, sinal de sua consagração a Deus. Os parentes viram que nada mais tinham que fazer.
Duas semanas depois, nova fuga da casa de Favarone. Era a segunda filha, Inês, que fugia e ia viver com Clara. Nova tentativa dos parentes de conduzir de volta a segunda filha. Tudo em vão. Assim, a nova comunidade fundada por Clara começava a crescer. Vieram em seguida suas antigas companheiras: Pacífica, Benvinda de Perusa, Cecília de Gualtieri, Filipa de Gislério, Cristiana de Bernardo e outras. Mais tarde veio também a outra irmã, Beatriz, e finalmente sua mãe Hortolana.
Depois de mais de quarenta anos de vida no mosteiro, uma vida escondida que, no entanto, irradiava por todas as regiões da Itália, Clara faleceu aos 11 de agosto de 1253, sendo canonizada apenas dois anos depois de seu falecimento.
"BENÇÃO DE SANTA CLARA" "Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo". O Senhor as abençoe e guarde. Mostre-lhes o seu rosto e tenha misericórdia de vocês. Volte a sua face para vocês e lhes dê a paz, a vocês minhas irmãs e filhas, e a todas as outras que vierem e permanecerem em sua comunidade, e a todas as outras, tanto presentes quanto futuras, que perseverarem até o fim nos outros mosteiros das senhoras pobres.
Eu, Clara, serva de Cristo, plantinha do nosso bem-aventurado pai São Francisco, irmã e mãe de vocês e das outras irmãs pobres, embora indigna, rogo a nosso Senhor Jesus Cristo, por sua misericórdia e por intercessão de sua Santíssima Mãe Santa Maria, de São Miguel Arcanjo e de todos os anjos de Deus, do nosso bem-aventurado Pai Francisco e de todos os santos e santas, que o próprio Pai celeste lhes dê e confirme esta santíssima bênção no céu e na terra: na terra, fazendo-as crescer na graça e em virtude entre seus servos e servas na sua Igreja militante; no céu, exaltando-as e glorificando-as na Igreja triunfante entre os seus santos e santas.
E as abençôo em minha vida e depois de minha morte, como posso com todas as bênçãos com que o Pai das misericórdias abençoou e abençoará seus filhos e filhas no céu e na terra, com os quais um pai e uma mãe espiritual abençoaram e abençoarão seus filhos e filhas espirituais. Amém.
Amem sempre as suas almas e as de todas as suas Irmãs, e sejam sempre solícitas na observância do que prometeram a Deus.
O Senhor esteja sempre com vocês, e oxalá estejam vocês também sempre com Ele". Amém.
Texto congregação das Irmãs Franciscanas da Imaculada Conceição.
Postado por rivaldo r.ribeiro às 20h31
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Santa Clara:Ardente amor ao crucificado
Santa Clara:Ardente amor ao crucificado

Foto:Rivaldo R.Ribeiro
Confiando na presença do Senhor e no sacrário e no ostensório, Clara conseguiu expulsar os sarracenos de seu convento. Normal que uma filha de São Francisco tivesse especial carinho para com a Eucaristia.
Segundo Tomás de Celano, em a Legenda de Santa Clara, Clara "ensinava as noviças a chorar o crucificado dando junto o exemplo do que dizia. Muitas vezes, ao exortá-las a isso em particular, vinham-lhe as lágrimas antes de acabarem as palavras".
Muitas horas, ela passava diante do Santíssimo. Eram confidências feitas ao esposo tão próximo sob as aparências do pão imaculado. Francisco insistia sempre que houvesse muito cuidado para com as coisas do altar. Queria que tudo fosse impecável quando destinava a tocar o corpo e o sangue do Senhor Jesus.
Celano conta melhor: "Quão grande foi o devoto amor de Clara pelo Sacramento do Altar demonstram-nos os fatos. Durante a grave doença que a prendeu à cama, fazia-se erguer e sustentar colocando apoios. Assim, sentada, fiava panos finíssimos, com os quais fez mais de cinqüenta jogos de corporais que, colocados dentro de bolsas de seda ou de púrpura, destinava a diversas igrejas do vale e das montanhas de Assis".
As contemplativas, como é o caso das Irmãs de Santa Clara, têm como centro de sua vida religiosa a Capela do Santíssimo.
Fonte:FRanciscanos-OFM
Postado por rivaldo r.ribeiro às 20h23
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AS primeiras discípulas de Santa Clara
FONTE:FRANCISCANOS
AS primeiras discípulas de Santa Clara
Francisco havia predito a Clara que outras senhoras a haveriam de seguir e abraçariam o seu ideal de vida. Depois de Inês, a primeira a acorrer a São Damião foi Pacífica de Guelfuceio, aquela que a ajudou na fuga noturna.
Depois, veio Benvinda de Perusa, sua caríssima amiga. Em seguida, ajuntaram-se Balvina de Offreduccio, Cecília de Gualtiero, Angelúcia de Angeleio, Filipa de Ghislerio, Francisca de messer Capitâneo, Amata de Martino e tantas outras. Beatriz, irmã menor de Clara, e a mamãe Hortolana completaram o grupo.
Nasceu, assim, em São Damião, a segunda Ordem franciscana, o ramo feminino, ao qual Francisco gostava de chamar o das "Senhoras Pobres".
Um oásis de paz
Em pouco tempo, a comunidade de São Damião tornou-se um autêntico oásis de paz, onde tudo era calor e intimidade.
A própria desolação do local, das paredes, dos utensílios, transmitiam serenidade e alegria.
Lamento nenhum se levantava de São Damião: a pobreza da casa, incômodos, os leitos, o frio, a fome, não atormentavam. As Irmãs, quanto mais pobres, mais se sentiam contentes.
Para Clara, cada recanto do convento era um recanto do paraíso, cheio de calor e de intimidade: um perene convite à festa, à alegria.
As mais pobres do mundo
Nada era de sua propriedade, mas tudo era aceito como empréstimo; julgavam-se "peregrinas e forasteiras neste mundo". Andavam de pés descalços em todas as estações, com vestimentas grosseiras e uma corda à cintura, a cabeça raspada e coberta com um pano branco e preto.
Seu alimento era "moderado e austero"; haviam-se proposto "jejuar durante todo o ano".Por leito, tinha uma esteira estendida sobre o pavimento nu e, por travesseiro, um pedaço de madeira. O dormitório era um grande quarto frio e miserável, onde os pobres catres eram alinhados junto à parede.
Postado por rivaldo r.ribeiro às 20h15
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"FRANCISCO RESTAURA MINHA CASA QUE DESMORONA"...
Foi na encantadora igrejinha de São Damião, a um
quilometro abaixo de Assis, toda humilde entre as oliveiras, que se deu o
notável acontecimento. Francisco rezava com fervor ante o grande crucifixo
bizantino: "Senhor, suplico-Vos me ilumines e dissipeis as trevas da minha
alma". Do crucifixo veio a resposta, suave e benevolente: "Francisco, restaura a
minha casa, que desmorona"...CLIQUE AQUI E LEIA MAIS SOBRE ESSE NOTÁVEL ACONTECIMENTO NA VIDA
DE FRANCISCO...
 VIDA DE SÃO FRANCISCO
O TAU NA VOCAÇÃO FRANCISCANA
17 DE SETEMBRO: ESTIGMAS DE S. FRANCISCO
 SÃO FRANCISCO E O PRESÉPIO
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O DIA DO PERDÃO.
Em 1216 São Francisco de
Assis estava orando na igrejinha da Porciúncula, quando de repente ela torna-se
iluminada, e São Francisco de Assis vê sobre o altar o Cristo revestindo de luz
e à sua direita a Mãe Santíssima. E eles perguntam a São Francisco o que ele
desejava para que as almas fossem salvas? Assim ele Os pede que seja concedido
um generoso perdão a todos que se arrependessem e confessassem seus pecados, e
fossem visitar aquela igrejinha.
E o Senhor acolhe a sua
oração e propõe que ele peça ao Seu Vigário na terra, de Sua parte, esta
indulgência. E São Francisco vai até ao Papa Honório III e conta-lhe a visão que
tinha tido.
E Feliz caminha até à porta,
negando qualquer documento que comprove a autorização do Papa, bastava-lhe a sua
palavra, o documento seria a Santíssima Virgem Maria, o Senhor como escrivão e
os Anjos as testemunhas.
O Perdão de Assis é uma
manifestação da misericórdia de Deus e um sinal do amor apostólico de São
Francisco, que disse alguns dias depois em lagrimas: "Meus irmãos, quero que
todos vocês vão ao Paraíso!"
Esta indulgência é dada
somente em um dia do ano: começa às 12 horas do dia 01 de agosto até o final da
tarde de 02 de agosto, todo ano. Este dia tem como padroeira Nossa Senhora dos
Anjos, e foi estendida a qualquer Igreja Católica do mundo.
Assim, ganham a Indulgência,
todas as pessoas que tendo feita a confissão sacramental, visitarem uma Igreja
nos dias mencionados, receberem a comunhão eucarística e rezarem um "Pai nosso",
uma "Ave Maria" e um "Glória", pelas intenções do Santo Padre, o Papa. Assim
sendo, poderão utilizar a Indulgência em seu próprio benefício, em favor de
pessoas falecidas ou daquelas que necessitam de conversão do coração.

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O Cântico do irmão sol
Sao Francisco de Assis
Altíssimo, onipotente, bom Senhor,
Teus são o louvor, a glória, a honra
E toda a benção.
Só a ti, Altíssimo, são devidos;
E homem algum é digno
De te mencionar.
Louvado sejas, meu Senhor,
Com todas as tuas criaturas,
Especialmente o Senhor Irmão Sol,
Que clareia o dia
E com sua luz nos alumia.
E ele é belo e radiante
Com grande esplendor:
De ti, Altíssimo é a imagem.
Louvado sejas, meu Senhor,
Pela irmã Lua e as Estrelas,
Que no céu formaste claras
E preciosas e belas.
Louvado sejas, meu Senhor,
Pelo irmão Vento,
Pelo ar, ou nublado
Ou sereno, e todo o tempo
Pela qual às tuas criaturas dás sustento.
Louvado sejas, meu Senhor,
Pela irmã Água,
Que é mui útil e humilde
E preciosa e casta.
Louvado sejas, meu Senhor,
Pelo irmão Fogo
Pelo qual iluminas a noite
E ele é belo e jucundo
E vigoroso e forte.
Louvado sejas, meu Senhor,
Por nossa irmã a mãe Terra
Que nos sustenta e governa,
E produz frutos diversos
E coloridas flores e ervas.
Louvado sejas, meu Senhor,
Pelos que perdoam por teu amor,
E suportam enfermidades e tribulações.
Bem aventurados os que sustentam a paz,
Que por ti, Altíssimo, serão coroados.
Louvado sejas, meu Senhor,
Por nossa irmã a Morte corporal,
Da qual homem algum pode escapar.
Ai dos que morrerem em pecado mortal!
Felizes os que ela achar
Conformes á tua santíssima vontade,
Porque a morte segunda não lhes fará mal!
Louvai e bendizei a meu Senhor,
E dai-lhe graças,
E servi-o com grande humildade.
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ORAÇÃO PELA PAZ
Texto atribuído a S. Francisco
Senhor, fazei de mim um instrumento da vossa Paz.
Onde houver ódio, que eu leve o Amor. Onde houver ofensa, que eu leve o Perdão. Onde houver discórdia, que eu leve a União. Onde houver dúvida, que eu leve a Fé.
Onde houver erro, que eu leve a Verdade. Onde houver desespero, que eu leve a Esperança. Onde houver tristeza, que eu leve a Alegria. Onde houver trevas, que eu leve a Luz.
Ó Divino Mestre, fazei que eu procure mais consolar, que ser consolado; compreender, que ser compreendido; amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe, é perdoando que e é perdoado, e é morrendo que se ressuscita para a Vida eterna.
fonte: Ordem dos Frades Menores Capuchinhos (Portugal)
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BENDITO SEJA..
Está oração foi dita da por Francisco a Frei Leão, após a negativa do papa Inocêncio III de recebê-lo, "se for realmente importante para a igreja como ele diz, ele voltara" foram às palavras do papa ao Bispo que recebeu Francisco.
Benditas sejam as dificuldades que nos agridem e fazem pensar.
Benditas sejam as horas que gastamos em função do bem eterno.
Bendito seja quem nos maltrata à primeira vista e nos ajuda a melhorar.
Bendito seja que não nos conhece e não acredita em nós.
Bendito seja quem nos compara com vagabundos e indolentes.
Bendito seja quem nos expulsa, como parias ou fanáticos.
Bendito seja a mão que nos nega o cumprimento.
Bendito seja quem quer nos esquecer, impaciente.
Bendito seja quem nos nega o pão de cada dia.
Bendito seja quem nos ataca por ignorância e covardia.
Bendito seja quem nos experimenta no correr do tempo.
Bendito seja quem nos faz chorar nos caminhos.
Bendito seja quem não agrada no momento.
Bendito seja quem exige de nós a perfeição.
Benditos sejam os que nos maltratam o coração porque, verdadeiramente, são estes, meus filhos, os nossos vigilantes e os que nos ajudam a seguir o Cristo com maior segurança, pois Deus, através deles, nos ajuda na auto educação, de maneira que fiquem abertas todas as portas para o Amor Universal.
SÃO FRANCISCO DE ASSIS
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