:::::::São Francisco de Assis...Irmão Sol-(Carisma Franciscano):::::::


"Senhor, fazei-me instrumento de  Vossa Paz"




"Sua maior intenção, seu desejo principal e plano supremo era observar o Evangelho em tudo e por tudo,
imitando com perfeição, atenção, esforço, dedicação e fervor os passos de Nosso Senhor Jesus Cristo no
seguimento de sua doutrina".
(Vida de S. Francisco - 1Cel 84)



 

 
 

O abraço das famílias mexicanas ao Papa Francisco.

 

 

FOTO ILUSTRATIVA-WEB

"Prefiro uma família que procura uma vez e outra recomeçar, que a uma sociedade narcisista e obcecada com o luxo e o conforto. Prefiro uma família com o rosto cansado pelos sacrifícios aos rostos embelezados que nada entendem de ternura e compaixão”.Papa Francisco

Essa foi a marcante mensagem do Papa às famílias mexicanas, que abraçaram o Pontífice no estádio de Tuxtla Guttierrez, no final da tarde da segunda-feira, 16 de fevereiro/2016 
Francisco ouviu tantos testemunhos de vida, encorajou homens e mulheres, e jovens, sobretudo, a não fraquejarem diante dos desafios de levar adiante uma família nos dias de hoje.
Francisco sentiu-se em casa, confirmou as famílias na fé. Um encontro que foi marcado por cenas de emoção e carinho entre o Papa e as famílias mexicanas.

 



Categoria: ARTIGOS/NOTÍCIAS
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 00h48
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LADAINHA DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS.

Senhor, tem piedade de nós.
Cristo, tem piedade de nós.
Senhor, tem piedade de nós.

Oh! Cristo, nos ouça.
Oh! Cristo, nos atenda.
Oh! Deus o Pai, do Céu, tem piedade de nós.
Oh! Deus o Filho, Redentor do mundo, tem piedade de nós.
Oh! Deus, o Espírito Santo, tem piedade de nós.
Oh! Santíssima Trindade, um Deus, tem piedade de nós.

Santa Maria, orai por nós.
Virgem Imaculada, tem piedade de nós.
Mãe e Senhora da nossa Ordem, tem piedade de nós.

São Francisco, Seráfico Pai, orai por nós.
São Francisco, o Patriarca dos Pobres, orai por nós.
São Francisco, fundador e líder dos três exércitos de Deus, orai por nós.
São Francisco, Abraão do Evangelho por causa de teu inúmeros filhos, orai por nós.
São Francisco, como Moisés e Batista na pregação de penitência, orai por nós.
São Francisco, como Moisés, dando a lei da perfeição, orai por nós.
São Francisco, como Moisés e Elias, levados em uma carruagem ardente, orai por nós.
São Francisco, o grande arauto do Rei, orai por nós.
São Francisco, mensageiro da paz, orai por nós.
São Francisco, valoroso cavaleiro de Cristo, orai por nós.
São Francisco, grande amante das almas, orai por nós.
São Francisco, exemplo da perfeição evangélica, orai por nós.
São Francisco, esposo da Senhora Pobreza, orai por nós.
São Francisco, dedicado modelo de castidade, orai por nós.
São Francisco, mestre da santa obediência, orai por nós.
São Francisco, sublime em penitência corporal, orai por nós.
São Francisco, Incluído na contemplação celestial, orai por nós.
São Francisco, marcado com os estigmas de Jesus, orai por nós.
São Francisco, em verdade um crucifixo vivo, orai por nós.
São Francisco, totalmente fixado no fogo do amor seráfico, orai por nós.
São Francisco, amante do Menino de Belém, orai por nós.
São Francisco, amante da Sagrada Paixão, orai por nós.
São Francisco, amante do Santíssimo Sacramento, orai por nós.
São Francisco, amante do Nome de Jesus, orai por nós.
São Francisco, amante das Sagradas Escrituras, orai por nós.
São Francisco, amante de todas as criaturas de Deus, orai por nós.
São Francisco, médico do doente, orai por nós.
São Francisco, a luz dos cegos, orai por nós.
São Francisco, curandeiro dos leprosos, orai por nós.
São Francisco, ressucitador dos mortos, orai por nós.
São Francisco, o terror dos demônios, orai por nós.
São Francisco, entronizado no céu lugar lucifer, orai por nós.
São Francisco, apóstolo dos infiéis, orai por nós.
São Francisco, mártir no desejo, orai por nós.
São Francisco, confessor da Fé, orai por nós.
São Francisco, virgem na alma, orai por nós.
São Francisco, dotado com as virtudes do Sagrado Coração, orai por nós.
São Francisco, o nosso advogado, orai por nós.

Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos Senhor.
Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos Senhor.
Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós.

V. Rogai por nós, abençoado Pai Francisco. Aleluia.

R. Que nós sejamos dignos das promessas de Cristo. Aleluia.

Oremos: Oh! Deus, que pelos méritos do nosso abençoado Pai Francisco aumentou os filhos de vossa Igreja.

Concedei-nos, suplicamos, que após o seu exemplo possamos aprender a desprezar todas as coisas terrestres, e se alegrar na participação da graça celeste.

Através de Cristo, nosso Senhor. Amém.

O Senhor Jesus Cristo, que, quando o mundo era frio, deste-nos para inflamar os nossos corações o fogo do vosso amor, renovastes na carne do abençoado Pai Francisco as Sagradas marcas da vossa Paixão.

Misericordiosamente concedei-nos pelos seus méritos e intercessão, que possamos sempre suportar a cruz, e para possamos gerar frutos de arrependimento.

Concedei-nos, suplicamos, sempre seguir o exemplo de sua devoção, e, constantemente pensando sobre a Santa Cruz, possamos assim, a sermos defendidos contra todas as tentações.

Através de Cristo, nosso Senhor. Amém.

Concedei-nos,suplicamos, que nós, não busquemos honra na terra, e assim possamos um dia desfrutar de sua glória no céu. Pelo mesmo Cristo, nosso Senhor. Amém.

Dai-nos, através da intercessão de nosso abençoado Pai Francisco, a diminuição do orgulho, e o aumento da nossa humildade que é tão agradável a vós, e que, seguindo seus passos possamos atingir os dons da vossa graça.

Através de Cristo, nosso Senhor. Amém.




Categoria: SÃO FRANCISCO DE ASSIS
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 23h38
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25/JAN: São Paulo...

 

No início do cristianismo, nenhum homem se entregou tão generosamente ao seguimento de Jesus, como Paulo de Tarso (3 - 60). Na sua pequena cidade natal vivia-se o mundo todo, pois lá circulavam livremente as três grandes culturas da época: a hebraica, a grega e a romana.

Podemos dividir a vida de são Paulo em duas partes. Nos 30 primeiros anos, de Tarso até Damasco, aparece mais o 'perseguidor'; nos outros 30 anos, de Damasco até Roma, onde ele morrerá decapitado, temos o 'seguidor' de Jesuso discípulo missionário.

No início desse processoSaulo combateu sem tréguas os seguidores do Nazareno, pois via neles os inimigos da religião revelada. Depois, seguirá Jesus com um ardor apaixonado. Paulo não conhece meio termo: de inimigo feroz se fez amigo e, como todo convertido, detesta a mediocridade.

Como aconteceu esta mudança?

Corria o ano 36 da nossa era. O fanático Saulo se dirige paraDamasco querendo acabar com estes judeus desvairados, discípulos de Jesus. Ele já tinha feito isso na Judéia, quando participou do apedrejamento de santo Estêvão em JerusalémAs comunidades cristãs o temiam, pois ele era cruel, frio e desumano.

Pois bem, quando estava às portas de Damascofoi derrubado misteriosamente pelo amor do Ressuscitado, acontecendo coisas profundíssimas na sua mente e no seu coração, como destaca a famosa pintura de Caravaggio (1600) revestindo Saulo com o sangue de Cristo (vermelho/púrpura!). Veja como foi:
- Por que me persegues?... Pergunta direta. É o grito do pobre e do oprimido que confronta o seu opressor.

- Quem és tu, Senhor? Resmungou Saulo, abalado por aquela primeira pergunta.

Diálogo angustiado e arredio. Desde a morte brutal do diácono Estêvão, sua alma se transformara num verdadeiro campo de batalha... Eis agora Saulo pelo chão, caído, cegado, repassando sua vida... Seus olhos jamais enxergaram tanto e em tão pouco tempo. Jesus Ressuscitado veio ao seu encontro!

- Eu sou Jesus, a quem tu persegues! O coração de Saulo bateu fortemente. Desmoronava um estilo prepotente de vida e começava a nascer o melhor discípulo. Paulo será o triunfo da razão e da fé sobre o fanatismo da lei.

Você já percebeu como nos momentos mais importantes da vida, quando precisamos tomar decisões importantes, mil pensamentos perpassam pela nossa cabeça? Quase um terremoto! Só depois, com o passar do tempo, a paz se instala no próprio coração. Paulo experimentou o amor misericordioso de Jesus salvando-o. Então, veio a pergunta existencial e fundamental:
- Senhor, que queres que eu faça?...

Se ele fizera tanto contra Cristo quanto não fará mais por ele?

Desde então, Paulo percorrerá países falando de Jesus e fortalecendo as incipientes comunidades cristãs. Um dia, o prenderam e o denunciaram... Que ironia, de perseguidor passou a ser perseguido e condenado à morte. Eis o que este homem tinha em Roma: Uma velha capa, para defender-se do frio, e uns pergaminhos... De quem nada mais esperava do mundo tudo pode o mundo esperar! 

A espada do carrasco cortou, por fim, sua cabeça. Era o ano 60 da era cristã: Pelejei o bom combate, terminei a minha carreira... Guardei a fé

Precisamos de mais discípulos de Jesus, como Paulo.

Uma pergunta: O que você fez, faz e pode fazer por Jesus?

 Pe. J. Ramón F. de la Cigoña sj 


 



Categoria: ORAÇÕES/BÍBLIA
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 20h55
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A grande “plantinha” do carisma franciscano

Santa Clara de Assis-11 de agôsto

 

Santa Clara nasceu em Assis, em 1194. Aos 18 de março de 1212, saiu de casa e se consagrou a Deus na igrejinha de Nossa Senhora dos Anjos, a Porciúncula. De 1212 até a sua morte, aos 11 de agosto de 1253, viveu no silêncio e no retraimento da clausura de São Damião.

Com a celebração dos 800 anos de fundação do carisma clariano, em 2012, muito se falou e destacou a personalidade forte de Santa Clara de Assis, com base em documentos recuperados no século XX, que mostram a figura ímpar desta seguidora de São Francisco de Assis na história da Igreja. Hoje, já não dá mais para sequer pensar que Santa Clara foi inteiramente dependente de São Francisco.

O frade capuchinho Frei José Carlos Pedroso, em entrevista a este site, explica o significado da “plantinha de São Francisco”, que gerou uma leitura equivocada desta grande mulher. “Trata-se de uma leitura desajeitada. Costumam entender que ela seria como um vaso querido de São Francisco, que ele punha na janela e regava todo dia. Seria uma criança. Mas quem conhece os textos das Fontes sabe que plantinha, em latim plântula, é o que nós chamamos de muda. Quando um mosteiro fundava outro, o fundador era chamado de plantador e o fundado era a muda, ou plantinha, porque nos primeiros tempos dependia dos cuidados do outro.

Nas suas biografias, São Francisco é chamado de plantador da Ordem dos Menores. A Ordem de Santa Clara também foi plantada por ele.

Uma das coisas que surpreendem em Santa Clara é que, depois de ser obrigada a seguir a regra de São Bento, a regra de Hugolino e a regra de Inocêncio IV, ela pôde finalmente fazer a dela.

É notável a sua maneira de ser livre”, explica Frei José Carlos. Segundo o Dicionário Franciscano, os elementos fundamentais do novo estilo de vida estão sintetizados na Bula de aprovação da Regra de Santa Clara que fala da união dos espíritos e da altíssima pobreza, como também da vontade de viverem juntas na clausura. Estamos diante de aspectos exteriores de uma realidade interior centralizada no amor do pobre Crucificado. “Sem sombra de dúvida a pedra angular de todo o edifício religioso, de toda a vida espiritual de Clara e de suas irmãs é estarem ligadas com afeto pessoal a Jesus Cristo, amor esse ardente e apaixonado. Por causa de Cristo, perto de Cristo, junto de Cristo se realizam todas as suas experiências e se constrói sua vida em sua totalidade”.


http://franciscanos.org.br



 



Categoria: SANTA CLARA
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 02h16
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Não abusar da liberdade. Viver vida espiritual

 

 

Gálatas 5,13-26. 

13 Vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não abuseis, porém, da liberdade como pretexto para prazeres carnais. Pelo contrário, fazei-vos servos uns dos outros pela caridade, 14 porque toda a lei se encerra num só preceito: Amarás o teu próximo como a ti mesmo (Lv 19,18).  15 Mas, se vos mordeis e vos devorais, vede que não acabeis por vos destruirdes uns aos outros.   

16 Digo, pois: deixai-vos conduzir pelo Espírito, e não satisfareis os apetites da carne. 17 Porque os desejos da carne se opõem aos do Espírito, e estes aos da carne; pois são contrários uns aos outros. É por isso que não fazeis o que quereríeis. 18 Se, porém, vos deixais guiar pelo Espírito, não estais sob a lei. 

19 Ora, as obras da carne são estas: fornicação, impureza, libertinagem, 20Idolatria, superstição, inimizades, brigas, ciúmes, ódio, ambição, discórdias, partidos, 21 invejas, bebedeiras, orgias e outras coisas semelhantes. Dessas coisas vos previno, como já vos preveni: os que as praticarem não herdarão o Reino de Deus!  

22 Ao contrário, o fruto do Espírito é caridade, alegria, paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade, 23 brandura, temperança. Contra estas coisas não há lei.  24 Pois os que são de Jesus Cristo crucificaram a carne, com as paixões e concupiscências.  25 Se vivemos pelo Espírito, andemos também de acordo com o Espírito.   

26 Não sejamos ávidos da vanglória. Nada de provocações, nada de invejas entre nós. 

 

 



Categoria: ORAÇÕES/BÍBLIA
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 16h46
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De Frei Bernardo de Quintavale, primeiro companheiro de

São Francisco

 

O primeiro companheiro de S. Francisco foi Frei Bernardo de Assis, o qual assim se converteu. Trazendo S. Francisco ainda vestes seculares, embora já houvesse renegado o mundo, e andando todo desprezível e mortificado pela penitência de modo a ser tido por muitos como estúpido e escarnecido como louco, perseguido com pedradas e lodo por seus parentes e por estranhos, e passando pacientemente, por entre injúrias e zombarias, como surdo e mudo: monsior Bernardo de Assis, que era um dos mais nobres e ricos e sábios da cidade, começou sabiamente a considerar em S. Francisco o tão excessivo desprezo, a grande paciência nas injúrias e que, havia dois anos já assim abominado e desprezado por todos, parecia sempre mais constante e paciente, começou a pensar e a dizer de si para consigo: "Não posso compreender que este Francisco não possua grande graça de Deus"; e o convidou para cear e dormir em sua casa; e S. Francisco aceitou, e ceou e dormiu em casa dele.
E monsior Bernardo encheu o coração de desejos de contemplar a santidade dele: mandou preparar-lhe uma cama no seu próprio quarto, no qual sempre de noite ardia uma lâmpada. E S. Francisco, para ocultar sua santidade, logo que entrou no quarto, deitou-se e pareceu dormir; e monsior Bernardo também se deitou, depois de algum tempo, e começou a ressonar fortemente, como se estivesse dormindo profundamente.
S. Francisco, certo de que ele dormia, levantou-se e pôs-se em oração, levantando os olhos e as mãos ao céu; e, com grandíssima devoção e fervor, dizia: "Deus meu, Deus meu", e, assim dizendo e chorando muito, esteve até pela manhã, repetindo sempre: "Deus meu, Deus meu", e nada mais; e isto dizia S. Francisco, contemplando e admirando a excelência da divina Majestade, a qual se dignava condescender com o mundo que perecia, e preparava-se pelo seu pobrezinho Francisco a prover com o remédio da salvação a alma dele e as dos outros.
E então, iluminado pelo espírito de profecia, prevendo as grandes coisas que Deus ia realizar por seu intermédio e de sua Ordem, e considerando a sua insuficiência e pouca virtude, clamava e suplicava a Deus que, com a sua piedade e onipotência, sem a qual nada pode a humana fragilidade, suprisse, ajudasse e cumprisse o que pôr si só não podia.
Vendo monsior Bernardo, à luz da lâmpada, os devotíssimos atos de S. Francisco, e considerando devotamente as palavras que ele dizia, foi tocado e inspirado pelo Espírito Santo a mudar de vida; pelo que, ao amanhecer, chamou S. Francisco, e disse assim: "Irmão Francisco, estou inteiramente disposto, no meu coração, a abandonar o mundo e a seguir-te no que mandares". Ouvindo isto S. Francisco alegrou-se em espírito e falou: "Monsior Bernardo, isto que disseste é coisa tão grande e maravilhosa, que é preciso pedirmos conselho a Nosso Senhor Jesus Cristo e rogar-lhe que nos mostre a sua vontade e nos ensine o modo de executá-la: para isso vamos ao bispado, onde há um bom padre, e pediremos que celebre a missa; depois ficaremos rezando até Terça, pedindo a Deus que, abrindo o missal três vezes, nos mostre o caminho que lhe agrada seguir-mos".

Respondeu monsior Bernardo que isso era muito de seu agrado. Puseram-se a caminho e foram ao bispado; e depois de ouvirem a missa e estarem em oração até Terça, o padre, a pedido de S. Francisco, tomou o missal e, feito o sinal da santa cruz, o abriu por três vezes em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo: e na primeira vez apareceu aquela palavra que disse Cristo no Evangelho ao jovem que lhe perguntou pelo caminho da perfeição: "Se queres ser perfeito, vai, vende o que tens e dá aos pobres e segue-me"; na segunda, apareceu aquela palavra que Cristo disse aos apóstolos, quando os mandou pregar: "Nada leveis para a jornada, nem bordão, nem alforje, nem sandálias, nem dinheiro"; querendo com isto ensinar-lhes que deviam pôr em Deus toda a esperança na vida, e dar toda a atenção a pregação do santo Evangelho; na terceira abertura do missal apareceu aquela palavra que Cristo disse: "Quem quiser vir após mim, abandone a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me".

Então disse S. Francisco a monsior Bernardo: "Eis o conselho que Cristo nos dá: vai, pois, e faze exatamente como ouviste: e seja bendito Nosso Senhor Jesus Cristo, o qual se dignou mostrar-nos seu caminho evangélico".

Ouvindo isto, partiu monsior Bernardo e vendeu o que possuía, porque era muito rico: e com grande alegria distribuiu tudo aos pobres e às viúvas e aos órfãos, aos prisioneiros, aos mosteiros, aos hospitais e aos peregrinos; e em cada coisa S. Francisco fielmente e prudentemente o ajudava. Ora, vendo um por nome monsior Silvestre, que S. Francisco dava e mandava dar tanto dinheiro aos pobres, cheio de avareza disse a S. Francisco: "Não me pagaste por inteiro aquelas pedras que me compraste para consertar a igreja e agora, que tens dinheiro, paga-me".

Então S. Francisco, maravilhando-se de tanta avareza e não que rendo questionar com ele, como verdadeiro seguidor do Evangelho, meteu as mãos na sacola de monsior Bernardo e, enchendo-as de moedas, derramou-as na sacola de monsior Silvestre, dizendo que, se mais quisesse, mais lhe daria.

Satisfeito monsior Silvestre com aquilo, partiu e voltou a casa: e de tarde, repensando no que fizera durante o dia, e arrependendo-se de sua avareza, e considerando o fervor de monsior Bernardo e a santidade de S. Francisco, na noite seguinte e em duas noites outras teve de Deus esta visão: que da boca de S. Francisco saía uma cruz de ouro, cujo cimo tocava o céu e os braços se estendiam do oriente ao ocidente.

Por causa desta visão ele deu por amor de Deus o que possuía e fez-se frade menor, e viveu na Ordem com tanta santidade e graça, que falava com Deus, como um amigo faz com outro, conforme S. Francisco muitas vezes verificou e além se declarará.

Monsior Bernardo, semelhantemente, recebeu tantas graças de Deus, que com freqüência ficava arroubado em Deus em contemplação: e S. Francisco dele dizia que era digno de toda a reverência e que havia sido ele o fundador daquela Ordem: porque fora o primeiro a abandonar o mundo, nada reservando para si, mas dando tudo aos pobres de Cristo, e tinha começado a pobreza evangélica, oferecendo-se nu aos braços do Crucificado: o qual seja por nós bendito in secula seculorum.


Amém.

 



Categoria: SÃO FRANCISCO DE ASSIS
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 00h49
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Frases.

"Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente você está fazendo o impossível."

São Francisco de Assis. 




Categoria: SÃO FRANCISCO DE ASSIS
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 00h08
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NUMA ALMA FRANCISCANA, A PRIMAVERA NÃO PODE PASSAR DESPERCEBIDA

 

Foto: Rivaldo R.Ribeiro- Praça da Paróquia São João Batista-José Bonifácio-SP

Dizem as Fontes a respeito de São Francisco de Assis: “Que alegria ele sentia diante das flores, vendo sua beleza e sentindo seu  perfume! Passava imediatamente a pensar na beleza daquela flor que brotou da raiz de Jessé no tempo esplendoroso da primavera e com seu perfume ressuscitou milhares de mortos. Quando encontrava muitas flores juntas, pregava para elas e as convidava a louvar o Senhor como se fossem racionais. Da mesma maneira,  convidava com muita simplicidade os trigais e as vinhas, as pedras, os bosques e tudo que há de bonito nos campos, as nascentes e tudo o que há de verde nos jardins, a terra e o fogo, o ar e o vento, para que tivessem muito amor e fossem generosamente prestativos. Afinal, chamava todas as criaturas de irmãs, e de uma maneira especial, por ninguém  experimentada, descobria os segredos do coração das criaturas porque na verdade parecia já estar gozando a liberdade gloriosa dos filhos de Deus” (1 Cel 29, 80.81).

“Nas coisas belas reconhecia aquele que é o mais belo, e que todas as coisas boas clamavam: Quem nos fez é ótimo!” (...) Mandou que o hortelão deixasse sem cavar o terreno ao redor da horta, para que, em seu tempo, o verde das ervas e a beleza das flores pudessem apregoar o formoso Pai de todas as coisas. Mandou reservar um canteiro na horta para as ervas aromáticas e as flores, para que lembrassem a suavidade eterna aos que as olhassem” ( 2Cel 124, 165).

“Costumava dizer ao irmão que tomava conta do jardim que não ocupasse todo o terreno com legumes, mas reservasse uma parte para as árvores que, em seu tempo, produzem nossas irmãs flores, por amor para com aquele que disse: “As flores dos campos e os lírios dos vales” ( SP 118).

“Louvado sejas, meu Senhor, por nossa Irmã e Mãe Terra, que nos sustenta e governa, e produz diversos frutos, e coloridas flores e ervas” ( Cântico das Criaturas)

Francisco não leu antologias poéticas, mas simplesmente amou profundamente a Natureza! Ele é Santo da Eterna Primavera! O Santo que percebia que as flores combinam explodir todas ao mesmo tempo para revelar a Onipotência de Deus, tão assim Belo, Poderoso e Simples! Em Francisco, o espírito que fraterniza é o espírito que personaliza, que vê, sente, cheira e colhe. Dos detalhes pequenos aos grandiosos, para Francisco de Assis a vida é uma revelação sagrada. É como diz o poeta Paulo Leminski:

                                   “Quem me dera
                                    Até para a flor no vaso
                                    Um dia chega a primavera”

Para Francisco, o tempo, a hora, as estações são tempo de louvor. E Manoel de Barros confirma: “Os girassóis têm o dom de auroras”

Por isso, com São Francisco vamos celebrar a Primavera fazendo da vida uma bela celebração! Deus cuida de nós no nascivo de cada dia!

Feliz Primavera na Paz e no Bem!

 



Categoria: Carisma,Jufra,Santos
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 01h25
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Castidade, Obediência e Pobresa.

 

"Um ser humano vale o que ele é aos olhos de Deus e nada mais." (São Francisco de Assis)

“Senhor, faze de mim um instrumento puro”.
A castidade me é necessária para seguir ao Cordeiro sem manchas, me faz abandonar o homem velho e ser um homem novo, me faz exercitar a transparência interior e me torna inteiramente livre para Deus, deixando meu coração forte e leve, despojado.
Diziam que São Francisco imitou a pureza dos anjos, vivendo no meio dos homens e que se tornou exemplo de perfeição para os seguidores de Cristo.
Na Legenda Maior, encontramos: “Tinha alcançado uma tal pureza que seu corpo se encontrava em maravilhosa harmonia com o espírito e o espírito em maravilhosa harmonia com Deus”.

“Senhor, faze de mim um instrumento puro e casto de tua paz”.

“Senhor, faze de mim um instrumento obediente”.
A obediência me é necessária para seguir ao servo obediente até a morte e morte de cruz: me faz abandonar a pretensão de ser o patrão, o chefe; me faz exercitar a disponibilidade interior e me torna inteiramente livre para Deus, deixando meu coração simples e leve servidor.
“A obediência para Francisco nada mais é que a inevitável e necessária atitude da criatura quando se descobre como dom e objeto de predileção nas mãos de Deus criador; elevada e dignificada porque feita à imagem e semelhança do Filho de Deus”.

“Senhor, faze de mim um instrumento obediente de tua paz”.

“Senhor, faze de mim um instrumento pobre”.
A pobreza me é necessária para seguir Cristo que se fez pobre por nós; me faz abandonar as seguranças terrenas e o prestigio que disso decorre; me faz exercitar a humildade interior e me torna inteiramente livre para Deus, deixando meu coração rico e leve, dependente do Senhor.
Dizia Francisco: “Essa é aquela sumidade da mais elevada pobreza que a vós, meus caríssimos irmãos, instituiu herdeiros e príncipes do Reino dos céus e, fazendo-vos pobres de bens, vos cumulou de virtudes. (...) apegando-vos inteiramente a ela, não queirais, por amor ao nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, possuir jamais outra coisa debaixo do céu”.

“Senhor, faze de mim um instrumento pobre de tua paz”. —

Fonte: Página "Paz e Bem" do FACEBOOK

 



Categoria: SÃO FRANCISCO DE ASSIS
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 16h43
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A humildade franciscana

"A humildade franciscana me leva a compreender o que seja Fé em Cristo, Fé é algo simples e lindo: Ter esperança no que não se vê, mas acredita, porque vem de Deus."

 

Desde o início da sua conversão, como bom arquitecto, São Francisco quis, com a ajuda de Deus, edificar a sua obra sobre rocha firme, isto é, sobre a insigne humildade e pobreza do Filho de Deus. Quis por humildade que a sua Ordem se chamasse "dos Frades Menores".

Assim, no começo da Ordem, determinou que os frades morassem nas leprosarias, para melhor servirem os seus ocupantes e que aí estabelecessem os fundamentos da santa humildade [...] como consta da primeira Regra.

"Não queiramos possuir nada neste mundo, além da santa pobreza, em virtude da qual o Senhor nos proporcionará alimentos corporais e espirituais e nos dará a herança celestial".

Ainda que pudesse ser grande prelado na Igreja de Deus, escolheu e quis ser humilde não só na Igreja como também entre os seus próprios frades. Pois, no seu conceito e desejo, esta humilhação devia constituir a sua maior exaltação aos olhos de Deus e dos homens.

 

(in Espelho de Perfeição 44)

 

 



Categoria: SÃO FRANCISCO DE ASSIS
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 00h11
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Dimensão pascal da vida de Francisco(1)

Dimensão pascal da vida de Francisco

 

São Boaventura aproveita um episódio acontecido em Greccio para sublinhar esta dimensão pascal da vida do Poverello e dos seus primeiros seguidores: «Dirigiu-lhes a palavra [aos Irmãos] para lhes mostrar, segundo as Santas Escrituras, que eram os verdadeiros Hebreus, a atravessar o deserto deste mundo como peregrinos e estrangeiros; e que, por isso, deviam celebrar constantemente em pobreza de espírito a Páscoa do Senhor, isto é, a passagem deste mundo para o Pai” (Legenda Maior, VII, nº 9).

 

A “passagem deste mundo para o Pai” é precisamente a grande reviravolta que Francisco sofre e nos conta logo no início do seu Testamento. Após falar da sua experiência com os leprosos, diz: «E ao afastar-me deles, o que antes me parecera amargo, converteu-se para mim em doçura de alma e de corpo: e em seguida, passado um pouco de tempo, saí do mundo» (nº 3).

 

Por graça de Deus, Francisco saiu definitivamente do “mundo” das desigualdades e da injustiça e passou para o “mundo” do Pai, de misericórdia para com todos, especialmente com os “leprosos” de todos os tempos. Eis a sua verdadeira Páscoa! Eis o Francisco verdadeiramente pascal!

 

 

Viver a Páscoa é tornar-se Irmão menor e servo de todos

 

Para este enamorado de Cristo, cada dia é uma verdadeira Quinta-Feira Santa. Na sua Primeira Regra, Francisco faz uma ligação imediata entre o ser irmão menor e o lavar os pés – numa referência explícita a Jesus Cristo, em Quinta-Feira Santa, uma das imagens que tanto o impressionou: «Todos, indistintamente, se chamem irmãos menores. E lavem os pés uns aos outros» (cap. VI, 9).

 

Outra ligação que ele faz é entre servir e lavar os pés: «Eu não vim para ser servido, mas para servir, diz o Senhor (Mt 20,28). Os que receberam o ofício de mandar nos outros, tanto se gloriem desse ofício, quanto se gloriariam se fossem encarregados de lavar os pés aos irmãos» (Exortação 4,1-2).

 

Assim, ser franciscano é ser irmão menor, pequenino disposto a servir os outros, lavando-lhes os pés, enxugando-lhes as lágrimas, acolhendo os seus anseios de amor e de misericórdia. Este é o frontispício do Mistério Pascal: a Quinta-Feira Santa.

 

 

Viver a Páscoa é continuar em si a Paixão de Cristo Jesus

 

Para o apaixonado do Crucificado, cada dia é uma verdadeira Sexta-Feira Santa. Há uma continuidade e vivência cada vez mais exigente entre o encontro com o Cristo de São Damião e a identificação com o Crucificado do Alverne, simbolizada nas cinco chagas impressas no corpo de Francisco, dois anos antes da sua morte.

 

O autor das “Considerações Sobre as Chagas” (cap. III) coloca nos lábios de Francisco esta ousada súplica: «Senhor meu Jesus Cristo, rogo me concedas duas graças antes de morrer: a primeira é que eu sinta no corpo e na alma, quanto seja possível, a dor que Tu, doce Jesus, sofreste no tormento da tua acerba Paixão; a segunda é que eu sinta no meu coração, quanto possível, aquele excessivo amor em que Tu, Filho de Deus, ardias quando sofreste voluntariamente tantos tormentos por nós, pecadores.» Uma graça de dor e uma graça de amor…

 

Em plena Festa da Exaltação da Santa Cruz, Francisco tem a visão do Serafim com seis asas resplandecentes como fogo… Diz São Boaventura: «A visão, entretanto, desaparecera, deixando-lhe o coração a arder em chama viva – e deixando-lhe também o corpo marcado em chagas vivas. Foi assim que um amor autêntico transformou o amigo na imagem do amado» (Legenda Maior, XIII, 3.5).

 

Contemplar Francisco é contemplar Cristo – Aquele Cristo que se “apaixonou” por nós, amando-nos até à loucura da Cruz, para que também nos amemos uns aos outros até à loucura da cruz e da morte.

 

É esta “Paixão” que Francisco canta no seu famoso Ofício da Paixão do Senhor. Uma “Paixão” que tem o seu clímax no Tríduo Pascal (I Parte), o centro no Tempo Pascal (II Parte) e o prolongamento nos Domingos e Festas principais (III Parte), incluindo o Advento, Natal e Epifania.

 

Assim, cada dia é uma nova oportunidade para agradecermos a loucura do amor de Deus por nós. Cada dia traz-nos a possibilidade de vivermos a “compaixão” por todos os crucificados e escorraçados pela sociedade, atraindo-os ao amor, única força que nos torna verdadeiramente livres, fraternos e felizes.

 

 

Viver a Páscoa é sonhar cada manhã como nova Ressurreição

 

Para Francisco de Assis, chamado “Cristo redivivo”, cada dia é um Dia de Páscoa:

 

● a Festa de Cristo Ressuscitado,

● a Festa da Criação libertada da escravidão,

● a Festa da Humanidade redimida na Morte de Cristo,

● a Festa da Vida a jorrar em abundância do Lado aberto de Cristo,

● a Festa da Luz vencedora de todas as trevas,

● a Festa do Amor triunfando sobre todos os ódios…

 

 

Para Francisco e os seus seguidores, a Páscoa é o Tempo do Sonho e da Utopia: Cristo ressuscitou! Um Mundo outro é possível!

 

 

Frei Acílio Dias Mendes

Fonte:  http://www.capuchinhos.org    ( Site de Portugal) 

 



Categoria: SÃO FRANCISCO DE ASSIS
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 02h28
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SÃO FRANCISCO DE ASSIS (MUNDISENSOR), E O MEIO AMBIENTE

Uma das grandes qualidades São Francisco de Assis foi compreender a mãe natureza, a nossa dependência dela, em razão disto ele tinha uma relação fraterna com tudo que via a sua volta encarando todos como seus irmãos,procurando irmanar todos e tudo no mesmo amor e louvor a Deus. Uma fraternidade cósmica e verdadeira, pois todos fazemos parte do universo, somos todos seres da Criação.

Dessa forma São Francisco já naquela época compreendia como era importante a preservação do MEIO AMBIENTE, pois dependemos dos grãos de terra, das pedras, dos rochedos, das montanhas, do mar, do vento, da água, do sol, da lua, dos vegetais, das flores,dos outros animais,dos insetos,das nuvens de chuvas,das estrelas para poesia e reflexão: porque o bom Deus criou tudo isso para que se tornasse possível à vida.

São Francisco tinha admiração até pelos vermes e todos os insetos, a tal ponto que os afastavam dos caminhos para não serem esmagados, tudo ao seu redor tinha motivo para que ele glorificasse a Deus, e a bendizer toda a criação.

Acredito que São Francisco escolheu ser pobre, não porque queria viver a pobreza pura e simples, mas porque acreditava que a riqueza do homem está no infinito inesgotável tesouro da criação que ele conseguia ver, o que muitos de nós não enxergamos.
São Francisco era um homem total, verdadeiro: como Deus criou, não era um sonhador ou louco como muitos pensavam dele na época. Ele apenas via o que realmente somos: criaturas feitas à imagem e semelhança de Deus e parte integrante de todos os elos da Criação Universal.


Por isso São Francisco aproximou-se de Jesus Cristo, e viveu como Ele, em tudo se aproximou verdadeiramente de Cristo, não como vivemos hoje cada vez mais distantes do modo de vida de Cristo. Portanto cada vez mais perto dos fatores que comprometem a nossa sobrevivência física desrespeitando a nossa mãe Natureza, ou espiritual afastando da Fé tornando-se insensíveis a vida, uma civilização impessoal e materialista, menos livre e menos humana a todos os seres vivos.


Esse grande amor de São Francisco por tudo que tinha na natureza e seus elementos, não podia ser esquecido pelos ecologistas e todos que se preocupam com o meio ambiente. Assim em 1966 Lynn White da "Associação americana para o progresso da ciência" propôs que São Francisco fosse o patrono dos ecologistas, e logo após em 1979, João Paulo II declarava São Francisco de Assis patrono dos ecologistas.

O que é "mundisensor"? É aquele que sente o mundo e os seres que estão nele, são pessoas que tem uma visão ampla do mundo, não simplesmente olhando, mas sentindo e ouvindo a natureza, pratica a meditação olhando as colinas, os vales, as matas, os bichos, ouvem os ruídos da brisa, o canto distante de um pássaro, o movimento vivo dos espaços. Porque a natureza fala, mas o cotidiano do mundo moderno nos impede de ter afeto e de sentir a natureza ouvindo a sua voz, apenas aproximamos dela através do conhecimento técnico ou para usá-la destrutivamente e não com a sabedoria do verdadeiro homem como foi São Francisco de Assis. Pois devemos ver a beleza do mundo e não simplesmente a sua utilidade.

Por uma questão de sobrevivência é indispensável preservar o meio ambiente, mas os franciscanos vê ainda por um outro angulo, uma razão mais profunda: o respeito a Deus. Pois não somos senhor absoluto da natureza, e sim criaturas parte dela.

 



Categoria: SÃO FRANCISCO DE ASSIS
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 18h22
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O Senhor me deu irmãos

 

Quando São Francisco iniciou sua vida de penitente (conversão), não havia ainda em seu coração a intenção de fundar uma Ordem de frades. Ele não teve inicialmente a preocupação de encontrar seguidores. A chegada dos primeiros companheiros foi, de fato, um presente de Deus e uma confirmação daquilo que ele estava buscando. Por isso, quando ele escreveu o seu Testamento, já no final de sua vida, ele se recorda deste momento singular:

 “Depois que o Senhor me deu irmãos, ninguém me mostrou o que deveria fazer, mas o Altíssimo mesmo me revelou que eu deveria viver segundo a forma do santo Evangelho” (Testamento 14).

 Podemos dizer então que foi com a chegada dos dois primeiros companheiros do seráfico pai, o Frei Bernardo de Quintavalle e o Frei Pedro Cattani, que o movimento franciscano nasceu. Enquanto esteve sozinho, São Francisco não teve total clareza do modo de vida que deveria seguir. Foi na fraternidade que ele recebeu de Deus a “revelação” de sua forma de vida.

  As fontes franciscanas, cada qual a seu modo, relatam para nós como foi a chegada dos primeiros frades. Uma das fontes mais antigas, chamada de Anônimo Perusino, fala de como São Francisco com seus dois companheiros encontraram no Evangelho a forma de vida que Deus tinha reservado para eles:

 “Foram, portanto, a uma igreja da mesma cidade e, entrando nela, ajoelhados humildemente em oração, disseram: ‘Senhor Deus, Pai da glória, nós vos rogamos que, por vossa misericórdia, nos mostreis o que o que devemos fazer’. Terminada a oração, disseram ao sacerdote da mesma igreja que aí estava presente: ‘Senhor, mostra-nos o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo’. E, quando o sacerdote abriu o livro, porque eles não sabiam escolher, encontraram logo a passagem onde estava escrito: Se queres ser perfeito, vai e vende tudo o que tens e dá aos pobres, e terás um tesouro nos céus (Mt 19,21). Folheando  de novo, encontraram: Quem quiser vir após mim (Mt 16,24), etc. E folheando novamente, encontraram: Nada leveis pelo caminho (Lc 9,3), etc. Ao ouvirem isto, alegraram-se com regozijo muito grande e disseram: ‘Eis o que desejávamos, eis o que procurávamos’. E disse o bem-aventurado Francisco: Esta será a nossa Regra”. Em seguida, disse aos dois: ‘Ide e, da maneira como ouvistes, realizai o conselho do Senhor”. (Anônimo Perusino 10-11).

  São Francisco nem podia imaginar a multidão de irmãos e irmãs que iria segui-lo. Desde o início ele sempre teve a consciência muito clara sobre o valor da vida fraterna. Quando lemos a Regra que ele escreveu para seus frades ou qualquer um outro escrito seu, percebemos de imediato a sua aguçada sensibilidade fraterna. Nenhuma outra Regra para monges ou religiosos está tão enriquecida de amor fraternal, de zelo pelo outro, de cuidados maternais como a de São Francisco de Assis. Segundo grandes estudiosos, o modo como ele entendeu e viveu a fraternidade é o coração de sua espiritualidade. A fraternidade seria o elemento fundamental para a vivência do carisma franciscano, chegando a ser maior mesmo do que a vida “sem nada de próprio”.

  Num mundo onde prevalece um individualismo muito forte, onde os laços fraternos se desfazem com muita facilidade, a mensagem do Pobrezinho de Assis se torna cada vez mais necessária e urgente. Certamente aquele que se fez irmão de todos tem muito a nos ensinar.

 Paz e Bem

 Frei Salvio Romero, eremita capuchinho

Fonte: http://escolafranciscanademeditacao.blogspot.com.br/

 

 



Categoria: SÃO FRANCISCO DE ASSIS
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 23h58
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Oração pela família no Natal

 

Senhor, diante de teu presépio

venho pedir por minha família.

Abençoa as pessoas que amo

onde quer que estejam.

Que dentro de nosso lar habite

a confiança de tua mãe, Maria,

o zelo de teu pai, José,

e a inocência de teu rosto de criança.

Afugenta de nossa casa as dores,

lágrimas e angústias causadas por

tantos Herodes que lutam por

matar nossos sonhos de paz.

Concede-nos a saúde do corpo e

da alma, para que possamos cantar

teus louvores a cada dia deste novo ano.

Que nossas portas estejam sempre

abertas para Ti, nas visitas que nos fazes

em tantos rostos sofridos.

Dá-nos a alegria de Tua presença em

nosso lar: o maior de todos os presentes possíveis.

Abençoa minha família neste Natal, Senhor.

Amém.

 

 



Categoria: ORAÇÕES/BÍBLIA
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 01h49
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 O Segredo...

 

O Segredo de Francisco: Para todos os pregadores

 

Que nenhum dos irmãos pregue contra a forma e a doutrina da Santa Igreja nem sem a permissão de seu ministro. O ministro, porém, tome cuidado de não a conceber indiscriminadamente. No entanto, todos os irmãos podem pregar pelas obras. E nenhum ministro ou pregador se arrogue o cargo de ministro dos irmãos ou o ofício da pregação como sua propriedade, mas à mesma hora que lhe for ordenado, deponha o seu cargo, sem nenhuma objeção. Suplico por isso na caridade “que é o próprio Deus” (1Jo 4,8), a todos os meus irmão que pregam, oram ou trabalham, sejam clérigos ou leigos, que tratem de se humilhar em tudo, nem se desvaneçam, nem sejam presunçosos, nem se envaideçam interiormente de belas palavras ou obras, enfim de nada do que Deus às vezes diz, faz e opera neles e por eles, conforme diz o Senhor: “Mas não vos alegreis de que os espíritos se vos submetam” (Lc 10,20).

 

E estejamos firmemente convencidos de que não temos coisa própria nossa senão os nossos vícios e pecados. Antes nos devemos regozijar “quando cairmos em diversas provações” (Tg 1,2) e sofremos neste mundo na alma e no corpo toda sorte de angústias e tribulações, por causa da vida eterna. Por isso vamos nós, irmãos todos, acautelar-nos de toda vanglória e soberba. Guardemo-nos das sabedoria deste mundo e da prudência da carne. Pois o espírito da carne tem grande interesse em fazer muito em palavras e pouco em obras, nem procura a piedade e santidade interior do espírito, mas antes avisa e deseja uma piedade e santidade que apareça por fora diante dos homens. E é de tais que diz o Senhor: “Em veredas vos digo, que esses já receberam sua recompensa” (Mt 6,2). Porém o espírito do Senhor exige que a nossa carne seja mortificada e desprezada, vil, abjeta e desprezível; e ele procura a humildade e a paciência e a pura, simples e verdadeira paz do espírito; e acima de tudo deseja sempre o temor de Deus, a sabedoria de Deus e o divino amor do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

 

Atribuamos ao Senhor Deus altíssimo todos os bens, reconheçamos que todos os bens Lhe pertencem; demos-Lhe graças por tudo, pois d’Ele procedem todos os bens. E Ele, o altíssimo e soberano, o único e verdadeiro Deus, os possua com sua propriedade. E a Ele se dêem, e receba toda honra e reverência, todo louvor e exaltação, toda ação de graças e toda glória, Ele a quem pertence todo o bem, e que “só Ele é bom” (Lc 18,19). De nossa parte, quando vemos e ouvimos alguém amaldiçoar, abençoemos; fazer o mal, façamos o bem; blasfemar, louvemos o Senhor, que é bendito por toda a eternidade.

Amém. 

 

Escrito de São Francisco de Assis 

Trecho do livro “São Francisco de Assis – O Santo da Humildade”

 

Colaboração:

https://www.facebook.com/jussara.batista.71

 

 

 



Categoria: SÃO FRANCISCO DE ASSIS
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 14h03
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Decálogo da OFS para a Paz

Decálogo da OFS para a Paz

O DECÁLOGO foi feito pelos Dez Grupos que reflectiram a Mensagem de Bento XVI para o Dia Mundial da Paz de 2011 no Encontro/Retiro da OFS Nacional para Formandos e Formadores, que se realizou em Fátima em Março de 2011 e proclamado por um Irmão de cada Grupo a seguir à homilia na Eucaristia de encerramento no dia 27 do mesmo mês. 

 

Como cristãos e franciscanos…

 

1. Proclamamos que toda a pessoa é titular do direito sagrado a uma vida íntegra, mesmo do ponto de vista espiritual.

Queremos liberdade autêntica, dotada de valores e princípios éticos,

fundamentada no Amor, no Perdão, na Esperança e no Sentido para a Vida.

Comprometemo-nos, pelo nosso testemunho de vida, a anunciar a dignidade e a despertar consciências para a vida como de Deus.

 

2. Proclamamos que a Família é o lugar por excelência de aprendizagem religiosa em liberdade integral da relação com Deus e com o Irmão em harmonia e respeito mútuo que conduz à paz.

Queremos que a Família, fundada no Matrimónio entre Homem e Mulher, seja defendida nas sua dimensão humana, social e religiosa.

Comprometemo-nos com a nossa oração em Família, para que a paz frutifique em terra fértil e se desenvolva em liberdade.

 

3. Proclamamos que a liberdade religiosa não é património exclusivo dos crentes, mas de toda a família dos povos da terra.

Queremos aceitar todas as religiões, porque Deus é um só.

Comprometemo-nos a não impor a nossa religião nem a nós mesmos, mas a viver o Evangelho a exemplo de Francisco de Assis.

 

4. Proclamamos que a liberdade religiosa – força de liberdade e de civilização, e caminho para a paz – não deve ser instrumentalizada.

Queremos aceitar e respeitar as diferenças religiosas, em coerência com o nosso ideal cristão e franciscano.

Comprometemo-nos a agir com Fé e Caridade, mas com firmeza, de acordo com os princípios evangélicos, procurando ser luz na sociedade.

 

5. Proclamamos que a sociedade, ao impor ou negar a religião pela violência, é injusta com a pessoa, consigo mesma e com Deus.

Queremos uma sociedade fundada na liberdade e na tolerância, onde haja lugar para a diferença de consciência, de pensamento e de culto.

Comprometemo-nos a aceitar, respeitar e promover a diferença do outro nas nossas relações familiares, sociais ou profissionais, sendo coerentes entre a consciência e a vida, como seres integrais.

 

6. Proclamamos que todos somos chamados a viver no amor e na verdade.

Queremos respeitar a todos e ser respeitados em qualquer parte, rejeitar tudo o que é contra a dignidade do homem e da mulher, ser coerentes com a nossa fé.

Comprometemo-nos a ser e viver em paz e bem com todos, a estar atentos aos nossos defeitos antes de apontar os dos outros, a ser humildes e voltar atrás para beijar o leproso.

 

7. Proclamamos o diálogo como procura do bem e da verdade em comum.

Queremos o sincero respeito pelo modo de viver e agir de cada crença.

Comprometemo-nos a respeitar e acolher todas as religiões com o que tenham de verdadeiro e de bom, e em diálogo e tolerância levar aos outros o testemunho de Francisco de Assis: paz e amor, fé e simplicidade.

 

8. Proclamamos a defesa da religião, dos direitos e da liberdade das comunidades religiosas.

Queremos paz, fé e amor em toda a humanidade, para uma vida serena e equilibrada entre pluralismo e laicidade das instituições.

Comprometemo-nos a tolerar e amar todas pessoas.

 

9. Proclamamos a renovação conseguida com a mútua indulgência e perdão.

Queremos não desanimar nas adversidades, aceitar as diferenças religiosas, promover o diálogo para a paz e afirmar-nos nos valores do Evangelho tendo como base a Fé, a Esperança e o Amor.

Comprometemo-nos a conhecer melhor as próprias imperfeições, a aceitar a liberdade de cada um, a contribuir para a paz no mundo e a amar a todos com convicção reconhecendo neles o rosto de Cristo.

 

10. Proclamamos a Paz como dom de Deus e projecto em construção contínua no coração de cada pessoa.

Queremos ser obreiros dessa Paz, amando a todos sem discriminação.

Comprometemo-nos a ser melhores e mais conscientes cidadãos e cristãos, a respeitar os que não pensam como nós, a lutar contra a permissividade e a passividade e a viver na Verdade e no Amor ao jeito de Francisco de Assis.

 

Fátima / Centro Bíblico dos Capuchinhos / 27 de Março de 2011

Na Conclusão do Encontro/Retiro da OFS Nacional para Formandos e Formadores

Orientado por frei Lopes Morgado

 

FONTE: http://www.capuchinhos.org



Categoria: Carisma,Jufra,Santos
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 12h45
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Mercantilização da Vida

 

 

A Favor da Paz, Contra a Mercantilização da Vida

 

O Espírito de Assis

 

Em 27 de outubro de 1986, 130 responsáveis das principais religiões do mundo se encontraram em Assis/Itália para rezar pela paz e proclamar que a religião nunca deve se tornar motivo de conflito, ódio e violência.

 

Desde esse dia, a cidade onde nasceu Francisco de Assis, tornou-se para todo o mundo e para todas as religiões um apelo à verdadeira Paz. Bem expressados nas palavras de João Paulo II: “Continuemos a difundir a mensagem da Paz. Continuemos a viver o espírito de Assis.”

 

Em compromisso com esse “Espírito Profético de Assis” O Serviço Inter-Franciscano de Justiça, Paz e Ecologia (SINFRAJUPE), quer atualizar essa proposta de Paz nos dias de hoje nos territórios que ocupamos. Por isso, convidamos toda família Franciscana, instituições e simpatizantes do ideal de Francisco de Assis e Clara de Assis a promover ações/ atividades que nos remetam a Justiça Ambiental, em ocasião do dia 27 de Outubro.

Fonte:Facebook do Frei Frei Franklin Freitas

 



Categoria: Carisma,Jufra,Santos
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 11h47
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PERFEITA ALEGRIA...


Como a caminhar expôs S. Francisco a Frei Leão as coisas que constituem a perfeita alegria-(Os Fioretti de São Francisco cap. 08)

Vindo uma vez S. Francisco de Perusa para S. Maria dos Anjos com Frei leão em tempo de inverno, e como o grandíssimo frio fortemente o atormentasse, chamou Frei Leão, o qual ia mais à frente, e disse assim: "Irmão Leão, ainda que o frade menor desse na terra inteira grande exemplo de santidade e de boa edificação, escreve todavia, e nota diligentemente que nisso não está a perfeita alegria".

E andando um pouco mais, chama pela segunda vez: "`S irmão Leão, ainda que o frade menor desse vista aos cegos, curasse os paralíticos, expulsasse os demônios, fizesse surdos ouvirem e andarem coxos, falarem mudos, e mais ainda, ressuscitasse mortos de quatro dias, escreve que nisso não está a perfeita alegria". E andando um pouco, S. Francisco gritou com força: "Ó irmão Leão, se o frade menor soubesse todas as línguas e todas as ciências e todas as escrituras e se soubesse profetizar e revelar não só as coisas futuras, mas até mesmo os segredos das consciências e dos espíritos, escreve que não está nisso a perfeita alegria".

Andando um pouco além, S. Francisco chama ainda com força: "Õ irmão Leão, ovelhinha de Deus, ainda que o frade menor falasse com língua de anjo e soubesse o curso das estrelas e as virtudes das ervas; e lhe fossem revelados todos os tesouros da terra e conhecesse as virtudes dos pássaros e dos peixes e de todos os animais e dos homens e das árvores e das pedras e das raízes e das águas, escreve que não está nisso a perfeita alegria".

E caminhando um pouco, S. Francisco chamou em alta voz: "Ô irmão Leão, ainda que o frade menor soubesse pregar tão bem que convertesse todos os infiéis à fé cristã, escreve que não está nisso a perfeita alegria".

E durando este modo de falar pelo espaço de duas milhas, Frei Leão, com grande admiração, perguntou-lhe e disse: "Pai, peço-te, da parte de Deus, que me digas onde está a perfeita alegria". E S. Francisco assim lhe respondeu: "Quando chegarmos a S. Maria dos Anjos, inteiramente molhados pela chuva e transidos de frio, cheios de lama e aflitos de fome, e batermos à porta do convento' e o porteiro chegar irritado e disser: 'Quem são vocês?'; e nós dissermos: "'Somos dois dos vossos irmãos', e ele disser: 'Não dizem a verdade; são dois vagabundos que andam enganando o mundo e roubando as esmolas dos pobres; fora daqui'; e não nos abrir e deixar-nos estar ao tempo, à neve e à chuva com frio e fome até à noite: então, se suportarmos tal injúria e tal crueldade, tantos maus tratos, prazenteiramente, sem nos perturbarmos e sem murmurarmos contra ele e pensarmos humildemente e caritativamente que o porteiro verdadeiramente nos tinha reconhecido e que Deus o fez falar contra nós: ó irmão Leão, escreve que nisso está a perfeita alegria.

E se perseverarmos a bater, e ele sair furioso e como a importunos malandros nos expulsar com vilanias e bofetadas dizendo: 'Fora daqui, ladrõezinhos vis, vão para o hospital, porque aqui ninguém lhes dará comida nem cama'; se suportarmos isso pacientemente e com alegria e de bom coração, ó irmão Leão, escreve que nisso está a perfeita alegria. E se ainda, constrangidos pela fome e pelo frio e pela noite, batermos mais e chamarmos e pedirmos pelo amor de Deus com muitas lágrimas que nos abra a porta e nos deixe entrar, e se ele mais escandalizado disser: 'Vagabundos importunos, pagar-lhes-ei como merecem': e sair com um bastão nodoso e nos agarrar pelo capuz e nos atirar ao chão e nos arrastar pela neve e nos bater com o pau de nó em nó: se nós suportarmos todas estas coisas pacientemente e com alegria, pensando nos sofrimentos de Cristo bendito, as quais devemos suportar por seu amor; ó irmão Leão, escreve que aí e nisso está a perfeita alegria, e ouve, pois, a conclusão, irmão Leão.

Acima de todas as graças e de todos os dons do Espírito Santo, os quais Cristo concede aos amigos, está o de vencer-se a si mesmo, e voluntariamente pelo amor suportar trabalhos, injúrias, opróbrios e desprezos, porque de todos os outros dons de Deus não nos podemos gloriar por não serem nossos, mas de Deus, do que diz o Apóstolo:

'Que tens tu que o não hajas recebido de Deus? E se dele o recebeste, por que te gloriares como se o tivesses de ti?' Mas na cruz da tribulação de cada aflição nós nos podemos gloriar, porque isso é nosso e assim diz o Apóstolo: "Não me quero gloriar, senão na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo"'.

Ao qual sejam dadas honra e glória in secula seculorum.
Amém.



Categoria: SÃO FRANCISCO DE ASSIS
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 22h24
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S. Francisco e Frei Rufino

Da bela prédica que fizeram em Assis S. Francisco e Frei Rufino, quando pregaram nus.

Vivia o dito Frei Rufino, pela contemplação continua, tão absorto em Deus, que ficara quase insensível e mudo, e caríssimas vezes falava; e também não tinha a graça nem a coragem nem a facúndia de pregar. No entanto S. Francisco uma vez mandou-o que fosse a Assis e pregasse ao povo o que Deus lhe inspirasse.

Ao que Frei Rufino respondeu: "Reverendo pai, peço-te que me perdoes e não me mandas lá; porque, como sabes, não tenho a graça de pregar, e sou simples e idiota".

Então disse S. Francisco: "Por não teres obedecido prontamente, ordeno-te pela santa obediência que nu como nasceste, somente de bragas, vás a Assis, entres numa igreja e assim nu pregues ao povo". A esta ordem Frei Rufino se despe e vai nu a Assis e entra numa igreja; feita a reverência ao altar, subiu ao púlpito e começou a pregar. Pelo que os meninos e os homens começaram a rir e disseram: "Ora, ai está, fazem tanta penitência que se tornam malucos e fora de si". Neste entrementes S. Francisco, repensando na pronta obediência de Frei Rufino, o qual era dos melhores gentis-homens de Assis, e na dura ordem que lhe dera, começou a repreender-se a si mesmo, dizendo: "De onde te vem tanta presunção, filho de Pedro Bernardone, vil homenzinho, para ordenares a Frei Rufino, o qual é dos melhores gentis-homens de Assis, que fosse nu pregar ao povo, como um louco? Por Deus; que hás de experimentar em ti o que ordenaste ao outro".

E imediatamente no fervor do espírito fica nu do mesmo modo, e vai a Assis e leva consigo a Frei Leão para carregar-lhe o hábito e o de Frei Rufino. Vendo-o da mesma forma. os assisienses escarneciam, reputando que ele e Frei Rufino tivessem endoidecido pelo excesso de penitência. Entrou S. Francisco na igreja onde Frei Rufino pregava estas palavras: "Ó caríssimos, fugi do mundo, deixai o pecado, restitui o bem alheio, se quiserdes evitar o inferno; obedecei aos mandamentos de Deus, amando a Deus e ao próximo, se quiserdes ir ao céu.

E fazei penitência, se quiserdes possuir o reino do céu". Então S. Francisco subiu ao púlpito: e começou a pregar tão maravilhosamente do desprezo do mundo, da penitência santa, da pobreza voluntária, do desejo do reino celeste e da nudez e do opróbrio da paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, que todos os que ouviam a prédica, homens e mulheres em grande multidão, começaram a chorar fortissimamente com incrível devoção e compunção de coração: e não somente ali mas por toda Assis houve naquele dia tanto choro pela paixão de Cristo como nunca houvera igual.

E assim edificado e consolado o povo pelo ato de S. Francisco e Frei Rufino, S. Francisco vestiu a Frei Rufino, e a si; e assim vestidos voltaram ao convento da Porciúncula, louvando e glorificando a Deus que lhes havia dado a graça de se vencerem a si mesmos pelo desprezo próprio, e edificarem as ovelhinhas de Cristo com bom exemplo e de demonstrarem quanto o mundo é desprezível. E naquele dia cresceu tanto a devoção do povo para com eles, que bendito se considerava quem lhes podia tocar na orla do hábito.

 

 

Em louvor de Cristo. Amém.



Categoria: SÃO FRANCISCO DE ASSIS
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 01h21
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Filhos do Pai...

" Todas as coisas da criação,são filhos do Pai e irmãos do homem...

Deus quer que ajudemos aos animais,se necessitam de ajuda!

toda criatura em desgraça tem o mesmo direito a ser protegida."

( São Francisco de Assis )

As fotos mostram animais vítimas das queimadas nos

canaviais.

Milhares deles foram mortos e ainda morrem no fogo

ambicioso do homem.

Um verdadeiro HOLOCAUSTO ANIMAL.

Tamanduá bandeira:

Veado Catingueiro:

 

Quati:

 

No momento que fiz essa foto, essa pequena coruja me olhava, como se perguntasse:

Porque eu queimava o seu mundo:

 “São Francisco de Assis rogue por nós, vós que ama os animais e toda a criatura,

 que compreende tudo que há na natureza e seus elementos.

 Rogue pela vida para que o Pai Supremo tenha misericórdia de todos nós...”. 

Vida está em Deus, Deus é a vida

 



Categoria: SÃO FRANCISCO DE ASSIS
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 03h30
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São Francisco e o Jesus da Eucaristia

 

"Homenzinho simples e iletrado", como ele mesmo se chamava, São Francisco deixou escritos que nos impressionam e Deus fala em tudo que existe. Fala até nas plantas, nos animais, em nós mesmos e no que acontece em nossa vida. Mas para Francisco era evidente que, quanto mais a Palavra chegava perto do Jesus Pessoa revelado no Evangelho, mais era Palavra. Por is...so, tinha uma veneração especial pela palavra revelada na Bíblia.

 

Entretanto, Francisco ainda venerava mais as Palavras usadas na liturgia e de maneira muito especial as que fazem os sacramentos. A essas chamava de "santíssimas palavras" do Senhor Jesus Cristo.

 

Na Eucaristia: devolvemos os dons

 

Se Jesus Cristo é a manifestação de Deus Trindade feito pobre, que vem ao nosso encontro, é em Jesus Cristo que damos a resposta de amor ao Deus Trindade. E só conseguimos responder ao Pai, em Jesus Cristo, porque mora em nosso coração o Espírito Santo, que é o Amor de Deus. De fato, a Eucaristia quer dizer "ação de graças". Mas em São Francisco essa ação de graças é muito original:

 

Em primeiro lugar, ela é "obediência", no sentido mais fundamental de "prestar ouvidos" (obaudire). Deus fala uma Palavra de Amor, a gente ouve e responde com outra palavra de Amor. Deus se dá inteiro, nós devemos dar tudo que pudermos de nós mesmos. Para Francisco, Jesus foi o maior exemplo de obediência ao Pai. E, com ele, nós obedecemos respondendo ao Amor.

 

Em segundo lugar, para Francisco obediência é devolução. Como só Deus é bom, Ele é todo o Bem, todo bem vem dele, nosso amor só pode ser uma devolução do Bem que dele recebemos. O fundamento de sua pobreza é sempre devolver a Deus tudo que não estamos precisando. Só que, na Eucaristia, a gente "devolve" até o que está usando.



Categoria: SÃO FRANCISCO DE ASSIS
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 01h25
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 FRANCISCO E CLARA.

 

" Com Francisco o Espírito do Senhor suscitou também Clara. Por isso, como diss...e João Paulo II, não é possível separar estes "dois fenômenos, estas "duas legendas", estes "dois nomes".

Francisco é para Clara e suas irmãs o precursor que indica o caminho, "fundador, plantador e auxílio... coluna única e consolação depois de Deus.

Por sua vez, Clara é para Francisco conselheira e luz para discernir a vontade do Senhor nos momentos de dúvida..E também significativo que, nas horas de desânimo e treva, Francisco retorne a São Damião para procurar, junto a Clara o consolo de que necessita.

De Francisco, Clara recebe Deus, recebe o afeto e o impulso para lançar-se a viver até o fundo o Evangelho com uma decisão irrevogável.

De Clara, Francisco recebe a iluminação do Senhor. Clara é o reflexo de Francisco, no qual se vê como num espelho.

O rosto de Francisco, por sua vez, é iluminado pela pureza e pela pobreza de Clara.

Clara amava ternamente Francisco, a ponto de tornar-se para ele um imagem de Maria, por sua radicalidade, por sua confiança incondicionada em Deus, por sua fragilidade cheia de força, por sua lealdade e por sua fidelidade.

Em Clara arde um único desejo: viver o Evangelho segundo o exemplo de Francisco. Graças a ele, alimenta-se na mesma sabedoria e respira o mesmo frescor evangélico do Poverello.

Tendo descoberto em Francisco um verdadeiro amante e imitador do Filho de Deus, Clara o amou, confiou-se e uniu-se a ele para viver a mesma experiência evangélica.

Por isso a Regra é a mesma: " Observar o Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo" como igual é a missão: restaurar a igreja.

 

 

Desse modo, Clara e Francisco realizaram uma das sínteses mais geniais da história da Igreja: a síntese entre o silêncio que escuta e a palavra que anuncia, entre a solidão que adora na clausura e a presença que anuncia na itinerância. Desde que “o Altíssimo Pai celestial" iluminou o coração de Clara e Francisco mostrou o caminho a ela e às suas irmãs, e desde que a "pobre dama" lhe prometeu obediência, a única inspiração franciscana articula-se em duas dimensões complementares: a contemplativa, de abertura à palavra, e a ativa, de testemunho da Palavra. Sãos as duas dimensões do amor, que é, a mesmo tempo, contemplativo e ativo."

Frades e Irmãs necessitam-se reciprocamente.

Mutilariam o Carisma se caminhassem separadamente se desejassem percorrer estradas paralelas.

Caminhando unidos, respeitando as diferenças testemunham a fidelidade a Francisco e Clara; a eficácia evangélica da própria Missão na Igreja e no mundo; a credibilidade diante daqueles que, hoje como ontem, estão convencidos de que Francisco e Clara são duas almas gêmeas inseparáveis."



Categoria: SÃO FRANCISCO DE ASSIS
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 01h32
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Experiência Fundante

Quais são as motivações básicas de um jovem para ingressar na vida religiosa?

Experiência fundante é a que nasce de uma profunda vivência espiritual, mística, de Deus, de seu amor.

Experiência em que Deus enche até o fundo nossa afetividade: Deus é tudo.

É uma experiência de paz e alegria. Uma experiência que está na origem dos carismas dos fundadores, ao menos ao nível pessoal deles. As tarefas, as missões, as ocupações, a entrega aos outros, tudo flui desta experiência-base.

É a experiência de quem diz como Santa Teresa: "Solo Dios basta!" É a experiência daquela menina que, depois de deixar os encantamentos da vida que sua condição financeira permitia, se aproxima da mestra e diz: "Fala-me de Deus!".

Não há missão que possa substituir essa experiência fundante na vida religiosa. Parece que esse tipo de vocacionados procedem mais do mundo urbano, freqüentemente ligados aos movimentos de espiritualidade, de ambientes religiosos não tradicionais. Tendo feito essa experiência fundante, o jovem procura alguma congregação em que possa viver isso sempre mais profundamente. Tem uma tendência acentuada de valorizar o litúrgico, o celebrativo. Em palavras simples: são devotos, rezadores e querem viver "longe" das coisas do mundo. Em geral, ao ingressarem, têm uma imagem muito idealizada da vida religiosa. Pensam no "convento" como o lugar das pessoas "santas e felizes", "anjos" vivendo na terra. Depois de algum tempo, entram em choque com a realidade. Aqueles religiosos não são santos de nenhuma forma. São "fingidos, falsos, não vivem a caridade, são acomodados...". A imagem idealizada transforma-se em profunda decepção: não são santos, mas uns "demônios". Nesse período, muitos desistem e se afastam amargurados, freqüentemente espalhando uma imagem muito negativa da vida religiosa.

Os que conseguem superar, no entanto, aos poucos vão se dando conta que os religiosos não são nem "anjos", nem "demônios", mas pessoas humanas com sua ambigüidades, buscando, entretanto, cada um a seu jeito, um caminho para Deus.

Nesse período, o papel do formador pode ser decisivo. É importante muito diálogo com o formando, por dois motivos básicos:

Primeiro, para ajudá-lo a pôr os pés no chão.

Sua experiência de Deus é algo muito bonito e precisa ser cultivada com toda a atenção. No entanto, esse cultivo não pode se limitar ao litúrgico, celebrativo, íntimo. Essa experiência, para adquirir marca de autenticidade, necessita expressar-se no serviço aos irmãos, na comunidade, e ao Povo de Deus, principalmente com os pobres, marginalizados, doentes... Não basta o contato com aquela comunidade carismática de onde ele procede. Sem essa passagem para o concreto, como fizeram os santos, visível principalmente entre os fundadores, a primeira experiência de Deus vai se esvaziar e morrer. O formador deve estar atento, até para não se deixar "encantar" pela postura devota do formando. Algumas vezes, inclusive, essa atitude pode esconder situações de personalidade que necessitam de urgente discernimento e cura.

Outras vezes, em certos ambientes, tem-se criado confusão entre o processo de conversão e o vocacional. Um jovem faz uma experiência calorosa de conversão e pede para ser religioso. Depois de algum tempo constata que não é essa a sua vocação. Confundiu a alegria da conversão com o chamado vocacional. Faltou alguém que o ajudasse a discernir. Isso pode ser muito prejudicial para ele e para toda a comunidade.

Em segundo lugar, o formador precisa ajudar o formando a fazer uma virada urgente: da "comunidade para mim" ao "eu para a comunidade", isto é, de uma postura autocêntrica para uma postura heterocêntrica, voltada para fora (evito intencionalmente as palavras "egoísmo" e "altruísmo", porque o problema não é fundamentalmente ético, e sim formativo, de orientação, compreensão e vivência). É doloroso, isto sim, encontram-se religiosos que, depois de anos de vida consagrada, vivem egocentricamente. Aqui se trata de uma questão ética, de egoísmo mesmo.

DAL MORO, Frei Sérgio M. (OFMCap). Com o coração e inteligência - Formação para a Vida Consagrada. 2006. pg. 55-57.



Categoria: ARTIGOS/NOTÍCIAS
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 01h44
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Categoria: SÃO FRANCISCO DE ASSIS
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 23h44
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São Francisco de Assis. dia 04/10

PAZ E BEM!

 

Aos meus irmãos, aos nossos irmãos, sejamos um pouquinho como São Francisco de Assis.

 

Refletimos hoje sobre a vida desse Santo que nos ensinou como ninguém a amar Jesus Cristo, Deus Pai e todas as criaturas como um ser único: A VIDA

 

 

Dia 04 de outubro comemoramos o dia de São Francisco de Assis, o patrono da ecologia.
 O homem que mais se aproximou de Jesus Cristo, viveu cada linha dos evangelhos, amou e se declarou irmão de cada ser vivo que Deus colocou na face da Mãe Terra. Igualmente Amou os elementos da natureza porque são criações de Deus, um presente para que a vida fosse possivel.

Cada animal, cada planta, ele considerava como irmãos.

Hoje o planeta está ameaçado, a ecologia nos alerta que somos todos elos da mesma VIDA:vegetal e animal. Se cada uma dessas vidas desaparecerem já estaremos também ameaçados a desaparecer.

São Francisco como Cristo nos mostrou o caminho... Viver simplesmente...

São Francisco de Assis, rogai por nós

 

Vejam o meu outro blog:

http://caminho-franciscano.blogspot.com/

 



Categoria: SÃO FRANCISCO DE ASSIS
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 23h09
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Como São Francisco curou milagrosamente o leproso da alma e do corpo, e o que a alma lhe disse quando ia para o céu.

S. Francisco e um leproso. Giovanni Crespi, 1630
Pinacoteca de Brera, Milão
 

O verdadeiro discípulo de Cristo, monsior São Francisco, vivendo nesta miserável vida, com todo o seu esforço se empenhava em seguir a Cristo, o mestre perfeito. Por isso acontecia muitas vezes que, por divina operação, Deus curava a alma daquele a quem ele curava o corpo, na mesma hora, como se lê de Cristo. E como ele não só servia de boa vontade aos leprosos, mas, além disso, tinha ordenado que os frades de sua Ordem, andando ou estando pelo mundo, servissem aos leprosos pelo amor de Cristo, que por nós quis ser tido como um leproso, aconteceu uma ocasião, em um lugar próximo de onde então morava São Francisco, que os frades serviam em um hospital aos leprosos doentes.

 

Havia lá um leproso tão impaciente, insuportável e mau, que todo mundo tinha como certo, e era mesmo, que ele estava tomado pelo demônio, pois tratava quem o servia como um vilão, por palavras e pancadas, e, o que era pior, blasfemava ultrajando Cristo bendito e sua santíssima mãe Virgem Maria, desse modo que não se encontrava quem quisesse ou pudesse servi-lo.

 

E ainda que os frades procurassem suportar pacientemente as injúrias e vilanias para aumentar o mérito na paciência, como sua consciência não podia suportar o que era contra Cristo e sua Mãe, decidiram abandonar esse leproso, Mas não quiseram faze-lo antes de contar em ordem a São Francisco que morava, então, em um lugar ali perto.

 

Quando o fizeram, São Francisco foi visitar o leproso perverso e, chegando a ele, saudou dizendo: “Deus te dê a paz, irmão meu caríssimo”.

O leproso respondeu: “Que paz posso receber de Deus, que me tirou a paz e todo bem, e me fez todo podre e fedido?”.

 

E São Francisco disse:

“Filho, tem paciência, pois as enfermidade do corpo nos são dadas por Deus neste mundo para a salvação da alma, pois são de grande mérito quando são suportadas pacientemente”.

O doente respondeu:

“E como posso suportar pacientemente a pena contínua que me aflige dia e noite? E não estou aflito só com minha enfermidade, mas pior me fazem os frades que tu me deste para me servirem e não me servem como devem”.

 

Então São Francisco, conhecendo por revelação que esse leproso era possuído pelo espírito maligno, foi e se pôs em oração, pedindo devotamente a Deus por ele.

 

Feita a oração, voltou a ele e disse assim: “Filho, quero te servir eu mesmo, uma vez que não te contentas com os outros”. “Está bem, disse o enfermo, mas o que tu me poderás fazer mais do que os outros?”. São Francisco respondeu: “O que tu quiseres, eu farei”. Disse o leproso: “Eu quero que tu me laves inteiro, pois estou fedendo tão forte que nem eu mesmo agüento”.

 

Então São Francisco mandou esquentar na mesma hora água com muitas ervas aromáticas, depois o despiu e começou a lavá-lo com suas mãos, e um outro frade derramava a água em cima. E por milagre divino, onde São Francisco tocava com suas santas mãos, a lepra ia embora e a carne ficava perfeitamente curada. E quando a carne começou a ser curada, também a alma foi sendo curada.

Por isso, vendo o leproso que estava começando a ficar curado, começou a ter uma grande compunção e arrependimento de seus pecados, a começou a chorar muito amargamente; de modo que, enquanto o corpo ficava limpo da lepra pelo lado de fora por ser lavado pela água, a alma ia sendo limpa do pecado por dentro pela contrição e pelas lágrimas.

 

Quando ficou completamente curado quanto ao corpo e quanto à alma, reconheceu sua culpa e disse chorando em alta voz: “Ai de mim, eu sou digno do inferno pelas vilanias e injúrias que fiz e disse aos frades, e pela impaciência e blasfêmias que tive contra Deus”.

Daí, continuou por quinze dias a chorar por seus pecados e a pedir misericórdia a Deus, confessando-se inteiramente ao padre. E São Francisco, vendo assim expresso o milagre, que Deus tinha operado por meio de suas mãos, agradeceu a Deus e foi embora dali para terras muito distantes. Pois queria fugir, por humildade, a toda glória, e em tudo que fazia buscava só a honra e glória de Deus, e não a própria.

 

Depois, como aprouve a Deus, o dito leproso curado no corpo e na alma, após seus quinze dias de penitência, ficou doente de outra enfermidade; e armado com os sacramentos da Igreja, morreu muito santamente. E sua alma, indo para o paraíso, apareceu no ar para São Francisco, que estava em oração em um bosque e lhe disse: “Tu me reconheces?”. “Quem és tu?”, disse São Francisco.

 

“Eu sou o leproso que Cristo bendito curou pelos teus méritos, e agora vou indo para a vida eterna. Por isso, agradeço a Deus e a ti. Benditos sejam a tua alma e o teu corpo, e benditas sejam as tuas santas palavras e operações, pois por ti muitas almas vão se salvar no mundo.E sabe que não há dia no mundo em que os santos Anjos e outros santos não agradeçam a Deus pelos santos frutos que tu e tua Ordem fazeis em diversas partes do mundo. Por isso, conforta-te e agradece a Deus, e fica com a sua bênção”.

 

E, ditas essas palavras, foi para o céu. E São Francisco ficou muito consolado.

 

Para o louvor de Jesus Cristo e do pobrezinho Francisco. Amém.

 

Fonte: I Fioretti de São Francisco de Assis Capítulo XXV.



Categoria: SÃO FRANCISCO DE ASSIS
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 22h35
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CARTA AOS GOVERNADORES DOS POVOS

 

1. A todos os podestás e cônsules, juizes e governadores em toda a terra e a todos os outros aos quais chegar esta carta, Frei Francisco, vosso servo pequenino e desprezível no Senhor Deus, desejando a todos vós saúde e paz.

2. Considerai e vede que o dia da morte se aproxima (cfr. Gn 47,29).

3. Por isso eu vos rogo com reverência, como posso, que, por causa dos cuidados e solicitudes deste século (cfr. Mt 13,22), que tendes, não entregueis o Senhor ao esquecimento nem vos desvieis de seus mandamentos, porque todos aqueles, que o entregam ao esquecimento e se desviam de seus mandamentos são malditos (cfr. Sl 118,21) e serão por ele lançados no esquecimento (Ez 33,13).

4. E, quando chegar o dia da morte, tudo que julgavam ter lhes será tirado (cfr. Lc 8,18).

5. E, quanto mais sábios e poderosos tiverem sido neste século, tanto maiores tormentos suportarão no inferno (cfr. Sb 6,7).

6. Por isso firmemente vos aconselho, senhores meus, que, pondo de lado todo cuidado e preocupação, benignamente recebais tanto o santíssimo corpo como o santíssimo sangue de nosso Senhor Jesus Cristo em sua santa comemoração.

7. E que consagreis tanta honra ao Senhor no povo a vós confiado, que cada tarde se anuncie por um pregoeiro ou por outro sinal, pelo qual sejam dados louvores e graças ao Senhor Deus onipotente por todo o povo.

8. E, se isso não fizerdes, sabei que devereis dar contas diante do vosso Senhor Deus Jesus Cristo no dia do juízo (cfr. Mt 12,36).

9. Os que guardarem consigo este escrito e o observarem, saibam que são abençoados pelo Senhor Deus.

 



Categoria: SÃO FRANCISCO DE ASSIS
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 00h29
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Testamento de Santa Clara de Assis

 

 

Leia o Testamento de Santa Clara de Assis no link:

CAMINHO FRANCISCANO

 



Categoria: SANTA CLARA
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 18h11
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O COMEÇO DE TUDO - Quando o amargo se torna doce

 

Frei Almir Ribeiro Guimarães, OFM

 

Os franciscanos gostam sempre de evocar o começo de tudo na história de Francisco. Francisco, nos inícios de sua aventura espiritual,deixou as coisas do mundo depois de encontrar-se com o farrapo humano chamado leproso.

 

1. Ele, esse Francisco, originário da cidade de Assis, esse italiano da verdejante região da Úmbria, experimentara em seu peito um desejo de plenitude. Não tinha sido feito para as coisas medíocres. Não havia nascido para a mesmice e a mediocridade, para a banalidade e a rotina. Num determinado momento do processo de transformação que o jovem Francisco experimentava em seu coração seus amigos de folguedo estranharam uma certa sisudez. A Legenda dos Três Companheiros apresenta alguns pormenores a respeito da mudança de vida de Francisco. O texto afirma que seus amigos saíram de casa, iam à frente cantando pelas ruas da cidade. Estranharam que Francisco, que era um líder do grupo, fosse simplesmente atrás segurando um bastão: “Não ia cantando, mas meditando com atenção. E, de repente, o Senhor o visitou e seu coração ficou repleto de tanta doçura que não podia nem falar, nem se mexer, e era incapaz de sentir ou de ouvir outra coisa, a não ser aquela doçura que tal modo o alienava do sentido carnal, que,ele mesmo disse depois, mesmo se naquele momento fosse cortado em pedaços, não poderia mover-se daquele lugar (n.7). Os companheiros olharam para trás e o viram transformado.

 

Perguntaram-lhe: “Em que estás pensando? Por que não nos segues? Por acaso pensar em casar-te?” E Francisco respondeu-lhes: “Dissestes a verdade, eu estava pensando em escolher uma esposa, a mais nobre, a mais rica, a mais bela que jamais vistes”. Os seus amigos não fizeram conta do que falava. “Francisco disse isso não por si mesmo, mas inspirado por Deus; pois essa esposa era a verdadeira religião que abraçou, mais nobre, mais rica e mais bela que as outras por causa da pobreza” (n.8).

 

2. Assim, as coisas iam mudando no fundo do coração desse jovem da Úmbria que, mais tarde, viria a se tornar cópia viva de Cristo, o Cristo redivivo. Foi sendo atraído pela figura do Mestre, que seduzia por seu despojamento, que encantava pela singeleza pobre de seu nascimento e de sua morte, figura gloriosa e doloridamente chagada. Cristo Jesus, o Filho do Altíssimo e o Filho da Virgem pobrezinha, da paupercula iria aos poucos se manifestando a Francisco e ocupar todo o espaço de seu interior..

 

3. Como, de fato, tudo começou? Francisco responderá a esta pergunta mais tarde, nas primeiras linhas de seu Testamento. Foi assim: “Como estivesse em pecado, parecia-me deveras insuportável olhar para leprosos. E o Senhor mesmo me conduziu entre eles. Enquanto me retirava deles o que antes me parecia amargo, se me converteu em doçura da alma e do corpo. E depois disto demorei só bem pouco tempo e abandonei o mundo” (Testamento 1-3).

 

4. Dentro do coração do jovem Francisco uma dupla experiência: experiência de um vazio interior experiência da indigência e da pobreza manifestada na carne e no semblante do leproso. Francisco fala em deixar o mundo da vaidade, da posse, da busca do poder, do fascínio pelos bens e pelo dinheiro, da vontade de aparecer e dominar. Francisco experimenta uma doçura diferente quando Cristo aparece em sua intimidade e brada e berra na vida e na história do leproso. Depois dessa experiência começava para Francisco uma nova vida que ele chamaria de vida de penitência, caminho de júbilo e de felicidade. Mais tarde, bem mais tarde, quando a irmã já não estava tão distante, haveria ainda de exprimir a saudade daqueles tempos: “Queria voltar a servir os leprosos e a ser desprezado como nos primeiros tempos. Queria fugir do convívio das pessoas e ir para lugares mais afastados, para se livrar de todos os cuidados e preocupações com outras coisas” (1Celano 103).

 

5.Tudo começou com o encontro e a acolhida do leproso, do que é doído, pequeno, insignificante e desprezado. Esse leproso que antes causava repugnância a Francisco passou a ser o símbolo do começo de uma vida esplendorosa e luminosa. O doce se transformou em amargo e o amargo, em doce. Em nossos dias, em nossa sociedade de consumo, de aparências, de vazio há homens e mulheres, rapazes e moças fazendo a experiência de viver e conviver com os mais excluídos da face da terra. Há esse rapaz, esse estagiário de medicina que acompanha os idosos de um miserável asilo de trapos humanos envelhecidos e abandonados. Há essa moça que visita presídios femininos e dá cursos para as encarceradas. Há pessoas fazendo hoje a experiência do amargor que se torna doçura.

 

http://www.franciscanos.org.br

 



Categoria: SÃO FRANCISCO DE ASSIS
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 18h45
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QUEIMADAS :UMA TENDÊNCIA PRIMITIVA E BÁRBARA.
(Rivaldo Roberto Ribeiro)

O fogo vem rápido e feroz, os pássaros tentam fugir batendo suas asas pesadamente, mas o fogo devorava o oxigênio... o ar... formam redemoinhos, e eles não conseguem são sugados para dentro das chamas, outros animais são tomados de pavor e confusão, sem forças correm desesperados do cerco sem saída, insetos desaparecem como folhas secas, vi numa reportagem duas capivaras carbonizadas, seu abdome estufado, suas patas contorcidas, eram semelhantes a um tronco de arvore em carvão, quanta dor elas sentiram!!! ...

No meio do campo incendiado algumas arvores solitárias que ainda sobraram, ardem balançando os galhos como se fossem braços que se erguem no meio das chamas pedindo socorro... nas tempestades muitas aves e outros animais se refugiam entre os galhos, entre os cipós, mas a tempestade era de fogo e desta vez a amiga arvore não pode proteje-los...

O inferno mostra sua cara, no meio das chamas os demônios dançam felizes alimentando-se do desastre consumado, agora o vento soprava quente e seco, a noite caia silenciosa e triste, não ia se ouvir a coruja, o curiango, os grilos, os bichos da noite, os vaga-lumes, apenas a escuridão da queimada e o forte cheiro de enxofre, o sol já havia escondido de vergonha e a lua aparecia tímida e vermelha por ter chorado.

Pensei: Meu Deus!!! Não tenho forças para impedir isso--  assim lembrei-me de São Francisco de Assis, amante da natureza e dos animais, um santo que tenho muita devoção e admiração, que em 1979 o Papa João Paulo II o declarou patrono da ecologia.

Ninguém como Ele irmanou-se tanto com todo o universo: foi irmão do sol, da água, das estrelas, das aves e dos animais. O "Cântico ao Sol", em que proclama seu amor a tudo que existe, é uma das mais lindas páginas da poesia cristã.

"Vamos orar ao amor a criação de Deus:

Pai São Francisco olhe pelos seus irmãos indefesos que estão na natureza que grita de pavor e dor diante das chamas criminosas, dê forças aos que querem lutar contra essa crueldade que afeta a saúde dos homens e assassina os animais, destrói e desequilibra o meio ambiente, interceda junto ao Deus Pai o seu perdão pela ingratidão e agressão que a nossa irmã a mãe Terra vem sofrendo, que dos dá frutos, vida e embeleza com suas flores nossas vidas, faça com que o homem veja a beleza do mundo e não simplesmente a sua utilidade.

São Francisco o "fogo" só pertence aos demônios que vão para os infernos, não permita que Santas Criaturas de Deus passam por esse horror, não permita meu Pai São Francisco que os homens continuem cegos diante dessa barbárie.

Pai São Francisco temos nossas leis, no entanto elas não tocam os corações dos homens, não sei para que eles as criaram. Só a Lei de Deus Pai pode intervir porque ela é a lei do Amor , e aqueles que não conseguem ouvir a voz do vento, os gritos e pedidos de socorro da natureza na voz de Deus, que se arrependam antes que seja tarde demais."

Invejamos nossos irmãos animais, eles nunca profanaram a Sagrada Mãe Terra, e agora nós os castigamos de forma cruel e covarde. Hoje muitos deles não conseguem fugir da nossa barbárie, mas pode estar certo disso num futuro bem próximo é nós  que vamos ter que fugir. Teremos para onde ir? 

Nós  deixamos alguma alternativa?

Soubemos dominar e entender a natureza???...

 



Categoria: ARTIGOS/NOTÍCIAS
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 00h43
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 TEXTO Base - 800 anos do Carisma Clariano

 

TEXTO Base - 800 anos do Carisma Clariano 

 

Chegou, para uma bela ocasião comemorativa, mais um jubileu clariano! É um tempo privilegiado para reforçar, na história da civilização cristã e na Família Franciscana e Clariana, a transparente mulher, mística e santa, que se revela em Santa Clara de Assis. Estamos celebrando os 800 anos da Vocação de Clara de Assis! O Amor a convocou para uma forte experiência de Deus. Desde então, apresentou-se ao mundo como uma mulher nova, personalidade forte, coração impregnado de ternura e passos decididos de uma verdadeira conversão. O Evangelho vivido, a experiência de Francisco de Assis reinventada, o ermo e a fraternidade a colocaram entre Irmãs com presença doce e materna, e a entregaram à humanidade sedenta de um caminho cristão vivido com maturidade.

 

A Família Franciscana do Brasil coloca em nossas mãos este valioso subsídio para alimentar nosso conhecimento da vida e aprofundar a espiritualidade de Clara de Assis. O sugestivo e fecundo tema: "Santa Clara de Assis e de Hoje, Caminho de Unidade" nos convoca a descobrir com Clara que unidade é ser diferente, única, forte e convicta em abraçar um Espírito Comum. Quando lemos a Legenda de Santa Clara, ela mesma nos mostra que "fundadores modernos e seus autênticos seguidores são luminares do mundo, guias do caminho, mestres da vida" (LSC, Prólogo). Clara é Mestra indicativa do melhor de Deus e do melhor do humano. "Deus suscitou por isso a venerável virgem Clara e acendeu nela uma luz claríssima para as mulheres (...), colocando-a sobre o candelabro para ser luz de todos os que estão em casa" (LSC, Prólogo).

 

Unidade é colocar em comum a originalidade. Nesta obra temos a possibilidade de fazer uma leitura em comum das ideias de Irmã Delir Brunelli, CF, reencantando "a proposta de Clara de Assis e sua forma de entender e buscar a unidade/irmandade para projetar luz nos caminhos que percorremos hoje, confirmar e fortalecer nossas buscas e sonhos". Irmã Maria Petronila, SMIC, diz que "é com muita alegria que nós, que formamos a Família Francisclariana do Brasil, dizemos que Santa Clara de Assis é também de hoje e estamos celebrando 800 anos depois, e de maneira entusiasmada, porque é uma oportunidade especial para retornarmos às fontes de sua espiritualidade e nos renovarmos". Frei Moacir Casagrande, OFMCap, foca o ponto convergente do nosso Carisma: "É o amor de Cristo que nos reúne, é no amor de Cristo que nos unimos, só Nele adquirimos condições de comungar entre nós e com quem quer que seja". Irmã Sandra Maria, OSC, escreve que "o que se pode afirmar com base nas fontes é que o movimento franciscano, com seu ideal de vida pobre e em santa unidade, teve um impacto sensível sobre ela. Sua vocação, decididamente, será inspirada pelo nascente movimento. Porém, o novo caminho espiritual que Clara irá trilhar deverá traduzir seu ser feminino e se definirá, além disso, como próprio, original, único: marcante feminino, clariano". Irmã Teresinha Del’Acqua, OSF, no olhar a partir da psicologia, nos recorda Clara que, com "sua lucidez ousada, intuitiva, criativa e profética a levou a gestar a primeira regra monástica feminina aprovada pela Igreja, configurando um novo rosto e dinamismo à vida monástica. Clara deu um cunho essencialmente feminino e materno à Regra, enfatizando o carisma e bem menos o caráter institucional, inaugurando uma radical, significativa e vital passagem do "ser monja" para o "ser irmã". E o ponto de partida de Clara é o ponto Santa Clara de Assis e de Hoje: Caminho de Unidade

 

de partida da reflexão de Frei José Carlos Pedroso, OFMCap: "A principal contribuição de Clara para o Movimento Franciscano foi a maneira de ver Deus Esposo em Jesus Cristo e nos ensinar a vivê-lo na sua contemplação transformante (...). Clara celebrou o mistério do Cristo Esposo com suas Irmãs, no Santuário de São Damião e nas raízes do movimento franciscano. Ela foi penetrando cada vez mais dentro da revelação do Filho de Deus feito humano, do Deus-Esposo da Bíblia nele revelado, e foi tirando desse conhecimento uma riqueza infinita para viver cada vez melhor, para ela mesma, para as pessoas próximas, para a construção da humanidade. Podemos dizer que toda a sua vida foi um cântico de celebração."

 

Assim, o Jubileu nos coloca mais uma vez no caminho de Clara, o caminho da Unidade.Unidade é a consanguinidade mística, sororal e fraternal que corre em nossas veias. Somos uma família que respira há 800 anos o mesmo Espírito. Unidade é criar e atualizar projetos baseados nos sonhos que colocaram Clara de Assis em passos decididos rumo à sua realização. Unidade é juntar a Família Francisclariana e, novamente, inspirados em nossa fonte maternal, esquentar a nossa busca em transformar este mundo em Reino de Deus. Unidade é não deixar cair a inspiração original e renovar conjuntamente todas as virtudes clarianas: leveza, silêncio, beleza, desapego, ternura, contemplação, amor pleno de cuidado, privilégio em ser pobre, Evangelho feito carne, do claustro para o mundo, e do agito do mundo para o fecundo recolhimento que refaz a nossa vida.

 

Unidade é amar a partir do valor maior, um amor feito presépio, altar e cruz. Um amor feito irmã e irmão. Unidade é nascer de um revolucionário movimento de amor que impregnou Assis e transformá-lo em Ordem, isto é: o amor também se organiza! A força Trinitária do Amor inspirou Três Ordens e seus ramos que, bebendo na mesma seiva, sonham para este mundo uma perene primavera. Unidade é ser mãe e pai, irmão e irmã, esposo e esposa, o rosto definido de Clara e Francisco, o masculino e o feminino, reflexo da única imagem refletida no Espelho da Unidade: o Cristo pobre, humilde e crucificado, porém o Cristo glorioso, expressivo, vivo em pé a convocar para a contínua reconstrução da casa. Um dia, o Cristo de São Damião chamou Francisco e ele teve a Inspiração; mas há 800 anos , Santa Clara e suas Irmãs amam, zelam e cuidam do lugar da Inspiração.

 

Unidade é escrever uma Regra de Vida com as formas do coração. Unidade é saber que o movimento transformado em Ordens é uma feliz Família que tem pai e mãe. Esta mãe, mulher apaixonada, cristã e santa, casou com o projeto de vida do Esposo e continua a gerar filhas e filhos, que nos caminhos do mundo e no espaço contemplativo do mosteiro, tem rosto e identidade, tem fontes e fraternidade, e tem esta imensa alegria de festejar a Santa Unidade!

 

Frei Vitório Mazzuco, OFM

 

O Livro poderá ser adquirido na Sede da FFB, por apenas R$ 12,00.

 

Família Franciscana do Brasil: http://ffb.org.br/



Categoria: SANTA CLARA
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 01h14
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Oração nos 800 anos do carisma clariano

Oração nos 800 anos do carisma clariano

 

 

 

Altíssimo, Pai Celestial, por vossa misericórdia e graça,

iluminastes Clara de Assis e a conduzistes pelo caminho

do Cristo pobre e humilde, acolhido como Esposo

bem-amado.  

 

 

Ouvindo o vosso chamado no exemplo de Francisco de Assis,

ela abandonou a nobreza e abraçou com jovial alegria a

penitência evangélica, no serviço humilde, no silêncio

contemplativo e na convivência fraterna.

 

Arrebatada pelo amor do Divino Esposo e espelhando-se

na humanidade de Jesus, tornou-se uma  luz fulgurante

a brilhar para uma multidão de irmãs e irmãos.

 

Bendito sejais, Senhor, pelo brilho de Irmã Santa Clara,

pelas tantas seguidoras de seu caminho e

pelo estímulo fascinante que sua vida nos deixa a todos.

 

Concedei-nos, que a Família Franciscana do Brasil siga

o mesmo caminho de simplicidade, de humildade fraterna,

de pobreza evangélica, numa vida honesta e santa,

alimentada pelo pão da Palavra e da Eucaristia,

solidária com os pobres e excluídos.

 

Pelo Divino Espírito Santo, concedei-nos o dom da fidelidade,

para não perdermos de vista o ponto de partida de nossa

vocação, e prosseguirmos alegremente até o fim. Amém!

 

                                       Santa Clara de Assis, rogai por nós !

 

 



Categoria: SANTA CLARA
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 00h56
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Como o santo frade Bernardo de Assis foi mandado por São Francisco para Bolonha, e lá tomou lugar.

 

Como São Francisco e os seus companheiros tinham sido chamados e escolhidos por Deus para levar com o coração e com obras, e a pregar com a língua a cruz de Cristo, eles pareciam e eram homens crucificados, quanto ao hábito e quanto à vida austera, e quanto a seus atos e operações; e por isso desejavam mais suportar vergonhas e opróbrios pelo amor de Cristo, que honras do mundo ou reverências ou louvores vãos. Aliás, alegravam-se com as injúrias e ficavam tristes com as honras.

 

E assim iam pelo mundo como peregrinos e forasteiros, não levando consigo nada mais do que Cristo crucificado; e como eles eram da verdadeira vide, isto é, Cristo, produziam grandes e bons frutos das almas, que ganhavam para Deus.

 

Aconteceu, no começo da religião, que São Francisco mandou Frei Bernardo para Bolonha, para que aí, segundo a graça que Deus lhe tinha dado, fizesse fruto para Deus; e Frei Bernardo, fazendo o sinal da santíssima cruz pela santa obediência, partiu e chegou a Bolonha.

 

Quando os meninos o viram com aquele hábito insólito e rude, fizeram-lhe muitas caçoadas e injúrias, como se faria com um louco; e Frei Bernardo suportava tudo paciente e alegremente por amor de Cristo. Aliás, para que fosse mais ferido, colocou-se de propósito na praça da cidade. Por isso, quando ele se sentou lá, reuniram-se ao redor muitos meninos e homens, e um lhe puxava o capuz por trás, outro pela frente, um lhe jogava pó e outro pedras, um o suspendia daqui e dali, e Frei Bernardo tinha sempre um modo e uma paciência, com o rosto alegre, que não se queixava nem se perturbava.

 

E por muitos dias voltou àquele mesmo lugar, também para suportar semelhantes coisas. E como a paciência é obra de perfeição e prova de virtude, um sábio doutor da lei, vendo e considerando tanta constância e virtude de Frei Bernardo, que não podia perturbar-se em tantos dias, por nenhuma moléstia ou injúria, disse consigo mesmo: “É impossível que este não seja um santo homem”.

 

Aproximou-se dele e perguntou: “Quem és tu, e por que vieste aqui?”. Por resposta, Frei Bernardo pôs a mão no seio e tirou para fora a regra de São Francisco, dando-a para ler. Depois que a leu, considerando o seu altíssimo estado de perfeição, votou-se para os companheiros com grandíssimo estupor e admiração, e disse: “Na verdade, este é o mais alto estado de perfeição que eu jamais ouvi; e assim este com os seus companheiros são dos homens mais santos deste mundo, e faz um pecado enorme quem os injuria, pois ele devia ser sumamente honrado, pois é amigo de Deus”.

 

 E disse a Frei Bernardo: ‘Se vós quereis tomar um lugar em que possais servir adequadamente a Deus, eu vo-lo darei de boa vontade, pela salvação da minha alma”. Frei Bernardo respondeu: “Senhor, eu creio que isso lhe foi inspirado por nosso Senhor Jesus Cristo, e por isso eu aceito de boa vontade a vossa oferta, para honra de Cristo”.

 

Então o referido juiz levou Frei Bernardo para sua casa, com grande alegria e caridade. E depois lhe deu o lugar prometido, arrumando e completando tudo por sua conta; e daí em diante tornou-se pai e especial defensor de Frei Bernardo e de seus companheiros.

 

E Frei Bernardo, por seu santo comportamento, começou a ser muito honrado pelas pessoas, tanto que se considerava feliz quem podia toca-lo ou vê-lo. Mas ele, como verdadeiro discípulo de Cristo e do humilde Francisco, temendo que a honra do mundo impedisse a paz e a salvação da sua alma, foi um dia embora, voltou para São Francisco e lhe disse assim: “Pai, está assumido o lugar na cidade de Bolonha; mande para lá frades que o mantenham ou que ali estejam, porque eu não ganhava mais nada, antes, pela honra demasiada que me davam, fiquei com medo de perder mais do que ganharia”.

 

Então São Francisco, ouvindo tudo pela ordem, como Deus tinha agido por Frei Bernardo, agradeceu a Deus, que assim começava a ampliar os pobrezinhos discípulos da cruz; e andou mandou alguns dos seus companheiros a Bolonha e à Lombardia, os quais tomaram muitos lugares daqueles lados.

 

 

Para louvor de Jesus Cristo e do pobrezinho Francisco. Amém.

 

I FIORETTI DI SAN FRANCESCO- Capitulo V



Categoria: Carisma,Jufra,Santos
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 23h47
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Como São Francisco fez uma Quaresma numa ilha do lago de Perusa, onde jejuou quarenta dias e quarenta noites, e não comeu mais do que meio pão.

 

Deus Pai quis fazer de São Francisco, o servo verdadeiro de Cristo, porque em algumas coisas foi como um outro Cristo, dado ao mundo para a salvação das pessoas, conforme e semelhante ao seu Filho Jesus Cristo, como nos demonstra no venerável colégio dos doze companheiros e no admirável mistério dos sagrados Estigmas, como no jejum contínuo da santa Quaresma, que ele fez do seguinte modo.

 

 

Estando uma vez São Francisco,no dia do carnaval, ao lado do lago de Perusa, na casa de um seu devoto, com quem tinha se hospedado à noite, foi inspirado por Deus que fosse fazer aquela Quaresma numa ilha do lago. Por isso, São Francisco pediu a esse seu devoto que por amor de Cristo o levasse com a sua barca a uma ilha do lago onde não morasse ninguém, e fizesse isso na noite do dia de Cinzas, de modo que ninguém se desse conta. E ele, por amor da grande devoção que tinha por São Francisco, atendeu solicitamente ao seu pedido e o levou para a dita ilha; e São Francisco não levou consigo a não ser dois pãezinhos.

 

 

E quando chegou à ilha e o amigo estava partindo para voltar para casa, São Francisco pediu-lhe encarecidamente que não revelasse a ninguém como ele estava lá, e que não viesse busca-lo a não ser na Quinta-feira Santa. E assim ele partiu, e São Francisco ficou sozinho.

 

 

E como não havia nenhuma habitação em que pudesse abrigar-se, entrou num bosque muito espesso, que ameixeiras e arbustos tinham ajeitado como um ninho ou como uma cabaninha; e nesse lugar pôs-se a rezar e a contemplar as coisas celestiais.

 

 E esteve aí durante toda a Quaresma, sem comer nem beber, a não ser a metade de um dos pãezinhos, como descobriu o seu devoto na Quinta-feira Santa, quando voltou a ele; o qual encontrou, dos dois pãezinhos, um e meio; e a outra metade se acredita que São Francisco comeu por devoção ao jejum de Cristo bendito, que jejuou quarenta dias e quarenta noites sem tomar nenhum alimento material. E assim, com aquele meio pão, afastou de si o veneno da vanglória e, a exemplo de Cristo, e jejuou quarenta dias e quarenta noites.

 

 

Depois, naquele lugar em que São Francisco tinha feito uma abstinência tão maravilhosa, Deus fez muitos milagres pelos seus méritos. Por isso, os homens começaram a construir casas lá e a morar nelas; e em pouco tempo fez-se um castelo bom e grande, e aí está o lugar dos frades, que se chama lugar da ilha. E os homens e mulheres daquele castelo ainda têm grande reverência e devoção por aquele lugar onde São Francisco fez a referida quaresma.

 

 

 

Para louvor de Jesus Cristo e do pobrezinho Francisco.

 

Amém.

 

I Fioretti capitulo VII



Categoria: SÃO FRANCISCO DE ASSIS
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 17h37
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Como São Francisco colocou Frei Masseo no ofício da porta, da esmola e da cozinha; depois, a pedido dos outros frades, o tirou.

 

São Francisco, querendo humilhar Frei Masseo, para que não se levantasse em vanglória pelos muitos dons e graças que Deus lhe dava, mas em virtude da humildade crescesse com eles de virtude em virtude, uma vez em que ele morava em um lugar solitário com aqueles seus primeiros companheiros verdadeiramente santos, um dos quais era Frei Masseo, disse um dia a Frei Masseo diante de todos os companheiros: “Ó Frei Masseo, todos estes teus companheiros têm a graça da contemplação e da oração; mas tu tens a graça da pregação da palavra de Deus para satisfazer o povo. Por isso eu quero, para que eles possam dedicar-se à contemplação, que tu te encarregues do ofício da porta, da esmola e da cozinha; e quando os outros frades estiverem comendo, tu comerás fora da porta do lugar, de modo que aqueles que vierem ao lugar, antes de baterem, sejam por ti satisfeitos com alguma boa palavra de Deus, de modo que ninguém precise sair a não ser tu. E farás isso pelo mérito da santa obediência”.

 

 Então Frei Masseo puxou o capuz e inclinou a cabeça, e humildemente recebeu e executou essa obediência por muitos dias, fazendo o ofício da porta, da esmola e da cozinha.

 

Os companheiros, por serem homens iluminados por Deus, começaram a sentir em seus corações grande remorso por causa disso, considerando que Frei Masseo era um homem de grande perfeição, como eles ou mais, e sobre ele fora posto todo o peso do lugar, e não sobre eles. Por isso eles se moveram todos por um só querer e foram pedir ao pai santo que lhe aprouvesse distribuir entre eles os ofícios, pois de nenhum modo suas consciências podiam suportar que Frei Masseo agüentasse tantas fadigas.

 

Ouvindo isso, São Francisco cedeu aos seus conselhos e consentiu com a sua vontade. Chamando Frei Masseo, disse-lhe: “Frei Masseo, os teus companheiros querem partilhar os ofícios que te dei; e então eu quero que esses ofícios sejam divididos”.

 

Disse Frei Masseo com grande humildade e paciência: “Pai, o que me impões, tudo ou uma parte, eu o tenho feito por Deus”. Então São Francisco vendo a caridade dos outros e a humildade de Frei Masseo, fez-lhes uma pregação maravilhosa e grande sobre a santíssima humildade, ensinando-lhes que quanto maiores os dons e graças que Deus nos dá, tanto mais devemos ser humildes; pois sem humildade nenhuma virtude é aceitável para Deus. E feita a pregação, distribuiu os ofícios com grandíssima caridade.

 

Para louvor de Jesus Cristo e do pobrezinho Francisco.

 

Fonte I Fioretti- Cap.XII

 

 

Comentário:

Nesse capitulo maravilhoso das FIORETTI, São Francisco deixa bem claro sobre os dons concedidos por Deus a cada um de nós, dons que serão aceitos e revelados por Deus de acordo com a humildade que reside dentro de nós, uma dádiva  que cabe as pessoas verdadeiramente fiéis a Deus.

 



Categoria: SÃO FRANCISCO DE ASSIS
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 00h30
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NOVO BLOG

Visitem o novo  Blog:

http://caminho-franciscano.blogspot.com/

PAZ E BEM!



 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 02h01
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 O que significa a saudação Paz e Bem

A saudação franciscana de "Paz e Bem" tem sua origem na descoberta e na vocação do envio dos discípulos, que São Francisco descobriu no Evangelho e, que ele colocou na Regra dos Frades Menores - "o modo de ir pelo mundo". Lucas (10,5) fala na saudação "A paz esteja nesta casa", e Francisco acrescenta que a saudação deve ser dada a todas as pessoas que os frades encontrarem pelo caminho: "O Senhor vos dê a paz".

 

No seu Testamento, Francisco revela que recebeu do Senhor mesmo esta saudação. Portanto, ela faz parte de sua inspiração original de vida: anunciar a paz. Muito antes de São Francisco, o Mestre Rufino (bispo de Assis, na época em que Francisco nasceu), já escrevera um tratado, "De Bono Pacis" - "O Bem da paz" e, que certamente deve ter influenciado a mística da paz na região de Assis. Haviam, então, diferentes formas de saudação da paz, entre elas a de "Paz e Bem".

 

 

A paz interior como fundamento da paz exterior

 

Na Legenda dos três companheiros (58), São Francisco dá para seus frades, o significado único para a paz:"A paz que anunciais com a boca, mais deveis tê-la em vossos corações. Ninguém seja por vós provocado à ira ou ao escândalo, mas todos por vossa mansidão sejam levados à paz, a benignidade e à concórdia. Pois é para isso que fomos chamados: para curar os feridos, reanimar os abatidos e trazer de volta os que estão no erro".

 

Trata-se da paz do coração que conquistaram. Francisco exorta seus frades a anunciar a paz e a testemunhá-la com doçura, porque este é o único caminho de comunicação para atrair todos os homens para a verdadeira paz, a bondade e a concórdia.

A saudação da paz, como primeira palavra que os frades dirigem aos outros, tem o objetivo de abrir os corações à paz, isto é, à força espiritual interior: a paz interior da bem-aventurança e a paz proclamada e dirigida a todos, constituem uma única e mesma realidade.

 

O Bem da paz - o "Sumo Bem"

 

Deus Sumo Bem é a experiência fundamental de Francisco, o ponto de partida de sua espiritualidade. Nela se fundamenta a vida franciscana como resposta de amor, configurando o amado ao Amor. Portanto, "Bem" é Deus-Amor, é a caridade.

 

Deus, o Sumo Bem, chamou a todos a participarem do seu Ser, não no sentido de "soma de todos os bens divinos", mas Deus, enquanto "bem único". Por isso, a atitude típica de São Francisco é o êxtase adorante e a decisão de estar sempre a serviço deste Deus; um serviço que nasce da alegria da gratidão. É a atitude que projeta em Deus a completude de si mesmo, que leva a renúncia a tudo, até à posse de Deus. Francisco descobre neste "vazio", a presença de Deus, unicamente como "dom".

E é justamente este o sentido da resposta humana, a da conversão ao Bem, ao "Sumo Bem": aceitar Deus como centro absoluto da própria existência, e inserir-se no seu projeto tornando-se seu colaborador. Desta experiência nasce a "doçura", que enche a vida de Francisco, a sua necessidade de entregar tudo a Deus (pobreza), de render-lhe graças e louvá-lo sem cessar. Desta experiência nasce também a confiança de tudo arriscar, sabendo que Deus não o deixará desamparado.

 

         "Paz e Bem" - A paz se constrói pela caridade

 

Portanto, a saudação franciscana de "Paz e Bem" é um programa de vida, é uma forma evangélica de viver o espírito das bem-aventuranças. Nestas duas pequenas palavras se esconde um dinamismo e uma provocação: saudar alguém com "Paz e Bem" é o mesmo que dizer: o amor de Deus que trago em meu ser, é a mesma pessoa que reconheço nos outros e no mundo e, por causa dEle, devemos viver a caridade - o Bem - entre nós.

 

Daí que, a paz só se constrói por meio da caridade (o Bem), porque a caridade é "forte como a morte" (ct 8,6); à qual ninguém resiste e, quando vem, mata o mal que fomos para que sejamos outro bem. A caridade gera a paz. A caridade está na paz assim como o espírito da vida está no corpo. A caridade sozinha mantém firmemente unidos na paz os filhos da Igreja; faltando a caridade, esta paz se dissolve. A caridade vivifica os membros de Cristo, os une e os faz estar em harmonia num só corpo. Ela é como um cabo, em cuja parte superior foi aplicado um gancho que liga a divindade à humanidade, o cordão que o senhor colocou na terra e com o qual ergueu o homem para o céu" (Mestre Rufino).

 

FONTE:

 

http://www.eternamisericordia.com.br



Categoria: SÃO FRANCISCO DE ASSIS
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 01h55
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Greccio

  

Escrito por Lopes Morgado.

 

Não é do meu feitio, por entender que não é do meu estado/vocação, viajar só para ver. Há tanta coisa para ver! E os pobres não se podem dar a esse luxo... Mas, se a ocasião se propicia no contexto de um trabalho, não posso perdê-la.

 

Foi o que fiz, quando me convidaram a participar no Capítulo Internacional das Esteiras, em Assis, no mês de Abril passado. Disse então ao Ministro Provincial, frei António Martins: «Nesse caso, gostava de aproveitar a viagem para ir a dois lugares franciscanos que sempre ansiei ver: Greccio e o Monte Alverne.» E assim se fez.

 

Gente viajada, tinha-me dito que podia ficar decepcionado. Não fiquei. Porque, se eu desejava ir a Greccio, não era para ver presépios – tinha mais de 800 em casa, de 62 países; mas para sentir o ambiente que levou Francisco a anunciar o mistério do Natal de maneira palpável e acessível ao povo, como eu gostaria de fazer com esta colecção.

 

E nisso, fui plenamente satisfeito. Só foi pena o tempo de permanência ser tão pouco, pois tivemos que saborear os dois lugares no mesmo dia...

 

Além da paisagem exuberante e agreste que o envolve, o convento de Greccio, ao encargo dos Irmãos Menores, permite ver e tocar os lugares onde Francisco jejuou, rezou e meditou na encarnação do Filho de Deus e no sofrimento de sua Mãe pobrezinha: a cela, o coro, o refeitório, os objectos sagrados; e as marcas da primeira geração franciscana, como o dormitório de S. Boaventura, que foi Ministro Geral da Ordem, cardeal e Doutor da Santa Igreja.

 

Logo junto da escadaria de acesso, um Francisco peregrino, em bronze, acolhe os visitantes. E na porta de entrada da igreja, a cena do lobo de Gubbio diz-nos que estamos num lugar de paz e pacificação – uma lição de Natal, ainda por assimilar vinte séculos depois.

 

De facto, os presépios oferecidos e expostos num corredor interior do convento são muitos, e belos e fotografei-os todos. Mas, um presépio local de cariz franciscano, que pudesse valorizar a nossa colecção em Fátima, é que não se fazia por lá. A encenação de Francisco em 1223 não tinha influência no artesanato da região. Apesar disso, encontrei algumas peças soltas, que trouxe para tentar organizá-las em casa num Presépio evocativo daquele lugar.

 

Ficam as imagens, a sublinhar a memória ali evocada e os sentimentos revividos, como partilha com quem nunca lá poderá ir. E também como forma de tornar a viagem mais rentável para a evangelização que nos propomos aqui.

 

Fonte: Capuchinhos.org-Portugal

 



Categoria: ARTIGOS/NOTÍCIAS
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 14h54
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Associação e Fraternidade fazem peregrinação à Aparecida

Romaria foi realizada em agradecimento aos 25 anos da entidade 

Frades, Diretoria e leigos participaram do 2º dia de novena em louvor de Nossa Senhora Aparecida.

 

    

Em busca da bênção e do olhar materno da Senhora Aparecida a Associação e Fraternidade São Francisco de Assis na Providência de Deus peregrinou até a casa da Mãe, em Aparecida, nos dias 4 e 5 de outubro. No total, 184 pessoas foram até a Capital da Fé para agradecer à Rainha do Céu e da Terra os 25 anos de história e pedir os cuidados da Mãe de Deus para os próximos 25 anos. 

Na tarde de 4 de outubro, na Basílica Velha, todos participaram da cerimônia de vestição de 16 noviços, entre eles as três primeiras Irmãs do Ramo Feminino da Fraternidade São Francisco de Assis na Providência de Deus. Agora, a Fraternidade conta com 31 frades, 13 noviços e 3 noviças. 

“Nesses 25 anos não fizemos tudo, mas lutamos para fazer o possível para que esse tudo aconteça. Olhando para o Evangelho do Bom Samaritano somos todos convidados: ‘vai tu e faze o mesmo’, por mais 25 anos. Queremos cumprir o que o Evangelho nos manda por meio de nossas Obras”, disse Frei Francisco aos que celebraram a Missa, na tarde do dia 4. 

Após a emoção vivida durante a celebração na Basílica Velha, todos os peregrinos na Providência de Deus, participaram do segundo dia de Novena em honra à Nossa Senhora Aparecida na Basílica. Neste ano, o tema da Novena é “Sob o Olhar da Senhora Aparecida caminhamos com Jesus”. No segundo dia, os romeiros meditaram “Maria, olhar que ilumina”, relembrando o milagre das velas, realizado junto aos primeiros devotos de Nossa Senhora Aparecida. 

Maria Clara e Francisco fizeram uma homenagem aos primeiros franciscanos durante a entrada da Palavra de Deus na celebração da Novena, presidida pelo Bispo de Crato (Ceará), Fernando Panico. Concelebraram o Arcebispo de Aparecida, Dom Raymundo Damasceno Assis, o Bispo de emérito de Rubiataba (GO), Dom José Carlos de Oliveira, o Bispo Emérito de Barretos (SP), Dom Pedro Fré, Bispo Emérito Coari (AM), Dom Joércio Gonçalves Pereira e o Reitor do Santuário Nacional, padre Darci Nicioli.  

Leigos da Fraternidade também se fizeram presentes nesse momento, todos vestidos com a cor marrom, traço marcante da espiritualidade franciscana. A diretoria da Associação também marcou presença durante as festividades. 

Ao final do segundo dia da Novena, todos os peregrinos da Associação e Fraternidade Lar São Francisco de Assis na Providência participaram da procissão das flores a Nossa Senhora. Todos receberam uma Bênção Especial e foi feita a entrega da réplica da imagem de Nossa Senhora Aparecida a Frei Francisco Belotti. A pequena imagem será entronizada na Festa Testemunho, realizada domingo, dia 10 de outubro, em Jaci (sede da instituição) em comemoração às bodas de prata. 

No dia 5, em que é celebrado Santo Benedito, todos os peregrinos da Associação e Fraternidade participaram da Missa na Igreja dedicada ao Santo, em Aparecida. Celebrada pelo padre Jadir Teixeira, redentorista, a Missa foi um envio de todos aos próximos anos da Obra. “A missão começa agora. O peregrino vem à Aparecida buscar a Bênção e torna-se um distribuidor dela nos locais em que vive. Vocês, da Associação e Fraternidade São Francisco de Assis na Providência de Deus, saem da Casa da Mãe com a missão de levar o olhar dela para todos os lugares pelos quais passarem”, disse o Padre. 

Após a Celebração Eucarística, os romeiros da Associação e Fraternidade retornaram a seus lares com a missão de viver na Obra o carisma de Francisco de Assis e abraçar o pobre. Em peregrinação, os franciscanos da época de Francisco costumavam se dirigir às igrejas que encontravam e rezar: “Nós vos adoramos, santíssimo Senhor Jesus Cristo, aqui e em todas as igrejas que há no mundo inteiro, e vos bendizemos porque por vossa santa Cruz remistes o mundo”. Hoje, também os franciscanos na Providência de Deus, Religiosos e Leigos, querem repetir esse gesto, acolher e bendizer a Jesus na pessoa dos mais necessitados: dependentes químicos, doentes, crianças e idosos, que são também templos de Deus. 

“Queremos agradecer a todos aqueles que, de alguma forma, contribuíram para a construção dos 25 anos dessa Obra. Agora, somos chamados por Deus a dar continuidade ao projeto de vida que São Francisco nos deu. Nesse momento da nossa história, temos tão pouco a pedir e tanto a agradecer”, afirma Frei Francisco Belotti. 

FONTE:
FRATERNIDADE SÃO FRANCISCO DE ASSIS NA PROVIDÊNCIA DE DEUS-

JACI - SP 



Categoria: ARTIGOS/NOTÍCIAS
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 02h40
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São Francisco de Assis vive mais que nunca...

 

 

Nunca a humanidade esteve num dilema como o que estamos vivendo. O desenvolvimento tecnológico está levando as pessoas a uma cegueira que poderá nos levar  a nossa própria destruição.

 

Nossos valores estão invertidos, as prioridades do alimentar-se estão ficando cada vez mais distantes.

 

Os nossos sonhos de consumo deixaram de ser em primeiro lugar uma despensa cheia de alimentos, substituímos por produtos tecnológicos que tanto na produção como no seu final são apenas lixo, muitos deles são perfeitamente dispensáveis a nossa vida.

 

A natureza mantida pela grande mãe Terra, por mais que lutemos para preservá-la sempre existe destruição. O homem ainda não foi capaz de compreender a sua relação universal com tudo que existe dentro desse universo, pois de tudo dependemos para continuar a nossa saga.

 

São Francisco de Assis hoje está mais vivo do nunca, ele compreendeu essa relação universal do homem como integrante de um corpo chamado VIDA.

 

E mais de 800 anos depois da sua passagem corporal entre nós, seus ideais, ensinamentos e Fé continuam vivos e nos mostram dia após dia que ali estaria o caminho: O respeito à natureza para que continuemos nossa vida corporal e conhecimento de Deus para que aprendamos a cultivar a paz e a justiça. E depois da morte corporal alcançar definitivamente a vida eterna.

 

São Francisco é um ícone dentro do pensamento natural e espiritual, alem da Fé pregada para o verdadeiro conhecimento de Deus, promoveu uma fundição de cada um de nós dentro desse universo: Criação e Fé na existência espiritual.  



Categoria: SÃO FRANCISCO DE ASSIS
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 01h15
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São Francisco de Assis morre na Igreja de Santa Maria da Porciúncula.

 

Era o ano de 1226 e já haviam se passado vinte anos de sua conversão.

 

Francisco soube, por revelação divina, que a hora de sua morte se aproximava, por isso pediu que seus frades ficassem ao redor de si e abençoou-os um a um. Exortou-os a permanecer firmes no serviço do Senhor. Como estava hospedado na casa do bispo de Assis, que muito se preocupava com sua saúde, disse aos frades que desejava ir para Santa Maria da Porciúncula, onde começou a entender com perfeição o caminho da verdade.

 

São Francisco gostava tanto desta pequena igreja que um dia falou aos seus irmãos: - “meus filhos, não saiam nunca deste lugar. Se expulsarem vocês por um lado, saiam e entrem pelo outro, porque este lugar é santo de verdade e é a habitação de Deus. Aqui o Deus Altíssimo nos fez crescer quando ainda éramos um pequeno grupo. Quem rezar com devoção neste local conseguirá de Deus tudo o que pedir…”

 

Agora, Francisco estava bastante doente. Os médicos se espantavam de como ele ainda pudesse estar vivo em um corpo que só era pele e osso.

 

Estando em Santa Maria, pediu novamente que os frades se reunissem ao seu redor e entoassem os Louvores do Senhor. Cantou também, como pôde, um salmo: -”Em voz alta clamo ao Senhor, em voz alta suplico ao Senhor”. Chegou até a convidar a própria morte para o louvor, dizendo: - “seja bem-vinda minha irmã!” Ao médico que estava cuidando dele disse: - “meu irmão médico, me diga com coragem se o momento da minha morte está chegando. Para mim ela é a porta da vida!”

 

Depois pediu que lessem o trecho do Evangelho de São João que fala assim: -”Antes da Páscoa, sabendo Jesus que sua hora tinha chegado e devia passar deste mundo para o Pai…” Após a leitura, mandou que o deitassem em cima de um cilício (instrumento de penitência que São Francisco e Santa Clara usavam) e que jogassem cinzas por cima de seu corpo, já que em poucos dias seria somente pó e cinza.

 

Francisco sempre havia dito aos seus frades para que, quando percebessem que a hora da sua morte estava próxima, o colocassem despido no chão, do mesmo jeito como ele tinha vindo ao mundo, e lá o deixassem ficar por algum tempo, mesmo depois de morto.

 

Pouco depois da leitura das Sagradas Escrituras, Francisco morre. Era o dia 3 de outubro de 1226. Um dos frades que estava presente disse ter visto a alma do santo subindo diretamente para o céu, pois era como uma estrela, mais clara do que o sol.

 

Fonte:

 http://ffb.org.br/



Categoria: SÃO FRANCISCO DE ASSIS
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 00h55
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Humanismo Franciscano e Ecologia

Clique aqui e leia esse interessante artigo

Classificação:

Foto:Kleber Ribeiro-José Bonifácio-SP HOMEM E A NATUREZA. 



Categoria: Link
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 23h38
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Começa a vida de Frei  Junípero.

 

1 Um dos mais escolhidos primeiros discípulos do bem-aventurado Francisco foi um frade chamado Junípero, fundamentado na solidez de tanta humildade, paciência e desprezo de si mesmo que, mesmo as irrupções dos ventos das ondas de tentações não conseguiam move-lo, tão confirmado estava no sólido fundamento do desprezo de si e do mundo.

 

Conta-se que se destacava por tão grande graça da paciência que nunca o viram perturbado, apesar de ter sofrido muito.

 

Pois chegara a tamanho desprezo de si que era tido como bobo ou doido pelos que não conheciam sua perfeição. Por isso, também o bem-aventurado Francisco, comentando as qualidades de seus companheiros, dizia o seguinte sobre Frei Junípero: Será um bom frade menor o que chegar ao seu desprezo do mundo e de si mesmo.

 

Pesquise: UOL Busca Frei Junípero

 

Fonte:

http://www.procasp.org.br/



Categoria: Carisma,Jufra,Santos
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 11h52
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São Francisco de Assis, o julgavam sem juizo...

 

 

De alguns recebia apoio e incentivo. De muitos, o desprezo e a zombaria. No entender da maioria, o filho de Pedro Bernardone havia perdido completamente o juízo! E não só a garotada da cidade escarnecia dele, chamando-o de louco e outros qualificativos menos nobres.

 

Mais de uma vez sentiu-se tentado a voltar atrás, quando chegava à porta de seus antigos amigos; mas saía vitorioso nessas lutas entre o orgulho humano e o próprio ideal. Já alguns começaram a reconhecer nele traços do futuro santo, embora ele mesmo ainda não conhecesse claramente sua vocação.

 

Estava já terminando a restauração da última Igrejinha da redondeza, a capelinha de Santa Maria dos Anjos (na foto abaixo) e perguntava-se o que faria depois. O que mais lhe pediria Deus? Não havia entendido ainda que a Igreja que devia restaurar não era a de pedra, mas a própria Igreja de Cristo, enfraquecida na época pelas divisões, heresias e pelo apego de seus líderes às riquezas e ao poder. Devia ser aquele o ano de 1209.

 

Certo dia, Francisco escutou, durante a missa, a leitura do Evangelho: tratava-se da passagem em que Cristo instruía seus Apóstolos sobre o modo de ir pelo mundo, "sem túnicas, sem bastão, sem sandálias, sem provisões, sem dinheiro no bolso ..." (Lc 9,3).

 

 

Tais palavras encontraram eco em seu coração e foram para ele como intensa luz. E exclamou, cheio de alegria: "É isso precisamente o que eu quero! É isso que desejo de todo o coração!" E sem demora começou a viver, como o faria em toda a sua vida, a pura letra do Evangelho. Repetia sempre para si e, mais tarde, também para seus companheiros: "Nossa regra de vida é viver o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo"!



Categoria: SÃO FRANCISCO DE ASSIS
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 01h26
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''Tempo da Criação'':

 Soberania de Deus, responsabilidade humana.

 

Desde a última quarta-feira, 1º de setembro, as Igrejas cristãs, incentivadas pelo Conselho Mundial de Igrejas, iniciaram um tempo de reflexão e de oração pela natureza chamado "Tempo da Criação".

Do dia 1º de setembro (primeiro dia do ano para a Igreja Ortodoxa) até o dia 4 de outubro (festa de São Francisco de Assis para a tradição católica), o "Tempo da Criação" é um período privilegiado para que as Igrejas reflitam e rezem pela proteção do meio ambiente "como Criação divina e herança compartilhada", nas palavras do Patriarca Ecumênico da Igreja Ortodoxa, Bartolomeu I.

 

Fonte Primária:

http://olharecologico.blogspot.com/

 

 

Leia mais:

http://www.ihu.unisinos.br

 



Categoria: SÃO FRANCISCO DE ASSIS
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 23h02
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Queimadas nos canaviais, um desrespeito a criaturas de Deus.

 

As queimadas causadas pelo homem é um desafio e afronta a Deus, pois destrói de forma dramática e cruel a natureza: a origem de toda a vida.

Hoje estamos presenciando as queimadas nos canaviais, atitude acompanhada de várias desculpas, mas se esquecem a tragédia que essa ação causa: a fauna, flora e a saúde humana.

A fauna.

Centenas de animais e insetos são queimados vivos, contribuindo com a extinção total de algumas espécies.

 

A flora

Alem do desmatamento que ocorrem para implantar a monocultura da cana de açúcar, as queimadas nos canaviais prejudica o desenvolvimento de outros vegetais por causa dos resultados que essa prática pode ocasionar, como: chuva ácida, interferências nos ciclos das chuvas, a polinização fica prejudicada pelo efeito nocivo que causa aos enxames das abelhas. Elimina muitas fontes de alimentos para animais e pássaros que eram adaptados aquele bioma, interferindo assim em toda cadeia alimentar. É um gigantesco deserto verde!

 

A saúde.  

A fuligem, a fumaça e os materiais particulados causam danos à saúde humana, atingindo muitas vezes de forma irreparável o sistema respiratório, pois são alojados nos pulmões desenvolvendo crises alergias, asmas e bronquites. Com o agravante que alguns produtos químicos contidos na fumaça a fuligens são cancerígenos.

 

O carisma franciscano inspirado nos pensamentos de São Francisco de Assis e tão bem explanado do seu UOL Busca Cântico do Irmão Sol, onde ele associa todos os seres vivos e elementos do mundo como irmãos, portanto dependentes uns dos outros dentro de uma perfeita harmonia e fraternidade para que a criação se mantivesse conforme Deus as concebeu. Mostra-nos o pecado que o homem comete com a destruição da natureza e as queimadas criminosas.

 

O homem produz todo o tipo de poluição e destruição no mundo, mas nenhuma é uma armadilha que leva a morte cruel e criminosa aos animais silvestres que por uma desventura venham a procriar e a se instalar nos canaviais, e que posteriormente são surpreendidos com as queimadas.     

 

A minha tristeza é a grande indiferença aos problemas ambientais, que cedo ou tarde nos atingirá a todos.

 

Que Deus nos perdoe!

 

Paz e bem!

 

 Imagens captadas na região de José Bonifácio-SP:

 

Imagens captadas na região de José Bonifácio-SP.Foto R.R.Ribeiro

 

 

 

Rastro da poluição na atmosfera causada pelas queimadas nos canaviais na região de José Bonifácio-SP :

Imagem dos gases de formou na atmosfera após as queimadas- Foto Rivaldo R.Ribeiro

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Rastro da poluição na atmosfera causada pelas queimadas nos canaviais na região de José Bonifácio-SP

 



Categoria: ARTIGOS/NOTÍCIAS
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 00h05
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Carta a todos os Fiéis

Escrito por São Francisco de Assis.

Primeira redação

 

Estas são as palavras da vida e da salvação: quem as ler e praticar, tem a vida e a salvação do Senhor

 

I. Os que fazem Penitência

 

Em nome do Senhor!

 

A todos os que amam o Senhor com todo o coração, com toda a alma, com todo o entendimento, com todas as suas forças (Mt 12, 30), e amam o seu próximo como a si mesmos (Mt 22, 39); e aborrecem seus próprios corpos com seus vícios e pecados; e recebem o Corpo e o Sangue de nosso Senhor Jesus Cristo; e fazem dignos frutos de penitência; Oh! quão felizes e benditos são os homens e mulheres que praticam estas coisas e perseveram nelas! porque repousará sobre eles o espírito do Senhor (Is 11, 2) e neles estabelecerá a sua morada e mansão (Jo 14, 23);  e são filhos do Pai celeste (Mt 5, 45), cujas obras fazem; e são esposos, irmãos e mães de nosso Senhor Jesus Cristo (Mt 12, 50).

Somos esposos, quando pelo Espírito Santo a alma se une a nosso Senhor Jesus Cristo. Somos seus irmãos, quando cumprimos a vontade de seu Pai que está nos céus (Mt 12, 50); somos suas mães, quando o levamos no coração e no corpo (1Cor 6, 20) pelo divino amor e pela pura e sincera consciência, e quando o damos à luz pelas santas obras, que devem brilhar aos olhos de todos para seu exemplo (Mt 5, 16).

 

Oh! como é glorioso ter no céu um Pai santo e grande! Oh! como é santo ter um tal esposo, consolador, belo e admirável! Oh! como é santo e amável ter um tal irmão e um tal filho, agradável, humilde, pacífico, doce, amável e mais que tudo desejável, Nosso Senhor Jesus Cristo, que deu a vida pelas suas ovelhas (Jo 10,15) e orou ao Pai, dizendo:

Pai santo, guarda em teu nome (Jo 17, 11) aqueles que me deste no mundo; eram teus e tu mos deste (Jo 17, 6). As palavras que me deste a eles as dei, e eles receberam-nas e reconheceram que, na verdade, eu vim de ti e reconheceram que tu me enviaste (Jo 17, 8). Rogo por eles, não rogo pelo mundo (Jo 17, 9). Abençoa-os e santifica-os (Jo 17, 17); também eu me santifico a mim mesmo por eles (Jo 17, 19). Não rogo somente por eles, mas também por aqueles que, pela sua palavra, hão-de crer em mim (Jo 17, 20), para que sejam perfeitos na unidade (Jo 17, 23), assim como nós o somos (Jo 17, 11). E quero, Pai, que, onde eu estiver estejam eles também comigo, para que vejam a minha glória (Jo 17, 24) no teu reino (Mt 20, 21). Amen.

 

II. Os que não fazem Penitência

 

Porém todos aqueles que não vivem em penitência; e não recebem o Corpo e o Sangue de nosso Senhor Jesus Cristo; e sustentam vícios e pecados; e correm atrás das más concupiscências e maus desejos da sua carne e não guardam o que prometeram ao Senhor; e com o seu corpo são escravos do mundo pelos desejos carnais, pelas solicitudes deste século e pelas preocupações desta vida; seduzidos pelo diabo, de quem são filhos e cujas obras praticam (Jo 8, 41), todos esses são cegos, porque não vêem a luz verdadeira, que é nosso Senhor Jesus Cristo.

 

Não possuem a sabedoria do espírito, porque não têm em si o Filho de Deus, que é a verdadeira sabedoria do Pai. Destes foi dito: A sua sabedoria desvaneceu-se (Sl 106, 27); e: Malditos aqueles que se afastam dos teus mandamentos (Sl 118, 21). Vêem e conhecem, sabem e fazem o mal, e deliberadamente perdem as suas almas.

 

Olhai, ó cegos, que andais enganados pelos vossos inimigos, a carne, o mundo e o diabo, porque ao corpo agrada cometer o pecado e repugna servir a Deus; pois que todos os vícios e pecados brotam e procedem do coração do homem, como diz o Senhor no Evangelho (Mc 7, 21).

 

E nada tendes neste século nem no vindouro.

 

Pensais possuir por muito tempo as vaidades deste mundo, mas estais enganados, porque virão o dia e a hora que não suspeitais, que desconheceis e ignorais. E então o corpo debilita-se, aproxima-se a morte, e assim se morre de morte amarga.

 

E onde, quando e como quer que o homem morra em pecado mortal sem penitência e sem satisfação, e, podendo satisfazer o não faz, o diabo arrebata-lhe a alma do corpo com tão grande angústia e tribulação, que ninguém pode conhecê-las, a não ser quem as experimenta.

 

E todos os talentos e poder, ciência e sabedoria, que julgavam ter, lhes serão tirados (Lc 8, 18; Mc 4, 25).

 

E deixam os bens aos parentes e amigos, que os levam e dividem e depois dizem: Maldita seja a sua alma, porque mais nos pudera ter deixado e ter ganhado mais do que ganhou.

 

O corpo torna-se pasto dos vermes e, assim, perdem corpo e alma nesta vida que é breve, e cairão no inferno, onde eternamente serão atormentados.

 

 

III. Última recomendação

 

A todos aqueles a quem chegar esta carta, rogamos, pela caridade que é Deus (1Jo 4, 16), que benignamente acolham as sobreditas odoríferas palavras de nosso Senhor Jesus Cristo. E aqueles que não sabem ler, peçam a outros que lhas leiam com frequência; e tenham-nas sempre presentes até ao fim mediante a prática de obras santas, porque são espírito e vida (Jo 6, 64).

 

E os que assim não fizerem terão de prestar contas, no dia do juízo (Mt 12, 36), perante o tribunal de nosso Senhor Jesus Cristo (Rm 14, 10).

 

CONTINUE LENDO... 

 

 



Categoria: SÃO FRANCISCO DE ASSIS
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 23h59
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 Adoramos-te

Escrito por São Francisco de Assis

 

 

Adoramos-te Santíssimo Senhor Jesus Cristo,

aqui e em todas as tuas igrejas que estão por todo o mundo,

e te louvamos, porque pela tua santa cruz remiste o mundo.

Esta oração, provavelmente a primeira da Fraternidade Franciscana,

continua a ser rezada por Irmãos em todo o mundo, ao entrarem numa capela ou igreja.



Categoria: ORAÇÕES/BÍBLIA
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 23h47
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Santa Clara, o milagre dos pães.

Como Santa Clara, por ordem do Papa, abençoou o pão que estava na mesa, e por isso apareceu o sinal da santa cruz em cada pão.

 

Santa Clara, devotíssima discípula da cruz de Cristo e nobre planta de monsior São Francisco, era de tanta santidade, que não só os bispos e cardeais, mas até o papa desejava com grande afeto vê-la e ouvi-la, e muitas vezes a visitava pessoalmente.

 

Entre outras, foi uma vez o santo papa ao mosteiro para ouvi-la falar das coisas celestes e divinas. Estando assim juntos conversando sobre diversas coisas, Santa Clara mandou, no meio tempo, preparar as mesas e colocar sobre elas o pão, para que o santo Padre o abençoasse.

 Por isso, terminado o colóquio espiritual, Santa Clara ajoelhou-se com grande reverência e lhe pediu que quisesse benzer o pão colocado na mesa. Respondeu o santo Padre: “Irmã Clara fidelíssima, quero que tu abençoes este pão e que faças sobre ele o sinal da santíssima cruz de Cristo, a quem te deste toda”.

 E Santa Clara disse: “Santo Padre, perdoa-me, pois eu seria digna de grande repreensão e, diante do vigário de Cristo, eu, que sou uma pobre mulherzinha, presumisse dar tal bênção”. E o Papa respondeu: “Para que isto não seja imputado como presunção, mas como mérito da obediência, eu te mando por santa obediência que faças o sinal da cruz sobre estes pães e os abençoes em nome de Deus”.

Então Santa Clara, como verdadeira filha da obediência, abençoou com toda a devoção aqueles pães com o sinal da santa cruz de Cristo. Que admirável! De repente apareceu em todos aqueles pães o sinal da cruz entalhado, muito bonito. Então comeram uma parte daqueles pães e guardaram outra parte por causa do milagre.

E o santo Padre, quando viu o milagre, pegou um dos pães, agradeceu a Deus e foi embora, deixando Santa Clara com a sua bênção.

Naquele tempo moravam no mosteiro a Irmã Ortolana, mãe de Santa Clara, e a Irmã Inês, sua irmã, as duas, com Santa Clara, cheias de virtude e de Espírito Santo, e com muitas outras monjas. São Francisco mandava-lhes muitos doentes, e elas os curavam todos com as suas orações e com o sinal da santa cruz.

Para louvor de Cristo e do pobrezinho Francisco.

 

Os Fioretti de São Francisco, Capítulo 33.

 



Categoria: SANTA CLARA
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 00h07
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Reze com São Francisco de Assis a Paráfrase do Pai-Nosso

 

 

O santíssimo Pai nosso: Criador, Redentor, Salvador e Consolador;

que estais nos céus: nos anjos e nos santos.

Vós os iluminais para o conhecimento, porque vós,

Senhor, sois a Luz.

Vós os inflamais para o amor, porque vis, Senhor,

sois o Amor.

Vós habitais neles repletando-os para a vida beatífica,

porque vós, Senhor, sois o sumo Bem, o Bem eterno,

do qual procede todo bem

e sem o qual nada pode ser bom;

 

Santificado seja o vosso nome:

reluza em nos o conhecimento de vós,

para podermos reconhecer a largura de vossos benefícios,

o comprimento de vossas promessas,

a altura de vossa majestade e a profundidade dos juízos

 

(cf. Ef 3,18);

 

Venha a nós o vosso reino:

para que reineis em nós por vossa graça

e nos deixeis entrar no vosso reino,

onde veremos a vós mesmo sem véu, teremos o amor perfeito a vós,

a beatífica comunhão convosco, a fruição de vossa essência;

 

Seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu:

a fim de que vos amemos de todo o coração,

 

pensando sempre em vós;

de toda a alma, aspirando sempre a vós;

de todo o nosso entendimento, ordenando

 

todos os nossos desejos a vós

e buscando em tudo a honra vossa;

de todas as nossas forças,

empenhando todas as virtudes e sentidos do corpo

e da alma na obediência a vosso amor e em nada mais.

 

E para amarmos o nosso próximo como a nós mesmos,

atraindo, na medida de nossas forças,

para o vosso amor todos os homens,

alegrando-os pelo bem dos outros e pelo nosso próprio bem,

compadecendo-nos deles em suas tribulações

e jamais ofendendo a ninguém;

 

O pão nosso de cada dia:

vosso dileto Filho Nosso Senhor Jesus Cristo, nos dai hoje,

a fim de lembrar e reconhecer o amor que teve por nós

bem como tudo o que por nós tem falado, operado e sofrido;

 

Perdoai-nos as nossas ofensas:

por vossa inefável misericórdia

e o inaudito sofrimento de vosso dileto Filho,

Nosso Senhor Jesus Cristo,

e pela poderosa intercessão da beatíssima Virgem Maria

bem como pelos méritos e súplicas de todos os vossos eleitos;

 

Assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido:

e o que nós não perdoamos totalmente,

fazei vós, ó Senhor, que o perdoemos plenamente,

a fim de que possamos amar sinceramente os nossos inimigos

e por eles intercedamos junto de vós,

não retribuamos a ninguém o mal pelo mal (cf. Rm 12,17)

e nos esforcemos por ser úteis a todos em vós;

 

E não nos deixeis cair em tentação:

oculta ou manifesta, impetuosa ou inesperada;

 

Mas livrai-nos do mal:

passado, presente e futuro.

 

Amém

 

 **************************************************

 

Que o Senhor esteja sempre convosco

e que vós também estejais sempre com Ele.

UOL Busca São Francisco de Assis

 



Categoria: ORAÇÕES/BÍBLIA
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 23h30
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 Um exemplo de desenvolvimento sustentável Em José Bonifácio-SP

 

 Restaurante aumenta seu espaço sem arrancar o pé de arvore-Foto Rivaldo R.Ribeiro   

 Restaurante aumenta seu espaço sem arrancar o pé de arvore-Foto Rivaldo R.Ribeiro

 

Meus irmãos, depois da informação de um amigo fui ao local constatar o que ele havia dito: “Que depois  de uma reforma para  ampliação,  um restaurante havia preservado uma arvore ali existente ”: Fiquei surpreso com o lindo exemplo desse empresário.

 

Num tempo que a maioria arranca as arvores quando fazem uma reforma  no seu  imóvel, apenas pelo orgulho e ostentação para que todos o vejam  com a nova pintura. "Uma ingenuidade subdesenvolvida".

 

 Rafael o proprietário dessa lanchonete e restaurante pensou diferente...

 

 Ele precisou aumentar o espaço físico da sua empresa que fica na Avenida Joaquim Moreira, próximo a Igreja de São José-cidade de José Bonifácio-SP, entretanto no espaço para construir o seu projeto de desenvolvimento havia um pé de mangueira, ao invés de arrancá-la que seria a atitude da maioria, ele resolveu fazer um contorno na cobertura para que dessa forma  pudesse  mante-la ali (FOTOS).

 

Deu um exemplo claro do que é desenvolvimento sustentável. Que todos nós devemos segui-lo.

 

Resolvi publicar esse fato nesse blog franciscano, porque e uma atitude que está dentro dos ideais e carisma franciscano.

 

Nós da família franciscana, pedimos a São Francisco de Assis e a  Deus que o abençoe e guarde pelo gesto em defesa da natureza.



Categoria: ARTIGOS/NOTÍCIAS
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 17h10
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Francisco e a natureza.

 

Para as culturas clássicas, não judaicas, a natureza não passava de um aglomerado de divindades boas ou más. Os céus, os campos, os regatos estavam povoados de deuses, e uma grande variedades de seres benfazejos ou não. Até meados da Idade Média, a natureza permanecia marginalizada.

 

E, então, que surge na UOL Busca Úmbria, em Assis, um jovem extravagante que, em meio a uma existência burguesmente acomodada, descobre um ponto fundamental na história da criação: o homem foi criado por Deus, a natureza foi criada por Deus, logo o homem e a natureza são igualmente criaturas de Deus, irmãos por filiação divina.

 

E reconcilia, em seu espírito, a humanidade com a natureza. Com esta visão, Francisco comportava-se como um novo Adão ao dar nome a todas as criaturas. Uma árvore não será um mito pagão, mas apenas uma árvore. A estrela será apenas estrela e não Vênus. O fogo será apenas fogo, e mais do que isso, irmão fogo! Todas as criaturas parecem estar sendo renovadas à medida que Francisco se identifica mais como criatura de Deus. Antes de Francisco, outras figuras de relevo na espiritualidade cristã viveram em contato com a natureza, mas não sentiram com tanta clareza a sua condição de co-irmãs criaturas.

Francisco não consegue tudo isso de repente. Esse amor foi progredindo à medida em que se abnegava a si mesmo. Esvaziava seu coração das coisas terrenas e o enchia das coisas celestes. Então, via Deus nos mais leves traços e nas mais insignificantes alusões a Deus e o amava assim, presente e percebido.

 

Ainda hoje admiramos Francisco a sua relação com a natureza, embora muitos não compreendam a profundidade do gesto.

Através das criaturas, Francisco chegava diretamente a Deus, num amor puro e límpido. Não que ele desejasse possuir a coisa criada. Francisco não quis se aproveitar. Ele quis com as criaturas louvar a bondade, a sabedoria, onipotência e providência de Deus.

A renovação espiritual iniciada por Francisco não ficou restrita apenas à visão contemplativa da natureza em si; toda sua cultura, a começar pela manifestação plástica e poética foi revificada, restaurada, engrandecida.

Francisco, ao restabelecer a harmonia primitiva entre o homem e a criação, tornou-se hoje o merecido padroeiro da Ecologia.

 

Fonte Frei Vitório Mazzuco Filho:  http://carismafranciscano.blogspot.com/

 



Categoria: ARTIGOS/NOTÍCIAS
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 16h00
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Como exaltava o sol e o fogo acima de todas as criaturas

Por do Sol-Foto Rivaldo R.Ribeiro

Acima de todas as criaturas destituídas de razão, São Francisco nutria um amor todo particular pelo sol e pelo fogo. Costumava dizer, com efeito: "De manhã, quando o sol se levanta, todos os homens deveriam louvar a Deus que o criou para nossa utilidade, pois é por ele que nossos olhos São iluminados durante o dia. Do mesmo modo, à tarde, quando desce a noite, todos os homens deveriam glorificar a Deus pelo nosso irmão Fogo pelo qual nossos olhos são iluminados durante a noite. Na verdade, somos todos como cegos e o Senhor ilumina nossos olhos por meio destes nossos irmãos. Portanto, devemos louvar de maneira toda especial nosso Criador por causa destas e de todas as outras criaturas, das quais nós nos servimos cada dia". 

E foi isto que nosso pai São Francisco fez durante toda sua vida. 

Além disso, quando a doença se agravou ainda mais, punha-se a cantar os "Louvores do Senhor através de suas criaturas" que compusera tempos atrás. E fazia que fossem cantados também por seus companheiros para que, pensando no louvor do Senhor, esquecessem a aspereza de suas penas e de suas enfermidades. 

Porque considerava o sol a mais bela das criaturas - pois tinha o privilégio de ser semelhante a Deus - e porque na Sagrada Escritura o próprio Deus intitulou-se a si mesmo como "Sol da Justiça", pôs o seu nome à testa dos Louvores que compôs, quando o Senhor lhe assegurou que entraria no seu reino, e denominou-os "Cântico do Irmão Sol". 

O Espelho da perfeição - cap.119



Categoria: SÃO FRANCISCO DE ASSIS
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 00h01
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Como abençoou a cidade de Assis, quando era transportado a Santa Maria para morrer.

Enquanto permanecia no palácio do bispo de Assis, o Seráfico Pai foi advertido, não só por inspiração do Espírito Santo como também pela palavra dos médicos, de que sua morte estava próxima. Sentindo que seu estado se agravava de dia para dia, pois suas forças declinavam, fez-se transportar sobre uma padiola a Santa Maria da Porciúncula, a fim de que sua vida corporal terminasse no mesmo lugar onde começara a conhecer a luz e a vida do espírito. 

 

Quando os carregadores chegaram ao hospital que havia a meio caminho entre Assis e Santa Maria, o santo ordenou-lhes que pusessem a padiola no chão. Como não visse quase nada por causa de sua longa e grave enfermidade dos olhos, pediu que o virassem para a cidade de Assis e, erguendo-se um pouco, abençoou a cidade, dizendo:

"Senhor, sei que esta cidade foi outrora lugar e morada de homens iníquos. Mas agora vejo que na tua grande misericórdia, no momento escolhido por ti, mostra-lhe tua imensa compaixão. Somente por tua bondade a escolheste para ser morada e habitação dos que te conhecem na verdade, rendem glória a teu santíssimo nome e espalham entre o povo cristão o aroma de sua santa vida, da verdadeira ciência e da perfeição evangélica. Rogo-te, pois, meu Senhor Jesus Cristo, Pai de misericórdia, que não olhes para as nossas ingratidões, mas te lembres sempre da grande compaixão que tiveste para com ela, a fim de que esta cidade permaneça sempre como habitação e morada dos que te conhecem verdadeiramente e glorificam teu bendito e mui glorioso nome pelos séculos dos séculos. Amém". 

 

Proferidas estas palavras, foi conduzido a Santa Maria, onde, com quarenta anos de idade e vinte de perfeita penitência, emigrou, no dia 4 de outubro do ano do Senhor de 1226, para o Senhor Jesus Cristo, a quem havia amado com todo o coração, com toda sua alma, com todas as suas forças, com ardente desejo e com todo seu afeto; seguindo-o com toda perfeição, correndo atrás de suas pegadas e chegando, por fim, à glória daquele que reina com o Pai e o Espírito Santo pelos séculos dos séculos. Amém. 

 

Aqui termina o Espelho da Perfeição do estado de Frade Menor, no qual se reflete a perfeição de sua vocação.

 

 Louvor e glória a Deus Pai e ao Pilho e ao Espírito Santo.

Aleluia. Aleluia. Aleluia.

Honra e glória sejam dadas à Gloriosa Virgem Maria.

Aleluia. Aleluia. Aleluia.

Exaltemos o seu santo servidor Francisco. Aleluia. Amém



Categoria: SÃO FRANCISCO DE ASSIS
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 23h28
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Como Frei Masseo impetrou de Cristo a virtude da humildade

Os primeiros companheiros de S. Francisco empenhavam-se com todo o esforço em ser pobres das coisas terrenas e ricos das virtudes pelas quais se chega às verdadeiras riquezas celestiais e eternas. Sucedeu um dia que, estando juntos a falar de Deus, um deles disse este exemplo: "Havia um homem que era grande amigo de Deus e tinha grande graça de vida ativa e contemplativa, e com isto tinha tão excessiva e tão profunda humildade, que se reputava grandíssimo pecador: a qual humildade o santificava e confirmava em graça e fazia-o continuamente crescer em virtude e dons de Deus, e não o deixava jamais cair em pecado".

 

Ouvindo Frei Masseo tão maravilhosas coisas da humildade e conhecendo que ela era um tesouro de vida eterna, começou a ficar tão inflamado de amor e desejoso desta virtude da humildade, que com grande fervor, levantando a face para o céu, fez voto e firmísimo propósito de não mais se alegrar neste mundo, enquanto não sentisse a dita virtude perfeitamente em sua alma. E desde então estava quase continuadamente encerrado na cela, macerando-se com jejuns, vigílias e grandíssimos prantos diante de Deus, para impetrar dele esta virtude sem a qual se reputava digno do inferno, e da qual aquele amigo de Deus, de quem lhe havia falado, era tão bem dotado. E ficando Frei Masseo por muitos dias com este desejo, adveio que um dia entrou na floresta, e no fervor do espírito andava por ela derramando lágrimas, suspirando e falando, pedindo a Deus com fervorosos desejos esta virtude divina.

 

E porque Deus de boa vontade ouve as orações dos humildes e contritos, estando assim Frei Masseo, veio uma voz do céu, a qual chamou duas vezes: "Frei Masseo, Frei Masseo"; e ele conhecendo, em espírito, que aquela era a voz de Cristo, respondeu: "Senhor meu, Senhor meu". E Cristo a ele: "Que queres dar para ter esta raça que pedes?" Respondeu Frei Masseo: "Senhor, quero dar os olhos do meu rosto". E Cristo a ele: "E eu quero que tenhas a graça e também teus olhos". E dito isto, a voz desapareceu e Frei Masseo ficou cheio de tanta graça da desejada virtude da humildade e do lume de Deus, que daí em diante estava sempre em júbilo; e freqüentes vezes, quando orava, soltava um murmúrio de júbilo com um som abafado, à semelhança das pombas: "Hu, hu, hu"; e com semblante alegre e coração jucundo, ficava assim em contemplação; e com isto, tendo-se tornado humilíssimo, se reputava o mínimo de todos os homens do mundo.

 

E perguntado por Frei Tiago de Fallerone por que em seu júbilo não mudava o canto, respondeu com grande letícia que quando em uma coisa se encontra todo o bem não é preciso trocá-la por outra.

 

Em louvor de Cristo. Amém.

 

 Os Fioretti de São Francisco, Capítulo 32.



Categoria: SÃO FRANCISCO DE ASSIS
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 00h05
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Primeira consideração sobre os sagrados santos estigmas.

(Como São Francisco recebeu em doação o Monte Alverne)

 Monte Alverne-Italia  Convento Monte Alverne

Quanto à primeira consideração, devemos saber que São Francisco, com a idade de quarenta e três anos, em 1224, inspirado por Deus, moveu-se do UOL Busca vale de Espoleto para ir à Romanha com Frei Leão, seu companheiro. E na viagem passou ao pé do castelo de Montefeltro, onde havia então um grande banquete com cortejo pela cavalaria nova de um dos condes de Montefeltro. Quando São Francisco soube dessa solenidade que ali se realizava, e que lá estavam reunidos muitos gentis-homens de diversos países, disse a Frei Leão: “Vamos lá em cima para essa festa porque, com o auxílio de Deus, faremos algum fruto espiritual”.

 

Entre os outros gentis-homens que tinham ido daquela região para aquele cortejo, havia um grande e também rico homem da UOL Busca Toscana, que se chamava UOL Busca Orlando de Chiusi de Casentino, o qual, pelas coisas maravilhosas que tinha ouvido da santidade e dos milagres de São Francisco, tinha grande devoção para com ele e tinha muita vontade de vê-lo e de ouvi-lo pregar.

 

São Francisco chegou ao castelo, entrou e foi à praça, onde estava reunida toda a multidão dos gentis-homens, e com fervor de espírito subiu sobre um murinho e começou a pregar, propondo como tema da pregação esta palavra em vulgar: Tanto é o bem que eu espero, que toda pena é um prazer para mim. E sobre este tema, por ditado do Espírito Santo, pregou tão devota e tão profundamente, provando-o pelas diversas penas e martírios dos santos Apóstolos e dos santos Mártires, e pelas duras penitências dos santos Confessores, pelas múltiplas tribulações e tentações das santas Virgens e dos outros Santos, que todas as pessoas estavam com os olhos e a mente suspensos olhando para ele, e escutavam como se estivesse falando um Anjo de Deus. Entre eles, o dito monsior Orlando, tocado por Deus no coração pela maravilhosa pregação de São Francisco, resolveu no coração que ia tratar e discorrer com ele, depois da pregação, sobre as coisas de sua alma.

 

Por isso, terminada a pregação, levou São Francisco à parte e lhe disse: “Ó pai, eu gostaria de tratar contigo da salvação de minha alma”. São Francisco respondeu: “Muito me agrada; mas, nesta manhã, ide honrar os vossos amigos que vos convidaram para a festa e comei com eles, e, depois da refeição, falaremos os dois quanto vos agradar”.

 

Então monsior Orlando foi jantar e, depois de jantar voltou a São Francisco e tratou e dispôs com ele plenamente os fatos de sua alma. No fim, esse monsior Orlando disse a São Francisco: “Eu tenho na Toscana um monte muito devoto, que se chama UOL Busca Monte Alverne, que é muito solitário e selvagem, muito adequado para quem quiser fazer penitência ou para quem deseja vida solitária, num lugar afastado das pessoas. Se ele te agradar, eu vou dá-lo de boa vontade a ti e a teus companheiros, pela salvação de minha alma”.

 

Ouvindo São Francisco essa oferta tão liberal daquilo que ele tanto desejava, ficou muito alegre, louvando e agradecendo primeiro a Deus e depois ao predito monsior Orlando, e lhe disse assim: “Monsior, quando tiverdes voltado para vossa casa, eu vos mandarei companheiros meus e vós lhes mostrareis o monte. Se lhes parecer adequado para a oração e para fazer penitência, eu aceito desde agora a vossa caridosa oferta”.

 

Dito isso, São Francisco foi embora. Quando acabou sua viagem, voltou a Santa Maria dos Anjos. E monsior Orlando, de maneira semelhante, acabada a solenidade daquele cortejo, voltou ao seu castelo, que se chamava Chiusi, e estava perto do Alverne, a uma milha. 

Os Fioretti de São Francisco,

Editora Vozes-1985-Pg. 135



Categoria: SÃO FRANCISCO DE ASSIS
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 00h28
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Como São Francisco, estando com os companheiros a falar de Deus, ele apareceu no meio deles.

 

Estando São Francisco uma vez, nos princípios da Ordem, recolhido com os seus companheiros a falar de Cristo, em um convento, no fervor de espírito mandou a um deles que em nome de Deus abrisse a boca e falasse de Deus o que o Espírito Santo lhe inspirasse.

 

Obedecendo o irmão à ordem e falando maravilhosamente de Deus, S. Francisco lhe impôs silêncio e mandou a outro irmão que fizesse o mesmo.

 

Obedecendo este, e falando sutulíssimamente Deus, S. Francisco lhe impôs o silêncio e ordenou ao terceiro que falasse de Deus. O qual semelhantemente começou a falar tão profundamente das coisas secretas de Deus, que certamente S. Francisco conheceu que ele, como os dois outros, falava pelo Espírito Santo. E isto ainda se demonstrou por nítido sinal; porque, estando neste falar, apareceu Cristo bendito no meio deles sob as espécies e em forma de um jovem belíssimo, e abençoando-os, encheu-os a todos de tanta doçura, que todos foram arrebatados de si mesmos, sem sentir nada deste mundo.

 

E depois, voltando eles a si, disse-lhes S. Francisco: "Irmãos meus caríssimos, agradecei a Deus, que quis pela boca dos simples revelar os tesouros da divina sapiência; porque Deus é aquele que abre a boca aos mudos e faz falar sapientissimamente a língua dos simples".

Em seu louvor. Amém.

 

Os Fioretti de São Francisco, Capítulo 14.

Editora Vozes-1985-Pg. 43-44



Categoria: SÃO FRANCISCO DE ASSIS
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 23h48
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Como S. Francisco fez uma Quaresma em uma ilha do lago de Perusa, 
onde jejuou quarenta dias e quarenta noites e nada comeu além de meio pão.

I Fioretti de São Francisco de Assis.

Capitulo 07.

 

Por ter sido o verídico servo de Cristo, monsior São Francisco, em certas coisas, quase um outro Cristo dado ao mundo para a salvação dos homens, Deus Pai o quis fazer em muitas ações conforme e semelhante a seu filho Jesus Cristo; como no-lo demonstrou no venerável colégio dos doze companheiros, e no admirável mistério dos sagrados estigmas e no prolongado jejum da santa Quaresma, que fez deste modo.

 

Indo por uma feita S. Francisco, em dia de carnaval, ao lago de Perusa, à casa de um seu devoto, onde passou a noite, foi inspirado por Deus para observar aquela Quaresma em uma ilha do dito lago.

 

Pelo que S. Francisco pediu àquele devoto, pelo amor de Cristo, o levasse em sua barquinha a uma ilha do lago, onde não habitasse ninguém, e isto fizesse na noite de Quarta-feira de Cinzas sem que nenhuma pessoa o percebesse; e ele, pelo amor da grande devoção que tinha a S. Francisco, solicitamente atendeu-lhe ao pedi-lo e o transportou à dita ilha: e S. Francisco só levou consigo dois pãezinhos.

 

E, chegando à ilha e o amigo partindo para voltar a casa, S. Francisco lhe rogou por favor que não revelasse a quem quer que fosse a sua permanência na ilha e só o fosse procurar na Quinta-feira Santa; e assim o outro se foi. E S. Francisco ficou sozinho: e ali não havendo habitação em que ficasse, entrou num bosque muito copado, no qual muitos espinheiros e arbustos se reuniam a modo de uma cabana ou de uma cova, e naquele lugar se pôs em oração e a contemplar as coisas celestiais.

 

E ali passou toda a Quaresma sem comer nem beber, além da metade de um daqueles pãezinhos, conforme o que encontrou o seu devoto na Quinta-feira Santa, quando o foi procurar: o qual achou dois pãezinhos, um inteiro e outro pela metade.

 

E a outra metade acredita-se S. Francisco ter comido em reverência ao jejum do Cristo bendito, que jejuou quarenta dias e quarenta noites sem tomar nenhum alimento material.

 

E assim, com aquele meio pão, expulsou de si o demônio da vanglória e, a exemplo de Cristo, jejuou quarenta dias e quarenta noites. E depois, naquele lugar, onde S. Francisco fizera tão maravilhosa abstinência, realizou Deus muitos milagres pelos méritos dele; pela qual coisa começaram os homens a edificar casas e habitá-las; e em pouco tempo construiu-se um bom e grande castelo e houve um convento de frades, o qual se chama o convento da Ilha; e ainda os homens e mulheres daquela aldeia têm grande reverência por aquele lugar, onde S. Francisco passou a dita Quaresma.

 

Em louvor de Cristo. Amém.

 

I Fioretti de São Francisco de Assis.

Capitulo 07. Editora Vozes-1985-Pg. 29-30

 

PESQUISE:

UOL Busca I Fioretti de São Francisco de Assis

 



Categoria: SÃO FRANCISCO DE ASSIS
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 22h54
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Vida está em Deus, Deus é a vida.

Rivaldo R.Ribeiro 

Quando olhamos o mundo o que nos chama mais atenção é a vida, pois tudo que embeleza verdadeiramente o planeta Terra não é de plástico, o artificial, e sim criaturas sencientes. Criaturas que nos devolve sentimentos, impressões, perfumes, alimentos, cores embelezando os espaços, sons belíssimos vindo do fundo das florestas como se fossem vários instrumentos que orquestram a natureza: gorjear dos pássaros, zumbir dos insetos, coaxarem dos sapos, o murmúrio das águas de um riacho, o trovão como um gigantesco tambor onde Deus mostra a Sua força...

Se você sentir, ouvir os sons da natureza, olhar para uma arvore e compreender o que ela quer te dizer, mesmo inanimada ela oferece todos os sinais da vida, terás entendido o significado da vida. És um ser senciente e iluminado. 

 

Ninguém admite em seu jardim flores de plásticos. Queremos flores verdadeiras com seu perfume verdadeiro. Queremos ver os beija-flores, as borboletas, os insetos dentro desse mundo criativo e soberano.

UOL Busca São Francisco de Assis como um homem senciente louvava a Deus por todas as criaturas, as considerava como irmãs e hoje todos sabemos que ele tinha razão, que dependemos do ecossistema para que a vida continue.

Mas mesmo assim a ganância de alguns homens “cegos” vem arriscando o equilíbrio da vida, destruindo florestas, mudando cursos dos rios, poluindo a atmosfera com queimadas agrícolas e com outros poluentes industriais.

O homem luta contra a vida. Incineram milhares de animais, insetos e vegetais nas queimadas nos canaviais com a desculpa de salvar o planeta com os tais biocombustíveis limpos. Mas ao olharmos de perto sabemos que esses combustíveis não são totalmente limpos, pois degrada a natureza, existe mão de obra escrava ou sub-empregos o  que não deixa de estar bem próximo do trabalho escravo, bombardeia as cidades com suas fuligens tóxicas, pode tornar o solo estéril levando a desertificação, contamina os mananciais, lençóis freáticos, e perigosamente os grande aqüíferos como o Guarani.

Os conflitos entre homens UOL Busca sencientes e os alienados “cegos” é desigual, porque o homem senciente é da paz, preserva a paz... Mas como persuadir esse outro lado dos humanos que estão errados, que condenam a si mesmo e aos inocentes do futuro?

Devemos conscientizar o maior numero de pessoas possíveis sobre esse grande problema climático que estamos vivendo, a nossa geração foi escolhida por Deus para a manifestação em defesa da vida. “Aqui estamos Senhor para cumprir a Sua Palavra!”

 

 “São Francisco de Assis rogue por nós, vós que ama os animais e toda a criatura, que compreende tudo que há na natureza e seus elementos. Rogue pela vida para que o Pai Supremo tenha misericórdia de todos nós...”. 

Vida está em Deus, Deus é a vida.

  

Crime ambiental: Tamanduá vitima das queimadas nos canaviais.

 

PESQUISE:  UOL Busca TAMANDUÁ E AS QUEIMADAS NOS CANAVIAIS.



Categoria: ARTIGOS/NOTÍCIAS
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 16h22
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Seguimento de Jesus

 

-* 1 Certo dia, Jesus estava na margem do lago de Genesaré. A multidão se apertava ao seu redor para ouvir a palavra de Deus. 2 Jesus viu duas barcas paradas na margem do lago; os pescadores haviam desembarcado, e lavavam as redes. 3 Subindo numa das barcas, que era de Simão, pediu que se afastasse um pouco da margem. Depois sentou-se e, da barca, ensinava as multidões. 4 Quando acabou de falar, disse a Simão: “Avance para águas mais profundas, e lancem as redes para a pesca.” 5 Simão respondeu: “Mestre, tentamos a noite inteira, e não pescamos nada. Mas, em atenção à tua palavra, vou lançar as redes.” 6 Assim fizeram, e apanharam tamanha quantidade de peixes, que as redes se arrebentavam. 7 Então fizeram sinal aos companheiros da outra barca, para que fossem ajudá-los. Eles foram, e encheram as duas barcas, a ponto de quase afundarem. 8 Ao ver isso, Simão Pedro atirou-se aos pés de Jesus, dizendo: “Senhor, afasta-te de mim, porque sou um pecador!” 9 É que o espanto tinha tomado conta de Simão e de todos os seus companheiros, por causa da pesca que acabavam de fazer. 10 Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram sócios de Simão, também ficaram espantados. Mas Jesus disse a Simão: “Não tenha medo! De hoje em diante você será pescador de homens.” 11 Então levaram as barcas para a margem, deixaram tudo, e seguiram a Jesus.

 

* 5,1-11: A cena é simbólica. Jesus chama seus primeiros discípulos, mostrando-lhes qual a missão reservada a eles: fazer que os homens participem da libertação trazida por Jesus e que só pode realizar-se no seguimento dele, mediante a união com ele e sua missão. O convite ao seguimento é exigente: é preciso “deixar tudo”, para que nada impeça o discípulo de anunciar a Boa Notícia do Reino.

 

Bíblia Sagrada - Edição Pastoral

Lc 5,1-11



Categoria: ORAÇÕES/BÍBLIA
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 16h25
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Sabedoria evangélica revelada pelo Espírito.

 

I Coríntios, 2, 1-16

 

6 Entretanto, o que pregamos entre os perfeitos é uma sabedoria, porém não a sabedoria deste mundo nem a dos grandes deste mundo, que são, aos olhos daquela, desqualificados.   

7 Pregamos a sabedoria de Deus, misteriosa e secreta, que Deus predeterminou antes de existir o tempo, para a nossa glória.   

8 Sabedoria que nenhuma autoridade deste mundo conheceu (pois se a houvessem conhecido, não teriam crucificado o Senhor da glória).

  

9 É como está escrito: Coisas que os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem o coração humano imaginou (Is 64,4), tais são os bens que Deus tem preparado para aqueles que o amam. 

 

10 Todavia, Deus no-las revelou pelo seu Espírito, porque o Espírito penetra tudo, mesmo as profundezas de Deus.   

11 Pois quem conhece as coisas que há no homem, senão o espírito do homem que nele reside? Assim também as coisas de Deus ninguém as conhece, senão o Espírito de Deus.

  

12 Ora, nós não recebemos o espírito do mundo, mas sim o Espírito que vem de Deus, que nos dá a conhecer as graças que Deus nos prodigalizou 13 e que pregamos numa linguagem que nos foi ensinada não pela sabedoria humana, mas pelo Espírito, que exprime as coisas espirituais em termos espirituais.

  

14 Mas o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, pois para ele são loucuras. Nem as pode compreender, porque é pelo Espírito que se devem ponderar.  

15 O homem espiritual, ao contrário, julga todas as coisas e não é julgado por ninguém.  

 

16 Por que quem conheceu o pensamento do Senhor, se abalançará a instruí-lo (Is 40,13)? Nós, porém, temos o pensamento de Cristo. 



Categoria: ORAÇÕES/BÍBLIA
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 16h42
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O mundo tornou-se Presépio

 Presépio exposto na Capela de São José.(José Bonifácio-SP)

Presépio exposto  na capela  de São José-(José Bonifácio-sp)

 

A encarnação do Verbo de Deus, Jesus Cristo, mudou o curso da história, o destino do homem e do mundo. O tempo foi fecundado pelo eterno e os atos humanos ganharam uma significação decisiva: nos fatos se constrói a salvação ou a perdição da vida. Crer num Deus que assumiu a condição humana é crer que toda pessoa tem uma dignidade e um valor fundamental, pelo simples fato de viver, porque a vida é sagrada.

 

Depois de Cristo, tudo tem a ver com Deus: as criaturas, a natureza, as diferentes culturas, as raças, e todas as coisas mais comuns que constituem a vida humana. "Todas as coisas foram feitas por Ele e sem Ele nada se fez de tudo o que foi feito" (Jo 1,3). Hoje, a encarnação tem um caminho de volta: por meio de cada pessoa e do mundo em que vivemos, podemos descobrir a presença do Deus que assumiu nossas feições e tornou-se um de nós. "Entre nós armou sua tenda e nós vimos sua glória" (Jo 1,14).

 

Quando São Francisco de Assis, em sua intuição original recriou no presépio de Greccio, a expressão poética do natal, desejava experimentar e reviver na própria carne, o mistério e o encantamento, o amor e a dor, a contradição da glória divina revelada na pobreza do Filho de Deus. Desde então, compor um presépio com figuras e materiais comuns e ordinários, tornou-se um ato de fé, vislumbrando a presença do Deus encarnado em tudo aquilo que constitui a vida. Para contemplar o presépio e nele descobrir a revelação divina no cotidiano humano, há uma condição: é preciso mudar o coração e o olhar, porque o mundo tornou-se presépio.

 

É este o sentido de compor e imaginar a cena do nascimento de Jesus Cristo nas mais diferentes situações e culturas. É Ele o índio, é Ele o negro, é Ele o pobre, o homem comum na cidade, na favela, no campo... Porque todo ser humano tornou-se sacramento do Filho, e todo lugar e cultura tornaram-se sacramento da manjedoura de Belém. Universal não é o presépio, é sim o mistério da vida que só tem uma morada: o coração humano.

 

Natal e presépio revelam uma contradição: ao assumir na carne as limitações da vida humana, Deus eliminou toda distância e superou toda separação. Porque é livre, cada pessoa pode não viver nesta mesma dinâmica divina do amor e, de algum modo, vai experimentar o paradoxo de uma vida fechada em si mesma. Natal é linguagem divina. Presépio é pedagogia humana para que, na abertura ao mundo, se possa descobrir o que é essencial. Então seremos capazes de sentir, mesmo na precariedade da vida que, "Deus armou sua tenda entre nós, e vimos sua glória, e da sua plenitude TODOS nós recebemos graça sobre graça" (Jo 1,14.16).

 

Frei Regis Daher, ofm

 

ESPECIAL NATAL: LEIAM GRECCIO,A NOVA BELEM:
Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil

 



Categoria: SÃO FRANCISCO DE ASSIS
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 17h14
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Presépio exposto na Capela São José. (José Bonifácio-SP.)

 

Presépio exposto na Capela São José.(José Bonifácio-SP.) 

O primeiro Presépio ao vivo foi feito por São Francisco de Assis na noite de Natal de 1223, num monte junto da aldeia de Greccio, em Itália.

O seu amigo João, dono da herdade, emprestou um boi e um jumento; o povo acorreu com archotes; Francisco, diácono, proclamou e explicou o Evangelho.

 Dizem os Biógrafos que, ao pronunciar o nome de Jesus, o Santo passava a língua pelos lábios como que a saborear mel; ao dizer Belém, a sua voz balia como a de um cordeiro; e quando pegou no Menino ao colo, a imagem de Jesus, em barro, animou-se e sorriu-lhe.

 

Leiam mais: LEIAM MAIS SOBRE PRESÉPIO CLICANDO AQUI

  



Categoria: SÃO FRANCISCO DE ASSIS
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 11h56
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O anjo disse: “Não tenhais medo! Eu vos anuncio uma grande alegria, que será também a de todo o povo; hoje, na cidade de Davi, nasceu para vós o Salvador, que é o Cristo Senhor”

(Lc 2,10-11)

 

 

Feliz Natal De Jesus!

 



Categoria: ORAÇÕES/BÍBLIA
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 23h07
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Irmã morte.

 

Francisco de Assis preparou o momento da sua morte como uma grande celebração. Não quis o véu da tristeza, mas sim o sereno júbilo dos realizados. Convocou os frades para entoarem o UOL Busca Cântico das Criaturas onde um verso assim dizia:

 

 

"Louvado sejas, meu Senhor, por nossa Irmã, a morte corporal, da qual homem algum pode escapar!" E assim aconteceu o seu "transitus", isto é, sua passagem para a vida eterna, no entardecer do dia 03 de outubro de 1226. .

 

Assim, a palavra "trânsito" passa a ser uma tradição franciscana para lembrar a última e definitiva passagem do humano. É a viagem dos justos para a eternidade, a passagem desta vida para a vida eterna. A este trânsito alude o prefácio da Missa de Exéquias: "aos vossos fiéis, Senhor, a vida não lhes é arrancada, mas apenas transformada".

 

Que transformação é esta? A alma entra glorificada no Paraíso que construiu já aqui nesta vida. Constrói na força do instante bem-vivido, cada dia, para habitar na eternidade. O jeito franciscano de viver é abraçar a pureza evangélica; ser um amante da fraternidade; um apóstolo construtor da paz; cultor da pobreza, alegre e pequeno servidor; denunciar com o testemunho de vida a vaidade e o poder; ser uma criatura livre nas asas do espaço e do tempo; cantar sem cessar a alegria de viver! Quem vive assim, permanece!

 

A morte não marca o fim da existência do humano que crê, mas abre as portas para a verdadeira imortalidade. Quem vive imerso na Grandeza do Amor celebra, com os irmãos e irmãs, a vida de tudo e de todos, imprimindo certeza e alegria de quem sabe que, vivendo uma vida fiel aos valores do Evangelho, vai participar da Ressurreição. .

 

A morte dá um acabamento final a uma vida de empenho, ascese, entrega e penitência. É um happy end. Uma apoteose final. Ser penitente é limpar dentro de si e na vida aquilo que não é bom para se chegar a uma retidão de vida. Não adianta lutar por uma ordem externa, se o interior não tiver conquistado a própria harmonia. Superar dificuldades, doenças, sofrimentos, limitações pertence também ao caminho da perfeição.

 

A boa tradição franciscana acolhe serenamente a morte, cantando, porque a vê como o momento culminante da vida. É a porta para a Vida Eterna! "É morrendo que se vive para a Vida Eterna!" Hóspede bem-recebida é abraçada por um divino nobre e não por um humano amargo. A morte é consumação da existência e a entrega de uma vida vivida em plenitude. A consciência da morte é que dá sentido à vida, pois esta é compreendida como mera transitoriedade. Através da morte podemos contemplar a presença do Grande Pai acolhendo, recebendo o filho ou a filha amada. A entrega final e reconciliadora com quem nos deu a origem. Louvado sejas, meu Senhor, pela Irmã Morte! Morte que abre as portas para ti! Morte que chegou na hora devida, preparada, amada, intensa.

 

Morte na Paz, morte no Bem, morte para a Vida, morte sem morte, morte Irmã!

 

Fonte Frei Vitório Mazzuco Filho:  http://carismafranciscano.blogspot.com/



Categoria: SÃO FRANCISCO DE ASSIS
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 00h22
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Sermão da montanha

Sermão da montanha

 

Mt 5, 1-12ª.

Bem-aventuranças: anseio por um mundo novo

 

-* 1 Jesus viu as multidões, subiu à montanha e sentou-se. Os discípulos se aproximaram, 2 e Jesus começou a ensiná-los: 3 «Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu. 4 Felizes os aflitos, porque serão consolados. 5 Felizes os mansos, porque possuirão a terra. 6 Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. 7 Felizes os que são misericordiosos, porque encontrarão misericórdia. 8 Felizes os puros de coração, porque verão a Deus. 9 Felizes os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. 10 Felizes os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino do Céu. 11 Felizes vocês, se forem insultados e perseguidos, e se disserem todo tipo de calúnia contra vocês, por causa de mim. 12 Fiquem alegres e contentes, porque será grande para vocês a recompensa no céu. Do mesmo modo perseguiram os profetas que vieram antes de vocês.»

 

* 5-7: O Sermão da Montanha é um resumo do ensinamento de Jesus a respeito do Reino e da transformação que esse Reino produz. Moisés tinha recebido a Lei na montanha do Sinai; agora Jesus se apresenta como novo Moisés, proclamando sobre a montanha a vontade de Deus que leva à libertação do homem.

 

* 5,1-12: As bem-aventuranças são o anúncio da felicidade, porque proclamam a libertação, e não o conformismo ou a alienação. Elas anunciam a vinda do Reino através da palavra e ação de Jesus. Estas tornam presente no mundo a justiça do próprio Deus. Justiça para aqueles que são inúteis ou incômodos para uma estrutura de sociedade baseada na riqueza que explora e no poder que oprime.

 

Os que buscam a justiça do Reino são os «pobres em espírito.» Sufocados no seu anseio pelos valores que a sociedade injusta rejeita, esses pobres estão profundamente convictos de que eles têm necessidade de Deus, pois só com Deus esses valores podem vigorar, surgindo assim uma nova sociedade.

 

Bíblia Sagrada - Edição Pastoral

FONTE:   http://www.franciscanos.org.br



Categoria: ORAÇÕES/BÍBLIA
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 17h31
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Quem é São Francisco de Assis na nossa vida?

 

Há algum tempo  tive um sonho com São Francisco de Assis, era um homem que personificava a humildade, e por isso falou fundo no meu coração quando deu-me um conselho que só alguém com muito amor poderia dar:

-“Você precisa rezar mais! Perguntei-lhe: Quem é você? E ele respondeu: São Francisco de Assis”. 

Nos dias seguintes passei a pesquisar sobre São Francisco e assim conhecendo um dos maiores homens que já passou por esse mundo, o seu modo de amar Jesus Cristo e compreender realmente quem somos: filhos e filhas de Deus.

São Francisco conhecia a intimo dos animais, de todas as criaturas e a importância dos quatro elementos da natureza: terra, água, ar e fogo (Cântico do irmão Sol), soube que todos faziam parte da criação, ele nos ensinou a respeitar tudo isso porque sabia que a vida se origina neles, através deles e junto com eles.

O homem sozinho dentro do mundo nada somos, pois sem os elementos da natureza, e com destruição e a extinção de muitas espécies pode levar a humanidade ao desaparecimento.  

Hoje estamos presenciando muitos fenômenos climáticos, a maioria deles provocados pelo homem, não estamos respeitando a nossa irmã natureza, nosso meio ambiente e a mãe Terra. 

São Francisco tinha respeito e admiração por tudo que havia na natureza, porque a sua estreita ligação com Deus o fez enxergar que tudo que Deus criou no planeta foi criado para que a vida fosse possível. Nada foi criado sem um objetivo. Portanto como São Francisco dizia: todos somos irmãos, porque todos são necessários para que haja a vida na Terra: desde um vermezinho ao maior dos animais. 

Além da sua vital relação com a natureza influenciando de forma quase utópica a sua proteção, onde leva o homem de hoje a questionar a si mesmo dentro do mundo, também existe uma grande importância na evangelização dos povos, pois é um santo admirado pelo mundo todo.  

Amava a Eucaristia com tanta devoção que contagiava os que o viam aproximar-se da Mesa Eucarística, como discípulo de Cristo sabia que naquele momento ia ao Seu encontro.  

Amava como Jesus amou: pobres, doentes, desesperados e excluídos. Os leprosos que eram na época excluídos por toda a sociedade como seres abomináveis, repulsivos e perigosos eram acolhidos por ele como irmãos, ela cuidava das suas feridas e os alimentava. Santa Clara que também havia compreendido esse chamado de Deus o ajudava nessa missão indesejada pela maioria das pessoas.     

Portanto sempre agradeci a Deus por ter enviado São Francisco num sonho a mim, porque através dele conheci e estou descobrindo a maravilha da Fé em Deus, o significado do amor pela Sua criação, um amor que representa a nossa própria VIDA.  

 

Senhor! Fazei-me instrumento da Sua paz.

 

UOL Busca Rivaldo R.Ribeiro-José Bonifácio-SP 



Categoria: SÃO FRANCISCO DE ASSIS
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 15h52
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Francisco de Assis fez história

Francisco de Assis fez história

 

São Francisco de Assis desejava ser como Cristo, que viveu pobre toda sua vida. No começo seus colegas começaram a caçoar e a reprovar suas atitudes. Mas, com o tempo, entenderam a grande missão e seguiram Francisco até o fim de suas vidas. A todos que manifestam desejo de segui-lo, Francisco dizia: - Vá, vende tudo que tens e dá aos pobres. Não possuas nada consigo e siga somente ao Pai eterno e a Jesus Cristo.

 

Historicamente, o primeiro discípulo conhecido foi Frei Bernardo Quintavalle, que além de discípulo tinha uma grande devoção pelo Santo. A sua adesão - e de mais três rapazes - aconteceu na Igreja de São Nicolau.

Como Francisco ainda não tinha escrito uma Diretriz ou Norma de Vida para quem quisesse seguir os seus passos, colocou-se nas mãos de Deus a fim de que Ele inspirasse sua conduta. Diante do Sacrário na Igreja, abriu ao acaso por três vezes a Santa Bíblia e leu as seguintes frases: "Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens e dá aos pobres, e terás um tesouro nos Céus." (Mt 19,21) Na segunda vez: "Quem quiser vir após mim, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me." (Mt 16,24). E, finalmente, na terceira vez: "Não queirais levar para a viagem coisa alguma". (Lc 9,3) Bernardo era nobre e possuía muitos bens. Separou sua parte na herança, vendeu e distribuiu para os pobres de Assis e foi encontrar-se com Francisco.

 

Com seis meses de apostolado, o número de Frades cresceu para nove homens. Por essa razão, Francisco decidiu deixar a cabana da Porciúncula e transferiu-se para RivoTorto, instalando-se numa casa que conseguiu, a qual chamavam de "tugurium", porque era pequena e velha, embora o local fosse esplêndido. Ficava cerca de 20 minutos a pé da Igreja de Santa Maria dos Anjos.

 

Quando o grupo chegou a 12 irmãos, São Francisco decidiu ir até Roma e  pedir ao Papa autorização para viverem a forma mais pura do Evangelho,  conforme o desejo e a escolha que fizeram. O Papa achou que seria muito  duro para eles esse modo de vida, porém deu permissão e também autorizou que eles pudessem pregar. Durante esse período de visita, o Papa teve um sinal profético e reconheceu em Francisco, o homem que em seu sonho segurava a Igreja como uma coluna. Muitos outros Irmãos foram se juntando ao grupo, desejando viver conforme Francisco. São Francisco assistiu ao crescimento da Ordem, que se espalhou por diversas partes do mundo. Os frades fizeram suas habitações em choupanas ao redor da Igrejinha da Porciúncula (significa pequena porção de terra). Os valores franciscanos os levavam a dividir as atividades entre oração, ajuda aos pobres, cuidados aos leprosos e pregações nas cidades.

 

www.centrinho.usp.br/sfa/ff_03.html

 



Categoria: SÃO FRANCISCO DE ASSIS
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 02h35
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"Pedimos-te

"Pedimos-te

 

Grande Artífice da verdade!... Aqui estamos nesta casa do teu coração, como sermos penitentes em busca da perfeição, e queremos encontrar os meios, que nos fogem da razão.

 

Pedimos-Te a paz, Senhor, mas que ela não nos venha com a feição da preguiça.

 

Pedimos-Te a luz, mas não permitas, Senhor, que ela nos leve a cruzar os braços nos confortos das claridades.

 

Pedimo-te, Senhor, a que nos ajude a perdoar, sem nos afastar daqueles que, por vezes, nos ofenderam.

 

Pedimos-Te, Grande Força do Universo, Amor, mas muito amor, sem que ele exija algo de alguém.

 

Pedimos-Te, Senhor, que nos dê o pão de cada dia, sem que este pão nos leve ao egoísmo, e que possamos reparti-lo com os que têm fome.

 

 

Pedimos-Te, Senhor, consolação, porem, que nos ajudes também a consolar os tristes e os desesperados, todos os dias.

 

Pedimos-Te, meu Deus, Deus nosso, que a saúde se instale em nós, mas que não nos esqueçamos de ajudar os enfermos.

 

Pedimos-Te, Senhor, o teto, mas, ajuda nos a abrir as nossas portas aos desabrigados.

 

Pedimos-Te a Tua companhia permanente, todavia, ajuda nos a acompanhar os deserdados, os órfãos, os atormentados, os viciados, os criminosos, os famintos da Tua Luz, porque sabemos que, sem este convívio, de nada nos valerá pedir-Te o que almejamos. Jesus, abençoa a nossa razão e clareia o nossos sentimentos, no afã de sentirmos a luz da Verdade e multiplicá-la pela presença dos nossos exemplos.

 

 Maria Santíssima, seja a nossa luz para que o Amor brilhe dentro de nós como o Sol da vida.

 

Abençoa-nos todos, os nossos familiares, a humanidade inteira, os pássaros, os peixes, os animais e a Terra em que vivemos." (Francisco de Assis)

 Hoje (04/10) comemoramos o dia de São Francisco de Assis



Categoria: ORAÇÕES/BÍBLIA
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 02h08
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04 de outubro, dia de São Francisco de Assis.

04 de outubro, dia de São Francisco de Assis.

No dia 4 de outubro comemoramos Francesco, esse italiano de Assis e do mundo. Não podemos repetir São Francisco. Nós, seus discípulos, não somos Francisco de Assis. Ele é único.

“O Espírito Santo não se repete. Haveremos de descobrir que esse Espírito nos convida a tornarmo-nos, para os homens do século XXI, uma Palavra de vida, a sermos irmãos e irmãs do Evangelho a partir do qual ousaremos abrir novas estradas de liberdade, de esperança e de alegria. Queremos beber da mesma fonte borbulhante da qual Francisco bebeu para encarnar hoje a alegria e a loucura do Evangelho.

Francisco não pertence a ninguém. É característica das grandes figura – bem como das grandes obras literárias e musicais – serem inexauríveis. O próprio Evangelho nunca deixa de ser lido, relido, comentado e vivido. É sempre novo!” (Michel Hubaut, La gioa di viverei il Vangelo, Ed. Messagero, Padova 2006, p. 10).



Categoria: SÃO FRANCISCO DE ASSIS
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 19h25
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OS ESTIGMAS DE FRANCISCO DE ASSIS E O SEGREDO DA SUPREMA FELICIDADE

Dom Laurence Freeman, OSB (*) Junho de 1998, Festa de Corpus Christi
Queridos amigos:

Sessenta e cinco meditantes de vários continentes se reuniram recentemente em um Retiro silencioso de uma semana, no Monte Alverne, o lugar de peregrinação na Toscana,  onde São Francisco de Assis (1182-1226) recebeu os estigmas em 1224, dois anos antes de sua morte. Passamos a noite do primeiro dia de viagem ao pé do monte e logo cedo, no ar fresco e ensolarado da manhã seguinte, fizemos vagarosamente e em silêncio o caminho da forte subida que leva ao santuário.

Paramos na Capela dos Pássaros para escutar o sublime canto que recebeu Francisco e seus três companheiros quando ali chegaram e ele se viu cercado alegremente pelos pássaros, confirmando que tinha vindo ao lugar certo. Francisco fora ao monte para um jejum de quarenta dias em preparação à chegada da Irmã Morte cuja rápida aproximação pressentia.

Depois de nos alojarmos na simples Casa Franciscana de Retiros, e começarmos a sentir o ambiente desse lugar intenso e sagrado, concordamos em nos fazer uma pergunta preliminar simples. Por que tínhamos ido para lá? Como a maioria das perguntas simples, ela foi uma chave que abriu muitas portas. Afinal, no silêncio em que estávamos então entrando, a pergunta levou a outras perguntas igualmente básicas, relacionadas à consciência e à vida espiritual, que nos levaram ao limite do pensamento e, assim, à luz de Deus dentro de nós: Quem sou eu? Quem é Deus?

A história da experiência de oração de Francisco no lugar sagrado do Monte Alverne nos enriqueceu, desafiou e guiou dia após dia. Ficamos sabendo como ele se aprofundou cada vez mais na solidão, durante sua estadia ali, alternadamente fustigado por seus demônios interiores e consolado por visitas angélicas. Nisto, ele perseverou até que chegou à experiência que culminou na união com a humanidade de Cristo, o que tornou esse lugar tão sagrado, não somente para seus seguidores franciscanos, mas também de grande significado para toda a tradição cristã de oração.

 

Na noite de 14 de setembro, Festa da Santa Cruz, seu fiel amigo e companheiro, Frei Leão, desobedeceu às instruções de Francisco e penetrou na solidão de sua reclusão para ver como ele estava. À luz do luar, Frei Leão viu Francisco de joelhos em oração, repetindo com todo o fervor as perguntas que se encontram no centro de toda oração cristã: “Quem és tu, meu doce Deus... Quem sou eu, teu servo inútil?”“E somente estas palavras repetiu e nada mais disse” - conta-nos São Boaventura, seu biógrafo. Frei Leão viu o fogo que descia sobre a cabeça de Francisco, envolvendo-o por muito tempo.

 

Quando Francisco afinal o notou, Frei Leão perguntou o que significava tudo aquilo. Francisco respondeu que ele tinha recebido duas luzes para a sua alma; o conhecimento e a compreensão de si mesmo, e o conhecimento e a compreensão de Deus. Nesta oração no fogo, Deus lhe pediu três dádivas e ele buscou em sua pobreza até encontrar uma bola de ouro que ofereceu três vezes: a doação dos seus votos.

 

Após dizer a Frei Leão que não o espionasse mais, Francisco dirigiu-se à Bíblia para saber a que estaria sendo preparado - e em cada consulta ele foi encaminhado para a Paixão de Jesus Cristo. Retornou então à oração solitária, “tendo muita consolação na contemplação”. Sentiu-se depois impelido a pedir não somente a graça de sentir a dor de Cristo, mas também o amor que possibilitou a Cristo suportá-la por nós. Começou a contemplar a Paixão com profunda devoção até que “se transformou completamente em Jesus por meio do amor e da compaixão”.

 

Na manhã seguinte, ele viu um serafim aproximar-se na forma de Jesus Crucificado. Ele se sentiu repleto, simultaneamente, de medo e alegria, deslumbramento e tristeza. E foi-lhe dada a percepção de que sua transformação em Cristo não aconteceria por sofrimento físico, mas “por uma elevação da mente” - a transformação da consciência em amor. Entretanto, o sinal desta transformação seria a marca permanente das cinco chagas divinas de Cristo no corpo de Francisco. Pouco depois, Francisco deixou o Monte Alverne e retornou à cidade de Assis, para morrer “com a chama do amor divino em seu coração e as marcas da Paixão em sua carne”. Com humildade, perguntou a seus irmãos se deveria tornar pública a informação sobre seus estigmas, e convenceu-se de que deveria quando lhe disseram que a experiência deveria ter um significado não somente para ele, mas também para os outros.

 

UOL Busca OS ESTIGMAS DE FRANCISCO DE ASSIS

 

FONTE:   http://www.franciscanos.org.br



Categoria: SÃO FRANCISCO DE ASSIS
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 01h29
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SANTA CLARA DE ASSIS( SEU DIA 11/08)

SANTA CLARA DE ASSIS( SEU DIA 11/08)

 

 

Escuta filha, vê e presta atenção,

Esquece o teu povo e a casa de teu pai.

De tua Beleza se encantará o rei;

Ele é teu Senhor, inclina-te diante dele!”

(Salmo 44)

 

Chiara Favarone di Offreduccio nasceu a 16 de julho de 1194, em Assis. Seu nome, dado pela mãe, é a sua carteira de identidade: “Clara de nome, mais clara por sua vida e claríssima nas virtudes” (1Cel 8 ). Esta é a nossa Clara de Assis, Santa Clara, Mãe e Irmã, sopro do Espírito, luz para os que buscam as trilhas do sagrado e a plenitude do humano! Santa Clara morreu aos 11 de Agosto de 1253, no Convento de São Damião, aos sessenta anos, apertando nas mãos e no coração a Regra de Vida aprovada por Inocêncio IV, seu sonho, vocação e realização.

 

Aos dezoito anos, no dia 19 de Março de 1212, junta-se a Francisco de Assis, na Igreja de Santa Maria dos Anjos, a Porciúncula e, a partir dali, Assis e o mundo ganham um modo fascinante e próprio de encarnar o Evangelho. A gentil dama assisiense diz adeus aos projetos da família biológica, às ofertas do mundo, à sua beleza e aos dotes matrimoniais, à riqueza, ao palácio, castelo e nobreza, à presença na sociedade de Assis, e vai, com sensibilidade e coragem indomável, seguir os caminhos do Senhor numa nova família espiritual. Esta escolha juvenil teve as marcas da fidelidade por quarenta anos.

 

Na sua adolescência e juventude, antes de seguir radicalmente o Evangelho e o jeito de Francisco, Clara já acolhia, atendia, cuidava e nutria enfermos, pobres e leprosos. Distribuía sorrisos, presença, sopa, ataduras e aquele modo feminino de aliviar as misérias de então. Uma mulher como ela, destinada às cortes e aos príncipes, que encontra tempo para os que estão fora do status e da riqueza, só pode inaugurar um virtuoso caminho que leva à santidade.

 

Esta mulher bela, inteligente, amável, segura, piedosa e admirada, constrói no jeito natural de sua juventude, a grande fundadora da Segunda Ordem, as Damas Pobres, as Reclusas de São Damião, as Damianitas, enfim as Clarissas. Quem tem uma vida concreta arrasta atrás de si seguidoras: Inês e Beatriz, suas irmãs de sangue, sua mãe Ortolana, cinqüenta Irmãs naquele primeiro Mosteiro de Assis e tantíssimas Irmãs Clarissas espalhadas pelo mundo. Quem são as Clarissas? Vamos buscar a resposta nas Fontes primitivas:

 

O biógrafo medieval, Tomás de Celano, assim diz: “Este é aquele feliz e santo lugar em que, decorrido já o espaço de quase seis anos da conversão do bem-aventurado Francisco, teve feliz início, por intermédio do mesmo homem bem-aventurado, a gloriosa Religião e excelentíssima Ordem das Damas Pobres e virgens santas; neste lugar, viveu a Senhora Clara, oriunda da cidade de Assis, pedra preciosa e fortíssima, fundamento de outras pedras sobrepostas. (...) Ela foi posta como proveito para muitas e, como exemplo, para inúmeras. Nobre pela estirpe, mais nobre pela graça; virgem no corpo, castíssima no espírito; jovem na idade, mas madura no espírito; firme no propósito e ardentíssima no desejo do amor divino; dotada de sabedoria e de especial humildade.(...) Sobre ela ergueu-se a nobre estrutura de preciosíssimas pérolas, cujo louvor provém não dos homens, mas de Deus (Rm2,29), visto que nem a limitada faculdade de pensar é capaz de meditá-la, nem a concisa linguagem é capaz de explicá-la. Pois, antes de tudo, vigora entre elas a especial virtude da mútua e contínua caridade que de tal forma une as vontades delas que, morando juntas quarenta ou cinquenta no mesmo lugar, o mesmo querer e o mesmo não querer fizeram nelas de diversos um único espírito. Em segundo lugar, em cada uma brilha a gema da humildade que de tal modo conserva os dons concedidos e os bens recebidos dos céus que merecem as demais virtudes. Em terceiro lugar, o lírio da virgindade e da castidade de tal maneira asperge todas com admirável odor que, esquecidas dos pensamentos terrenos, elas desejam meditar unicamente os celestes, e de fragrância dele nasce tão grande amor para com o Esposo eterno nos corações delas que a integridade deste sagrado afeto exclui delas todo costume da vida anterior. Em quarto lugar, todas foram marcadas pelo título da altíssima pobreza a ponto de mal ou nunca consentirem em satisfazer a extrema necessidade do alimento e da veste” (1Cel 8, 18-19).

 

Juntemos a esta precisa descrição de Celano a verdade de que Clara e suas filhas tem a coragem de centrar toda a energia do amor no Único Esposo, um amor incondicional, um amor de intimidade; que encontram na oração e na contemplação os canais mais convergentes para o Divino; na quietude e na solicitude, na fraternidade e na atividade, na minoridade e na benignidade, a tarefa de amar e servir.

 

Clara e Irmãs Clarissas, tronco da mesma raiz, flores femininas da mesma planta; missionárias da prece, comunhão eclesial, guardiãs do melhor que o Carisma tem: revelação, inspiração, reconstrução. Elas cuidam do manancial de onde brota a nossa vida evangélica franciscana, água viva com sabor clariano, que não podemos deixar de beber. Na Festa de Santa Clara vamos pedir a bênção para a Mãe!

Fonte Frei Vitório Mazzuco Filho:  http://carismafranciscano.blogspot.com/



Categoria: SANTA CLARA
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 00h33
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 Reedição do post 2008 

O DIA DO PERDÃO.

Começa às 12 horas do dia 01 de agosto até o final da tarde de 02 de agosto de cada ano.

 

Em 1216 São Francisco de Assis estava orando na igrejinha da Porciúncula, quando de repente ela torna-se iluminada, e São Francisco de Assis vê sobre o altar o Cristo revestindo de luz e à sua direita a Mãe Santíssima.

E eles perguntam a São Francisco o que ele desejava para que as almas fossem salvas? Assim ele Os pede que seja concedido um generoso perdão a todos que se arrependessem e confessassem seus pecados, e fossem visitar aquela igrejinha.

 

E o Senhor acolhe a sua oração e propõe que ele peça ao Seu Vigário na terra, de Sua parte, esta indulgência. E São Francisco vai até ao Papa Honório III e conta-lhe a visão que tinha tido.

E Feliz caminha até à porta, negando qualquer documento que comprove a autorização do Papa, bastava-lhe a sua palavra, o documento seria a Santíssima Virgem Maria, o Senhor como escrivão e os Anjos as testemunhas.

O Perdão de Assis é uma manifestação da misericórdia de Deus e um sinal do amor apostólico de São Francisco, que disse alguns dias depois em lagrimas: "Meus irmãos, quero que todos vocês vão ao Paraíso!"

 

Esta indulgência é dada somente em um dia do ano: começa às 12 horas do dia 01 de agosto até o final da tarde de 02 de agosto, todo ano. Este dia tem como padroeira Nossa Senhora dos Anjos, e foi estendida a qualquer Igreja Católica do mundo.

 

Assim, ganham a Indulgência, todas as pessoas que tendo feita a confissão sacramental, visitarem uma Igreja nos dias mencionados, receberem a comunhão eucarística e rezarem um "Pai nosso", uma "Ave Maria" e um "Glória", pelas intenções do Santo Padre, o Papa. Assim sendo, poderão utilizar a Indulgência em seu próprio benefício, em favor de pessoas falecidas ou daquelas que necessitam de conversão do coração.

 



Categoria: SÃO FRANCISCO DE ASSIS
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 02h05
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Santa Clara de todos os tempos

UOL Busca Frei Almir Ribeiro Guimarães, OFM 

 

1-Clara,  filha de nobres, vive em seu coração um desejo de plenitude. Nada nela é feito de coisas pela metade. Nada é medíocre. Nasce, cresce e vive em ambiente de paz, no seio de uma família nobre e bem aquinhoada. Não condena ninguém. Nem ricos, nem nobres.  Escuta a mãe falando das coisas da Terra Santa e ela, Clara, vai nutrindo misteriosamente o desejo de ser somente de Deus. No ar da época  há um desejo de volta ao Evangelho.  Mulheres beguinas andam de um lado para o outro. Tudo se acelera quando aparece um moço de Assis chamado Francisco. Aquele jeito de viver, aquela energia e  a força que irradiava  “precipitaram” as coisas.  Ela queria o Evangelho... o Evangelho todo...

 2-Na noite de um domingo de Ramos, a moça é recebida na Porciúncula. Os frades lhe cortam o cabelo, vestem-na de roupas simples. Faz ela sua profissão de viver segundo a forma do Evangelho. Os frades a recebem. Francisco nada é para receber uma tal profissão. Deus inventa suas coisas.

 3-Vai ela de um lado para o outro. Não acha seu lugar. As coisas vão se tornando mais nítidas. Havia uma igreja, com um Crucifixo sereno e bonito, uma igrejinha consagrada ao mártir Damião, fora dos muros de Assis. Ali começa a vida da Senhora Irmã Clara e de suas co-irmãs.  Poucas irmãs, depois o número aumenta, a presença discreta dos frades, a proteção não tão próxima , mas verdadeira, de Francisco.... Uma vida extremamente simples...

 4-Trabalho, corporais, sanguíneos, alfaias.. todos os dias... Dizem que elas faziam coisas maravilhosas.... Ofício, oração, meditação, contemplação... muitas horas, muitos meses, muitos anos... Cuidados com as irmãs: umas saiam uma vez ou outra, ... lavar os pés das irmãs, cuidar das doentes, cobri-las nos dias de frio... essas irmãs geradas pela força do Evangelho. Os frades lhes faziam pregação, elas recebiam deles as esmolas que conseguiam nas casas de Assis.  Mas nisto não consiste o mistério de São Damião...

 5-Clara vai se deixando tocar pelo Cristo pobre, seu esposo, seu querido esposo. Nas cartas que escreve a Inês de Praga fala do espelho onde está Cristo. Clara corre como a esposa do Cântico dos Cânticos para estreitar-se com ele num amplexo de amor. Uma contemplativa que escolheu a melhor parte que não lhe será tirada. 

6-Nao uma frágil mulher, mas uma Clara forte.  Não admite viver a pobreza segundo os cânones do tempo... quer um privilégio de viver sem nada, absolutamente sem nada.  Morre tendo nas mãos a aprovação do Privilégio e de sua Regra.  

7-Vive doente muito tempo e no fim de sua vida agradece a Deus o dom da vocação.... e depois dela nasceram o mosteiros das senhoras pobres. Que estes possam ser lugares onde um pequeno grupo de mulheres possa viver somente para o Evangelho, um lugar onde reine um bem querer, onde abadessas continuem vendo se as irmãs estão cobertas no tempo do frio, onde não se brinca com a questão da oração, onde mulheres pobres se sentem muito unidas aos frades e juntos, cada um em seu lugar, louvem o Altíssimo e Onipotente e Bom Senhor.

 

Fonte: http://www.franciscanos.org.br



Categoria: SANTA CLARA
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 01h21
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Bênção do Frei Jorge da Paz

 

FONTE:  http://www.freijorgedapaz.org.br/

(Veja o seu programa na TV Rede Vida, todo Sábado 13 horas)

 

Desejo a você, que está se comunicando comigo, toda Paz e todo Bem!

 

Diante dos desafios da vida, que a esperança esteja sempre acesa na sua lembrança. Haja o que houver, que a Boa Nova do Senhor expulse do seu caminho tudo aquilo que esteja querendo desanimar você.

 

Que Deus lhe dê entusiasmo, bom humor, saúde, determinação, alegria, absoluta certeza no Poder de Deus, e boas idéias.

 

Se Jesus está no seu coração, você pode ter certeza de que a vida irá sorrir para você!

 

Que, em toda a parte e lugar, a Santíssima Virgem Maria, Mãe do Senhor e Rainha da Paz, faça você permanecer sempre sem medo! Tudo é possível para aquele que acredita!

 

Coragem!

 

Abençoe o Deus Todo Poderoso,

Pai, Filho e Espírito Santo,

Amém! 

 



Categoria: ORAÇÕES/BÍBLIA
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 22h32
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O caminho do evangelho

 

 

De manhã, bem cedo, foram ambos à missa. Pelo caminho juntou-se aos dois Pedro de Catânia, doutor em Direito e novo companheiro. Por três vezes abriram o livro do Evangelho, e as três respostas que encontraram foram as seguintes:

 

"Se queres ser perfeito, vende o que tens e dá-o aos pobres. Depois vem e segue-me" (Mt 19,21).

 

"Não leveis nada pelo caminho, nem bastão, nem alforge, nem uma segunda túnica..." (Lc 9,3).

 

"Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz cada dia e siga-me" (Mt 16,24).

 

 

"Isto é o que devemos fazer, e é o que farão todos quantos quiserem vir conosco" - exclamou Francisco, que subitamente viu brilhar uma luz sobre o caminho que ele e seus companheiros deveriam seguir. Finalmente encontrou o que por tanto tempo havia procurado! Isto aconteceu a 24 de fevereiro de 1208, dando início à fundação da Fraternidade dos Irmãos Menores.

 

No mesmo dia, Bernardo de Quintaval vendeu todos os seus bens e repartiu o dinheiro entre os pobres de Assis.

*******************************************************

O primeiro sacerdote franciscano

 

 

O exemplo de Bernardo produziu frutos. O primeiro é o sacerdote Silvestre, que exclamou comovido: "Como posso eu, sacerdote e velho, ser menos generoso que estes jovens e ricos?" E, sem mais, lançou-se com eles na aventura de viver o Evangelho. Tornou-se, assim, o primeiro sacerdote da Ordem Franciscana!

 

Prontamente aderiram outros: Gil, um modesto lavrador que se tornaria um grande santo; Morico, dedicado ao serviço dos leprosos; Bárbaro, futuro missionário no Oriente; Sabatino, Bernardo de Viridiante, João de Constança, Ângelo, da ilustre família dos Tancredo, aparentado com reis e príncipes; Felipe, grande pregador; e muitos outros...

 

Juntos, formaram um grupo de mendigos voluntários (daí o adjetivo de Ordem Mendicante dado à Ordem Franciscana), que trabalhavam e rezavam, cantavam e pregavam, maravilhando o povo com a novidade do Evangelho sendo vivido diante de seus próprios olhos. Algumas choupanas cobertas de folhagem, no pitoresco vale do Rivotorto, serviam-lhes de modesto abrigo.

 

Fonte: http://www.franciscanos.org.br



Categoria: Carisma,Jufra,Santos
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 01h26
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Dia de Pentecostes. ( Opinião de um Leigo)

Dia de Pentecostes.  (Opinião de um Leigo)

 Rivaldo R.Ribeiro

 

Nesse dia de Pentecostes poderemos ver uma relação muito grande com São Francisco de Assis e o movimento franciscano.

 

Pois foi o dia do nascimento da Igreja no mundo, quando o Espírito Santo manifestou-Se aos apóstolos de Cristo em várias línguas para que todos compreendessem a Palavra de Deus, e como hoje vemos a espiritualidade franciscana presente e compreendida em várias partes do mundo, mesmo alguns povos não cristãos.

 

Alem disso o aparecimento de São Francisco de Assis levou a Igreja a um renascimento espiritual, talvez um novo Pentecoste, desde o seu contato com Deus na igrejinha de São Damião, onde Nosso Senhor pediu a São Francisco: “Francisco restaura a Minha casa que está desmoronando”, o sentido aqui seria o desmoronamento da Fé na época que quase se iguala aos dias de hoje.

 

Renascia ali uma nova Igreja onde São Francisco propunha imitar Nosso Senhor em tudo, por tudo, perfeição, fervor, seguindo os passos do Mestre Jesus.

 

Assim a Igreja renascia difundindo por toda Europa a força evangelizadora dos pequenos frades menores, aumentando o número de adeptos por onde passavam até os dias de hoje. 

 

O evangelho de Cristo voltava a ser ensinado como Cristo ensinou: fraterno, humilde nas trilhas traçadas pelo Pai: anunciando as maravilhas do Reino de Deus, PAZ E BEM! 

 

Livro dos Atos dos Apóstolos (Atos 2,1-11) Lucas sugere que o Espírito é a lei nova que orienta a caminhada dos crentes. É Ele que cria a nova comunidade do Povo de Deus, que faz com que os homens sejam capazes de ultrapassar as suas diferenças e comunicar, que une, numa mesma comunidade de amor, povos de todas as raças e culturas:

 

1Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar. 2 De repente, veio do céu um barulho como se fosse uma forte ventania, que encheu a casa onde eles se encontravam. 3Então apareceram línguas como de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. 4Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito os inspirava.  

5Moravam em Jerusalém judeus devotos, de todas as nações do mundo. 6Quando ouviram o barulho, juntou-se a multidão, e todos ficaram confusos, pois cada um ouvia os discípulos falar em sua própria língua. 7Cheios de espanto e admiração, diziam: “Esses homens que estão falando não são todos galileus? 8Como é que nós os escutamos na nossa própria língua? 9Nós, que somos partos, medos e elamitas, habitantes da Mesopotâmia, da Judéia e da Capadócia, do Ponto e da Ásia, 10da Frigia e da Panfília, do Egito e da parte da Líbia próxima de Cirene, também romanos que aqui residem; 11judeus e prosélitos, cretenses e árabes, todos nós os escutamos anunciarem as maravilhas de Deus em nossa própria língua!”

 



Categoria: Carisma,Jufra,Santos
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 14h51
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SOLENIDADE DE PENTECOSTES

SOLENIDADE DE PENTECOSTES

  

Atos 2,1-11 e João 20,19-23

 

 A Igreja celebra, com grande júbilo, o aniversário do seu nascimento sob a ação do Espírito Santo. Celebra sua manifestação ao mundo, expressa seu testemunho, expõe sua riqueza mais íntima, qual seja, sua felicidade, graças à Salvação proporcionada ao mundo por Jesus Cristo.

 

Cristo prometera, em várias ocasiões, a efusão do Espírito Santo, promessa que “realizou na tarde daquele dia, no dia da Ressurreição” (cf. v. 19-22), e, de modo mais solene e marcante, no dia de Pentecostes, pois a plenitude do Espírito Santo, que estava em Jesus, deveria ser comunicada também a todo o povo messiânico (cf. Joel 3,1-2). Pentecostes é o coroamento, a plenitude da Páscoa.

 

Depois da Ascensão de Jesus ao Céu, “estavam os Apóstolos reunidos no Cenáculo em oração. Veio do Céu um ruído semelhante ao soprar de impetuoso vendaval, e encheu toda a casa onde se achavam. E apareceram umas como que línguas de fogo, que se distribuíram e foram pousar sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito os impelia a se exprimirem” (cf. At 2,1-4).

 

Pentecostes contém um mistério que vai além de qualquer experiência humana. Para expressar o acontecimento, em si inexplicável, temos os sinais do fogo e do vento (At 2,2-3). Fogo e vento simbolizam o divino, revelam a presença de Deus: o fogo que abrasa e purifica e o vento que sopra quando e onde quer.

 

“Ao se produzir o ruído do céu, a multidão de inúmeros povos, lá presente, se reuniu e estava confusa, pois cada qual os ouvia falar em sua própria língua” (At 2,6). Pedro, impelido pelo Espírito Santo, erguendo a voz, assim lhes falou: “Homens da Galiléia e habitantes todos de Jerusalém, esse Jesus que vós crucificastes, foi Deus quem dele deu testemunho e, por meio dele, operou milagres; Deus o ressuscitou e o exaltou: Deus o fez Senhor e Messias”   (cf. At 2,22-36). 

 

E como acolheram os ouvintes essa revelação? Três mil foram tocados pelo Espírito, logo de início, pedindo o Batismo. Depois, mais cinco mil. Muitos ficaram simplesmente atônitos, outros escarneciam. Faltou disposição ao coração? Talvez... E’ a ação misteriosa da graça. Pois existe, também, a culpa e a cumplicidade do homem.

 

Muitas vezes, a pessoa não quer deixar-se esclarecer pela luz: “A luz brilha nas trevas, mas as trevas não a compreendem” (Jo 1,5). 

 

“A Igreja foi manifestada publicamente ante a multidão; e, pela pregação, iniciou-se a difusão do Evangelho entre as nações” (Ad Gentes 4).

 

Frei Floriano Surian, ofm

 

Fonte: http://www.riototal.com.br/boanova/  



Categoria: ARTIGOS/NOTÍCIAS
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 14h28
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FRANCISCANAS PALAVRAS V

FRANCISCANAS PALAVRAS V

Continuação do post do dia  20/03/2009

33. Franciscanismo e Poesia não se separam, estão sempre juntos na percepção da própria identidade na Natureza.

34. Ser Menor é ser Francisco. É sentir a experiência do Nada, isto é, ser completamente despojado, Vazio de tudo, sem negatividades, sem pessimismos, sem dramaticidade; totalmente aberto à ação Divina. É estar sempre nascendo a cada instante.

35. Vamos aprender com Francisco: na Simplicidade e na harmonia realizar grandes coisas.

36. Quando olhamos para São Francisco percebemos que se o nosso interior é bom toda a natureza é boa.

37. “Meu Deus e meu Tudo!” Francisco assim exclama, admira, contempla, repete, invoca... Assim adensa a sua experiência de saborear a presença do Sagrado.

38. Francisco sempre esteve no espetáculo sensível da vida.

39. A Espiritualidade Franciscana é sensível porque é penitente.

40. Francisco é uma moderação contida.

  

Fonte Frei Vitório Mazzuco Filho:  http://carismafranciscano.blogspot.com/



Categoria: ARTIGOS/NOTÍCIAS
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 23h08
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Benção de São Francisco de Assis a Frei Leão.

 

 

 

O Senhor te abençoe e te guarde!

O Senhor te mostre a sua face e conceda-te sua graça!  

O Senhor volva o seu rosto para ti e te dê a paz! 

 

As palavras que Francisco acrescentou às bíblico-litúrgicas são poucas, mas importantes, porque são pessoais do Santo: "O Senhor te abençoe, Frei Leão".

 

“(...) Redescobrindo-a e voltando a utilizá-la estaremos fazendo o que fez Francisco ao recuperar uma fórmula litúrgica quase esquecida, considerando-a apta para consolar o amigo na aflição. Usando-a, Francisco descobriu o profundo significado da fórmula e, no modo de usá-la, mostrou que captou precisamente seu sentido original...”.

 

A passagem bíblica onde consta a UOL Busca Benção de São Francisco a Leão, que pode ser estendia a todos nós: Números 6- 22-26

 

22. O Senhor disse a Moisés: 23. “Dize a Aarão e seus filhos o seguinte: eis como abençoares os filhos de Israel:24. O Senhor te abençoe e te guarde!  25. O Senhor te mostre a sua face e conceda-te sua graça!  

26. O Senhor volva o seu rosto para ti e te dê a paz!  27. E assim invocarão o meu nome sobre os filhos de Israel e eu os abençoarei”. 

 

Leiam mais sobre esse  maravilhoso fragmento na história franciscana:

 

http://www.franciscanos.org.br/carisma/simbolos

 



Categoria: ORAÇÕES/BÍBLIA
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 16h49
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VIDA e sua irmandade.

 

O planeta vive o momento difícil, vejam o nordeste, só um cego de consciência não vê que aquilo é uma consequência das danuras do homem contra a natureza, e São Francisco viu isso há séculos atrás, a relação homem e natureza é única, como ele disse no UOL Busca Cântico do Irmão Sol: louvado seja meu Senhor pelas criaturas, pela água, pelo sol, pelo ar, pela irmã Terra que nos sustenta e governa, veja que lindo que "sustenta e governa", e o homem imagina que pode dominar a Terra!

 

São Francisco de Assis era um artista da natureza, um poeta que amava desde aos cascalhos até as estrelas. Amava a Terra como uma plataforma que podia levá-lo a Deus, porque via na natureza a presença viva de Deus na vida que pulsava nos animais, nas corredeiras de agua, no verde das folhagens, nas aves do céu etc.

 

Uma arvore é a mais perfeita ligação com Deus, é vida, e está em permanente contato com a Terra, alimenta-se do solo, da sua energia, nos mostra que ali onde ela está é possível sobreviver, é uma indicação de VIDA.

 

São Francisco fez essa ligação e compreendeu que o respeito e amor do homem a natureza seria umas das formas de falar com Deus, e esse desrespeito está nos levando ao fim.

 

Portanto VIDA seja vegetal ou animal pertence à mesma irmandade, pois se uma não encontra condições de sobrevivência e outra também não... 

 

UOL Busca Rivaldo R.Ribeiro-Funcionário Publico José Bonifácio-SP

 



Categoria: ARTIGOS/NOTÍCIAS
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 00h43
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A Sabedoria da Vida

A Sabedoria da Vida

 

 

Uma das grandes estantes em que está organizada a Biblioteca da Bíblia  é a dos livros SAPIENCIAIS.

A do Antigo Testamento é preenchida com os livros seguintes: Job, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cântico dos Cânticos, Sabedoria e Ben Sira (ou Eclesiástico).

 

SAPIENCIAL vem do latim sapientia, donde nasce a palavra portuguesa sabedoria. Mas, nestes livros da Bíblia, ao falar de sabedoria não falamos da esperteza nata de uma pessoa, nem da sua erudição ou cultura geral, nem da sua formação académica superior. Referimo-nos, mais, àquela Sabedoria que é um dos sete dons do Espírito Santo.

 

Esta Sabedoria já não deriva apenas de sapientia, mas também de sapor, saporis: sabor. E consiste na sensibilidade ou capacidade para encontrar e apreciar as coisas boas e fundamentais da vida, ver para além do imediato, contemplar o Criador na Criação, buscar o sentido profundo da realidade, relacionar acontecimentos numa História de Salvação, ler os chamados sinais dos tempos à luz da fé num Deus transcendente mas muito próximo da nossa vida. É também e sobretudo com base nesta Sabedoria, que alguns santos – como Santa Teresa do Menino Jesus – são proclamados Doutor ou Doutora da Igreja.

 

Os dois caminhos

 

Para estes meses de maior contacto com a Natureza e com a vida concreta das pessoas ou do mundo, sugiro aos leitores que levem a Bíblia consigo e “partem” à descoberta destes Livros e da Sabedoria que eles encerram.

 

Como exemplo, e embora já tenha falado aqui dos Salmos em geral, escolho o Salmo 1, intitulado Os dois caminhos, que «pertence ao género sapiencial e constitui uma espécie de meditação introdutória a todo o livro» (BÍBLIA da Difusora Bíblica, p. 841).

 

Proponho uma leitura meditativa e orante do texto, em quatro momentos complementares:

 

1. Rezar o texto do salmo 1, da Bíblia.  

2. Rezar a minha paráfrase-reflexão do salmo (em grupo, o dístico final pode servir de refrão após cada um dos anteriores); silêncio. 

3. Rezar de novo o texto da Bíblia. 

4. Escrever a sua própria oração ou paráfrase.

 

O Salmo 1, da Bíblia (ver Pr 4,10-19; Jr 17,5-8)

 

1 Feliz o homem que não segue o conselho dos ímpios,

   nem se detém no caminho dos pecadores,  nem toma parte na reunião dos libertinos;

2 antes põe o seu enlevo na lei do Senhor  e nela medita dia e noite.

 

3 É como a árvore plantada   à beira da água corrente:  dá fruto na estação própria

   e a sua folhagem não murcha;  em tudo o que faz é bem sucedido.

 

4 Mas os ímpios não são assim!

   São como a palha que o vento leva.

 

5 Por isso, os ímpios não resistirão no julgamento,

   nem os pecadores, na assembleia dos justos.

 

6 O Senhor conhece o caminho dos justos,

    mas o caminho dos ímpios conduz à perdição.

 

A minha paráfrase: Feliz...

 

Feliz de quem não ouve os pecadores

nem pára a contemplar as suas obras:

 

Feliz de quem não sente emulação

ao ver como prosperam os corruptos:

 

Feliz de quem não segue por caminhos

que levam à desgraça para sempre:

 

Feliz de quem não ouve os maus conselhos

nem segue os maus exemplos dos insanos:

 

Feliz de quem não sai com libertinos

rondando pelos antros da violência:

 

Feliz de quem em Deus põe seu enlevo

e vive a sua Lei com lealdade:

 

– Qual árvore plantada junto ao rio, Terá sempre folhagem, flor e fruto. *

 

* Num grupo, o Salmo pode ser recitado por um Solista,

servindo este dístico final de resposta a cada um os outros.

 

frei Lopes Morgado

 

 Fonte:  http://www.capuchinhos.org    ( Site de Portugal) 



Categoria: ARTIGOS/NOTÍCIAS
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 17h12
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SAUDAÇÃO ÀS VIRTUDES

SAUDAÇÃO ÀS VIRTUDES

 

Salve, rainha sabedoria, o Senhor te guarde por tua irmã, a pura simplicidade!
Senhora santa pobreza, o Senhor te guarde por tua santa irmã, a humildade!
Senhora, santa caridade, o Senhor te guarde por tua santa irmã, a obediência!
Santíssimas virtudes todas, guarde-vos o Senhor, de quem procedeis e vindes a nós!


Não existe no mundo inteiro homem algum em condições de possuir uma de vós,
sem que ele morra primeiro.

Quem possuir uma de vós e não ofender as demais, a todas possui; e quem a uma ofender, nenhuma possui e a todas ofende.

E cada uma por si destrói os vícios e pecados.


A santa sabedoria confunde a Satanás e todas as suas astúcias.
A pura e santa simplicidade confunde toda a sabedoria deste mundo e a prudência da carne.
A santa pobreza confunde toda a cobiça e avareza e solicitudes deste século.
A santa humildade confunde o orgulho e todos os homens deste mundo
e tudo quanto há no mundo.

A santa caridade confunde todas as tentações do demônio e da carne e todos os temores carnais.

A santa obediência confunde todos os desejos sensuais e carnais e mantém o corpo mortificado para obedecer ao espírito e obedecer a seu irmão, e torna o homem submisso a todos os homens deste mundo, e nem só aos homens, senão também a todas as feras e animais irracionais, para que dele possam dispor a seu talante, até o ponto que lho for permitido do alto pelo Senhor (cf Jo 19,11).

 



Categoria: ORAÇÕES/BÍBLIA
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 16h00
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"ADORAÇÃO A JESUS NA CRUZ"

 

"ADORAÇÃO A JESUS NA CRUZ"

 

 

Nós vós adoramos, santíssimo Senhor Jesus Cristo,

aqui e em todas as vossas igrejas que estão em todo o mundo, e vos bendizemos, porque pela vossa santa cruz redimistes o mundo.

 

(S. Francisco de Assis, "Adoração a Jesus na cruz")



Categoria: ORAÇÕES/BÍBLIA
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 16h18
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São Francisco a humilde perfeição.

São Francisco a humilde perfeição.

 

Desde o início da sua conversão, como bom arquiteto, São Francisco quis, com a ajuda de Deus, edificar a sua obra sobre rocha firme, isto é, sobre a insigne humildade e pobreza do Filho de Deus. Quis por humildade que a sua Ordem se chamasse "dos Frades Menores".

 

Assim, no começo da Ordem, determinou que os frades morassem nas leprosarias, para melhor servirem os seus ocupantes e que aí estabelecessem os fundamentos da santa humildade [...] como consta da primeira Regra.

 

"Não queiramos possuir nada neste mundo, além da santa pobreza, em virtude da qual o Senhor nos proporcionará alimentos corporais e espirituais e nos dará a herança celestial".

 

Ainda que pudesse ser grande prelado na Igreja de Deus, escolheu e quis ser humilde não só na Igreja como também entre os seus próprios frades. Pois, no seu conceito e desejo, esta humilhação devia constituir a sua maior exaltação aos olhos de Deus e dos homens. (in Espelho de Perfeição 44)

 

Fonte:  http://www.capuchinhos.org    



Categoria: SÃO FRANCISCO DE ASSIS
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 17h49
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...

Paz e Bem!



Categoria: SÃO FRANCISCO DE ASSIS
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 14h47
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Coletâneas de um modo de Pensar Franciscano

(Continuação do post anterior)

FRANCISCANAS PALAVRAS – II

(Postado no Blog do Frei Vitório no dia 16/03/2009)

 

9. Francisco, ao dispor-se à vida, ao buscar o que ele mesmo não sabia, deixou-se conduzir por um real confronto com o Evangelho e assim foi conduzido ao que procurava.

 

10. Ser Franciscano é ter paixão pela Paixão do Senhor.

 

11. Este é o modo de ser natural de Francisco: pródigo, nobre, jovial, cordial, magnânimo, generoso, simples e amigo.

 

12. Francisco é uma vontade boa bem trabalhada.

 

13. Com São Francisco vamos aprender a ouvir uma inspiração e encontrar em São Damião o nosso chão.

 

14. É difícil fazer aparecer o modesto que é a força de Francisco; nós sempre tendemos à uma interpretação tecnológica, aclesiológica, teológica, acadêmica demais.... e ficamos longe da sua vivência.

 

15. Usar um hábito, cortar cabelos à moda da antiga tonsura, jejuar, vestir-se de pobre só porque São Francisco apresentava-se assim não é interessante para nós modernos. O mais importante é entender a Força Originária que está aí.

 

16. Francisco permaneceu porque tinha consciência historial. A pertença historial gera força, coerência, pertença à uma grande família.

 

FRANCISCANAS PALAVRAS – III-

(Postado do Blog do Frei Vitório no dia 20/03/2009)

  

17.Francisco é um homem cheio de encontro, de amor, de brilho, sem cair num pieguismo.

 

18. Servo que não é bom não dá conta. Ser Servo não é só ter a intenção de servir, tem que servir bem! O medieval não se justifica pela intenção mas pelo persistente trabalho de ser bom. Francisco nos ensinou que um raio apenas, do Irmão Sol, é um bom servo.

 

19. Não diria São Francisco: “Como Deus pode permitir uma coisa dessa?!” Mas ele diria: “O que Ele está querendo dizer com isto?”

 

20. A função de um Ministro ou Ministra da Fraternidade não é de censurar, mas de remeter à Inspiração.

 

21. É preciso ler com seriedade os textos das Fontes Franciscanas, porque eles sustentam gerações e gerações de Fraternidades.

 

22. Francisco tornou-se espiritualmente adulto e grande sem mesquinharias.

 

23. Francisco nos ensinou que a Devoção se alimenta de Deus e não de sentimentalismo.

 

24. Porque o Amor é um Valor Absoluto que precisa ser abraçado, Francisco saiu pelas estradas da Úmbria bradando: “O Amor não é amado!”

FRANCISCANAS PALAVRAS – IV

(Publicado do blog do frei Vitório data: 17/04/2009).

 

 

25. Francisco, quando olha para si mesmo, é porque primeiro olhou para Deus.

26. Como um bom medieval, Francisco nos ensina que, tudo o que acontece, é a Vida nos exercitando.

27. Francisco de Assis é um sábio que, no vigor do Espírito e na Sensibilidade vital de sua percepção, penetra através da superfície da realidade para acolher a admiração, o Amor, a reverência, o cerne, o coração, enfim a Vida das coisas.

28. Com o grupo primitivo de Francisco aprendemos a não viver no grupo da mediocridade. Temos que nos responsabilizar! Não ter ações que não possuam a força do Espírito e sermos cada vez mais uma exigência concreta.

29. Para Francisco de Assis, Deus, ao se manifestar, não se revela como majestade, força, doador, Ser Supremo, mas sim como benignidade, bondade, gratuidade, gratidão, graça, serviço. Ele mesmo é servo de toda humana criatura.

30. Francisco e Leão vão até Santa Maria dos Anjos; a Porciúncula é o berço da Ordem, o lar, o lugar onde reside o memorial mais íntimo, o aconchego originário do mistério da Ordem. Lá é o lugar da Perfeita Alegria, isto é, a fala da jovialidade da Cruz!

31. Somos franciscanos enquanto dentro de nós existir uma imensa saudade de Deus.

32. Ser franciscano é ser peregrino.

 

Fonte Frei Vitório Mazzuco Filho:  http://carismafranciscano.blogspot.com/



Categoria: ARTIGOS/NOTÍCIAS
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 23h50
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Coletâneas de um modo de Pensar Franciscano

Coletâneas de um modo de Pensar Franciscano

 

 

Nas minhas andanças por aí, espalhando o modo franciscano de ver a vida, não posso fugir do fervor das palavras. Palavras são provocações e desafios. Escrever e falar é a maior responsabilidade. Ao refletir o franciscanismo, sempre tem alguém coletando a fala. Muitos me pedem: “Frei repete isto novamente!” .

 

Pensar franciscanamente é elaborar sendas para a humanidade. Ajuntei curtas frases que andei falando ou escrevendo. Divido com vocês. Se quiserem usar, fiquem à vontade! O saber franciscano é perceber que não sabemos nada.

 

“Sábios são aqueles que dividem e duvidam e não aqueles que têm certeza”. Então, vamos dividir! Nem sei como chamar este bloco de idéias que quero publicar neste blog... São Coletâneas de um modo de Pensar Franciscano. De olho na vida e na fala de Francisco de Assis aprendi com ele a vigor do Espírito e da Vida, e na sensibilidade vital de sua percepção, ir além da superfície da realidade, para acolher a admiração, o espanto, a alegria, o amor, a reverência, o cerne, o coração, a vida dos seres, e estas coisas todas que ele nos ensinou...

FRANCISCANAS PALAVRAS

1. São Francisco é encarnado até o pescoço no Infinito!

2. O grupo primitivo franciscano não fez fraternidade através da simpatia pessoal. Fez vida fraterna pela escuta comum de uma séria convocação para um viver exigente.

3. Viver franciscanamente é despojar-se de qualquer sofisticação. É repetir continuamente gestos de generosidade e acreditar numa Novidade Originária.

4. Francisco nos ensinou que servir é algo divino. Para ele, o próprio Deus é o Grande Servo do Universo.

5. Ser franciscano não é ter padrão fixo, mas buscar afinamento com o melhor.

6. Francisco nunca foi uma pessoa perturbada porque nunca perdeu a limpidez da busca ( cfr. A Perfeita Alegria )

7. É preciso intuir nas Fontes Franciscanas um grande princípio de uma Nova Humanidade. 8. Francisco via no Cavaleiro Medieval um arquétipo do Ideal Humano, a descrição ideal de um tipo humano caracterizado pela Nobreza de Alma: honradez, coragem e cortesia.

 

Fonte Frei Vitório Mazzuco Filho:  http://carismafranciscano.blogspot.com/



Categoria: ARTIGOS/NOTÍCIAS
 Postado por Rivaldo R. Ribeiro às 19h09
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 A padroeira da Ordem III é UOL Busca Santa Isabel da Hungria (imagem ao lado)

 

Terceira Ordem - Ordem Franciscana Secular

Os franciscanos seculares constituem uma verdadeira Ordem na Igreja. Não formam um mero movimento ou associação qualquer. A OFS é uma ordem reconhecida como tal pela Igreja, que lhe apresenta uma forma de vida chamada Regra.  

Como tal, ela é acolhida, aceita e abençoada pela Igreja em todas as partes do mundo. Ela faz parte da grande UOL Busca Família Franciscana e contribui para a plenitude de seu carisma.  

 

A UOL Busca Ordem Franciscana Secular é constituída por Fraternidades abertas a todos os cristãos seculares.  

Nelas há lugar para jovens, para casados, viúvos e celibatários no mundo; para clérigos e leigos; para todas as classes sociais, todas as profissões, para todas as raças; para homens e mulheres. Há lugar para todos porque se busca viver segundo o Santo Evangelho como irmão e irmãs da penitência. 

 

O projeto de vida de todo cristão e especialmente de todo franciscano secular é o seguimento da vida de Nosso Senhor Jesus Cristo, conforme os ensinamentos que nos foram revelados através do Santo Evangelho. Por isso, "A Regra e a vida dos franciscanos seculares é esta: observar o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, segundo o exemplo de São Francisco de Assis, que fez do Cristo o inspirador e o centro de sua vida com Deus e com os homens (Rg 4; 1Cel, 18, 115). 

 

A OFS se articula em Fraternidades de vários níveis: local, regional, nacional e internacional. E toda fraternidade, de qualquer nível, goza de autonomia administrativa, econômica e financeira. Porém, as fraternidades dos diversos níveis estão coordenadas e ligadas entre si segundo a Regra, as CCGG, o ritual e os estatutos. 

 

As relações entre a UOL Busca Juventude Franciscana (JUFRA) e a OFS devem ser marcadas pelo espírito de uma comunhão vital e recíproca. Por esta razão, a experiência vivida na Juventude Franciscana encontra a sua realização natural na OFS.

  

Conheça mais: http://ofs.org.br/

 

Fonte: http://www.franciscanos.org.br



Categoria: Carisma,Jufra,Santos
 Postado por Rivaldo Roberto Ribeiro às 17h15
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Segunda Ordem - Clarissas

Segunda Ordem - Clarissas

 

 

Francisco, além de fundar a 1ª Ordem Franciscana (masculina), foi também o fundador da 2ª Ordem Franciscana, conhecida também por Ordem de UOL Busca Santa Clara, abrindo assim a vivência do ideal franciscano para o ramo feminino. A primeira religiosa franciscana foi a jovem Clara Offreduccio, mais tarde chamada de Santa Clara de Assis, jovem de família nobre e admiradora de Francisco desde que o conhecera como "Rei da Juventude" pelas ruas e festas de Assis. Passou a admirá-lo mais ainda, quando se tornou um inflamado pregador da alegria e da paz, da pobreza e do amor de Deus, não só através de palavras, mas com o exemplo de sua própria vida.

 

Era isso precisamente o que almejava a jovem Clara. Não estava satisfeita com os esplendores do palácio de sua família, nem com o sonho do futuro enlace principesco ao qual seus pais a estavam encaminhando. Sonhava com uma vida mais cheia de sentido, que lhe trouxesse uma verdadeira felicidade e realização. O estilo de vida dos frades a atraía cada vez mais.

 

Depois de muitas conversas com Francisco, aos 18 de março de 1212 (Domingo de Ramos), saiu de casa sorrateiramente em plena noite, acompanhada apenas de sua prima Pacífica e de outra fiel amiga, e foi procurar Francisco na Igrejinha de Santa Maria dos Anjos, onde ele e seus companheiros já a aguardavam.

 

Frente ao altar, Francisco cortou-lhe os longos e dourados cabelos, cobrindo-lhe a cabeça com um véu, sinal de que a donzela Clara fizera a sua consagração como Esposa de Cristo. Nem a ira dos seus parentes, nem as lágrimas de seus pais conseguiram fazê-la retroceder em seu propósito. Poucos dias depois, sua irmã, Inês, veio lhe fazer companhia, imbuída do mesmo ideal. Alguns anos após, sua mãe, Ortulana, juntamente com sua terceira filha Beatriz, seguiu Clara, indo morar com ela no conventinho de UOL Busca São Damião, que foi a primeira moradia das seguidoras de São Francisco.

 

Com o correr dos anos, rainhas e princesas, juntamente com humildes camponesas, ingressaram naquele convento para viver, à luz do Evangelho, a fascinante aventura das Damas Pobres, seguidoras de São Francisco, muitas das quais se tornaram grandes exemplos de santidade para toda a Igreja.

 

As Irmãs Clarissas vivem um estilo de vida contemplativa, sendo enclausuradas. Quer dizer que não têm, normalmente, uma atividade pública no meio do povo, dedicando-se mais à oração, à meditação e aos trabalhos internos dos mosteiros.

 

Conheça mais: www.clarissas.com.br



Categoria: Carisma,Jufra,Santos
 Postado por Rivaldo Roberto Ribeiro às 00h05
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"FRANCISCO RESTAURA MINHA CASA QUE DESMORONA"...

Foi na encantadora igrejinha de São Damião, a um quilometro abaixo de Assis, toda humilde entre as oliveiras, que se deu o notável acontecimento. Francisco rezava com fervor ante o grande crucifixo bizantino: "Senhor, suplico-Vos me ilumines e dissipeis as trevas da minha alma". Do crucifixo veio a resposta, suave e benevolente: "Francisco, restaura a minha casa, que desmorona"...


CLIQUE ACIMA E LEIA MAIS SOBRE ESSE NOTÁVEL ACONTECIMENTO NA VIDA DE SÃO FRANCISCO...







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O DIA DO PERDÃO.

Em 1216 São Francisco de Assis estava orando na igrejinha da Porciúncula, quando de repente ela torna-se iluminada, e São Francisco de Assis vê sobre o altar o Cristo revestindo de luz e à sua direita a Mãe Santíssima. E eles perguntam a São Francisco o que ele desejava para que as almas fossem salvas? Assim ele Os pede que seja concedido um generoso perdão a todos que se arrependessem e confessassem seus pecados, e fossem visitar aquela igrejinha.

 

E o Senhor acolhe a sua oração e propõe que ele peça ao Seu Vigário na terra, de Sua parte, esta indulgência. E São Francisco vai até ao Papa Honório III e conta-lhe a visão que tinha tido.

E Feliz caminha até à porta, negando qualquer documento que comprove a autorização do Papa, bastava-lhe a sua palavra, o documento seria a Santíssima Virgem Maria, o Senhor como escrivão e os Anjos as testemunhas.

O Perdão de Assis é uma manifestação da misericórdia de Deus e um sinal do amor apostólico de São Francisco, que disse alguns dias depois em lagrimas: "Meus irmãos, quero que todos vocês vão ao Paraíso!"

 

Esta indulgência é dada somente em um dia do ano: começa às 12 horas do dia 01 de agosto até o final da tarde de 02 de agosto, todo ano. Este dia tem como padroeira Nossa Senhora dos Anjos, e foi estendida a qualquer Igreja Católica do mundo.

 

Assim, ganham a Indulgência, todas as pessoas que tendo feita a confissão sacramental, visitarem uma Igreja nos dias mencionados, receberem a comunhão eucarística e rezarem um "Pai nosso", uma "Ave Maria" e um "Glória", pelas intenções do Santo Padre, o Papa. Assim sendo, poderão utilizar a Indulgência em seu próprio benefício, em favor de pessoas falecidas ou daquelas que necessitam de conversão do coração.

 














    O Cântico do irmão sol

     Sao Francisco  de Assis

     

    Altíssimo, onipotente, bom Senhor,

    Teus são o louvor, a glória, a honra

    E toda a benção.

     

    Só a ti, Altíssimo, são devidos;

    E homem algum é digno

    De te mencionar.

     

    Louvado sejas, meu Senhor,

    Com todas as tuas criaturas,

    Especialmente o Senhor Irmão Sol,

    Que clareia o dia

    E com sua luz nos alumia.

     

    E ele é belo e radiante

    Com grande esplendor:

    De ti, Altíssimo é a imagem.

     

    Louvado sejas, meu Senhor,

    Pela irmã Lua e as Estrelas,

    Que no céu formaste claras

    E preciosas e belas.

     

    Louvado sejas, meu Senhor,

    Pelo irmão Vento,

    Pelo ar, ou nublado

    Ou sereno, e todo o tempo

    Pela qual às tuas criaturas dás sustento.

     

    Louvado sejas, meu Senhor,

    Pela irmã Água,

    Que é mui útil e humilde

    E preciosa e casta.

     

    Louvado sejas, meu Senhor,

    Pelo irmão Fogo

    Pelo qual iluminas a noite

    E ele é belo e jucundo

    E vigoroso e forte.

     

    Louvado sejas, meu Senhor,

    Por nossa irmã a mãe Terra

    Que nos sustenta e governa,

    E produz frutos diversos

    E coloridas flores e ervas.

     

    Louvado sejas, meu Senhor,

    Pelos que perdoam por teu amor,

    E suportam enfermidades e tribulações.

     

    Bem aventurados os que sustentam a paz,

    Que por ti, Altíssimo, serão coroados.

     

    Louvado sejas, meu Senhor,

    Por nossa irmã a Morte corporal,

    Da qual homem algum pode escapar.

     

    Ai dos que morrerem em pecado mortal!

    Felizes os que ela achar

    Conformes á tua santíssima vontade,

    Porque a morte segunda não lhes fará mal!

     

    Louvai e bendizei a meu Senhor,

    E dai-lhe graças,

    E servi-o com grande humildade. 

     



    ORAÇÃO PELA PAZ

    Texto atribuído a S. Francisco


    Senhor, fazei de mim
    um instrumento da vossa Paz.

    Onde houver ódio, que eu leve o Amor.
    Onde houver ofensa, que eu leve o Perdão.
    Onde houver discórdia, que eu leve a União.
    Onde houver dúvida, que eu leve a Fé.

    Onde houver erro, que eu leve a Verdade.
    Onde houver desespero, que eu leve a Esperança.
    Onde houver tristeza, que eu leve a Alegria.
    Onde houver trevas, que eu leve a Luz.

    Ó Divino Mestre,
    fazei que eu procure mais
    consolar, que ser consolado;
    compreender, que ser compreendido;
    amar, que ser amado.

    Pois é dando que se recebe,
    é perdoando que e é perdoado,
    e é morrendo que se ressuscita
    para a Vida eterna.


    fonte: Ordem dos Frades Menores Capuchinhos (Portugal)


    BENDITO SEJA.. 

    Está oração foi dita da por Francisco a Frei Leão, após a negativa do papa Inocêncio III de recebê-lo, "se for realmente importante para a igreja como ele diz, ele voltara" foram às palavras do papa ao Bispo que recebeu Francisco.

    Benditas sejam as dificuldades que nos agridem e fazem pensar.


    Benditas sejam as horas que gastamos em função do bem eterno.


    Bendito seja quem nos maltrata à primeira vista e nos ajuda a melhorar.


    Bendito seja que não nos conhece e não acredita em nós.


    Bendito seja quem nos compara com vagabundos e indolentes.


    Bendito seja quem nos expulsa, como parias ou fanáticos.


    Bendito seja a mão que nos nega o cumprimento.


    Bendito seja quem quer nos esquecer, impaciente.


    Bendito seja quem nos nega o pão de cada dia.


    Bendito seja quem nos ataca por ignorância e covardia.


    Bendito seja quem nos experimenta no correr do tempo.


    Bendito seja quem nos faz chorar nos caminhos.


    Bendito seja quem não agrada no momento.


    Bendito seja quem exige de nós a perfeição.


    Benditos sejam os que nos maltratam o coração porque, verdadeiramente, são estes, meus filhos, os nossos vigilantes e os que nos ajudam a seguir o Cristo com maior segurança, pois Deus, através deles, nos ajuda na auto educação, de maneira que fiquem abertas todas as portas para o Amor Universal.

    SÃO FRANCISCO DE ASSIS