"Senhor, fazei-me instrumento de Vossa Paz"
"Sua maior
intenção, seu desejo principal e plano supremo era observar o Evangelho em
tudo e por tudo, imitando com perfeição, atenção, esforço, dedicação e fervor os
passos de Nosso Senhor Jesus Cristo no seguimento de sua doutrina". (Vida
de S. Francisco - 1Cel 84)
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ARTIGOS FRANCISCANOS
SOLENIDADE DE PENTECOSTES
SOLENIDADE DE PENTECOSTES  Atos 2,1-11 e João 20,19-23 A Igreja celebra, com grande júbilo, o aniversário do seu nascimento sob a ação do Espírito Santo. Celebra sua manifestação ao mundo, expressa seu testemunho, expõe sua riqueza mais íntima, qual seja, sua felicidade, graças à Salvação proporcionada ao mundo por Jesus Cristo. Cristo prometera, em várias ocasiões, a efusão do Espírito Santo, promessa que “realizou na tarde daquele dia, no dia da Ressurreição” (cf. v. 19-22), e, de modo mais solene e marcante, no dia de Pentecostes, pois a plenitude do Espírito Santo, que estava em Jesus, deveria ser comunicada também a todo o povo messiânico (cf. Joel 3,1-2). Pentecostes é o coroamento, a plenitude da Páscoa. Depois da Ascensão de Jesus ao Céu, “estavam os Apóstolos reunidos no Cenáculo em oração. Veio do Céu um ruído semelhante ao soprar de impetuoso vendaval, e encheu toda a casa onde se achavam. E apareceram umas como que línguas de fogo, que se distribuíram e foram pousar sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito os impelia a se exprimirem” (cf. At 2,1-4). Pentecostes contém um mistério que vai além de qualquer experiência humana. Para expressar o acontecimento, em si inexplicável, temos os sinais do fogo e do vento (At 2,2-3). Fogo e vento simbolizam o divino, revelam a presença de Deus: o fogo que abrasa e purifica e o vento que sopra quando e onde quer. “Ao se produzir o ruído do céu, a multidão de inúmeros povos, lá presente, se reuniu e estava confusa, pois cada qual os ouvia falar em sua própria língua” (At 2,6). Pedro, impelido pelo Espírito Santo, erguendo a voz, assim lhes falou: “Homens da Galiléia e habitantes todos de Jerusalém, esse Jesus que vós crucificastes, foi Deus quem dele deu testemunho e, por meio dele, operou milagres; Deus o ressuscitou e o exaltou: Deus o fez Senhor e Messias” (cf. At 2,22-36). E como acolheram os ouvintes essa revelação? Três mil foram tocados pelo Espírito, logo de início, pedindo o Batismo. Depois, mais cinco mil. Muitos ficaram simplesmente atônitos, outros escarneciam. Faltou disposição ao coração? Talvez... E’ a ação misteriosa da graça. Pois existe, também, a culpa e a cumplicidade do homem. Muitas vezes, a pessoa não quer deixar-se esclarecer pela luz: “A luz brilha nas trevas, mas as trevas não a compreendem” (Jo 1,5). “A Igreja foi manifestada publicamente ante a multidão; e, pela pregação, iniciou-se a difusão do Evangelho entre as nações” (Ad Gentes 4). Frei Floriano Surian, ofm Fonte: http://www.riototal.com.br/boanova/ |
Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 14h28
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FRANCISCANAS PALAVRAS V
FRANCISCANAS PALAVRAS V Continuação do post do dia 20/03/2009 33. Franciscanismo e Poesia não se separam, estão sempre juntos na percepção da própria identidade na Natureza.
34. Ser Menor é ser Francisco. É sentir a experiência do Nada, isto é, ser completamente despojado, Vazio de tudo, sem negatividades, sem pessimismos, sem dramaticidade; totalmente aberto à ação Divina. É estar sempre nascendo a cada instante.
35. Vamos aprender com Francisco: na Simplicidade e na harmonia realizar grandes coisas.
36. Quando olhamos para São Francisco percebemos que se o nosso interior é bom toda a natureza é boa.
37. “Meu Deus e meu Tudo!” Francisco assim exclama, admira, contempla, repete, invoca... Assim adensa a sua experiência de saborear a presença do Sagrado.
38. Francisco sempre esteve no espetáculo sensível da vida.
39. A Espiritualidade Franciscana é sensível porque é penitente.
40. Francisco é uma moderação contida. Fonte Frei Vitório Mazzuco Filho: http://carismafranciscano.blogspot.com/ |
Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 23h08
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VIDA e sua irmandade. O planeta vive o momento difícil, vejam o nordeste, só um cego de consciência não vê que aquilo é uma consequência das danuras do homem contra a natureza, e São Francisco viu isso há séculos atrás, a relação homem e natureza é única, como ele disse no Cântico do Irmão Sol: louvado seja meu Senhor pelas criaturas, pela água, pelo sol, pelo ar, pela irmã Terra que nos sustenta e governa, veja que lindo que "sustenta e governa", e o homem imagina que pode dominar a Terra! São Francisco de Assis era um artista da natureza, um poeta que amava desde aos cascalhos até as estrelas. Amava a Terra como uma plataforma que podia levá-lo a Deus, porque via na natureza a presença viva de Deus na vida que pulsava nos animais, nas corredeiras de agua, no verde das folhagens, nas aves do céu etc. Uma arvore é a mais perfeita ligação com Deus, é vida, e está em permanente contato com a Terra, alimenta-se do solo, da sua energia, nos mostra que ali onde ela está é possível sobreviver, é uma indicação de VIDA.
São Francisco fez essa ligação e compreendeu que o respeito e amor do homem a natureza seria umas das formas de falar com Deus, e esse desrespeito está nos levando ao fim. Portanto VIDA seja vegetal ou animal pertence à mesma irmandade, pois se uma não encontra condições de sobrevivência e outra também não... Rivaldo R.Ribeiro-Funcionário Publico José Bonifácio-SP
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Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 00h43
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A Sabedoria da Vida
A Sabedoria da Vida Uma das grandes estantes em que está organizada a Biblioteca da Bíblia é a dos livros SAPIENCIAIS. A do Antigo Testamento é preenchida com os livros seguintes: Job, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cântico dos Cânticos, Sabedoria e Ben Sira (ou Eclesiástico). SAPIENCIAL vem do latim sapientia, donde nasce a palavra portuguesa sabedoria. Mas, nestes livros da Bíblia, ao falar de sabedoria não falamos da esperteza nata de uma pessoa, nem da sua erudição ou cultura geral, nem da sua formação académica superior. Referimo-nos, mais, àquela Sabedoria que é um dos sete dons do Espírito Santo. Esta Sabedoria já não deriva apenas de sapientia, mas também de sapor, saporis: sabor. E consiste na sensibilidade ou capacidade para encontrar e apreciar as coisas boas e fundamentais da vida, ver para além do imediato, contemplar o Criador na Criação, buscar o sentido profundo da realidade, relacionar acontecimentos numa História de Salvação, ler os chamados sinais dos tempos à luz da fé num Deus transcendente mas muito próximo da nossa vida. É também e sobretudo com base nesta Sabedoria, que alguns santos – como Santa Teresa do Menino Jesus – são proclamados Doutor ou Doutora da Igreja. Os dois caminhos Para estes meses de maior contacto com a Natureza e com a vida concreta das pessoas ou do mundo, sugiro aos leitores que levem a Bíblia consigo e “partem” à descoberta destes Livros e da Sabedoria que eles encerram. Como exemplo, e embora já tenha falado aqui dos Salmos em geral, escolho o Salmo 1, intitulado Os dois caminhos, que «pertence ao género sapiencial e constitui uma espécie de meditação introdutória a todo o livro» (BÍBLIA da Difusora Bíblica, p. 841). Proponho uma leitura meditativa e orante do texto, em quatro momentos complementares: 1. Rezar o texto do salmo 1, da Bíblia. 2. Rezar a minha paráfrase-reflexão do salmo (em grupo, o dístico final pode servir de refrão após cada um dos anteriores); silêncio. 3. Rezar de novo o texto da Bíblia. 4. Escrever a sua própria oração ou paráfrase. O Salmo 1, da Bíblia (ver Pr 4,10-19; Jr 17,5-8) 1 Feliz o homem que não segue o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem toma parte na reunião dos libertinos; 2 antes põe o seu enlevo na lei do Senhor e nela medita dia e noite. 3 É como a árvore plantada à beira da água corrente: dá fruto na estação própria e a sua folhagem não murcha; em tudo o que faz é bem sucedido. 4 Mas os ímpios não são assim! São como a palha que o vento leva. 5 Por isso, os ímpios não resistirão no julgamento, nem os pecadores, na assembleia dos justos. 6 O Senhor conhece o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpios conduz à perdição. A minha paráfrase: Feliz... Feliz de quem não ouve os pecadores nem pára a contemplar as suas obras: Feliz de quem não sente emulação ao ver como prosperam os corruptos: Feliz de quem não segue por caminhos que levam à desgraça para sempre: Feliz de quem não ouve os maus conselhos nem segue os maus exemplos dos insanos: Feliz de quem não sai com libertinos rondando pelos antros da violência: Feliz de quem em Deus põe seu enlevo e vive a sua Lei com lealdade: – Qual árvore plantada junto ao rio, Terá sempre folhagem, flor e fruto. * * Num grupo, o Salmo pode ser recitado por um Solista, servindo este dístico final de resposta a cada um os outros. frei Lopes Morgado Fonte: http://www.capuchinhos.org ( Site de Portugal) |
Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 17h12
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Coletâneas de um modo de Pensar Franciscano (Continuação do post anterior) FRANCISCANAS PALAVRAS – II (Postado no Blog do Frei Vitório no dia 16/03/2009) 9. Francisco, ao dispor-se à vida, ao buscar o que ele mesmo não sabia, deixou-se conduzir por um real confronto com o Evangelho e assim foi conduzido ao que procurava. 10. Ser Franciscano é ter paixão pela Paixão do Senhor. 11. Este é o modo de ser natural de Francisco: pródigo, nobre, jovial, cordial, magnânimo, generoso, simples e amigo. 12. Francisco é uma vontade boa bem trabalhada. 13. Com São Francisco vamos aprender a ouvir uma inspiração e encontrar em São Damião o nosso chão. 14. É difícil fazer aparecer o modesto que é a força de Francisco; nós sempre tendemos à uma interpretação tecnológica, aclesiológica, teológica, acadêmica demais.... e ficamos longe da sua vivência. 15. Usar um hábito, cortar cabelos à moda da antiga tonsura, jejuar, vestir-se de pobre só porque São Francisco apresentava-se assim não é interessante para nós modernos. O mais importante é entender a Força Originária que está aí. 16. Francisco permaneceu porque tinha consciência historial. A pertença historial gera força, coerência, pertença à uma grande família. FRANCISCANAS PALAVRAS – III- (Postado do Blog do Frei Vitório no dia 20/03/2009) 17.Francisco é um homem cheio de encontro, de amor, de brilho, sem cair num pieguismo. 18. Servo que não é bom não dá conta. Ser Servo não é só ter a intenção de servir, tem que servir bem! O medieval não se justifica pela intenção mas pelo persistente trabalho de ser bom. Francisco nos ensinou que um raio apenas, do Irmão Sol, é um bom servo. 19. Não diria São Francisco: “Como Deus pode permitir uma coisa dessa?!” Mas ele diria: “O que Ele está querendo dizer com isto?” 20. A função de um Ministro ou Ministra da Fraternidade não é de censurar, mas de remeter à Inspiração. 21. É preciso ler com seriedade os textos das Fontes Franciscanas, porque eles sustentam gerações e gerações de Fraternidades. 22. Francisco tornou-se espiritualmente adulto e grande sem mesquinharias. 23. Francisco nos ensinou que a Devoção se alimenta de Deus e não de sentimentalismo. 24. Porque o Amor é um Valor Absoluto que precisa ser abraçado, Francisco saiu pelas estradas da Úmbria bradando: “O Amor não é amado!” FRANCISCANAS PALAVRAS – IV (Publicado do blog do frei Vitório data: 17/04/2009). 25. Francisco, quando olha para si mesmo, é porque primeiro olhou para Deus.
26. Como um bom medieval, Francisco nos ensina que, tudo o que acontece, é a Vida nos exercitando.
27. Francisco de Assis é um sábio que, no vigor do Espírito e na Sensibilidade vital de sua percepção, penetra através da superfície da realidade para acolher a admiração, o Amor, a reverência, o cerne, o coração, enfim a Vida das coisas.
28. Com o grupo primitivo de Francisco aprendemos a não viver no grupo da mediocridade. Temos que nos responsabilizar! Não ter ações que não possuam a força do Espírito e sermos cada vez mais uma exigência concreta.
29. Para Francisco de Assis, Deus, ao se manifestar, não se revela como majestade, força, doador, Ser Supremo, mas sim como benignidade, bondade, gratuidade, gratidão, graça, serviço. Ele mesmo é servo de toda humana criatura.
30. Francisco e Leão vão até Santa Maria dos Anjos; a Porciúncula é o berço da Ordem, o lar, o lugar onde reside o memorial mais íntimo, o aconchego originário do mistério da Ordem. Lá é o lugar da Perfeita Alegria, isto é, a fala da jovialidade da Cruz!
31. Somos franciscanos enquanto dentro de nós existir uma imensa saudade de Deus.
32. Ser franciscano é ser peregrino. Fonte Frei Vitório Mazzuco Filho: http://carismafranciscano.blogspot.com/ |
Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 23h50
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Coletâneas de um modo de Pensar Franciscano
Coletâneas de um modo de Pensar Franciscano Nas minhas andanças por aí, espalhando o modo franciscano de ver a vida, não posso fugir do fervor das palavras. Palavras são provocações e desafios. Escrever e falar é a maior responsabilidade. Ao refletir o franciscanismo, sempre tem alguém coletando a fala. Muitos me pedem: “Frei repete isto novamente!” . Pensar franciscanamente é elaborar sendas para a humanidade. Ajuntei curtas frases que andei falando ou escrevendo. Divido com vocês. Se quiserem usar, fiquem à vontade! O saber franciscano é perceber que não sabemos nada. “Sábios são aqueles que dividem e duvidam e não aqueles que têm certeza”. Então, vamos dividir! Nem sei como chamar este bloco de idéias que quero publicar neste blog... São Coletâneas de um modo de Pensar Franciscano. De olho na vida e na fala de Francisco de Assis aprendi com ele a vigor do Espírito e da Vida, e na sensibilidade vital de sua percepção, ir além da superfície da realidade, para acolher a admiração, o espanto, a alegria, o amor, a reverência, o cerne, o coração, a vida dos seres, e estas coisas todas que ele nos ensinou...
FRANCISCANAS PALAVRAS
1. São Francisco é encarnado até o pescoço no Infinito!
2. O grupo primitivo franciscano não fez fraternidade através da simpatia pessoal. Fez vida fraterna pela escuta comum de uma séria convocação para um viver exigente.
3. Viver franciscanamente é despojar-se de qualquer sofisticação. É repetir continuamente gestos de generosidade e acreditar numa Novidade Originária.
4. Francisco nos ensinou que servir é algo divino. Para ele, o próprio Deus é o Grande Servo do Universo.
5. Ser franciscano não é ter padrão fixo, mas buscar afinamento com o melhor.
6. Francisco nunca foi uma pessoa perturbada porque nunca perdeu a limpidez da busca ( cfr. A Perfeita Alegria )
7. É preciso intuir nas Fontes Franciscanas um grande princípio de uma Nova Humanidade. 8. Francisco via no Cavaleiro Medieval um arquétipo do Ideal Humano, a descrição ideal de um tipo humano caracterizado pela Nobreza de Alma: honradez, coragem e cortesia. Fonte Frei Vitório Mazzuco Filho: http://carismafranciscano.blogspot.com/ |
Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 19h09
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O SUMIÇO DAS ABELHAS.
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O porquê que São Francisco considerava todos os animais como irmãos, porque com certeza todos somos, a humanidade precisa reconhecer isso enquanto há tempo.
(...) São Francisco recolhia do caminho os vermezinhos, para que não fossem pisados, e mandava mel e o melhor vinho às abelhas, para não morrerem de fome no frio do inverno. Chamava de irmãos todos os animais, embora tivesse preferência pelos mais mansos. (II Vida Tomás de Celano 124, 165)
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O SUMIÇO DAS ABELHAS.

De várias partes do mundo vem noticias do desaparecimento das abelhas, isso é muito preocupante, pois a abelha é o principal agente de polinização das plantas, sem polinização não teremos frutos e alimentos.
A humanidade se preocupa com o crescimento econômico, mas sistematicamente se esquecem da natureza e do nosso meio ambiente. A fauna e a flora são ignoradas em muitos casos, mas nosso principal sustentáculo para vida não é as maquinas, veículos, construções diversas, belas roupas e automóveis...
Nada disso importa se não houver alimentos e água.
Os animais lutam para sobreviver num planeta cada vez mais inóspito, os ambientalistas fazem de tudo para protegê-los, mas é uma luta desigual contra os grandes interesses econômicos que sempre enxerga o lucro imediato.
As monoculturas apoiadas pelos governos financeiramente, as indústrias poluidoras, e todos nós somos responsáveis por essa catástrofe que se avizinha. E em muitos casos já vem ocorrendo com a desordem climática no mundo todo.
O homem se recusa a abandonar o consumo predador e destrutivo de seu próprio habitat e dos nossos irmãos animais, o desespero tomou conta de cada ser humano ávido pelo consumo, uma disputa generalizada pelo materialismo desenfreado, onde cada um quer dar sua amostra de sucesso e poder de compra frente aos outros...
Entre tantos animais que já demonstram que o planeta se tornou desconfortável para sua sobrevivência, estão as abelhas um dos principais insetos que contribuem para manutenção da vida no planeta...
A humanidade precisa encontrar a humildade enquanto ainda pode respirar.... Precisamos adotar o sonho utópico franciscano para que a espécie humana tenha chance de sobrevivência.
O homem não domina a natureza, é dominado por ela porque depende dela.
"Se as abelhas desaparecer da superfície do planeta, então ao homem restariam apenas quatro anos de vida. Com o fim das abelhas, acaba a polinização, acabam as plantas, acabam os animais, acaba o homem" Albert Einstein.
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Postado por Rivaldo Roberto Ribeiro às 00h17
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Feliz 2009!Pensem em Deus, muitas vezes Ele nos surpreende!!
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Feliz 2009!
Pensem em Deus! Muitas vezes Ele nos surpreende!!
Vejam o que me aconteceu:
Exatamente no dia 30 de dezembro/2008 eu fui à Capela São Vicente de Paulo, onde eu costumo meditar e fazer minhas orações por causa do silêncio e da santidade do lugar.
Ali tive a grata surpresa de encontrar a freira responsável, Irmã Joana, foi quando ela me fez o convite para participar da Missa num asilo de idosos ali perto.
No primeiro momento foi um choque:
imagens de seres humanos frágeis por causa da idade avançada, saúde debilitada física e mentalmente. Mas estavam bem protegidos sob os cuidados dos anjos que trabalham ali...
Havia várias pessoas visitantes que iriam participar daquela Missa, sentei-me num banquinho de madeira quando se aproximou uma mulher idosa residente do asilo e começou a conversar usando palavras desconexas, mas de lástimas:
Perguntei o seu nome, ela disse "Elisa". Que nome lindo! Eu comentei... Ela sorriu...
Aproximou mais duas mulheres e um homem, todos aparentando mais de 70 anos, e nesse dialogo levado com certo cuidado da minha parte,pois eu já percebia a disputa entre eles pela minha amizade.
Lembrei-me de São Francisco de Assis, e falei baixinho com ele:- o que o senhor me aprontou? Que presente me destes?
Não eram leprosos, mas precisavam de amor e carinho. No decorrer da Missa como foi bom abraçá-los...
Acho que foi um dos dias mais lindos da minha vida, Deus mostrou-me seus filhos...
O carinho daquela gente era evidente: fizeram-me provar um pedacinho da leitoa assada, que iria fazer parte mais tarde do seu jantar de fim de ano. Prometi que sempre estarei por lá.
Peguei meu fusquinha e desci a avenida rumo de casa... Feliz por ter participado de uma festa Eucarística junto aos pequeninos de Deus.
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Postado por Rivaldo Roberto Ribeiro às 20h00
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REENCANTAR A VIDA
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REENCANTAR A VIDA
(PRESÉPIO)
Frei Vitório Mazzuco Filho
O Movimento Franciscano é chamado, lá no início do século 13 - final do século 12 - de a "Religião da Encarnação". É por isso que Francisco tem uma paixão muito grande pelo presépio. Foi ele quem montou plasticamente, até de um modo teatral, a cena da Encarnação.
Em 1221, no bosque de Greccio, ele monta o presépio: o grande encontro de todos os seres juntos à fonte de todas as fontes, a vida de todas as vidas; o grande encontro entre o sagrado e o humano.
O presépio é a paisagem profunda do sagrado, a paisagem do humano. Tudo se encontra num grande respeito. Um reverência profunda: pai, mãe, pastores, ovelhas, boi, burro, estrelas, noite, tudo num único grito: a glória de Deus nas alturas e o coração do humano que tem uma vontade boa. Este é apelo dos anjos.
Quando nós estamos numa profunda reverência, remontamos aquele momento da reencarnação. O presépio não é só para dezembro, mas para cada dia. Quando nós levantamos, adoramos a grandeza de um Deus que na sua onipotência se reveste da fragilidade de uma criança, de uma água, de um sol, de uma cadeira, dessa relva verde, filho da filha, do neto, da sobrinha, das coisas mais simples.
A grandeza de um Deus, a potência de um Deus, o mistério de um Deus nos toca. Se deixa derramar na bondade de tudo aquilo que é, de tudo aquilo que existe. Isto é a Religião da Encarnação.
Encarnar-se significa morar junto. Quando chegou a plenitude dos tempos, diz o texto bíblico e litúrgico, Deus enviou o seu próprio filho. Ele veio morar, pisar no chão da terra dos humanos. Tocar, curar, pescar, assar peixe, comer pão, falar, pregar, dar atenção à viúva de Naim, ao coxo, ao cego, ao paralítico, comer na casa de Zaqueu, mas morar junto do humano.
Por isso, a espiritualidade franciscana é espiritualidade do prazer, da alegria e do desejo. São palavras que nós temos medo de pronunciar, porque nós não vivemos. E nós deixamos que o mundo do erótico, que explora isso, fale por nós.
Mas a nossa espiritualidade, da prazeirosidade da vida, temos de reconquistar. Isso porque nós a perdemos. Quem diz o que temos de gostar, comer, saborear e vestir não é mais o prazer da vida mas o consumo. É o mercado que diz o que temos de comer, vestir, usar.
Mas a mística franciscana não é a espiritualidade do uso das coisas, mas do convívio com todas as coisas. Usar é uma coisa, conviver é outra bem diferente. Senão, passamos pela vida de um modo descartável e a mística franciscana não é descartável!
Eu já vi jovens que têm 23 pares de tênis para combinar com 23 tipos de camisetas e jeans. Mas não amam nenhum. Quando a nossa velha vovó, a nossa mãe, que tem uma bolsa de 45 anos de idade e está sempre juntinho dela, onde quer que vá. É porque tem amor. Isso não é apego; é história. É muito diferente.
Aprendemos a eliminar todas as coisas que são entulhos porque nós, consumistas, achamos que trocar é inovar. Nosso tempo vive a histeria das novidades, mas nós amamos o novo daquilo que junto com a gente vive uma história.
Como aquela tigela amarelada de macarrão que a mãe tem e que reúne a família aos domingos, há anos, e que está lá escondida num canto do armário e que filho nenhum percebe. Mas que é um lugar de encontro. Porque, às vezes, quebramos a tigela da mãe e não sentimos nada. Não percebemos no cantinho do olho dela que uma lágrima desce, porque aquilo foi encontro, convivência, reunião e mesa se quebrou.
Essa é a verdadeira Eucaristia. O coração pulsando quando todos estão juntos. Por isso, o Ressuscitado, quando aparece, sempre está comendo peixe e pão, partilhando alguma coisa. Francisco gostava de estar junto com seus frades, com as pessoas, dividindo, dando e recebendo. Então, a espiritualidade franciscana é a espiritualidade de um grande encontro e uma grande convivência.
ESPECIAL FREI VITÓRIO MAZZUCO FILHO-PARTE 2
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Postado por Rivaldo Roberto Ribeiro às 18h54
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PALAVRAS DE ESPERANÇA
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PALAVRAS DE ESPERANÇA
Minhas irmãs e meus irmãos,Toda PAZ e todo o BEM!
Não existe quem não se deixe tomar de esperança, quando raia mais uma etapa na corrente da vida.
Estamos re-inicando mais uma etapa na vida da FAMÍLIA FRANCISCANA DO BRASIL.
Diante do calendário, nada de novo olhando do lado de fora. Na natureza é o mesmo sol que acorda, o dia fica na mesma: horas iguais, seqüência muda de minutos semelhantes. Porém, a coisa "acontece" do lado de dentro. É o coração quem inventa as datas da vida; é a alma que as povoa de luz pessoal e as enche de novidades inefáveis.
Com certeza, Deus deve gostar desses nossos haustos de esperança e otimismo. A fé anda em ritmo, a esperança dá passos repetidos e a caridade move os acontecimentos desse novo tempo.
Nossa FAMÍLIA FRANCISCANA nessa liturgia diária da vida que nos é dada viver vai direta aos pés de Deus de quem esperamos tudo. É um cheque em branco com a nossa assinatura em baixo. É um jogar-nos no ar de Deus, largado o pobre e fraco trampolim dos cálculos que tanto erram, dos temores que tanto assustam, das inquietações que tanto amarram as velas de nossa vida.
Um silêncio comovido e profundo invade nossa alma diante de tantos exemplos de FIDELIDADE, MINORIDADE, SIMPLICIDADE E CORAGEM EVANGÉLICAS. Almas consagradas, dom perene, renovado cada dia, repetido em cada manhã da vida.
Diante de tanta CARIDADE SILENCIOSA, trabalho árduo e perseverante, jornada após jornada, cantamos um hino de AÇÃO DE GRAÇAS pelas maravilhas que o Senhor continua operando em nossa FAMÍLIA FRANCISCANA DO BRASIL nesse ano abençoado em que celebramos os 800 anos do CARISMA FRANCISCANO e CLARIANO.
Na teima pedalante da ESPERANÇA, continuemos em comunhão.
Ir. Maria Vilani Rocha de Oliveira,FHIC
Presidente da FFB-Família Franciscana Brasileira
http://www.familiafranciscana.com.br/index.htm
MARIA VILANI ROCHA DE OLIVEIRA, é religiosa Franciscana Hospitaleira, Presidente da Família Franciscana do Brasil Durante 09 anos exerceu o Ofício de Superiora Provincial, foi membro da Diretoria e do Conselho Superior da CRB/Nacional e da Diretoria da ANAMEC. É assessora de várias Congregações brasileiras na linha da clarificação do CARISMA FUNDACIONAL.
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Postado por Rivaldo Roberto Ribeiro às 16h16
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Boas Festas de São Francisco!
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Boas Festas de São Francisco!
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Da vigília do dia 3 até o dia 4 de outubro celebramos a FESTA DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS, uma data que não passa despercebida porque a sua vida é uma iluminação que nos dá o sentido maravilhoso da existência.
Ele é a saudade que temos daquela perdida terra prometida do espírito, onde não chegamos, porque perdemos os nossos sonhos em algum lugar. Ele é a medida do essencial para renunciar tudo aquilo que é vão e nos nivela por baixo.
Ele é a inocência, a jovialidade, a alegria de ser, a paixão, a doçura, a emoção, o ardor e a simplicidade. Ele é a loucura e o escândalo, a fé vivida com coerência. Francisco de Assis é o intuitivo, o otimista religioso, a palavra portadora de alegria, a vontade criativa e criadora.
Para os que amam a natureza ele é o humano primitivo, a cristianização do cosmos, a comunhão com a matéria.
Para os estetas, ele é um ícone sempre representado, um sabor novo, um pão caseiro.
Para os estudiosos, ele é ensaio, romance, literatura e legendas.
Para os místicos, ele é um contemplativo itinerante, um provocador espiritual.
Para os frades, ele é um pai sempre vigoroso e terno.
Para o Evangelho, ele é um Espelho da Perfeição.
Para a Itália é “o mais italiano de todos os santos e o mais santo de todos os italianos”.
Para o mundo, Francisco é o novo e o futuro, um presente de oito séculos.
Para a psicologia, um humano fecundo, um sentimento sem amargura.
Para Clara de Assis, ele é o que vai junto modelando o melhor da raça humana, amor sublimado no projeto comum, companheiro de céu antecipado nestas coisas da terra.
Ele é a Paz e o Bem! A mundividência despojada do Pobre, o leproso abraçado, a inclusão, um humano, cristão, santo e amigo que provoca em nós um discreto sorriso de cumplicidade...
Boas Festas de São Francisco! Fr. Vitório Mazzuco Filho OFM
VEJA BLOG Frei Vitório Mazzuco Fº
CLIQUE: http://carismafranciscano.blogspot.com/
Postado por Rivaldo Roberto Ribeiro às 01h27
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QUANDO SE AMA APAIXONADAMENTE
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QUANDO SE AMA APAIXONADAMENTE
Frei Almir Ribeiro Guimarães,OFM (*)
1. A paixão é cega e cega os que se deixam dominar por ela. Temos, até certo ponto, medo dos apaixonados. Nem sempre as ditas pessoas apaixonadas dão provas de um certo equilíbrio. Há mesmo muitos crimes passionais. Com muita facilidade se pode passar do amor paixão ao ódio visceral. O amor-paixão pode ser perigoso. Pode destruir e não construir.
2. E, no entanto, não pode haver amor morno para Cristo e para o Evangelho. Há uma palavra dura do Apocalipse que sempre nos questiona. A testemunha fiel, o Amém, assim se dirige ao anjo da Igreja de Laodicéia: “Conheço as tuas obras. Oxalá, fosses frio ou quente. Mas porque és morno, nem frio nem quente, estou para vomitar-te de minha boca” (Ap 3,14-15). Nos últimos tempos temos ouvido e lido muito a respeito da expressão “ardor”, “novo ardor”. Quem fala em ardor pensa naquilo que queima, que é quente. Não podemos elogiar um cristão frio, indiferente, rotineiro, “fazedor de rezas e de tarefas”.
3. Ora, Francisco de Assis foi uma pessoa fervorosa. Podemos dizer que apaixonou-se por Cristo, isto é, teve os mesmos sentimentos de Cristo. Encantou-se com seu nascimento singelo, com sua mãezinha pobre, com o fato de não ter ele tido uma pedra para reclinar a cabeça. Francisco viveu interiormente a solidão e o abandono de Cristo em sua via sacra até o alto do trono pobre e duro da cruz. Compreendeu que Deus amava tornando-se simples, despojado, pobre. Encantava-se com o Senhor pobre e despojado nas frágeis aparências do pão.
4. Há, no coração de Francisco, o desejo de amar aquele que não é amado. Famosa a formulação franciscana: O amor não é amado. Se o amor não é amado será preciso tornar-se arauto e divulgador desse amor. Isso se chama zelo missionário ou apostólico. Os franciscanos seculares têm consciência aguda dessa necessidade.
5. “Devotava a Cristo um amor tão fervente, e seu bem amado lhe correspondia com uma ternura tão familiar que o servo de Deus pensava ter diante dos olhos a presença quase contínua do Salvador. Ele mesmo contou isso confidencialmente, várias vezes, a seus companheiros” (São Boaventura IX,2).
6. Omer Englebert tentando compreender o que se passou no coração de Francisco no momento de sua conversão, assim escreve: “O que se pode dizer é que, nesse momento, Francisco é um homem que encontrou o amor e que se sente iluminado do alto. E como tal agirá doravante, consentindo em passar por visionário aos olhos dos cegos que andam nas trevas, e cumprindo atos tidos por loucos por parte dos que nunca amaram. Pode-se acrescentar que nele sobreviverão, no que tem de melhor, seus entusiasmos e ambições juvenis. Como um artista que não muda de estilo ao mudar a inspiração, ele não perderá a originalidade nem tampouco sua nobreza. Ele tinha sonhado ser cavaleiro e cavaleiros permanecerá até à morte” (Vida de São Francisco de Assis, EST Edições, Porto Alegre, 2004, p.51).
7. Pensar em Francisco é pensar em alguém abrasado de amor. Ele foi designado de santo seráfico, por ser semelhante aos serafins, que vivem perto do fogo que é Deus.
8. Temos que prestar atenção para que nosso amor não seja paixão cega. De outro lado, o que seria um amor por Cristo sem um apaixonado e apaixonante testemunho? Há os que amam Cristo fria e cerebralmente. Há outros que o amam zelosa e apaixonadamente.
Frei Almir Ribeiro Guimarães, OFM, é Assistente Nacional da OFS pela OFM e Assistente Regional da OFM na Região Sudeste II.
Fonte: FRANCISCANOS-Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil
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Postado por Rivaldo Roberto Ribeiro às 21h54
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LOUCURAS por Jesus Cristo... Quantos O negam hoje em dia!?
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LOUCURAS por Jesus Cristo... Quantos O negam hoje em dia!?
...façamos como São Francisco de Assis, vamos reconstruir a Nossa Casa, nossa Fé.
Vamos iniciar com um exemplo que tenho observado: como é raro uma imagem de Nossa Senhora ou de Jesus estampadas nos veículos mais novos. Mancham os vidros!!?? Mas quantas "manchas" Jesus já removeu do nosso corpo, da nossa vida? E quantas mais Ele poderá remover? Quanta falta de Fé e arrogância, quem somos???!!! Se tudo que conseguimos vem das graças de Deus.
Nos tempos dos nossos pais e avós era comum as pessoas terem em destaque nas suas salas de visitas sempre um quadro da Sagrada Família, Santa Ceia, e tantos outros quadros religiosos. Hoje estão “fora de moda”, trocaram por objetos e moveis que refletem o status social da família. O mundo anda bem?
Eu gostaria que o mundo “enlouquecesse” por CRISTO, ao invés de cultuarem imagens e atitudes nocivas para o nosso espírito e que nos leva a um consumismo irresponsável, com prioridades apenas materialistas que transformam as pessoas em seres ignóbeis, espalhassem pelo mundo afora as imagens que sempre refletem a PAZ: NOSSA SENHORA E JESUS.
Será se agirmos dessa forma, como “doidos” por CRISTO, teríamos tanto medo da violência, das doenças, ou melhor, será que tudo isso existiria como está ocorrendo?
Vamos refletir: o mundo que vivemos está em equilíbrio? Então porque tanto medo, porque a sociedade se fecha com medo dos bandidos que ela mesma está produzindo, as desconfianças imperam em todo canto, natureza se mostra revolta etc.
Enquanto isso os leões dormem juntos...
Agir com o sentimento puro da Fé, é não se importar com o que os outros pensam das suas manifestações de amor a Deus, divulguem Jesus que o retorno será tudo que procuramos, porque o amor cristão é contagiante, quantas dores e tristezas serão evitadas por causa Dele: do amor cristão.
Muitos dirão: eu vou às Missas, nos grupos de oração, rezo terço, novenas, mas por outro lado os pecados pesam, isso não é difícil de comprovar é só olhar o mundo. Nessa balança os pecados estão com maior peso...
Meus irmãos a nossa Santa Igreja Católica luta sozinha contra as investidas do mau, façamos como São Francisco de Assis, vamos reconstruir a Nossa Casa, nossa Fé.
Filipenses, 3,17-21
"Irmãos, sede meus imitadores, e olhai atentamente para os que vivem segundo o exemplo que nós vos damos.
Porque há muitos por aí, de quem repetidas vezes vos tenho falado e agora o digo chorando, que se portam como inimigos da cruz de Cristo, cujo destino é a perdição, cujo deus é o ventre, para quem a própria ignomínia é causa de envaidecimento, e só têm prazer no que é terreno.
Nós, porém, somos cidadãos dos céus. É de lá que ansiosamente esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará nosso mísero corpo, tornando-o semelhante ao seu corpo glorioso, em virtude do poder que tem de sujeitar a si toda criatura."
PAZ E BEM!
Rivaldo Roberto Ribeiro-Jose Bonifácio - SP
Fonte:
Seção de artigos
Diocese de Sao Jose do Rio Preto-SP |
Postado por Rivaldo R.Ribeiro às 00h02
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A SACRALIDADE DO SER HUMANO E DO UNIVERSO.
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A SACRALIDADE DO SER HUMANO E DO UNIVERSO.
Frei João Mannes, OFM.
É próprio da natureza humana crer em algo absoluto e irredutível a um determinado objeto que está à nossa mão. Nós mesmos atestamos o quanto somos movidos por um desejo de ulterioridade e quão difícil é exprimir em conceitos o “objeto” desse desejo. Do esforço intelectual para dizer o inominável surgiram nomes como “Deus”, “Alá”, “Santo”, “Sagrado”, “Divino” e “Totalmente Outro”. Tem-se, enfim, a clara percepção de que os nomes referem-se a uma Realidade que transcende infinitamente as possibilidades do conhecimento humano.
Na perspectiva judaico-cristã, o mistério que envolve e transcende a nós e a todas as coisas é Deus. E todas as pessoas que já vivenciaram uma profunda experiência de Deus falam Dele quase que balbuciando, ou seja, com a percepção “racional” de que estão diante de um mistério. O mistério de Deus não é totalmente decifrável pela inteligência humana, mas também não é totalmente inacessível. Se fosse totalmente inacessível não poderíamos nem sequer nos referir a Ele como mistério. Por outro lado, se fosse totalmente manifesto, não haveria busca interminável de Deus ou experiência religiosa (Santo Agostinho). De modo que Deus desceu de sua inacessibilidade e se nos revelou por excelência na pessoa de Jesus Cristo (Jo 1,18) a fim de fazer-se procurar com mais afinco pela humanidade “em todo tempo e lugar”. O Deus revelado por Jesus Cristo encarnado é essencialmente um mistério transbordante de amor e, portanto, somente apreensível na experiência (ascese) da liberdade e do amor.
Todavia, o que se pretende enfatizar na presente reflexão não é a revelação de Deus em Jesus Cristo, mas, antes, sua manifestação contínua na obra da criação do universo. Cada ser não existe por si mesmo, mas por graça do Criador que, gratuita e livremente, lhe comunica o ser. Em outras palavras, cada criatura recebe o seu ser de Deus que, movido unicamente pela Sua vontade, a cria e mantém na existência pela íntima presença do Seu sopro (espírito) criativo (Sb 1,7; Is 34,16). A criação emerge continuamente como projeção e auto-comunicação gratuita de Deus. Para M. C. Schuback, Deus está de modo inteiro, indiviso e integral em cada criatura, sem fragmentar-se, ou seja, “resguardando o seu ser-uno” (Para ler os medievais. Petrópolis: Vozes, 2000, p. 56-62). E, de acordo com o místico alemão Mestre Eckhart, Deus está inteiramente em todos os lugares como “a alma que está inteira, indivisa e integralmente no pé, no olho e em cada membro do corpo”. Cada criatura, porém, o acolhe e o manifesta dentro das suas possibilidades (mineral, vegetal, animal ou homem).
Assim, em todos os seres do universo transparece o Sagrado porque não se fundamentam em si mesmos, mas no espírito de “doação integral de Deus”. Nas palavras de L. Boff, “o sagrado é a profundidade de cada pessoa humana. É a misteriosidade de cada ser da Criação” (Mística e espiritualidade. Rio de Janeiro: Rocco, 1999, p. 67). O íntimo mais íntimo de cada ser ama esconder-se e fazer-se presente, provocando assombro, encanto, fascínio, tremor e admiração na alma humana. Enquanto criada à imagem de Deus, a alma humana tem a capacidade de estar para além do espaço e do tempo e de amar e conhecer a Deus. No processo de amor e conhecimento de Deus o ser humano desprende-se cada vez mais de si mesmo e assemelha-se à absoluta incondicionalidade do modo de ser de Deus. E à medida que ele se diviniza, apreende as coisas e pessoas “para além delas”, ou seja, respectivamente como vestígios e imagens de Deus.
Francisco de Assis é modelo arquetípico de ser humano que intuiu a presença do Sagrado em todas as criaturas. Conforme relata-se no Espelho da Perfeição, o Pobre de Assis, “totalmente absorto no amor de Deus, vislumbrava perfeitamente a bondade de Deus não só na sua alma, já ornada com toda a perfeição das virtudes, mas também em qualquer criatura” (2EP 113,1). Diante do espetáculo das criaturas, Francisco cala, arregalando os olhos, porque vê cada criatura não simplesmente como uma coisa ou um objeto de uso, mas milagrosamente emergindo do nada e das mãos do Criador. Na visão de Francisco, cada criatura não é um mero objeto à sua mão utilitarista, mas lugar privilegiado de revelação e retraimento do mistério de Deus. Conseqüentemente, Francisco não reverencia as criaturas em si mesmas (isso seria idolatria), mas o Divino que nelas transparece.
Todavia, constata-se que no Ocidente desencadeou-se um processo de emancipação da razão em relação ao Sagrado. Esse processo de dessacralização chegou ao seu ponto mais elevado na modernidade. E uma vez abolido o Sagrado do mundo, tanto a natureza quanto o ser humano entram no domínio do objetivável e, portanto, do cientificamente explicável. De fato, a concepção de homem e de mundo que impera na modernidade tende a excluir totalmente a referência a Deus como mistério tremendo e a fabricar deuses à imagem dos interesses e conveniências do próprio ser humano. Isto quer dizer que o ser humano não deixou de acreditar em algo absoluto. Ocorre que no lugar do Absoluto (Deus) ele coloca-se a si mesmo, a razão, a ciência, o dinheiro, a carreira, o sexo, a produção e o consumo, conforme atesta Max Scheler em O eterno no homem: “todo o ser humano crê ou em Deus ou em um ídolo”.
A idéia que o ser humano faz de si mesmo e do mundo na atualidade é excessivamente racionalista, mecanicista e materialista. As coisas e pessoas são meros objetos de uso para uma determinada finalidade (racionalidade instrumental). Requer-se do cientista o máximo de objetividade, neutralidade e impessoalidade diante dos fenômenos a serem investigados. Essa postura objetiva do cientista nos laboratórios torna-se problemática à medida que ela se estende também às relações do humano com os seus semelhantes, com a natureza e com Deus. Sob esse aspecto a concepção moderna de ciência contribuiu muito para o aprofundamento da separação entre os seres humanos, entre o humano e a natureza, a mente e o corpo, a razão e a emoção, a objetividade e a subjetividade e, enfim, entre a ciência e a espiritualidade. Evidencia-se, assim, que o processo de emancipação do Sagrado está na base da fragmentação da realidade e do relacionamento predatório do ser humano com a natureza. No livro O ponto de mutação (São Paulo: Cultrix, 1980, p. 39) Fritjof Capra afirma: “Hoje está ficando cada vez mais evidente que a excessiva ênfase no método científico e no pensamento racional, analítico, levou a atitudes profundamente antiecológicas”. O afastamento da natureza e da espiritualidade levou o homem ao desenvolvimento do aspecto racional-intelectual em detrimento do espiritual e, complementa Capra, “(...) essa evolução unilateral atingiu agora um estágio alarmante, uma situação tão paradoxal que beira a insanidade”.
O processo de secularização do humano e de todo o universo atinge também as instituições religiosas. Por mais paradoxal que pareça, no âmbito da vida religiosa corre-se o sério risco de se perder totalmente o fascínio pelo Sagrado (Deus) por conta da globalização da mentalidade secular que anteriormente descrevemos. Ao invés de se procurar o Deus de Jesus Cristo pode-se procurar um ídolo que não corresponde ao desejo infinito do ser humano. Enfim, são muitos os perigos que ameaçam o ideal da vida religiosa. Ou será que ainda hoje “treme-se”, à maneira de São Francisco, diante do tremendo e fascinante mistério da Eucaristia? Por que S. Francisco foi tão enfático nas admoestações acerca dos perigos do ter, do poder e do saber?
É inegável que o atual estado de fragmentação do mundo está provocando um grande desconforto psíquico e despertando o desejo de retorno a uma visão de totalidade do universo. É interessante observar que a necessidade de uma visão não-fragmentada da realidade surge no próprio meio científico, antes comprometido com a abordagem racionalista e fragmentadora do mundo. A Física moderna, por meio do estudo do átomo, chegou a importante conclusão de que todos os corpos estão interligados por uma energia. E nesse contexto da re-descoberta do universo pelos cientistas, é interessantíssima a declaração do físico Max Planck (1858-1947), criador da Teoria Quântica: “Nunca poderá haver uma real oposição entre a religião e a ciência. Toda pessoa séria e que reflita irá perceber que o elemento religioso em sua natureza deve ser reconhecido e cultivado”.
Enfim, é importante hoje “re-aprender a ver o mundo” (Merleau Ponty) e revê-lo a partir da dimensão mais originária do ser humano e dos seres do universo. Para tanto, é necessário, segundo Max Scheler, a destruição de todos os ídolos, ou seja, libertar-se da desregrada vontade de ter, de poder, de saber e de prazer que impedem de ver a realidade na sua totalidade e de acolhê-la como manifestação de uma mesma Realidade que unifica e impregna tudo. Somente com os olhos do espírito purificados é possível ver que todos os seres do universo estão à mercê do sopro (espírito) criativo de Deus que “enche a terra e reúne tudo” (Sb 1,7; Is 34,16).
Fonte:
http://www.franciscanos.org.br/index.php
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Postado por Rivaldo R.Ribeiro às 23h08
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O Homem e a Natureza
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O Homem e a Natureza
Pelo seu corpo o homem está radicalmente em comunhão com a natureza. O homem não pode não estar em relação com os seres que o envolvem.
A natureza ou o mundo fazem parte do nosso ser humano e do nosso projeto de vida.
Nós somos um ser no mundo.
O ser humano e o mundo-natureza forçosamente estão em comunicação recíproca. A natureza constitui aquelas circunstâncias que integram o meu "eu" na expressão feliz de Ortega Y Gasset: "eu sou eu e as minhas circunstâncias".
Podemos dizer que a vocação do ser humano é humanizar a natureza e deixar-se «mundanizar» ou "naturalizar" pela natureza, não no sentido moral vulgar, mas no sentido cosmológico e psicológico.
Temos de tomar consciência do nosso diálogo "eu - mundo" não só na dimensão exterior e objetiva, de duas realidades que estão frente a frente em reciprocidade existencial, mas também na dimensão interior e subjetiva, dando-nos conta que é todo o nosso ser – corpo e alma – que entra em comunhão com a natureza, para dar e receber.
Entre o homem e a natureza pode e deve haver uma verdadeira harmonia de existência de vida. Para isso o homem não pode considerar a natureza só como um objeto, mais ou menos útil, mais ou menos necessário, mas tem de a aceitar como parte integrante do seu ser.
A natureza não está à frente de nós: vive conosco! Não é um instrumento ou objeto manejável, segundo o nosso capricho, mas uma dimensão essencial do nosso espaço vital.
O homem torna-se vil e grosseiro e perde a sua nobreza de homem quando usa e abusa dos seres da natureza. Parafraseando S. Paulo, que afirmava que o marido que não ama a sua esposa peca contra o seu próprio corpo, podemos dizer: o homem que não ama mas ofende a natureza peca contra o seu próprio corpo. E porque o corpo está indissoluvelmente unido à alma, peca também contra a própria alma. Ou seja: ofender a natureza – poluindo-a, esbanjando-a, destruindo-a, – é um pecado em sentido ético e teológico.
O homem não pode ser o rei despótico da criação, mas o irmão universal, o grande irmão, o irmão mais velho de todos os homens, animais, plantas e coisas.
A vida do homem sobre a terra tem sido difícil, ao longo da história e tem exigido muita luta para garantir a sobrevivência e o progresso da humanidade.
Esta luta é legítima e podemos e devemos socorrer-nos da técnica para vencer os obstáculos que a própria natureza nos oferece.
O mal está no exagero da ambição e da cobiça que levam os homens a criar, através da técnica, um mundo artificial, com grave prejuízo do mundo natural.
A técnica veio a criar uma outra natureza que embora materialmente ajude o homem no seu bem-estar, veio também separá-lo e desgarrá-lo da Irmã Mãe Natureza.
No seu afã insaciável de domínio e de gozo, o homem deixou de contemplar o mundo da natureza para se entregar quase só à tarefa materialista e desumana da fabricação e da produção consumista.
Com estes exageros da exploração desregrada da natureza, o homem quebrou a relação vital com a natureza e criou um desequilíbrio que lhe pode ser fatal.
A natureza, porque é o prolongamento do próprio homem não pode ser só campo de ocupação, mas também a CASA DE HABITAÇÃO.
Hoje assiste-se, em muitos lugares, ao assassínio da terra, ao que já se chama "terricídio". Quantos rios, mares, fontes, florestas, campos, cidades, alimentos e o próprio ar que respiramos estão a ser vítimas da sôfrega ambição do homem.
O Humanismo Franciscano deve voltar-se para a Ecologia, e em nome do próprio homem, ou seja, da dignidade da pessoa humana, deve defender e promover a integridade, a beleza e o encanto da nossa casa comum que é o mundo, onde todos queremos habitar em paz, alimentar-nos racionalmente e vestir com a elegância das linhas e das cores da Irmã Mãe Natureza.
Ao menos como os lírios do campo e as aves do céu!
Em síntese: o nosso relacionamento com a Natureza tem como princípio inspirador a fé num único Deus, que é a fonte de toda a criação e de toda a vida, donde procede o homem e a natureza. Não aceitamos o Dualismo do espírito e da matéria.
O nosso relacionamento com a Natureza inspira-se também na relação do Espírito de Deus que se manifesta na Criação e nos faz respeitar valores superiores aos que o Positivismo descobre, na sua investigação puramente experimental.
O nosso relacionamento com a Natureza, finalmente, inspira-se na Sabedoria Eterna do Divino Artista, donde procede toda a verdade, bondade e beleza das criaturas. Superamos todo o utilitarismo, pobre e redutor, da arvorada TECNOLOGIA em deusa do progresso e da felicidade humana.
O nosso relacionamento com a Natureza é de simpatia, de admiração, de comunhão celebrativa, de gratidão, sem domínio nem possessão, vendo, como num espelho, nos outros seres criados, mesmo irracionais, inanimados e insensíveis, o reflexo da sublime dignidade humana e da infinita Beleza de Deus.
Frei Miguel de Negreiros
in Cadernos de Espiritualidade Franciscana, nº 2, pp. 38-44.
Conferência pronunciada no Curso Complementar de Formação Franciscana sobre Vida Franciscana e Ecologia. Fátima, Julho de 1994
FONTE:Links Sao Francisco(Estudos: Humanismos franciscano e ecologia)
http://www.capuchinhos.org |
Postado por Rivaldo R.Ribeiro às 10h50
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Uma Terra para Viver
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Uma Terra para Viver
No ano internacional do planeta terra, convidamo-los a optar por uma atitude constante de amor à Terra onde vivemos e donde nos alimentamos. Somos responsáveis por ela, e sabemos que somos nós que a estragamos. Também sabemos que a poluição da Terra, e da natureza em geral, é responsável por inúmeras doenças, alterações climáticas e conseqüentes catástrofes ecológicas. Que mais esperamos? O início de um novo ano e o Tempo da Quaresma poderá ser um bom marco para tomarmos a decisão de mudar de comportamento.
O povo da Bíblia considerava a terra como o primeiro e o maior dom de Deus, pois era sobretudo da terra, com os seus campos e rebanhos, que tirava o sustento e a vida. O Deus Providente servia-se dela para o alimentar e conservar, continuando a obra da sua Criação.
Outros povos consideravam-na como a mãe que nos alimenta. A Mãe-Terra era, mesmo, objeto de culto nas civilizações antigas. Na sociedade moderna e laica, o homem perdeu esta visão de fé a respeito da Terra, deixando de a relacionar com o Criador. E assim, esvaziou-a do seu valor fundamental, julgando-se com direito a escravizá-la e explorá-la, em vez de a dominar e respeitar (Gn 1,28). É lamentável.
Esta falta de respeito da geração moderna pela Terra, despoletou nela uma violenta reação contra os seus habitantes, provocando toda a sorte de calamidades conhecidas. Porque “a Natureza nunca perdoa”, diz-se. E a Terra, criada como um paraíso de Deus para os seres humanos (Gn 1-2), tornou-se frequentemente um vale de lágrimas. Que fazer, para torná-la mais habitável? Os políticos, os movimentos e partidos ecológicos têm programas para enfrentar tão graves problemas. E não vemos muitos cristãos na primeira linha. Também é lamentável.
Na hora de enfrentar os problemas da humanidade em relação à Terra, não podemos esquecer-nos de Francisco de Assis Patrono dos Ecologistas, no seu Cântico das Criaturas. No “Altíssimo, Onipotente e bom Senhor” do Mundo, ele descobriu “a nossa Irmã e Mãe Terra” e soube cantá-la, com ternura e gratidão, porque ela “nos sustenta e governa e produz frutos diversos e coloridas flores e ervas”. E até vivemos em sua casa.
Frei Herculano Alves,In Revista BÍBLICA, nº 314.
Fonte: http://www.capuchinhos.org
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Postado por Rivaldo R.Ribeiro às 13h36
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EUCARISTIA
Eucaristia

Jesus no Sacramento habitava cada igreja que os irmãos serviam, mas ninguém se aproximaria destas igrejas, a menos que os irmãos fossem santos. Pois Jesus se manifesta nas pessoas, não nas igrejas. A fé e o amor deles tomam o Sacramento real para aqueles sem fé. Pão e vinho são transformados em Cristo, e o Cristo ingerido transforma as pessoas. E seriam elas, transformadas, que tocariam os outros. Pão e vinho permanecem exatamente pão e vinho aos olhos humanos, contudo o povo de Deus é de certo modo diferente do que era antes do advento de Jesus.
Oh, os irmãos! Quanto tempo eles continuariam inspirando e expirando o Senhor? Eles seriam a Eucaristia para aqueles que não podiam entender o pão e o vinho como Cristo. Queria que cada irmão tomasse real seu testemunho para seus companheiros. A Eucaristia nada significa, se aqueles que a comem não se transformam e não caminham como crianças novamente. A Eucaristia foi-nos dada, não nós à Eucaristia.
Oh, os irmãos! Poderiam eles continuar na Caminhada nutridos apenas pelo seu Senhor? Se não pudessem, então novamente a Eucaristia falharia em ser para eles o que Cristo pretendia que fosse. Era o Sonho realizado dentro deles, era o alimento para tomar a Caminhada possível.
E quando ele agora pensava nos irmãos, era não somente na companhia dos Irmãos Menores, mas em todos os homens e mulheres de todos os tempos e lugares que aspiravam e expiravam o Senhor tão regularmente como o ar. Ele pensava em todos os que deixariam Cristo transformá-los no que necessitavam para se tomarem felizes. Ele os encontrou em seu próprio tempo e lugar e viu esta transformação nos olhos deles. Ele os via no futuro, pois a Palavra sempre falaria, e continuaria a haver ouvintes desta Palavra. Eles tomariam a Eucaristia convincente pela total transformação de suas vidas.
BODO, Francisco. Francisco: A caminhada e o sonho. p. 119.
Texto publicado com autorização da FFB-Família Franciscana do Brasil- reprodução proibida.
Postado por rivaldo r.ribeiro às 17h46
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Experiência Fundante
Experiência Fundante
Quais são as motivações básicas de um jovem para ingressar na vida religiosa?
Experiência fundante é a que nasce de uma profunda vivência espiritual, mística, de Deus, de seu amor. Experiência em que Deus enche até o fundo nossa afetividade: Deus é tudo. É uma experiência de paz e alegria. Uma experiência que está na origem dos carismas dos fundadores, ao menos ao nível pessoal deles. As tarefas, as missões, as ocupações, a entrega aos outros, tudo flui desta experiência-base. É a experiência de quem diz como Santa Teresa: "Solo Dios basta!" É a experiência daquela menina que, depois de deixar os encantamentos da vida que sua condição financeira permitia, se aproxima da mestra e diz: "Fala-me de Deus!". Não há missão que possa substituir essa experiência fundante na vida religiosa. Parece que esse tipo de vocacionados procedem mais do mundo urbano, freqüentemente ligados aos movimentos de espiritualidade, de ambientes religiosos não tradicionais. Tendo feito essa experiência fundante, o jovem procura alguma congregação em que possa viver isso sempre mais profundamente. Tem uma tendência acentuada de valorizar o litúrgico, o celebrativo. Em palavras simples: são devotos, rezadores e querem viver "longe" das coisas do mundo. Em geral, ao ingressarem, têm uma imagem muito idealizada da vida religiosa. Pensam no "convento" como o lugar das pessoas "santas e felizes", "anjos" vivendo na terra. Depois de algum tempo, entram em choque com a realidade. Aqueles religiosos não são santos de nenhuma forma. São "fingidos, falsos, não vivem a caridade, são acomodados...". A imagem idealizada transforma-se em profunda decepção: não são santos, mas uns "demônios". Nesse período, muitos desistem e se afastam amargurados, freqüentemente espalhando uma imagem muito negativa da vida religiosa. Os que conseguem superar, no entanto, aos poucos vão se dando conta que os religiosos não são nem "anjos", nem "demônios", mas pessoas humanas com sua ambigüidades, buscando, entretanto, cada um a seu jeito, um caminho para Deus. Nesse período, o papel do formador pode ser decisivo. É importante muito diálogo com o formando, por dois motivos básicos: Primeiro, para ajudá-lo a pôr os pés no chão. Sua experiência de Deus é algo muito bonito e precisa ser cultivada com toda a atenção. No entanto, esse cultivo não pode se limitar ao litúrgico, celebrativo, íntimo. Essa experiência, para adquirir marca de autenticidade, necessita expressar-se no serviço aos irmãos, na comunidade, e ao Povo de Deus, principalmente com os pobres, marginalizados, doentes... Não basta o contato com aquela comunidade carismática de onde ele procede. Sem essa passagem para o concreto, como fizeram os santos, visível principalmente entre os fundadores, a primeira experiência de Deus vai se esvaziar e morrer. O formador deve estar atento, até para não se deixar "encantar" pela postura devota do formando. Algumas vezes, inclusive, essa atitude pode esconder situações de personalidade que necessitam de urgente discernimento e cura. Outras vezes, em certos ambientes, tem-se criado confusão entre o processo de conversão e o vocacional. Um jovem faz uma experiência calorosa de conversão e pede para ser religioso. Depois de algum tempo constata que não é essa a sua vocação. Confundiu a alegria da conversão com o chamado vocacional. Faltou alguém que o ajudasse a discernir. Isso pode ser muito prejudicial para ele e para toda a comunidade. Em segundo lugar, o formador precisa ajudar o formando a fazer uma virada urgente: da "comunidade para mim" ao "eu para a comunidade", isto é, de uma postura autocêntrica para uma postura heterocêntrica, voltada para fora (evito intencionalmente as palavras "egoísmo" e "altruísmo", porque o problema não é fundamentalmente ético, e sim formativo, de orientação, compreensão e vivência). É doloroso, isto sim, encontram-se religiosos que, depois de anos de vida consagrada, vivem egocentricamente. Aqui se trata de uma questão ética, de egoísmo mesmo.
DAL MORO, Frei Sérgio M. (OFMCap). Com o coração e inteligência - Formação para a Vida Consagrada. 2006. pg. 55-57.
Texto publicado com autorização da FFB-Família Franciscana do Brasil- reprodução proibida.
Site: http://www.ffb.org.br/index.php
Postado por rivaldo r.ribeiro às 17h31
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"FRANCISCO RESTAURA MINHA CASA QUE DESMORONA"...
Foi na encantadora igrejinha de São Damião, a um
quilometro abaixo de Assis, toda humilde entre as oliveiras, que se deu o
notável acontecimento. Francisco rezava com fervor ante o grande crucifixo
bizantino: "Senhor, suplico-Vos me ilumines e dissipeis as trevas da minha
alma". Do crucifixo veio a resposta, suave e benevolente: "Francisco, restaura a
minha casa, que desmorona"...CLIQUE AQUI E LEIA MAIS SOBRE ESSE NOTÁVEL ACONTECIMENTO NA VIDA
DE FRANCISCO...
 VIDA DE SÃO FRANCISCO
O TAU NA VOCAÇÃO FRANCISCANA
17 DE SETEMBRO: ESTIGMAS DE S. FRANCISCO
 SÃO FRANCISCO E O PRESÉPIO
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O DIA DO PERDÃO.
Em 1216 São Francisco de
Assis estava orando na igrejinha da Porciúncula, quando de repente ela torna-se
iluminada, e São Francisco de Assis vê sobre o altar o Cristo revestindo de luz
e à sua direita a Mãe Santíssima. E eles perguntam a São Francisco o que ele
desejava para que as almas fossem salvas? Assim ele Os pede que seja concedido
um generoso perdão a todos que se arrependessem e confessassem seus pecados, e
fossem visitar aquela igrejinha.
E o Senhor acolhe a sua
oração e propõe que ele peça ao Seu Vigário na terra, de Sua parte, esta
indulgência. E São Francisco vai até ao Papa Honório III e conta-lhe a visão que
tinha tido.
E Feliz caminha até à porta,
negando qualquer documento que comprove a autorização do Papa, bastava-lhe a sua
palavra, o documento seria a Santíssima Virgem Maria, o Senhor como escrivão e
os Anjos as testemunhas.
O Perdão de Assis é uma
manifestação da misericórdia de Deus e um sinal do amor apostólico de São
Francisco, que disse alguns dias depois em lagrimas: "Meus irmãos, quero que
todos vocês vão ao Paraíso!"
Esta indulgência é dada
somente em um dia do ano: começa às 12 horas do dia 01 de agosto até o final da
tarde de 02 de agosto, todo ano. Este dia tem como padroeira Nossa Senhora dos
Anjos, e foi estendida a qualquer Igreja Católica do mundo.
Assim, ganham a Indulgência,
todas as pessoas que tendo feita a confissão sacramental, visitarem uma Igreja
nos dias mencionados, receberem a comunhão eucarística e rezarem um "Pai nosso",
uma "Ave Maria" e um "Glória", pelas intenções do Santo Padre, o Papa. Assim
sendo, poderão utilizar a Indulgência em seu próprio benefício, em favor de
pessoas falecidas ou daquelas que necessitam de conversão do coração.

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O Cântico do irmão sol
Sao Francisco de Assis
Altíssimo, onipotente, bom Senhor,
Teus são o louvor, a glória, a honra
E toda a benção.
Só a ti, Altíssimo, são devidos;
E homem algum é digno
De te mencionar.
Louvado sejas, meu Senhor,
Com todas as tuas criaturas,
Especialmente o Senhor Irmão Sol,
Que clareia o dia
E com sua luz nos alumia.
E ele é belo e radiante
Com grande esplendor:
De ti, Altíssimo é a imagem.
Louvado sejas, meu Senhor,
Pela irmã Lua e as Estrelas,
Que no céu formaste claras
E preciosas e belas.
Louvado sejas, meu Senhor,
Pelo irmão Vento,
Pelo ar, ou nublado
Ou sereno, e todo o tempo
Pela qual às tuas criaturas dás sustento.
Louvado sejas, meu Senhor,
Pela irmã Água,
Que é mui útil e humilde
E preciosa e casta.
Louvado sejas, meu Senhor,
Pelo irmão Fogo
Pelo qual iluminas a noite
E ele é belo e jucundo
E vigoroso e forte.
Louvado sejas, meu Senhor,
Por nossa irmã a mãe Terra
Que nos sustenta e governa,
E produz frutos diversos
E coloridas flores e ervas.
Louvado sejas, meu Senhor,
Pelos que perdoam por teu amor,
E suportam enfermidades e tribulações.
Bem aventurados os que sustentam a paz,
Que por ti, Altíssimo, serão coroados.
Louvado sejas, meu Senhor,
Por nossa irmã a Morte corporal,
Da qual homem algum pode escapar.
Ai dos que morrerem em pecado mortal!
Felizes os que ela achar
Conformes á tua santíssima vontade,
Porque a morte segunda não lhes fará mal!
Louvai e bendizei a meu Senhor,
E dai-lhe graças,
E servi-o com grande humildade.
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ORAÇÃO PELA PAZ
Texto atribuído a S. Francisco
Senhor, fazei de mim um instrumento da vossa Paz.
Onde houver ódio, que eu leve o Amor. Onde houver ofensa, que eu leve o Perdão. Onde houver discórdia, que eu leve a União. Onde houver dúvida, que eu leve a Fé.
Onde houver erro, que eu leve a Verdade. Onde houver desespero, que eu leve a Esperança. Onde houver tristeza, que eu leve a Alegria. Onde houver trevas, que eu leve a Luz.
Ó Divino Mestre, fazei que eu procure mais consolar, que ser consolado; compreender, que ser compreendido; amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe, é perdoando que e é perdoado, e é morrendo que se ressuscita para a Vida eterna.
fonte: Ordem dos Frades Menores Capuchinhos (Portugal)
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BENDITO SEJA..
Está oração foi dita da por Francisco a Frei Leão, após a negativa do papa Inocêncio III de recebê-lo, "se for realmente importante para a igreja como ele diz, ele voltara" foram às palavras do papa ao Bispo que recebeu Francisco.
Benditas sejam as dificuldades que nos agridem e fazem pensar.
Benditas sejam as horas que gastamos em função do bem eterno.
Bendito seja quem nos maltrata à primeira vista e nos ajuda a melhorar.
Bendito seja que não nos conhece e não acredita em nós.
Bendito seja quem nos compara com vagabundos e indolentes.
Bendito seja quem nos expulsa, como parias ou fanáticos.
Bendito seja a mão que nos nega o cumprimento.
Bendito seja quem quer nos esquecer, impaciente.
Bendito seja quem nos nega o pão de cada dia.
Bendito seja quem nos ataca por ignorância e covardia.
Bendito seja quem nos experimenta no correr do tempo.
Bendito seja quem nos faz chorar nos caminhos.
Bendito seja quem não agrada no momento.
Bendito seja quem exige de nós a perfeição.
Benditos sejam os que nos maltratam o coração porque, verdadeiramente, são estes, meus filhos, os nossos vigilantes e os que nos ajudam a seguir o Cristo com maior segurança, pois Deus, através deles, nos ajuda na auto educação, de maneira que fiquem abertas todas as portas para o Amor Universal.
SÃO FRANCISCO DE ASSIS
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